Arendt para os tempos que correm

Totalitarianism

Totalitarianism begins in contempt for what you have. The second step is the notion: “Things must change — no matter how, Anything is better than what we have.” Totalitarian rulers organize this kind of mass sentiment, and by organizing it articulate it, and by articulating it make the people somehow love it. They were told before, thou shalt not kill; and they didn’t kill. Now they are told, thou shalt kill; and although they think it’s very difficult to kill, they do it because it’s now part of the code of behavior. They learn whom to kill and how to kill and how to do it together. This is the much talked about Gleichschaltung — the coordination process. You are coordinated not with the powers that be, but with your neighbor — coordinated with the majority. But instead of communicating with the other you are now glued to him. And you feel of course marvelous. Totalitarianism appeals to the very dangerous emotional needs of people who live in complete isolation and in fear of one another.

Evil

When I wrote my Eichmann in Jerusalem one of my main intentions was to destroy the legend of the greatness of evil, of the demonic force, to take away from people the admiration they have for the great evildoers like Richard III.

I found in Brecht the following remark:

The great political criminals must be exposed and exposed especially to laughter. They are not great political criminals, but people who permitted great political crimes, which is something entirely different. The failure of his enterprises does not indicate that Hitler was an idiot.

Now, that Hitler was an idiot was of course a prejudice of the whole opposition to Hitler prior to his seizure of power and therefore a great many books tried then to justify him and to make him a great man. So, Brecht says, “The fact that he failed did not indicate that Hitler was an idiot and the extent of his enterprises does not make him a great man.” It is neither the one nor the other: this whole category of greatness has no application.

“If the ruling classes,” he goes on, “permit a small crook to become a great crook, he is not entitled to a privileged position in our view of history. That is, the fact that he becomes a great crook and that what he does has great consequences does not add to his stature.” And generally speaking he then says in these very abrupt remarks: “One may say that tragedy deals with the sufferings of mankind in a less serious way than comedy.” This of course is a shocking statement; I think that at the same time it is entirely true. What is really necessary is, if you want to keep your integrity under these circumstances, then you can do it only if you remember your old way of looking at such things and say: “No matter what he does and if he killed ten million people, he is still a clown.”


Hannah Arendt made the comments in 1974 during an interview with the French writer Roger Errera

9 comentários a “Arendt para os tempos que correm”

  1. “Totalitarianism begins in contempt for what you have” = I cant’t get no Satisfaction.

    Nos anos 60 os Glimmer Twins (Jagger/Richards) fizeram um hino universal sobre a alienação consumista, que é uma critica sobre o então american way of live e agora nosso modo de vida . O principal valor das sociedades de consumo massificadas é a “promessa”, e em função dela o presente tem que ser eliminado e o passado é sempre mau em prol de um futuro melhor, é esta a mecânica linear da psicologia de massas. Em qualquer anúncio, campanha politica, novo governo, a palavra é mudança e fé no futuro, a promessa. Pela promessa sofrem-se horrores (não comer enchidos ou mamar umas jolas mais amiúde), aceitam-se monstruosidades (impostos e regras idiotas) e suspende-se o espirito crítico (foda-se aquilo foi mesmo penalty, meu!).
    A insatisfação que leva ao desprezo é o desfasamento gerado pela promessa no presente que vivemos, que também é cada vez mais ficçao ou ser outro.Para lutar contra o totalitarismo é preciso estar presente em todos os actos e pensamentos e perceber dolorosamente passado.

    Um exemplo: Ventos de mudança.
    (Já agora, se este discurso for muito semelhante a algum que aparece por ai, não é mera coincidência) :

    http://www.pnr.pt/2017/01/sopram-ventos-mudanca/

  2. Totalitarianism appeals to the very dangerous emotional needs of people who live in complete isolation and in fear of one another.

    olha , não detruissem as comunidades com politicamente correctos antinatura . os educadores do povo podem ser muito maçadores.
    há todo um processo que leva a considerar desprezível o que temos , o desprezo não cai do ceú aos pontapés .

  3. tem partes mesmo interessantes , como : “] Onde for que uma diminuição das pressões da população através de taxas de natalidade reduzidas possam aumentar os prospectos para tal estabilidade, a política de população torna-se relevante para o suprimento de recursos e para os interesses econômicos dos Estados Unidos… […] A localização das reservas conhecidas de minérios de mai…”

    o Kissinger já era um Trumpezinho , mas mais dissimulado e sofisticado : em vez de não os deixar entrar , não os deixava era nascer.

  4. o que vale é que os eleitores mais esclarecidos e instruídos da historia das democracias jamais sufragarão o panfleto abjeto e totalitário do globalismo. o ocidente não sucumbirá nem se submeterá.
    we shall never surrender.

  5. Por onde anda o Gin Canadá, caralho?

    O terrorismo da extrema-direita é tão perigoso como o chamado islâmico. É só lembrar Timothy McVeigh em Oklahoma (leitor dos Diarios de Turner, de W. Pierce,uma das biblias da direita fascista americana) e o gajo noruegues, o assassinio da deputada britânica, Charleston, etc… Por cá o canadiano ja desapareceu dos headlines e tenho duvidas q tenha sido considerado terrorista, e muito menos radical, e tenho mesmo muitas dúvidas que aquilo tenha acontecido, na volta foi uma invenção dos media adeptos do sistema e dos statuo quo, dos Uriah Heep e dos ten years after. Suínos.

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