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	<title>Comentários em: Apologia de Patrícia e Rafael</title>
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	<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 20:47:49 +0000</pubDate>
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		<title>Por: dina</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33904</link>
		<dc:creator>dina</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 09:08:37 +0000</pubDate>
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		<description>Oh! Como gostei de "recriação corporal"! 

Só nos faltou o tempo do futuro. Uma vez a pensar sobre algumas das coisas que eu faço pensei que a educação é um desejo para o futuro, uma aposta. 

Se calhar deviamos falar mais das apostas e dos desejos que temos para o futuro para conseguirmos entendermo-nos melhor sobre o que estamos a fazer na educação...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oh! Como gostei de &#8220;recriação corporal&#8221;! </p>
<p>Só nos faltou o tempo do futuro. Uma vez a pensar sobre algumas das coisas que eu faço pensei que a educação é um desejo para o futuro, uma aposta. </p>
<p>Se calhar deviamos falar mais das apostas e dos desejos que temos para o futuro para conseguirmos entendermo-nos melhor sobre o que estamos a fazer na educação&#8230;</p>
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		<title>Por: Raquel Vasconcelos</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33888</link>
		<dc:creator>Raquel Vasconcelos</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 11:40:34 +0000</pubDate>
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		<description>"Falamos de crianças? Então, falamos de adultos. Os mais carentes de educação, aposto que concordas."

Claro, em muitos casos e também com muitas excepções.
Para depois te dizer o que já sabes: não há adultos carentes de educação sem crianças carentes de educação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Falamos de crianças? Então, falamos de adultos. Os mais carentes de educação, aposto que concordas.&#8221;</p>
<p>Claro, em muitos casos e também com muitas excepções.<br />
Para depois te dizer o que já sabes: não há adultos carentes de educação sem crianças carentes de educação.</p>
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	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33886</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 11:29:45 +0000</pubDate>
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		<description>Rui, pois é isso: não haver razões para drama. Mas isso, e como também referes, é apenas um ponto de vista. Outros viram e viveram o seu drama, e assim se fez história. Partilho do sentimento da perda, como leitor deste blogue, mas é só e quase nada. O resto é bom: liberdade. Não se esqueça que o Fernando e o Jorge são coisa bem diferente de uns míseros anónimos sem talento, têm eles muito mais o que fazer - incluindo continuar na blogosfera, em blogues próprios ou colectivos, se lhes der para aí. Por exemplo, no teu; não era espectacular?... Já lá passa largas temporadas o Daniel, seria uma reunião de notáveis escribas a fazer muita gente roer-se de inveja.
__

dina, lembras muito bem: a memória do corpo. E agora é continuar: a memória é sempre do corpo, e há um corpo de memórias (tal como há um corpo de memória...). Se assim é, e é, vemos outra aspecto: o corpo é sempre diferente, único, irrepetível - onde está o nosso corpo com 5, 10, 15 e 20 anos?... 

Nesse sentido, voltar ao passado, ou viver o presente, é uma redescoberta, ou recriação, corporal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rui, pois é isso: não haver razões para drama. Mas isso, e como também referes, é apenas um ponto de vista. Outros viram e viveram o seu drama, e assim se fez história. Partilho do sentimento da perda, como leitor deste blogue, mas é só e quase nada. O resto é bom: liberdade. Não se esqueça que o Fernando e o Jorge são coisa bem diferente de uns míseros anónimos sem talento, têm eles muito mais o que fazer - incluindo continuar na blogosfera, em blogues próprios ou colectivos, se lhes der para aí. Por exemplo, no teu; não era espectacular?&#8230; Já lá passa largas temporadas o Daniel, seria uma reunião de notáveis escribas a fazer muita gente roer-se de inveja.<br />
__</p>
<p>dina, lembras muito bem: a memória do corpo. E agora é continuar: a memória é sempre do corpo, e há um corpo de memórias (tal como há um corpo de memória&#8230;). Se assim é, e é, vemos outra aspecto: o corpo é sempre diferente, único, irrepetível - onde está o nosso corpo com 5, 10, 15 e 20 anos?&#8230; </p>
<p>Nesse sentido, voltar ao passado, ou viver o presente, é uma redescoberta, ou recriação, corporal.</p>
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	<item>
		<title>Por: dina</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33880</link>
		<dc:creator>dina</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 09:08:21 +0000</pubDate>
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		<description>Ocorreu-me algo que não me tinha ocorrido. Na verdade o acesso ao passado pela memória, pelo que é consciente é uma coisa. Mas depois há a memória do corpo, dos hábitos... uma memória que só se sabe quando somos apanhados de surpresa por ela. Além disso há o modo como os acontecimentos e os momentos se juntaram à nossa pessoa.

Sim também acho que se perde tanto do passado como do presente... nunca tinha pensado nisso mas quando leio reajo logo: sim.

Mas uma das coisas interessantes são as relações. Quando os adultos de hoje dizem: no meu tempo não era assim. Eles esqueceram-se mesmo? Têm outras memorias. O que é que no agora os faz esquecer? 

Não sei se é menos o que se perde do passado... porque pergunto-me logo como conseguiriamos medir essa quantidade, essa intensidade. 

.... mas adoro a possibilidade de medir a intensidade!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ocorreu-me algo que não me tinha ocorrido. Na verdade o acesso ao passado pela memória, pelo que é consciente é uma coisa. Mas depois há a memória do corpo, dos hábitos&#8230; uma memória que só se sabe quando somos apanhados de surpresa por ela. Além disso há o modo como os acontecimentos e os momentos se juntaram à nossa pessoa.</p>
<p>Sim também acho que se perde tanto do passado como do presente&#8230; nunca tinha pensado nisso mas quando leio reajo logo: sim.</p>
<p>Mas uma das coisas interessantes são as relações. Quando os adultos de hoje dizem: no meu tempo não era assim. Eles esqueceram-se mesmo? Têm outras memorias. O que é que no agora os faz esquecer? </p>
<p>Não sei se é menos o que se perde do passado&#8230; porque pergunto-me logo como conseguiriamos medir essa quantidade, essa intensidade. </p>
<p>&#8230;. mas adoro a possibilidade de medir a intensidade!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: rvn</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33878</link>
		<dc:creator>rvn</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 03:04:02 +0000</pubDate>
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		<description>val,
(és de olhão, pouco te escapa. Fosses galo de galinheiro povoado e pouca franga fugiria ao teu cocar de salto ao mínimo facilitar, é só um palpite...)

A escuridão de que falo é a do 'não sei que diga' sobre o que não tem assunto, no fundo. Repara. O teu post distribui pontos aos iis que escolheste e cada um terá os seus para pontuar, não é de razões que se trata, para mim. Seria uma opinião coxa, se eu tivesse que ter uma sobre o blogodrama. Não tenho competência ou antiguidade que justifiquem sequer ter uma, para além da perda óbvia de conteúdo, na óptica do leitor. Sinto a falta da variedade que conheci, é certo, e para o meu gosto pessoal o cocktail de medidas exactas que me habituei a saborear ficou escasso no cognac, pese a excelência do que sobrou. Mas não vejo razão para drama, blogo ou outro. E vê: fez-se luz na tal escuridão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>val,<br />
(és de olhão, pouco te escapa. Fosses galo de galinheiro povoado e pouca franga fugiria ao teu cocar de salto ao mínimo facilitar, é só um palpite&#8230;)</p>
<p>A escuridão de que falo é a do &#8216;não sei que diga&#8217; sobre o que não tem assunto, no fundo. Repara. O teu post distribui pontos aos iis que escolheste e cada um terá os seus para pontuar, não é de razões que se trata, para mim. Seria uma opinião coxa, se eu tivesse que ter uma sobre o blogodrama. Não tenho competência ou antiguidade que justifiquem sequer ter uma, para além da perda óbvia de conteúdo, na óptica do leitor. Sinto a falta da variedade que conheci, é certo, e para o meu gosto pessoal o cocktail de medidas exactas que me habituei a saborear ficou escasso no cognac, pese a excelência do que sobrou. Mas não vejo razão para drama, blogo ou outro. E vê: fez-se luz na tal escuridão.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33873</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 22:05:48 +0000</pubDate>
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		<description>Rui, vou atribuir à tua indómita criatividade a sugestão de te mandar à merda, pois se apenas me valer dos meus limitados recursos nunca tal me ocorreria. Contudo, aproveito a tua presença e interrogo: de que escuridão falas?
__

Raquel, para mim, o conceito de egoísmo aplica-se à temática dos limites, aquela que explanaste. É egoísmo por só dar conta de um dos lados da questão, o que inibe. Mas tens toda a razão, sim, claro, não temos parágrafos que cheguem para explicar estas coisas, aqui - ou agora.

Mais dois acertos: temos de aprender a ser egoístas, como disseste; a criança pode errar o que lhe apeteça, como dizes que disse - mas com esta ressalva: errar não no sentido em que se aplauda o 5 como resultado de 2 + 2, mas errar no sentido em que se encoraja a criança a sair do caminho e a não se assustar se estiver perdida. 

Falamos de crianças? Então, falamos de adultos. Os mais carentes de educação, aposto que concordas.
__

dina, a literatura tem características comuns ao testemunho e à reflexão, havendo testemunho e reflexão que até pode assumir integralmente essa forma. O que me interessou na citação que trouxeste foi o cliché: de que o passado nos é inacessível, de que algo se perdeu. Ora, perdeu-se tanto do passado como se perde do presente; ou talvez menos...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rui, vou atribuir à tua indómita criatividade a sugestão de te mandar à merda, pois se apenas me valer dos meus limitados recursos nunca tal me ocorreria. Contudo, aproveito a tua presença e interrogo: de que escuridão falas?<br />
__</p>
<p>Raquel, para mim, o conceito de egoísmo aplica-se à temática dos limites, aquela que explanaste. É egoísmo por só dar conta de um dos lados da questão, o que inibe. Mas tens toda a razão, sim, claro, não temos parágrafos que cheguem para explicar estas coisas, aqui - ou agora.</p>
<p>Mais dois acertos: temos de aprender a ser egoístas, como disseste; a criança pode errar o que lhe apeteça, como dizes que disse - mas com esta ressalva: errar não no sentido em que se aplauda o 5 como resultado de 2 + 2, mas errar no sentido em que se encoraja a criança a sair do caminho e a não se assustar se estiver perdida. </p>
<p>Falamos de crianças? Então, falamos de adultos. Os mais carentes de educação, aposto que concordas.<br />
__</p>
<p>dina, a literatura tem características comuns ao testemunho e à reflexão, havendo testemunho e reflexão que até pode assumir integralmente essa forma. O que me interessou na citação que trouxeste foi o cliché: de que o passado nos é inacessível, de que algo se perdeu. Ora, perdeu-se tanto do passado como se perde do presente; ou talvez menos&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: dina</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33835</link>
		<dc:creator>dina</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 23:19:24 +0000</pubDate>
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		<description>O meu "claro" ficou mais claro. 

A tua provocação tem pelo menos dois caminhos

1) Retorno ao motivo porque o post me lembro o que esta personagem diz:

Sempre me irritou muito a noção "no meu tempo". Quando não era o meu tempo calava-me com o meu mau feitio. Mas agora vejo pessoas ao meu lado falar do "no nosso tempo não era assim". A verdade é que eu não tenho nem memória de que era nem de que não era... porque me lembro de outras coisas... porque o "nosso tempo" não é tão "nosso"... 

mas por outro lado, há aquilo que gosto de chamar "ver a razoabilidade nos outros". Penso: se se lembram assim dos tempos antigos com essa luz... talvez estejam a ver qualquer coisa que eu não estou... Não são invadidos pelas duvidas dos psicologismos vulgares que aparecem ilustrados em alguma literatura. 

Mas esse desencontro de olhar do passado não é só fruto desse desencontro de memória mas também porque é dificil manter coerencia com o passar do tempo (e assim que escrever coerencia começo a hesitar... o que quero talvez dizer é continuidade...). Por isso me lembrei da passagem. Achei que de algum modo o intenso drama  que aquele pequenino bocado da personagem mostra um pouco isto que confusamente aqui escrevi. 

2) [gosto mais deste caminho] o valor de verdade da ficção. 

Sim, a ficção (bem um bocadinho de ficção) não é a mesma coisa do que o "testemunho" ou "reflexão" e nessa perspectiva é falso mas... não aponta também direcções? Não sugere ideas? Não é também uma metáfora de testemunho (de quem cita ou de quem escreve)?

Gosto deste tema... que é outro tema do do post... de que modo é que a ficção carrega ou traz verdade? ... Deve de algum modo ser testemunho, pois quando não é dizemos que há falsidade nas palavras... mas nunca percebi como é que se vê isso...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O meu &#8220;claro&#8221; ficou mais claro. </p>
<p>A tua provocação tem pelo menos dois caminhos</p>
<p>1) Retorno ao motivo porque o post me lembro o que esta personagem diz:</p>
<p>Sempre me irritou muito a noção &#8220;no meu tempo&#8221;. Quando não era o meu tempo calava-me com o meu mau feitio. Mas agora vejo pessoas ao meu lado falar do &#8220;no nosso tempo não era assim&#8221;. A verdade é que eu não tenho nem memória de que era nem de que não era&#8230; porque me lembro de outras coisas&#8230; porque o &#8220;nosso tempo&#8221; não é tão &#8220;nosso&#8221;&#8230; </p>
<p>mas por outro lado, há aquilo que gosto de chamar &#8220;ver a razoabilidade nos outros&#8221;. Penso: se se lembram assim dos tempos antigos com essa luz&#8230; talvez estejam a ver qualquer coisa que eu não estou&#8230; Não são invadidos pelas duvidas dos psicologismos vulgares que aparecem ilustrados em alguma literatura. </p>
<p>Mas esse desencontro de olhar do passado não é só fruto desse desencontro de memória mas também porque é dificil manter coerencia com o passar do tempo (e assim que escrever coerencia começo a hesitar&#8230; o que quero talvez dizer é continuidade&#8230;). Por isso me lembrei da passagem. Achei que de algum modo o intenso drama  que aquele pequenino bocado da personagem mostra um pouco isto que confusamente aqui escrevi. </p>
<p>2) [gosto mais deste caminho] o valor de verdade da ficção. </p>
<p>Sim, a ficção (bem um bocadinho de ficção) não é a mesma coisa do que o &#8220;testemunho&#8221; ou &#8220;reflexão&#8221; e nessa perspectiva é falso mas&#8230; não aponta também direcções? Não sugere ideas? Não é também uma metáfora de testemunho (de quem cita ou de quem escreve)?</p>
<p>Gosto deste tema&#8230; que é outro tema do do post&#8230; de que modo é que a ficção carrega ou traz verdade? &#8230; Deve de algum modo ser testemunho, pois quando não é dizemos que há falsidade nas palavras&#8230; mas nunca percebi como é que se vê isso&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Raquel Vasconcelos</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33798</link>
		<dc:creator>Raquel Vasconcelos</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 09:20:38 +0000</pubDate>
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		<description>VAlupi (que grande gargalhada dei agora! Realmente decidi "ler" o teu nome daquela forma... coisas do subconsciente...)

"Dito isto, é óbvio que uma criança tem de ser dominada em certas dimensões e situações, mas isso não passa de um aspecto de um processo muito mais vasto e profundo."
Ou antes, a conversa é que seria "muito mais vasta e profunda" pois nem me passou pela cabeça que explicaria a temática da educação em apenas um ou dois parágrafos.

O que dizes: "A educação consiste na capacidade de criar seres humanos autónomos, (...) Assim, a criança tem de confiar muito para muito poder descobrir. É isso a liberdade, o poder de descobrir." está correcto. Mas parece-me (de leituras anteriores de posts teus) que criaste um limbo, onde a criança pode errar o que lhe apetecer para aprender.

Estarei a ser egoísta? Temos que aprender a sê-lo. Mas não me parece que se aplique a nada do que disse.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>VAlupi (que grande gargalhada dei agora! Realmente decidi &#8220;ler&#8221; o teu nome daquela forma&#8230; coisas do subconsciente&#8230;)</p>
<p>&#8220;Dito isto, é óbvio que uma criança tem de ser dominada em certas dimensões e situações, mas isso não passa de um aspecto de um processo muito mais vasto e profundo.&#8221;<br />
Ou antes, a conversa é que seria &#8220;muito mais vasta e profunda&#8221; pois nem me passou pela cabeça que explicaria a temática da educação em apenas um ou dois parágrafos.</p>
<p>O que dizes: &#8220;A educação consiste na capacidade de criar seres humanos autónomos, (&#8230;) Assim, a criança tem de confiar muito para muito poder descobrir. É isso a liberdade, o poder de descobrir.&#8221; está correcto. Mas parece-me (de leituras anteriores de posts teus) que criaste um limbo, onde a criança pode errar o que lhe apetecer para aprender.</p>
<p>Estarei a ser egoísta? Temos que aprender a sê-lo. Mas não me parece que se aplique a nada do que disse.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: rvn</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33791</link>
		<dc:creator>rvn</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 00:58:28 +0000</pubDate>
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		<description>val,
para mim ficou claro, fez-se luz na escuridão que existia onde deveria morar um comentário ao teu post mais recente, o do blogodrama, sabes? Pois eis que chega pela Raquel a pista para a explicação de muito do que vai acontecendo contigo, ao redor da tua escrita, por ela e por ti em função dela. Cá vai: Há uma insustentável valúpia no teu ser, caro amigo, que te inspira a valuptuosidade que todos lemos. Essa valúpia é o teu sal e a tua tentação instintiva, natural. E, mesmo que para alguns possa ser insustentável, essa valúpia do teu ser agrada-me, na maioria das vezes. Digo-te isto com leveza, deves interiorizá-lo com leveza igual e só me mandar à merda depois, no fim.
Pronto, tá dito. Um brigadinho à Raquel.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>val,<br />
para mim ficou claro, fez-se luz na escuridão que existia onde deveria morar um comentário ao teu post mais recente, o do blogodrama, sabes? Pois eis que chega pela Raquel a pista para a explicação de muito do que vai acontecendo contigo, ao redor da tua escrita, por ela e por ti em função dela. Cá vai: Há uma insustentável valúpia no teu ser, caro amigo, que te inspira a valuptuosidade que todos lemos. Essa valúpia é o teu sal e a tua tentação instintiva, natural. E, mesmo que para alguns possa ser insustentável, essa valúpia do teu ser agrada-me, na maioria das vezes. Digo-te isto com leveza, deves interiorizá-lo com leveza igual e só me mandar à merda depois, no fim.<br />
Pronto, tá dito. Um brigadinho à Raquel.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33790</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 23:31:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33790</guid>
		<description>Raquel, tens grafado "Volupi", o que trás sugestões interessantes, mas falha a vogal. Quanto ao que entendes por educação, não me satisfaz. Se a educação se limita a ser um qualquer conjunto de limitações, de obrigações, de regras, será um falhanço. Porque não passa da lei do mais forte, do poder da imposição. Dito isto, é óbvio que uma criança tem de ser dominada em certas dimensões e situações, mas isso não passa de um aspecto de um processo muito mais vasto e profundo. 

A educação consiste na capacidade de criar seres humanos autónomos, que pensem por si, que aprendam pela vida fora. Por isso, os valores fundantes e fundamentais da educação são a confiança e a liberdade (ou seja, a educação é o amor...). Uma criança tem de errar muito se o propósito for o de lhe dar a melhor educação possível. Assim, a criança tem de confiar muito para muito poder descobrir. É isso a liberdade, o poder de descobrir.

Parece-me que estás a ser egoísta.
__

dina, provoco-te para que atentes na retórica, na técnica literária. A passagem que trouxeste é um exemplo de manipulação criativa, não um testemunho ou uma reflexão. Nesse sentido, chamo-a de "falsa", mas não estou a julgá-la moralmente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Raquel, tens grafado &#8220;Volupi&#8221;, o que trás sugestões interessantes, mas falha a vogal. Quanto ao que entendes por educação, não me satisfaz. Se a educação se limita a ser um qualquer conjunto de limitações, de obrigações, de regras, será um falhanço. Porque não passa da lei do mais forte, do poder da imposição. Dito isto, é óbvio que uma criança tem de ser dominada em certas dimensões e situações, mas isso não passa de um aspecto de um processo muito mais vasto e profundo. </p>
<p>A educação consiste na capacidade de criar seres humanos autónomos, que pensem por si, que aprendam pela vida fora. Por isso, os valores fundantes e fundamentais da educação são a confiança e a liberdade (ou seja, a educação é o amor&#8230;). Uma criança tem de errar muito se o propósito for o de lhe dar a melhor educação possível. Assim, a criança tem de confiar muito para muito poder descobrir. É isso a liberdade, o poder de descobrir.</p>
<p>Parece-me que estás a ser egoísta.<br />
__</p>
<p>dina, provoco-te para que atentes na retórica, na técnica literária. A passagem que trouxeste é um exemplo de manipulação criativa, não um testemunho ou uma reflexão. Nesse sentido, chamo-a de &#8220;falsa&#8221;, mas não estou a julgá-la moralmente.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: dina</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33764</link>
		<dc:creator>dina</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 13:44:20 +0000</pubDate>
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		<description>V, 

Deve haver algo que me está a falhar... releio o que escreves várias vezes... a minha primeira reacção foi: "Sim, Claro" ... mas fico a pensar que se me provocas para um novo olhar o "claro" pode ser sinal de que eu talvez não o esteja a ver... 

Podes explicar melhor o "novo olhar"?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>V, </p>
<p>Deve haver algo que me está a falhar&#8230; releio o que escreves várias vezes&#8230; a minha primeira reacção foi: &#8220;Sim, Claro&#8221; &#8230; mas fico a pensar que se me provocas para um novo olhar o &#8220;claro&#8221; pode ser sinal de que eu talvez não o esteja a ver&#8230; </p>
<p>Podes explicar melhor o &#8220;novo olhar&#8221;?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Raquel Vasconcelos</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33755</link>
		<dc:creator>Raquel Vasconcelos</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 11:07:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33755</guid>
		<description>Volupi,
Temos pais diferentes. 
Mesmo a geração que actualmente tem cerca de 32/33 anos se questiona sobre como anda esta "malta". Ainda ontem falava com uma professora de faculdade de 32 anos (com nove anos de dar aulas em cima) que dizia: nós sabíamos ter respeito. 
E sobre a miudagem mais jovem, com uma amiga que esteve mais de uma década na área da ocupação dos tempos livres (conhecida por ATL) também o assunto vinha muitas vezes à baila. 
Ou são círculos de pessoas diferentes. 
Claro que mesmo dentro dos meus amigos existe uma ou outra excepção. Daqueles que eram mais rebeldes. Curiosamente grandes pais hoje em dia. Talvez porque as bases da "tal educação" lá estivessem.  
Educação começa no "muito obrigada" e antes disso passa por não ver garotos deitados no chão do centro comerciais, os pais entre o alheado e o não terem mão neles... Passa pela noção de respeito.
Não concordo quanto à questão de a liberdade ser sempre "enorme". Em especial a partir do momento em que são impostos limites. 
E a pré-adolescentes e adolescentes existe a necessidade de colocar limites muito definidos.
Até aos adultos, se virmos bem, eles são colocados... ou não existiria uma imensidão de sinalefas que nos dão indicações sobre como nos comportarmos numa estrada, num restaurante, num hospital... etc.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Volupi,<br />
Temos pais diferentes.<br />
Mesmo a geração que actualmente tem cerca de 32/33 anos se questiona sobre como anda esta &#8220;malta&#8221;. Ainda ontem falava com uma professora de faculdade de 32 anos (com nove anos de dar aulas em cima) que dizia: nós sabíamos ter respeito.<br />
E sobre a miudagem mais jovem, com uma amiga que esteve mais de uma década na área da ocupação dos tempos livres (conhecida por ATL) também o assunto vinha muitas vezes à baila.<br />
Ou são círculos de pessoas diferentes.<br />
Claro que mesmo dentro dos meus amigos existe uma ou outra excepção. Daqueles que eram mais rebeldes. Curiosamente grandes pais hoje em dia. Talvez porque as bases da &#8220;tal educação&#8221; lá estivessem.<br />
Educação começa no &#8220;muito obrigada&#8221; e antes disso passa por não ver garotos deitados no chão do centro comerciais, os pais entre o alheado e o não terem mão neles&#8230; Passa pela noção de respeito.<br />
Não concordo quanto à questão de a liberdade ser sempre &#8220;enorme&#8221;. Em especial a partir do momento em que são impostos limites.<br />
E a pré-adolescentes e adolescentes existe a necessidade de colocar limites muito definidos.<br />
Até aos adultos, se virmos bem, eles são colocados&#8230; ou não existiria uma imensidão de sinalefas que nos dão indicações sobre como nos comportarmos numa estrada, num restaurante, num hospital&#8230; etc.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33753</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 10:22:01 +0000</pubDate>
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		<description>susana, é isso: diferentes contextos, os mesmos desafios.
__

Raquel Vasconcelos, essa geração é a dos nossos pais. Eles é que são os "heróis" das revoluções de 60, o que os levou para uma crise de identidade na hora de serem pais, abdicando da "educação" por disfunção ideológica. Quem tem filhos agora, vive apavorado. É consequência de uma maior urbanização e circulação de pessoas e informação. Ainda não se estabeleceu um conjunto de procedimentos generalizados para lidar com este aumento de complexidade, mas não faltam sugestões.

Gostava de saber o que entendes por "educação". E deixo-te um reparo: a liberdade, se o for, é sempre "enorme".
__

dina, a falsidade é essa mesma de se considerar que se pode "olhar para o passado" e não se estar "presente no passado". É óbvio o nível em que o discurso se coloca, o de um psicologismo vulgar, mas eu estou a provocar-te para um novo olhar sobre essse mesmo olhar que detecta uma ausência. Repara: o presente também é um olhar...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>susana, é isso: diferentes contextos, os mesmos desafios.<br />
__</p>
<p>Raquel Vasconcelos, essa geração é a dos nossos pais. Eles é que são os &#8220;heróis&#8221; das revoluções de 60, o que os levou para uma crise de identidade na hora de serem pais, abdicando da &#8220;educação&#8221; por disfunção ideológica. Quem tem filhos agora, vive apavorado. É consequência de uma maior urbanização e circulação de pessoas e informação. Ainda não se estabeleceu um conjunto de procedimentos generalizados para lidar com este aumento de complexidade, mas não faltam sugestões.</p>
<p>Gostava de saber o que entendes por &#8220;educação&#8221;. E deixo-te um reparo: a liberdade, se o for, é sempre &#8220;enorme&#8221;.<br />
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<p>dina, a falsidade é essa mesma de se considerar que se pode &#8220;olhar para o passado&#8221; e não se estar &#8220;presente no passado&#8221;. É óbvio o nível em que o discurso se coloca, o de um psicologismo vulgar, mas eu estou a provocar-te para um novo olhar sobre essse mesmo olhar que detecta uma ausência. Repara: o presente também é um olhar&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33717</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 15:54:22 +0000</pubDate>
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		<description>hum, isto anda aí uma espécie de pornografia youtubada:

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=88162</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>hum, isto anda aí uma espécie de pornografia youtubada:</p>
<p><a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=88162" rel="nofollow">http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=88162</a></p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: dina</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33716</link>
		<dc:creator>dina</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 15:45:46 +0000</pubDate>
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		<description>V, 

NÃo. NÃo É UMA FALSIDADE.

O que a Anna sente é que quando olha para o passado falta-lhe o estar presente no passado. Por isso falta-lhe aquilo que faz com que no 'agora' se preste atenção aquilo e não a outra coisa. E talvez pior, como não é possivel recuperar esse sentir do passado também não é possivel recordar aquilo que não foi 'marcado' para mais tarde recordar. Por isso ela luta contra si propria, certa de que existem outras coisas na memória a que ela não tem acesso. 

Isto porque ela sabe (embora não o diga explicitamente) que às vezes as memórias assaltam-nos sem querer. Como se tivessem uma lógica própria. Por isso ela se refere a um tipo de privacidade. 

Mas o que é mais interessante é quando ela escreve que "I am appalled at how much I didn't notice". Porque ela só o pode dizer porque agora repara no que antes não reparara. Talvez isso sugira falsidade... mas na verdade o que acontece é que não lembramos o tempo passado a sós, há sempre novos acontecimentos que nos lançam para o passado, pessoas com memórias diferentes das nossas que nos relembram que o passado tinha outras coisas que nós não nos relembravamos... Não há falsidade apenas tomada de consciência do 'highly-coloured mist'.  

A pergunta que me ocorre é o valor do tempo que passou. A Anna fala em acontecimentos que se passaram há vinte anos atrás (mas nos quais ela já era uma quase adulta ... okay isto não aparece na citação)... mas será que a passagem do tempo é suficiente? Ou seja que podemos confiar que a passagem do tempo faz acontecerem coisas que necessariamente levam à possibilidade da consciência? 




SIm. SIm, claro que a Anna sabe e saber a dizer-se uma falsidade doi. 

A Anna está em pânico, porque agora que saber isso todos os acontecimentos devem estar moldados por saber. E agora já não pode mais dizer "If only I knew that". É um retorno a situações semelhantes do passado mas com o passado no corpo, não é bem a pesar mas a fazer-se notar. 

É de tal maneira dificil que a única coisa que consegue fazer é ler e escrever os seus quatro diarios na esperança de que um último quinto diário a consiga salvar (o diário dourado) Para falar melhor disto tenho que acabar o livro... e como é grande vai demorar um bocado. 

Por isso invento o que a personagem vai ver...

Mas o pânico aparece também com uma estranha sensação de calma, de que não há pressa de tomar decisões e que há espaço para ler e escrever nos diarios e que chegará a altura de escrever outras coisas porque, como Doris Lessing diz num outro sitio, "I once said in my autobiography that living is like going up a mountain: every time you go a little higher up, the view looks completely different."</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>V, </p>
<p>NÃo. NÃo É UMA FALSIDADE.</p>
<p>O que a Anna sente é que quando olha para o passado falta-lhe o estar presente no passado. Por isso falta-lhe aquilo que faz com que no &#8216;agora&#8217; se preste atenção aquilo e não a outra coisa. E talvez pior, como não é possivel recuperar esse sentir do passado também não é possivel recordar aquilo que não foi &#8216;marcado&#8217; para mais tarde recordar. Por isso ela luta contra si propria, certa de que existem outras coisas na memória a que ela não tem acesso. </p>
<p>Isto porque ela sabe (embora não o diga explicitamente) que às vezes as memórias assaltam-nos sem querer. Como se tivessem uma lógica própria. Por isso ela se refere a um tipo de privacidade. </p>
<p>Mas o que é mais interessante é quando ela escreve que &#8220;I am appalled at how much I didn&#8217;t notice&#8221;. Porque ela só o pode dizer porque agora repara no que antes não reparara. Talvez isso sugira falsidade&#8230; mas na verdade o que acontece é que não lembramos o tempo passado a sós, há sempre novos acontecimentos que nos lançam para o passado, pessoas com memórias diferentes das nossas que nos relembram que o passado tinha outras coisas que nós não nos relembravamos&#8230; Não há falsidade apenas tomada de consciência do &#8216;highly-coloured mist&#8217;.  </p>
<p>A pergunta que me ocorre é o valor do tempo que passou. A Anna fala em acontecimentos que se passaram há vinte anos atrás (mas nos quais ela já era uma quase adulta &#8230; okay isto não aparece na citação)&#8230; mas será que a passagem do tempo é suficiente? Ou seja que podemos confiar que a passagem do tempo faz acontecerem coisas que necessariamente levam à possibilidade da consciência? </p>
<p>SIm. SIm, claro que a Anna sabe e saber a dizer-se uma falsidade doi. </p>
<p>A Anna está em pânico, porque agora que saber isso todos os acontecimentos devem estar moldados por saber. E agora já não pode mais dizer &#8220;If only I knew that&#8221;. É um retorno a situações semelhantes do passado mas com o passado no corpo, não é bem a pesar mas a fazer-se notar. </p>
<p>É de tal maneira dificil que a única coisa que consegue fazer é ler e escrever os seus quatro diarios na esperança de que um último quinto diário a consiga salvar (o diário dourado) Para falar melhor disto tenho que acabar o livro&#8230; e como é grande vai demorar um bocado. </p>
<p>Por isso invento o que a personagem vai ver&#8230;</p>
<p>Mas o pânico aparece também com uma estranha sensação de calma, de que não há pressa de tomar decisões e que há espaço para ler e escrever nos diarios e que chegará a altura de escrever outras coisas porque, como Doris Lessing diz num outro sitio, &#8220;I once said in my autobiography that living is like going up a mountain: every time you go a little higher up, the view looks completely different.&#8221;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33698</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 23:16:59 +0000</pubDate>
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		<description>debate e consenso não são compatíveis...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>debate e consenso não são compatíveis&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Raquel Vasconcelos</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33696</link>
		<dc:creator>Raquel Vasconcelos</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 22:55:20 +0000</pubDate>
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		<description>Volupi, se falarmos em género, o homem passou a participar mais na educação dos filhos. Mas eu diria que passou a estar mais com os filhos... não a educar mais.
Mas sei que não era isso que dizias.
Permite que discorde. Eu sou da geração que decidiu que fora muito resguardada, e que dá agora uma enorme liberdade às suas crianças. uma geração cercada de teorias vindas da psicologia - alguma correcta - e que não sabe como as encaixar na educação dos seus filhos.
Mas isto dá pano para mangas... e é daqueles debates em que não há consenso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Volupi, se falarmos em género, o homem passou a participar mais na educação dos filhos. Mas eu diria que passou a estar mais com os filhos&#8230; não a educar mais.<br />
Mas sei que não era isso que dizias.<br />
Permite que discorde. Eu sou da geração que decidiu que fora muito resguardada, e que dá agora uma enorme liberdade às suas crianças. uma geração cercada de teorias vindas da psicologia - alguma correcta - e que não sabe como as encaixar na educação dos seus filhos.<br />
Mas isto dá pano para mangas&#8230; e é daqueles debates em que não há consenso.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33693</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 22:44:18 +0000</pubDate>
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		<description>hehehe, e agora que voltei aqui até parece que estou a referir os meus pais como velhos decadentes e fracos, quando os vejo justamente ao contrário, cada vez melhores. não falava do ultimissimo parágrafo, mas das considerações finais sobre o que é, e sempre foi, ser-se adolescente, irreverente, inconformado e desobediente. penso que naquele tempo as raparigas de modo geral sofriam uma passagem abrupta de crianças para mulheres. e os rapazes, como umas poucas raparigas mais livres, tinham outras lutas e outros contextos que não os da escola. outras possibilidades, também. o meu pai, por exemplo, recusou-se a frequentar a mocidade portuguesa, no tempo de liceu. só isso era já um desafio que dispensaria as vulgares desobediências para fazer frente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>hehehe, e agora que voltei aqui até parece que estou a referir os meus pais como velhos decadentes e fracos, quando os vejo justamente ao contrário, cada vez melhores. não falava do ultimissimo parágrafo, mas das considerações finais sobre o que é, e sempre foi, ser-se adolescente, irreverente, inconformado e desobediente. penso que naquele tempo as raparigas de modo geral sofriam uma passagem abrupta de crianças para mulheres. e os rapazes, como umas poucas raparigas mais livres, tinham outras lutas e outros contextos que não os da escola. outras possibilidades, também. o meu pai, por exemplo, recusou-se a frequentar a mocidade portuguesa, no tempo de liceu. só isso era já um desafio que dispensaria as vulgares desobediências para fazer frente.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33690</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 22:22:56 +0000</pubDate>
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		<description>susana, é impossível encontrar um denominador comum para cada época, tantas as diferenças sociais, culturais, regionais, locais, pessoais, e outros ais. Por isso, também os teus pais (cá está) têm razão, claro.
__

Raquel Vasconcelos, os pais nunca participaram na educação dos filhos. Ou, se calhar, nunca participaram tanto como agora...
__

z, só andei no Padre 2 anos, e não guardo esses nomes. Aliás, não guardo nomes de quase nenhum professor.
__

JPN, e eu cheguei trabalhar com um dos irmãos Baltazar, o Tiago. Um bacano do melhor, e que nada teve a ver com as cegadas, por ser o mais novo.
__

Elypse, a tua experiência é valiosa.
__

Joana Alves, não posso concordar mais: perdeu-se o sentido do ridículo. 
__

A. Castanho, invejo a tua memória.
__

rvn, esse Totó Ornelas seria um dos maiores sucessos do YouTube. Tens muito, e bom, para contar, aposto, desse tempo magnífico.
__

dina, a citação termina com aquilo que vou chamar de "falsidade", só para te provocar. Pois, e certamente, a Anna do presente sabe o que escolheria no passado...
__

sininho, vestir uma toga? A que propósito vem isso? Não quererias antes dizer "apanhar uma tosga"?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>susana, é impossível encontrar um denominador comum para cada época, tantas as diferenças sociais, culturais, regionais, locais, pessoais, e outros ais. Por isso, também os teus pais (cá está) têm razão, claro.<br />
__</p>
<p>Raquel Vasconcelos, os pais nunca participaram na educação dos filhos. Ou, se calhar, nunca participaram tanto como agora&#8230;<br />
__</p>
<p>z, só andei no Padre 2 anos, e não guardo esses nomes. Aliás, não guardo nomes de quase nenhum professor.<br />
__</p>
<p>JPN, e eu cheguei trabalhar com um dos irmãos Baltazar, o Tiago. Um bacano do melhor, e que nada teve a ver com as cegadas, por ser o mais novo.<br />
__</p>
<p>Elypse, a tua experiência é valiosa.<br />
__</p>
<p>Joana Alves, não posso concordar mais: perdeu-se o sentido do ridículo.<br />
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<p>A. Castanho, invejo a tua memória.<br />
__</p>
<p>rvn, esse Totó Ornelas seria um dos maiores sucessos do YouTube. Tens muito, e bom, para contar, aposto, desse tempo magnífico.<br />
__</p>
<p>dina, a citação termina com aquilo que vou chamar de &#8220;falsidade&#8221;, só para te provocar. Pois, e certamente, a Anna do presente sabe o que escolheria no passado&#8230;<br />
__</p>
<p>sininho, vestir uma toga? A que propósito vem isso? Não quererias antes dizer &#8220;apanhar uma tosga&#8221;?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: sininho</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/apologia-de-patricia-e-rafael/#comment-33659</link>
		<dc:creator>sininho</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 10:57:51 +0000</pubDate>
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		<description>Mais uma recordação dos anos 80... boa Valupi!

Acho que ainda vais a tempo de vestires uma toga. A sério.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma recordação dos anos 80&#8230; boa Valupi!</p>
<p>Acho que ainda vais a tempo de vestires uma toga. A sério.</p>
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