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	<title>Comentários em: Abertura Judicial</title>
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	<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 01:31:16 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/abertura-judicial/#comment-27892</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 15:30:03 +0000</pubDate>
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		<description>O problema, meu caro Valupi, é que basta haver um caso de justiça injusta para a gente temer toda ela. E este país está cheio de sentenças absolutamente absurdas. A anedota, além de ter piada, é verdadeira em muitos casos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O problema, meu caro Valupi, é que basta haver um caso de justiça injusta para a gente temer toda ela. E este país está cheio de sentenças absolutamente absurdas. A anedota, além de ter piada, é verdadeira em muitos casos.</p>
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		<title>Por: Ernesta</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/abertura-judicial/#comment-27889</link>
		<dc:creator>Ernesta</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 15:13:32 +0000</pubDate>
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		<description>Eu sei que não disseste, Susana. Quem disse fui eu. É que parece-me que na justiça o ministro nunca está na linha da frente da contestação popular porque o que nos dói é a maneira como a justiça é feita e não se falta papel no tribunal. Os dois poderes que podem mudar a Justiça, o legislativo e o judicial, estão resguardados de contestações populares. Um porque não é eleito e o outro porque, nas alturas em que o podemos escolher, nos distraímos com os pormenores e não discutimos o essencial.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei que não disseste, Susana. Quem disse fui eu. É que parece-me que na justiça o ministro nunca está na linha da frente da contestação popular porque o que nos dói é a maneira como a justiça é feita e não se falta papel no tribunal. Os dois poderes que podem mudar a Justiça, o legislativo e o judicial, estão resguardados de contestações populares. Um porque não é eleito e o outro porque, nas alturas em que o podemos escolher, nos distraímos com os pormenores e não discutimos o essencial.</p>
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		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/abertura-judicial/#comment-27887</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 14:59:11 +0000</pubDate>
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		<description>eu não disse tal coisa, obviamente, ernesta. mas, precisamente, é o chefe de osquestra, fundamental para o bom andamento da sinfonia (embora haja outras funções mais ou menos independentes e cruciais, eventuais baluartes, só que «eventualmente» tem os seus perigos).  quanto aos clamores por cabeças referia-me aos populares, precisamente também...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>eu não disse tal coisa, obviamente, ernesta. mas, precisamente, é o chefe de osquestra, fundamental para o bom andamento da sinfonia (embora haja outras funções mais ou menos independentes e cruciais, eventuais baluartes, só que «eventualmente» tem os seus perigos).  quanto aos clamores por cabeças referia-me aos populares, precisamente também&#8230;</p>
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		<title>Por: Ernesta</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/abertura-judicial/#comment-27880</link>
		<dc:creator>Ernesta</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 11:54:38 +0000</pubDate>
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		<description>z, a questão é que se tem deixado a justiça entregue aos juristas quando ela é mesmo de todos nós. Mas o nós que somos todos perde-se nos meandros dos palácios e não chega nunca aos príncipes. Palácios da Justiça, não é?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>z, a questão é que se tem deixado a justiça entregue aos juristas quando ela é mesmo de todos nós. Mas o nós que somos todos perde-se nos meandros dos palácios e não chega nunca aos príncipes. Palácios da Justiça, não é?</p>
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		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/abertura-judicial/#comment-27879</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 11:33:44 +0000</pubDate>
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		<description>com isso cumeram-me (já não me lembro como se faz itálicos) muito tempo, Ernesta, Justiça é só para juristas o caraças, é para todos nós, e os juristas que expliquem se fôr preciso, mas também nessa já não me levam, vamos para a Agora e que vença a verdade e a virtude. Além chegamos para eles, né? Eu até aprendi o que era um fideicomisso e a substituição vulgar tácita, e com a beleza aprendi o que era dolo.

bazarix</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>com isso cumeram-me (já não me lembro como se faz itálicos) muito tempo, Ernesta, Justiça é só para juristas o caraças, é para todos nós, e os juristas que expliquem se fôr preciso, mas também nessa já não me levam, vamos para a Agora e que vença a verdade e a virtude. Além chegamos para eles, né? Eu até aprendi o que era um fideicomisso e a substituição vulgar tácita, e com a beleza aprendi o que era dolo.</p>
<p>bazarix</p>
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		<title>Por: Ernesta</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/abertura-judicial/#comment-27878</link>
		<dc:creator>Ernesta</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 11:12:40 +0000</pubDate>
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		<description>susana, o ministro da justiça não faz as leis nem as aplica. Limita-se a agitar a batuta e a coordenar a entrada dos vários instrumentos. De vez em quando a orquestra pede a cabeça dele, mas tudo isso se passa num universo que não é o nosso, o de meros espectadores.
O problema é que a Justiça continua a ser assim como que uma espécie de teoria quântica onde só os iluminados conseguem meter o dente, com uma linguagem hermética que o leigo não consegue descodificar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>susana, o ministro da justiça não faz as leis nem as aplica. Limita-se a agitar a batuta e a coordenar a entrada dos vários instrumentos. De vez em quando a orquestra pede a cabeça dele, mas tudo isso se passa num universo que não é o nosso, o de meros espectadores.<br />
O problema é que a Justiça continua a ser assim como que uma espécie de teoria quântica onde só os iluminados conseguem meter o dente, com uma linguagem hermética que o leigo não consegue descodificar.</p>
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		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/abertura-judicial/#comment-27876</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 10:12:32 +0000</pubDate>
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		<description>que belo texto, Valupi, és mesmo pãopão

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noutro dia fiquei mal disposto, ouvi o Medina Carreira, talvez na sic-notícias, e o homem afirmou que nestes trinta anos de democracia não há nenhum político preso por corrupção. Ora eu estive a pensar e de facto não me lembro de nenhum, imagina a sopa que por aí irá, porque só se pode concluir pela dependência do poder judicial do poder político e assim a separação de poderes foi à vida, o eixo judicial e o eixo político revelam-se linearmente dependentes e portanto valem como um só.

espero que um tanoeiro dê um jeito nisto</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>que belo texto, Valupi, és mesmo pãopão</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>noutro dia fiquei mal disposto, ouvi o Medina Carreira, talvez na sic-notícias, e o homem afirmou que nestes trinta anos de democracia não há nenhum político preso por corrupção. Ora eu estive a pensar e de facto não me lembro de nenhum, imagina a sopa que por aí irá, porque só se pode concluir pela dependência do poder judicial do poder político e assim a separação de poderes foi à vida, o eixo judicial e o eixo político revelam-se linearmente dependentes e portanto valem como um só.</p>
<p>espero que um tanoeiro dê um jeito nisto</p>
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		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/abertura-judicial/#comment-27834</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 20:22:05 +0000</pubDate>
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		<description>muito pertinente, além de bem dito. não é por acaso que um estado de direito tem essa designação. o facto de a justiça ser a pasta mais importante no governo de um estado passa ao lado da maioria. a maioria pensa com o umbigo e esquece-se que o umbigo se alimenta do estado da nação. esta apatia, acentuada pela incompreensão das especificidades da justiça (compreensível, pois é matéria de difícil acessibilidade para o leigo, como eu) favorece a manipulação de processos; não me lembro, por exemplo, de alguma vez ter havido manifestações populares a reivindicar a demissão de um ministro da justiça.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>muito pertinente, além de bem dito. não é por acaso que um estado de direito tem essa designação. o facto de a justiça ser a pasta mais importante no governo de um estado passa ao lado da maioria. a maioria pensa com o umbigo e esquece-se que o umbigo se alimenta do estado da nação. esta apatia, acentuada pela incompreensão das especificidades da justiça (compreensível, pois é matéria de difícil acessibilidade para o leigo, como eu) favorece a manipulação de processos; não me lembro, por exemplo, de alguma vez ter havido manifestações populares a reivindicar a demissão de um ministro da justiça.</p>
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