Vai uma anedOTA?

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O método é do mais arbitrário, do mais tendencioso, enfim, do mais revoltantemente foleiro. Mas pode ajudar a encher logo o serão.

Acaba, de resto, inspirado num gracioso artigo (mas brincando, brincando…) ontem no «Público», que se intitulava «Uma ‘brincalh’OTA’», e que ensinava onde se constroem bons aeroportos.

E, depois, a estes achados costumam estar associadas umas elevadas somas publicitárias – ou estou a dizer alguma inconveniência?

Pois bem: aqui se lança este inocente jogo de sociedade. Eu entraria modestamente com:

PalhOTA
CambalhOTA
PorcalhOTA

61 comentários a “Vai uma anedOTA?”

  1. Governo: que grandes filhos da pOTA. Andamos todos em pelOTA. Deviam apanhar com uma bOTA da tropa. Ou ser lançados ao mar de uma gaivOTA.

  2. Py
    Para Rio Tinto não vou! Porque não é uma alternativa. É um outro aeroporto necessário para responder às necessidades da zona centro.
    E sobre o Montijo só queria lembrar que a Ponte Vasco da Gama já teve que ser reparada em 15 dos seus pilares, ao sabor das marés, noite ou dia, com mergulhadores e pessoal especializado…
    Achas mesmo que eles nos querem oferecer mais uma ponte para o TGV (não consigo parar de rir…)e de seguida um aeroporto para a zona centro?
    Seremos OTÁrios, parece-me…

  3. Mas Sininho, repara que a Portela para mim está mesmo a calhar. Morei lá em Alvalade até ser jovem adulto e bazei para onde o Sol se põe sobre o mar. Mas se dá lá um acidente grave é uma tristeza.

    E está sobressaturado.

  4. Py
    Ou então outra mas sempre para Nascente e muito dificilmente na direcção de uma barreira física tão grande quanto o Tejo.
    O problema das cidades é o seu crescimento para Nascente pois elas tendem a fazer o mesmo percurso que tu – sol Poente. Essa curiosa questão também surgiu na altura da Expo’98 (qual a sua melhor localização? Porquê aquela escolha?)

  5. Já me disseram que a Ota é muito má por causa dos ventos e dos nevoeiros e sei lá que mais. Não tenho ponto de vista, estou a ver se as pessoas se poem de acordo sobre qual a melhor localização. Mas agora vou bazar, ‘té logo.

  6. Como é que funcionam os aeroportos em Inglaterra com tantos nevoeiros? São quantos, só em Londres? 5?
    E pelo resto do Norte da Europa?

  7. Sininho,

    É verdade isso, que as cidades (ou povoações em geral) tendem a crescer para poente? A acompanhar o sol? A tentar travar-lhe a marcha? A prolongar o dia? A prolongar a vida?

    Se isso é verdade, é fenomenal. Eu já fico boquiaberto ao verificar uma outra lei civilizacional: que nenhum atalho, mesmo onde poderia sê-lo, é direito. Têm todos uma curiosíssima, desnecessária curva. Mesmo a campo aberto.

  8. Pois é verdade, Fernando. E não é uma descoberta deste século! A Expo’98 tentou colmatar esse problema em Lisboa. E conseguiu! Mas se olhares para várias cidades e capitais europeias é assim que acontece. Num simples mapa se faz essa leitura. A Nascente as industrias. Mas vou ver se encontro umas excepções, porque as há!

    Parabéns pelo dia de hoje!

  9. é fernando, e os paisagistas com bom senso já aproveitam os caminhos de pé pisado precedentes a uma intervenção, no seu design. e já se sabe que não vale a pena fazer outro, quase igual, até mais a direito: corre-se o risco de estragar a relva, porque os pedestres se encarregarão de o traçar novamente.

  10. olha, sininho…! estavas aí ao mesmo tempo que eu… :)

    pensava que isso teria a ver com o sentido da corrente, do rio… acontece o mesmo nas cidades mediterrânicas?

  11. Essa coisa de vir tudo atrás do Sol é verdade, e ainda bem, porque houve tempos em que eu pensava que vinha tudo atrás de mim, o que era bem pyor!

  12. Susana, não estou capaz de te responder (ainda vim espreitar entre o prato e a sobremesa…)A noite era de poesia, mas faz todo, todo o sentido o que dizes.

  13. Susana
    Reflexão feita, mas ainda com a lição por estudar a fundo, o sentido da corrente é um facto mas o sol faz e continua a fazer (felizmente, pois receei!) todo o sentido. Tem primazia!
    A primeira margem do rio a ser ocupada é a margem Norte ou Nascente. O relevo também condiciona o crescimento de uma cidade numa direcção. Galopamos encostas à procura de sol. Se o relevo for abrupto utilizamos o efeito de pára-vento, claro, olhando o sol. Bom, e nas zonas mais planas surgem as indústrias, quando estas não nos roubam o melhor lugar. Se assim for, periferia com elas! (é o que acontece cada vez mais)
    Em geral, acompanhamos o sol, com ou sem rio. Sei que há uma excepções engraçadas e vou tentar encontrá-las.

  14. sim, há excepções onde o vento se impõe. aliás o vento tem também um papel importante; é raro, aqui na minha zona, haver vento vindo de sul. se assim não fosse, as habitações teriam uma orientação muito diferente. tens o exemplo de londres, neste caso com rio, em que o vento foi determinante para o desenvolvimento, além da exposição solar. empurrava os cheiros do rio, na altura um esgoto imperfeito, para uma das margens; logo, esta tornou-se a margem “pobre”, a da indústria, a do “cockney”.

  15. A localização dum novo aeroporto, a ter que havê-lo, era a Marateca, sem mais metafísicas. Mas isso era se não fossem portugueses a decidi-lo.
    Quanto a margens e a encostas que têm a primazia, dêem vocências uma mirada displicente ao mapa: de Setúbal a Viana não há sobreviventes.

  16. Não digas mais Anonymous… deixa-me adivinhar… és Alentejanno ou Ribatejano da margem Sul?
    (dá direito a um puxão de orelhas se não acertar, sim?)

  17. Py
    Acho que o Carmona tem uma cartola grande com muitos coelhos.
    Vamos para Nascente, insisto, com OTA ou com OuTrA.

  18. Vi o mapa Py. Vi ontem, antes de me deitar.
    Mas lá está, é sempre a estória da ponte… e do aeroporto para Coimbra e arredores!

  19. Sininho não percebo nada disto. Tu dizes ‘nascente’ mas também para poente só se fosse nas Berlengas. Ontem no mapa tinha lá um Poceirão.

    A mim dá-me mesmo jeito é a Portela. Mas fico com sentimentos de culpa se um dia há um acidente no casario, e além disso está saturado.

  20. Podemos ser OTÁrios?

    Pensava eu que fazer uns comentários num blogue não me obrigaria a pensar. Enganei-me! Sou uma preguiçosa e prefiro ter a papinha feita. Neste caso acho que vou ter que me esforçar um bocadinho (mas só um bocadinho…).
    Primeiro e antes de mais, (peço desculpa…) confundi Rio Tinto com Rio Frio (não era, portanto, tinto mas branco) o que me induziu em erro num comentário que fiz: “Para Rio Tinto não vou! Porque não é uma alternativa. É um outro aeroporto necessário para responder às necessidades da zona centro.”
    Assim e voltando à melhor localização sobre um aeroporto para Lisboa.

    O avião é, por excelência, o melhor meio de transporte físico para vencer longas distâncias. Aquilo que, há um século a trás, era um fenómeno de elite – viajar de avião – tornou-se aos poucos acessível a todos. A todos os Zé Povinhos do mundo! Cada vez mais, não vão faltar Concorde’s a todos os preços. Por sinal vem aí um a caminho – o AIRBUS A350.

    Portugal, o país mais a ocidente da Europa, tem uma localização que lhe pode conferir a função de “última escala” em voos intercontinentais entre Europa e a América. Pessoalmente, prefiro que essa escala aconteça aqui e não nas Lajes, Açores.
    E porquê?
    Somos um país de vertente turística, por excelência. Neste tema, em que temos muito para andar, evoluir, é do nosso maior interesse termos, no Continente, um aeroporto internacional com plataforma e dimensão fuTURÍSTICA!

    Assim a localização deste aeroporto não trata só de resolver e facilitar este meio de viação aos lisboetas. Actualmente temos 3 aeroportos internacionais que servem o Norte, o Centro e o Sul, a saber que o da Portela está mais para Sul do que, propriamente ao centro do país. E quanto mais para Sul for pior, porque menos serve o centro (Py, não sei se isto já explica o Nascente ou se ainda precisa de mais argumentação?).

    A localização de um aeroporto tem ainda que responder com a melhor das acessibilidades: metro, comboio (TGV), estradas… vias de comunicação, muitas e boas!
    O Tejo, o nosso querido mar da palha, é uma barreira complicada. Implica uma ponte, mais uma!
    Ora, nós conseguimos, a muito custo uma segunda ponte que não escoa todo o movimento existente entre as duas margens deste braço de água.

    Que fazer? Podemos ser OTÁrios?
    Porque não!?
    Porque será que temos que ser sempre pessimistas?
    Porque há vento, porque o cone de aterragem, porque os prédios, blá, blá, blá…
    Com tanto Aeroporto espalhado por este mundo fora, em climas muito mais agrestes do que o nosso, próximos de cidades cuja a volumetria ultrapassa a de Lisboa em 10 vezes mais (quanto mais as cidades e lugarejos que envolvem a OTA…)

    É muito caro!? Ah! Qualquer um será, mas tem que acontecer se queremos andar para a frente!

  21. Olá! Pensava que já não ias responder, e também andei aí a passear. Eu também acho que precisamos de um novo aeroporto de escala internacional, nesse sentido de plataforma para vôos intercontinentais e etc. Lá se é melhor a Ota ou o Poceirão não sei, tinha que me debruçar mesmo sobre isso.

  22. Py
    Vai novamente aqui (o mapa já está ok, novamente): http://expresso.clix.pt/Actualidade/Interior.aspx?content_id=382464
    O Poceirão é para Sul e fica do outro lado do Tejo… : (
    Em seguida vai aqui e… search, para veres o caminho para a OTA. http://www.viamichelin.com/viamichelin/gbr/dyn/controller/ItiWGPerformPage?reinit=1&strStartCityCountry=669&strStartAddress=&strStartCP=&strStartCity=lisbon&strDestCityCountry=669&strDestAddress=&strDestCP=&strDestCity=ota&image2.x=29&image2.y=11#
    Enfim, se não gostas da OTA é escolher por ali, nas redondezas.

  23. Tens razão Sininho, acho que fico OTÁrio, por causa disso da ponte e da proximidade a Coimbra e ao centro.

    Mas depois de acordar vejo melhor. :)

  24. Olá Sininho.

    o xatoo respondeu-me assim:

    ‘Py
    Andas muito ecológico. Realmente remover 50 milhões de metros cúbicos de terras e construir 2 pistas que não podem ser usadas em simultâneo sobre o leito de diversas ribeiras – custa apenas uma migalhinha de nada de energia e é muitissimo económico,,,
    a peace of cake
    comparado com desviar o excedente de tráfego das low costs para o Montijo, ou acabar com o Figo Maduro,
    mas, óh da guarda!
    com os altos interesses militares não se bule!
    Viva a Nato, vivam as bocas ociosas do Império!’

  25. Py tens que perguntar ao xatoo quantos aeroportos é que ele conhece no mundo que use duas pistas em simultâneo. Acho que ele não sabe…

  26. Eu também não sei essas coisas Sininho. Sei que acho lindo o aeroporto de Hong-Kong, enorme o de Singapura, também gosto do Charles de Gaulle, não gosto do de Heathrow, nem do de Milão.

    Do de Toronto já nem me lembro. E há mais mas não vou chatear.

    (olha bonito é o de Casablanca e sai de lá directo o combóio para Marraquexe)

    Concordo que precisamos de um novo e bom aeroporto intercontinental. Agora veio este:

    http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=790516&div_id=291

  27. Py

    Para o xatoo
    http://en.wikipedia.org/wiki/Runway
    Ler active runway e perceber o porquê de se ter duas pistas (porque não é só para que hajam aterragens e descolagens simultâneas)
    http://en.wikipedia.org/wiki/Category:Airports_by_continent
    A lista dos aeroportos do mundo, com as suas pistas (não estamos, nem estaremos assim tão mal)

    Ora vê lá este mapa da nossa futura rede de Alta Velocidade (ziiiiiiiiiiimm, já passou : ))
    http://www.rave.pt/pdf/O%20Projecto%20Português%20de%20Alta%20Velocidade.pdf
    Depois lê esta resposta que é a 18 e, de caminho a 19 e a 20 (esta é deveras interessante)
    http://www.rave.pt/faqs_resposta.htm#18

  28. (Py, eu não vejo a OTA como escolha impositiva, mas não vejo viabilidade para uma melhor localização na margem Sul do Tejo, pelas razões que já expus)

  29. Eu estou a favor da modernização do país em termos de infraestruturas de comunicações, Sininho. Não sou nada daqueles invejosos que são contra só porque não querem que outros ganhem muito dinheiro.

    Estão-me a convencer com a Ota. Deixa ver mais um pouco.

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