Fórmulas do paraíso

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‘Música das esferas’, ‘melodias celestiais’: terá a música a ver com a eternidade – ou, mais, terá a eternidade a ver com a música? Um dia, lá em cima, é um dizer, teremos nós um iPod de memória eterna?

Enquanto as perguntas ficam, fatalmente, no ar, vai-se fazendo o que se pode. E daunlôuda-se a doce engenhoca dos sonhos sonoros com uma eternidade aos pedaços. O meu aparelhinho, um Zen da Creative, permite repetir um número até um fulano cair de podre. Não se diga que não é, então, um reflexo da eternidade.

Esta tarde saí (o tempo começa a imitar a Primavera) e eternizei-me em All by myself. Não o de Celine Dion (mas podia ser, e daí a capa do CD), sim a versão instrumental de James Last com o piano de Richard Clayderman. O autor da peça, fiquei a saber aqui, é Eric Carmen. O que eu já conhecia era a paternidade de Rachmaninoff para o primeiro tema, o da ‘estrofe’. Ele é autor de algumas das mais – bom, digamos – celestiais melodias cá em baixo, e talvez só superado por Tchaikovsky e Mozart.

Absolutamente genial na versão Last-Clayderman é o coro feminino que irrompe quando menos se espera, e que ressoa como numa imensa catedral.

A música das esferas, portanto? Talvez. Celestial é.

8 comentários a “Fórmulas do paraíso”

  1. fora da música clássica, james last é uma das referências musicais da minha infância, a par dos beatles, do elton john, da joan baez. já não me lembrava dele. recordei-me imediatamente da capa do hair, em vinil, que as minhas irmãs e eu muito cantávamos e dançávamos. obrigada…

  2. [já tinha visto, fernando. ainda escrevi aqui um «quanta rapidez e eficiência! muito obrigada, fernando», mas receei estar a dar-lhe mais trabalho ainda! mas não apague este; os parenteses rectos chegam para o gasto. :)]

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