<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>
<channel>
	<title>Comentários em: A Revolução dos Cravinhos</title>
	<atom:link href="http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/</link>
	<description></description>
	<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 18:01:05 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.6.2</generator>
		<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23406</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 18:07:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23406</guid>
		<description>Isso já entendo. Pois se foi tão bem explicado, ia lá agora não entender.

Mas continuas casmurro. E, se pensares um bocadinho concordarás, quem fica a perder és tu. Mais ninguém.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Isso já entendo. Pois se foi tão bem explicado, ia lá agora não entender.</p>
<p>Mas continuas casmurro. E, se pensares um bocadinho concordarás, quem fica a perder és tu. Mais ninguém.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nik</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23405</link>
		<dc:creator>Nik</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 17:43:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23405</guid>
		<description>Tu não és casmurro, Valupi, és outra coisa acabada nas mesmas letras e começada por B maiúsculo, como o da Aspirina! Por conseguinte, não consegues dizer bacoradas, ficas-te pelas burradas. Não queres ver o nexo de coerência com o passado que há nas propostas actuais do Cravinho, problema teu. Já te expliquei que o homem quer atacar os problemas da corrupção, hoje, com a mesmíssima mentalidade "antimonopolista" de 1975. Não queres ver isso, não vejas. Põe palas e toc, toc, toc, moleirinha toc.

Como não consegues perceber o que a democracia é, nem com a ajuda da definição do Popper (não foste ver a bibliografia), ficas sempre à espera das promessas dela. Promessas que tu ouviste, certamente, em vozes interiores, mas que ela não te fez nem te faz. São meras alucinações auditivas tuas. A única promessa da democracia, e não é pequena, é a de livrar o povo de governantes indesejáveis, garantir que não haverá tirania. Para isso institui e garante também as liberdades e o primado do Direito, sem os quais a democracia não pode funcionar.

O resto é com o povo, com a sua vontade, a sua inteligência e a sua acção permanente. O próprio aperfeiçoamento da democracia depende do povo, da sua inteligência, da sua vontade, da sua acção permanente. A democracia, por si só, nem reformar-se sabe. Nada está nunca garantido nem prometido em democracia. Usas figuras de estilo e deixas-te levar por elas. Ficas à espera das promessas da democracia e ela põe-te os palitos.

Nas propostas de Cravinho (mais legislação, muita legislação - que depois não é cumprida, como ele próprio reconhece na entrevista à Visão) há apenas uma única ideia válida, mas muito genérica: não basta reprimir a corrupção, é preciso dar-lhe menos oportunidades. A maneira como ele quer conseguir isso é gonçalvista sem mistura. Disso não fala o VPV... Foge! que ele não é estúpido. Vê lá se o Vasco elogiou alguma das medidas que o Cravinho propõe. Nem uma! Nem se lhes refere, tampouco. Porque o VPV nunca foi gonçalvista - entendes isto, ó meu B maiúsculo?



</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tu não és casmurro, Valupi, és outra coisa acabada nas mesmas letras e começada por B maiúsculo, como o da Aspirina! Por conseguinte, não consegues dizer bacoradas, ficas-te pelas burradas. Não queres ver o nexo de coerência com o passado que há nas propostas actuais do Cravinho, problema teu. Já te expliquei que o homem quer atacar os problemas da corrupção, hoje, com a mesmíssima mentalidade &#8220;antimonopolista&#8221; de 1975. Não queres ver isso, não vejas. Põe palas e toc, toc, toc, moleirinha toc.</p>
<p>Como não consegues perceber o que a democracia é, nem com a ajuda da definição do Popper (não foste ver a bibliografia), ficas sempre à espera das promessas dela. Promessas que tu ouviste, certamente, em vozes interiores, mas que ela não te fez nem te faz. São meras alucinações auditivas tuas. A única promessa da democracia, e não é pequena, é a de livrar o povo de governantes indesejáveis, garantir que não haverá tirania. Para isso institui e garante também as liberdades e o primado do Direito, sem os quais a democracia não pode funcionar.</p>
<p>O resto é com o povo, com a sua vontade, a sua inteligência e a sua acção permanente. O próprio aperfeiçoamento da democracia depende do povo, da sua inteligência, da sua vontade, da sua acção permanente. A democracia, por si só, nem reformar-se sabe. Nada está nunca garantido nem prometido em democracia. Usas figuras de estilo e deixas-te levar por elas. Ficas à espera das promessas da democracia e ela põe-te os palitos.</p>
<p>Nas propostas de Cravinho (mais legislação, muita legislação - que depois não é cumprida, como ele próprio reconhece na entrevista à Visão) há apenas uma única ideia válida, mas muito genérica: não basta reprimir a corrupção, é preciso dar-lhe menos oportunidades. A maneira como ele quer conseguir isso é gonçalvista sem mistura. Disso não fala o VPV&#8230; Foge! que ele não é estúpido. Vê lá se o Vasco elogiou alguma das medidas que o Cravinho propõe. Nem uma! Nem se lhes refere, tampouco. Porque o VPV nunca foi gonçalvista - entendes isto, ó meu B maiúsculo?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23404</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 14:05:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23404</guid>
		<description>Nik, é um ponto de vista que permite uma discussão, sem dúvida, esse do passado gonçalvista de Cravinho. No entanto, a discussão versaria exclusivamente sobre a importância que lhe conferes, importância essa totalmente errada. Tal nexo não explica o zelo com que Cravinho assumiu a pasta das Obras Públicas, levando a compreensão do seu actual combate para outros territórios mais sérios do que os da tua bacorada.


Também anoto que és casmurro (e nada de novo com esta nota, claro). Eu escrevi que a democracia promete um ideal de justiça. Este, inerente ao conceito: poder/Governo do povo. Se queres falar de Popper (e porquê só de Popper, ou especialmente de Popper?...), então concordas que a promessa da democracia é a anulação da violência, obtida pela transição pacífica dos governantes.

Isto não é um programa, é uma promessa genérica que decorre de um regime. No caso, o democrático. Quanto à justiça, não se esgota na anulação da violência, exigindo ainda a prevalência do bem comum; ou, até, a excelência (no que se tornaria aristocracia - no fundo, o horizonte pelo qual aferimos as imperfeições da democracia).

No entanto, também se pode considerar como violência tudo o que não seja prevalência do bem comum ou excelência, o que faria da corrupção uma forma de violência. E violenta é ela, de facto.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nik, é um ponto de vista que permite uma discussão, sem dúvida, esse do passado gonçalvista de Cravinho. No entanto, a discussão versaria exclusivamente sobre a importância que lhe conferes, importância essa totalmente errada. Tal nexo não explica o zelo com que Cravinho assumiu a pasta das Obras Públicas, levando a compreensão do seu actual combate para outros territórios mais sérios do que os da tua bacorada.</p>
<p>Também anoto que és casmurro (e nada de novo com esta nota, claro). Eu escrevi que a democracia promete um ideal de justiça. Este, inerente ao conceito: poder/Governo do povo. Se queres falar de Popper (e porquê só de Popper, ou especialmente de Popper?&#8230;), então concordas que a promessa da democracia é a anulação da violência, obtida pela transição pacífica dos governantes.</p>
<p>Isto não é um programa, é uma promessa genérica que decorre de um regime. No caso, o democrático. Quanto à justiça, não se esgota na anulação da violência, exigindo ainda a prevalência do bem comum; ou, até, a excelência (no que se tornaria aristocracia - no fundo, o horizonte pelo qual aferimos as imperfeições da democracia).</p>
<p>No entanto, também se pode considerar como violência tudo o que não seja prevalência do bem comum ou excelência, o que faria da corrupção uma forma de violência. E violenta é ela, de facto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nik</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23403</link>
		<dc:creator>Nik</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Oct 2007 12:52:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23403</guid>
		<description>A democracia, não tendo um programa político, pode contudo aparecer como programa para quem não a tem, obviamente. Por isso a oposição à ditadura em Portugal se chamava Oposição Democrática: o programa principal dela era a instauração da democracia. Embora talvez o não fosse, já então, para os marxistas (do PCP e outros), que punham o acento noutras coisas: na chamada "democracia económica", nas nacionalizações, na luta contra os "monopólios". Isso para eles é que era a "verdadeira democracia", taxando o resto de "democracia formal". A aldrabice ainda passou durante uns anos, pelo menos na cabeça de muitos militantes de esquerda, mas acho que hoje nem esses a compram já como costumavam.

Cravinho é um herdeiro da concepção "antimonopolista" e anticapitalista da democracia. O ex-conselheiro de Vasco Gonçalves para as nacionalizações de 1975 - e também directo responsável por elas - nunca deixou de pensar que a corrupção é inerente ao sistema capitalista. Capitalismo igual a corrupção. Para ele, só com transformações radicais do sistema é que se combate a "corrupção", porque os monopolistas (embora agora lhes chame lóbis) "se apropriaram dos órgãos vitais de decisão" (entrevista à última Visão). As nacionalizações de 1975 foram decididas, é bom lembrar, sob pretextos muito parecidos, por vezes iguais aos agora invocados para o combate à corrupção: acabar com a "sabotagem económica", impedir a fuga de capitais, assegurar o "predomínio" do poder político sobre o poder económico, etc., etc.

Ao combate à corrupção por outros métodos chama Cravinho a "concepção policial", fatalmente votada ao insucesso, segundo diz. A corrupção não é, segundo ele, "um conjunto de factos isolados". É um "sistema".  Em linguagem de 1975, uma conspiração, uma sabotagem... Não se vai lá com repressão, diz Cravinho. Faz lembrar os líricos que defendem o mesmo para o combate à droga: nada de repressão do tráfico, mas sim medidas estruturais, como ajuda aos países do terceiro mundo produtores de cocaína e opiáceos, etc.

A democracia, sendo essencialmente um antídoto permanente contra tiranias, garante que se possam apresentar e discutir diferentes programas políticos. A democracia toma forma num conjunto de instituições que asseguram primordialmente 1) o poder de o povo por maioria escolher quem governa, 2) as liberdades, 3) a prevalência do Estado de Direito. Fora disso, assegurado isso, a democracia não tem programa. Há é várias concepções políticas que por uma questão de marketing se rotulam de "democracia": a democracia orgânica do Salazar, a democracia cristã, a democracia popular, etc., cujos programas já foram suficientemente desacreditados, todos eles, pela prática histórica.

Vou almoçar, beijinhos.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A democracia, não tendo um programa político, pode contudo aparecer como programa para quem não a tem, obviamente. Por isso a oposição à ditadura em Portugal se chamava Oposição Democrática: o programa principal dela era a instauração da democracia. Embora talvez o não fosse, já então, para os marxistas (do PCP e outros), que punham o acento noutras coisas: na chamada &#8220;democracia económica&#8221;, nas nacionalizações, na luta contra os &#8220;monopólios&#8221;. Isso para eles é que era a &#8220;verdadeira democracia&#8221;, taxando o resto de &#8220;democracia formal&#8221;. A aldrabice ainda passou durante uns anos, pelo menos na cabeça de muitos militantes de esquerda, mas acho que hoje nem esses a compram já como costumavam.</p>
<p>Cravinho é um herdeiro da concepção &#8220;antimonopolista&#8221; e anticapitalista da democracia. O ex-conselheiro de Vasco Gonçalves para as nacionalizações de 1975 - e também directo responsável por elas - nunca deixou de pensar que a corrupção é inerente ao sistema capitalista. Capitalismo igual a corrupção. Para ele, só com transformações radicais do sistema é que se combate a &#8220;corrupção&#8221;, porque os monopolistas (embora agora lhes chame lóbis) &#8220;se apropriaram dos órgãos vitais de decisão&#8221; (entrevista à última Visão). As nacionalizações de 1975 foram decididas, é bom lembrar, sob pretextos muito parecidos, por vezes iguais aos agora invocados para o combate à corrupção: acabar com a &#8220;sabotagem económica&#8221;, impedir a fuga de capitais, assegurar o &#8220;predomínio&#8221; do poder político sobre o poder económico, etc., etc.</p>
<p>Ao combate à corrupção por outros métodos chama Cravinho a &#8220;concepção policial&#8221;, fatalmente votada ao insucesso, segundo diz. A corrupção não é, segundo ele, &#8220;um conjunto de factos isolados&#8221;. É um &#8220;sistema&#8221;.  Em linguagem de 1975, uma conspiração, uma sabotagem&#8230; Não se vai lá com repressão, diz Cravinho. Faz lembrar os líricos que defendem o mesmo para o combate à droga: nada de repressão do tráfico, mas sim medidas estruturais, como ajuda aos países do terceiro mundo produtores de cocaína e opiáceos, etc.</p>
<p>A democracia, sendo essencialmente um antídoto permanente contra tiranias, garante que se possam apresentar e discutir diferentes programas políticos. A democracia toma forma num conjunto de instituições que asseguram primordialmente 1) o poder de o povo por maioria escolher quem governa, 2) as liberdades, 3) a prevalência do Estado de Direito. Fora disso, assegurado isso, a democracia não tem programa. Há é várias concepções políticas que por uma questão de marketing se rotulam de &#8220;democracia&#8221;: a democracia orgânica do Salazar, a democracia cristã, a democracia popular, etc., cujos programas já foram suficientemente desacreditados, todos eles, pela prática histórica.</p>
<p>Vou almoçar, beijinhos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23402</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Oct 2007 09:55:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23402</guid>
		<description>ó Nik a minha aposta é na democracia, detesto totalitarismos e delação.

Quando eu digo que não tenho solução significo solução prática. Por exemplo não consegui firmar juízo de valor sobre a iniciativa do Cravinho que inplicava a inversão do ónus da prova. Vocês têm opinião sobre isso?

Podemos influenciar os acontecimentos a partir daqui...
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ó Nik a minha aposta é na democracia, detesto totalitarismos e delação.</p>
<p>Quando eu digo que não tenho solução significo solução prática. Por exemplo não consegui firmar juízo de valor sobre a iniciativa do Cravinho que inplicava a inversão do ónus da prova. Vocês têm opinião sobre isso?</p>
<p>Podemos influenciar os acontecimentos a partir daqui&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23401</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Oct 2007 15:10:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23401</guid>
		<description>Popper? E a democracia não promete coisa alguma? Devem-te faltar umas folhas nos teus livros do Popper.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Popper? E a democracia não promete coisa alguma? Devem-te faltar umas folhas nos teus livros do Popper.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nik</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23400</link>
		<dc:creator>Nik</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Oct 2007 14:27:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23400</guid>
		<description>A democracia não promete coisa nenhuma, não é um programa. Isso será a chamada "democracia popular", que não é coisíssima nenhuma, a não ser um engano fatal. A democracia é, antes de tudo, um regime que permite ao povo desfazer-se dos governantes que não quer. Não é a escolha dos melhores. Não é a escolha de qualquer utopia. É uma garantia essencialíssima do povo contra tiranos. Bibliografia: Karl Popper.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A democracia não promete coisa nenhuma, não é um programa. Isso será a chamada &#8220;democracia popular&#8221;, que não é coisíssima nenhuma, a não ser um engano fatal. A democracia é, antes de tudo, um regime que permite ao povo desfazer-se dos governantes que não quer. Não é a escolha dos melhores. Não é a escolha de qualquer utopia. É uma garantia essencialíssima do povo contra tiranos. Bibliografia: Karl Popper.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Valupi</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23399</link>
		<dc:creator>Valupi</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Oct 2007 13:27:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23399</guid>
		<description>Que a corrupção seja inevitável, é assunto que nem merece referência. A corrupção (e mesmo que não precisemos de qualquer definição técnica a respeito) decorre da liberdade, da natureza humana. E também é consensual que a democracia (mais uma vez, sem se invocar uma definição política) é o regime que melhor lida com a corrupção, por ser o regime que melhor lida com a liberdade. Tudo isto são banalidades, e superficiais.

Gustava, o que há fazer - antes de mais, ou no mínimo - é pensar. Estar atento e pensar. Pensar e falar. Depois, com sorte, encontrar outros com a coragem para agir. Só que nada garante que eles se encontrem. E mesmo que nós sejamos o que nos imaginamos antes da peleja.


Uma coisa é certa: a  realização da democracia, na sua promessa de justiça, pede um salto ético que não se vê na sociedade. Só nos raros.




</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Que a corrupção seja inevitável, é assunto que nem merece referência. A corrupção (e mesmo que não precisemos de qualquer definição técnica a respeito) decorre da liberdade, da natureza humana. E também é consensual que a democracia (mais uma vez, sem se invocar uma definição política) é o regime que melhor lida com a corrupção, por ser o regime que melhor lida com a liberdade. Tudo isto são banalidades, e superficiais.</p>
<p>Gustava, o que há fazer - antes de mais, ou no mínimo - é pensar. Estar atento e pensar. Pensar e falar. Depois, com sorte, encontrar outros com a coragem para agir. Só que nada garante que eles se encontrem. E mesmo que nós sejamos o que nos imaginamos antes da peleja.</p>
<p>Uma coisa é certa: a  realização da democracia, na sua promessa de justiça, pede um salto ético que não se vê na sociedade. Só nos raros.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nik</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23398</link>
		<dc:creator>Nik</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Oct 2007 11:21:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23398</guid>
		<description>Não minam nada. A corrupção é como a droga, os acidentes de trânsito, a pobreza, a depressão, o cancro, as doenças cardiovasculares. Combate-se, nunca desaparece. A democracia é o sistema que melhores condições assegura para o combate à corrupção. Se os responsáveis não a combatem, é denunciá-los e mudá-los. Acusar a democracia é suspirar por soluções piores. Ponto, parágrafo.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não minam nada. A corrupção é como a droga, os acidentes de trânsito, a pobreza, a depressão, o cancro, as doenças cardiovasculares. Combate-se, nunca desaparece. A democracia é o sistema que melhores condições assegura para o combate à corrupção. Se os responsáveis não a combatem, é denunciá-los e mudá-los. Acusar a democracia é suspirar por soluções piores. Ponto, parágrafo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo M.</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23397</link>
		<dc:creator>Gustavo M.</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Oct 2007 03:51:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23397</guid>
		<description>De corrupção!
Nik, julgo que vivemos no mesmo planeta, no mesmo continente e no mesmo grupo de países, o dos mais ricos mundo. Então devia saber do que estamos a falar.
Repito, corrupção!
Esse conjunto de acções e circunstâncias que minam por dentro o tal sistema politico que ambos tanto prezamos.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De corrupção!<br />
Nik, julgo que vivemos no mesmo planeta, no mesmo continente e no mesmo grupo de países, o dos mais ricos mundo. Então devia saber do que estamos a falar.<br />
Repito, corrupção!<br />
Esse conjunto de acções e circunstâncias que minam por dentro o tal sistema politico que ambos tanto prezamos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nik</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23396</link>
		<dc:creator>Nik</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 18:38:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23396</guid>
		<description>As democracias são mais corruptas? Estamos a falar de quê? A única comparação lógica é com os regimes não democráticos. Ora todos os regimes não democráticos que houve no último século foram mil vezes mais corruptos do que as democracias actuais ou passadas. O regime comunista, por exemplo, foi a corrupção organizada em máxima escala, com todos a roubar o Estado, do secretário-geral do partido ao mais modesto trabalhador. O mesmo, ou parecido, para os fascismos, salazarismos, franquismos, etc, todos regimes corruptos por natureza e onde nem havia liberdade para denunciar a corrupção. O único antídoto eficaz contra a corrupção não é a pena de morte que certos regimes comunistas inventaram (para quem roubava sem licença do partido), é a liberdade e o funcionamento livre do mercado com regras transparentes. O regime que até hoje melhor garante estas duas coisas chama-se democracia. A democracia moderna funciona melhor do que há cem anos. Por isso, não sei de que estão a falar.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As democracias são mais corruptas? Estamos a falar de quê? A única comparação lógica é com os regimes não democráticos. Ora todos os regimes não democráticos que houve no último século foram mil vezes mais corruptos do que as democracias actuais ou passadas. O regime comunista, por exemplo, foi a corrupção organizada em máxima escala, com todos a roubar o Estado, do secretário-geral do partido ao mais modesto trabalhador. O mesmo, ou parecido, para os fascismos, salazarismos, franquismos, etc, todos regimes corruptos por natureza e onde nem havia liberdade para denunciar a corrupção. O único antídoto eficaz contra a corrupção não é a pena de morte que certos regimes comunistas inventaram (para quem roubava sem licença do partido), é a liberdade e o funcionamento livre do mercado com regras transparentes. O regime que até hoje melhor garante estas duas coisas chama-se democracia. A democracia moderna funciona melhor do que há cem anos. Por isso, não sei de que estão a falar.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo M.</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23395</link>
		<dc:creator>Gustavo M.</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 14:57:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23395</guid>
		<description>Gostei do seu post, caro Valupi.

Fica bem escrever, falar ou argumentar contra essa evidência das democracias modernas. E claro, também fica bem ao PS ter um cravinho como o Cravinho... ficamos por aí?
É o que parece.
Palavras leva-as o vento.
Acção, sff!
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei do seu post, caro Valupi.</p>
<p>Fica bem escrever, falar ou argumentar contra essa evidência das democracias modernas. E claro, também fica bem ao PS ter um cravinho como o Cravinho&#8230; ficamos por aí?<br />
É o que parece.<br />
Palavras leva-as o vento.<br />
Acção, sff!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23394</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 11:36:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23394</guid>
		<description>acho que vale a pena ler,

&lt;a href="http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&#038;op=view&#038;fokey=ex.stories/133284" rel="nofollow"&gt;http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&#038;op=view&#038;fokey=ex.stories/133284&lt;/a&gt;
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>acho que vale a pena ler,</p>
<p><a href="http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&#038;op=view&#038;fokey=ex.stories/133284" rel="nofollow">http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&#038;op=view&#038;fokey=ex.stories/133284</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23393</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 11:20:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23393</guid>
		<description>Este teu texto é lapidar, Valupi. Não tenho palavras, infelizmente também não tenho solução.

----

mandaram-me este sms:

2ª feira das 19h às 21h concentração na estátua do marquês de Pombal a propósito da Birmania e da defesa dos direitos da população civil

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Este teu texto é lapidar, Valupi. Não tenho palavras, infelizmente também não tenho solução.</p>
<p>&#8212;-</p>
<p>mandaram-me este sms:</p>
<p>2ª feira das 19h às 21h concentração na estátua do marquês de Pombal a propósito da Birmania e da defesa dos direitos da população civil</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Vamos, deixa lá as pessoas amanharem-se!</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23392</link>
		<dc:creator>Vamos, deixa lá as pessoas amanharem-se!</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 11:18:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23392</guid>
		<description>
Ó filho, mas Democracia sem corrupção não é Democracia nem é nada, não sabias? Além disso, a corrupção que dói mais nem é a dos negócios chorudos, é a Política, a de vassalagem às entidades misteriosas de vestes pretas!
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ó filho, mas Democracia sem corrupção não é Democracia nem é nada, não sabias? Além disso, a corrupção que dói mais nem é a dos negócios chorudos, é a Política, a de vassalagem às entidades misteriosas de vestes pretas!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Comum</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23391</link>
		<dc:creator>Comum</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2007 20:57:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/a-revolucao-dos-cravinhos/#comment-23391</guid>
		<description>O ComUM, jornal digital de alunos da Universidade do Minho, (re)arranca na próxima segunda-feira, dia 8 de Outubro, às 00h01.

Com a cara lavada e em novo endereço:

&lt;a href="http://www.comumonline.com/" rel="nofollow"&gt;http://www.comumonline.com/&lt;/a&gt;

Esperamos por vocês.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O ComUM, jornal digital de alunos da Universidade do Minho, (re)arranca na próxima segunda-feira, dia 8 de Outubro, às 00h01.</p>
<p>Com a cara lavada e em novo endereço:</p>
<p><a href="http://www.comumonline.com/" rel="nofollow">http://www.comumonline.com/</a></p>
<p>Esperamos por vocês.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
