Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.



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Décadas depois de os olhos orientais investirem na cirurgia estética e encomendarem incisões que os tornassem redondos, cabe ao Irão o florescimento do negócio, em busca da imagem de Hollywood. Por razões de indumentária nas mulheres, a mudança é procurada nas partes visíveis, das quais o nariz recolhe a preferência. Narizes mais pequenos, finos e arrebitados são a grande ambição, dizendo-se que o nariz iraniano tende a ser grande e adunco.
Escassas vozes se levantam, proclamando ser esta busca de padrões ideais de beleza uma contaminação da cultura ocidental, obcecada com a imagem. As autoridades religiosas não se pronunciaram, e o cirurgião com maior fila de espera defende que Alá há-de aprovar a acção em benefício da beleza. A moda tanto pegou, que um nariz coberto de adesivos se tornou um adereço fashion. Há até raparigas a cobrir o nariz com um penso sem terem feito a operação, que custa cerca de mil e quinhentos dólares. E, assim, vão para a escola mais bonitas.
De um nariz proeminente e aquilino dizia-se um nariz com raça. Sem miscigenação, faz-se o nivelamento dos rostos.

susana


  1. 1 Ana Cristina Leonardo

    é pena. o primeiro nariz é o muito mais giro do que o segundo

  2. 2 susana

    é, ana, o primeiro tem outra pinta.

  3. 3 Nariz pos-operatório

    Cometes várias infracções aos regulamentos de um post objectivo e actual. Erras nos preços (viste esse a 1.500 dólares e abarbataste logo) e nas partes visíveis (os homens tambem rebocam e esculpem os narizes) e de mais umas quantas coisas que não irão (que verbo tão engraçado) recomendar-te à freguesia como melhor blogueira do ano. Mas não está mau de todo, como primeira tentativa dum postozito anti-profeta disfarçado. Bye bye, Suzieanne.

  4. 4 susana

    «cerca de»: preço médio. fonte: aljazeera. homens: sim. mas não sou obrigada a falar sobre eles. fala tu, se te apetece. «zonas visíveis»: as mulheres do resto do mundo privilegiam as lipo-aspirações.
    nem melhor nem pior: média - não confundir aqui com «cerca de».
    e entretanto já descobriste os tais pides de há trinta anos?

  5. 5 sininho

    Portanto, apresentas aqui a última fashion burka. Boa!
    De facto há hábitos que demoram a passar…

  6. 6 susana

    sininho, o mais curioso aqui e que me parece indício maior de adesão a uma cultura de massas é aquela de as miúdas usarem adesivos como adereço. lembrou-me os aparelhos nos dentes, que antes complexavam e agora se exibem em sorrisos orgulhosos. tudo o que é prostético ou transformador do corpo se torna sexy. essa a grande novidade.

  7. 7 z

    pois isso é engraçado, eu tenho uma amiga que é psicóloga que quando foi a moda dos piercings me dizia que era por causa da desreferenciação post-moderna que fazia @s putos quererem atravessar-se de espetos para sentirem que estavam ali. Será?

  8. 8 z

    agora o nariz é uma pena, era semita/persa e ficou a lembrar a miss piggy. Vou xonar.

  9. 9 Narigudo

    Susana,

    És, espero que só seja temporàriamente, duma debilidade mental confrangedora. Pegas em notícias velhotas e num mito ainda bébé, sem alicerces nem telhado, a cheirar muito a propaganda da nova ordem cde deitar com o mouro abaixo, e aplicas-lhe o cimento da tua opinião convencida, sem te aperceberes que mal te consegues equilibrar na bicicleta. Filha minha, ingénua que não acabas, como nadas bem em águas densas de turbidez.
    Para começar, apresenta-me alguém suficientemente demente para confessar neste blogue, à hora de almoço ou a outra que lhe convenha, que costumava sorrir com orgulho quando lhe metiam esses bocados de arame farpado nos dentes. Mas tu estás doida ou quê, rapariga? E depois prova-nos aqui de que há um número suficientemente de garotas ou mulheres persas a passearem pelas ruas com adesivos em pencas sem terem necessidade disso, a ponto de te autorizar a transformar essa meia dúzia de casos isolados num costume ou moda, ou cultura, para saciar as necessidades das tuas teses de psicologia de café.
    Julgarás tu, francisca deste arraial, que temos de comer todo o peixe podre de Sesimbra que te apetecer vir descarregar aqui? Desengana-te, filha. Peixe podre de Sesimbra já não passa desde que o José Carmo nos avisou- Capicha?

  10. 10 D. João e a Máscara

    Capicha?! Qual picha?

  11. 11 narizinho do narigudo

    Que provas queres? Dados oficiais? É verdade o que diz a Susana, diariamente pelas ruas de Teerão se vêem várias raparigas com os pensitos no nariz. Mas tens razão no que dizes, nada de comer o peixe podre das pessoas que nada sabem e insultam quem sabe. Mesmo que a sabedoria seja uma coisa corriqueira que só tu achas suficientemente importante para disparatar sobre.

  12. 12 susana

    narigudo, deitar abaixo o mouro com um post? não sou assim tão ingénua.
    e não, não costumavam. costumam, agora. eu vejo-as. antigamente preferiam os dentes tortos ao «arame farpado». agora todas querem pôr aparelho e qualquer dentinho encavalitado no próximo serve o intento. e gostam de se ver assim. não lidas com muitas raparigas, pois não?

    narizinho do narigudo, tem graça falares de corriqueiro. porque é essa a graça disto tudo. tudo corriqueiro, mas há quem lhe dê importância.

  13. 13 Anónimo

    Pois é, um adereço que me faz lembrar a tradicional Burka, como transição.

    E sobre aparelhos nos dentes… até se pode escolher a cor dos elásticos que têm de ser mudados com alguma frequência! Há mesmo uns desenhos animados em que o personagem principal é a Sorriso Metálico.

    Narigudo, penso que és mesmo pencudo. Opera-te!

  14. 14 claudia

    Eu gostava de ter o nariz de Cyrano, um nariz com personalidade.

  15. 15 cyranoajeito

    Sempre substituía o dildo

  16. 16 sininho

    O Anonymous das 2.26pm era eu, Sininho.

  17. 17 Associação Nacional das Pichotas no Desemprego (ANPD)

    Cyrano:

    Não fales em dildo quessa treta dá azar.

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