Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.



As mulheres com quem falo gostam muito de homens, adoram-nos. Tanto que não podem passar sem eles, quanto mais não seja como tema essencial das suas conversas. Invariavelmente, têm um desejo de arrasar. Enfim, de dar cabo deles. Não há aqui qualquer incongruência: faz tudo parte da sustentabilidade das relações. Não me comes viva, como-te morto. Mera questão ecológica.


  1. 1 catarina

    Nem todas, nem todas…:DDD

  2. 2 luis eme

    Susana, quase que pareces um “ombre”, nesta tua observação “canabalística”…

  3. 3 ana cristina leonardo

    Numa entrevista, Doris Lessing anunciava o novo sexo fraco. Dizia ela que a cultura feminista actual estava “continuamente a rebaixar e a insultar os homens”. Exemplificava desta forma: “estava numa sala de aula, com crianças de 9-10 anos, e uma mulher jovem explicava que a razão das guerras era a violência congénita dos homens”. Como consequência deste arrazoado, as raparigas sentavam-se “inchadas de complacência”, enquanto que “os rapazes encolhiam-se nas cadeiras, pedindo desculpa pela sua existência, pensando que esse seria o padrão das suas vidas”.
    Li isto num blog que recomendo vivamente chamado Pratinho de Couratos (http://pratinhodecouratos.blogspot.com/)

  4. 4 Daniel de Sá

    E eu que pensava que a Susana era o nosso anjo da guarda! Se bem que os turcos não tenham dado tempo a que se chegasse a uma conclusão quanto ao sexo dos anjos,que se discutia enquanto eles atacavam Constantinopla. (Ou era Bizâncio? Ou era Istambul?)

  5. 5 susana

    mana, não gozes comigo… :p

    luís eme, efectivamente foi-me dito, à laia de ilustração «então, os primitivos comiam os inimigos derrotados, em sinal de respeito pelos próprios». esta visão do outro amoroso como um inimigo, ainda que respeitável, confirma a caçada no jogo amoroso. continuamos primitivos.

    ana, é um facto que a independência das mulheres gera uma indefinição no papel dos homens, sempre relutantes em assumir a paridade, pois é algo que desconhecem em padrões que lhes sejam anteriores. sendo mãe de dois rapazes, esse é um problema que me inquieta quotidianamente.

    daniel, anjo da guarda? do blog? dos homens? hehehe…
    muito lisongeada. :-)

  6. 6 claudia

    Nunca entendi nada à lógica feminina.

  7. 7 z

    então esta será a lógica masculina?

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1311763&idCanal=11

    é possível,

    Eu gosto mais de lógicas perdidas.

  8. 8 claudia

    z, todos nós sabemos que não há lógica neste momento. Impera somente a lógica do crime.

  9. 9 z

    … tás muito trágica, claudia, além da lógica do crime existem muitas, a lógica do vinho do Porto, a lógica das viagens, a lógica da fénix, aquela ali em cima é mais a lógica disto:

    http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=19&id_news=89999

    mas é um disparate medonho para o próprio Barroso, a não ser que ele reconheça que foi um erro a invasão do Iraque e que há que fazer tudo para tentar minimizar danos e inflectir a trajectória desde já. Espero, ou melhor, ansejo, o anúncio da retirada da Austrália breve.

    Fátima era o nome da filha do profeta, carago!

    E entretanto está zol

  10. 10 claudia

    Nunca pensaste na lógica da estupidez?

  11. 11 z

    também há, já agora ansejo=anseio*desejo

  12. 12 susana

    cláudia, chamar-lhe lógica é uma contradição nos termos.

    z, que cena insuportavelmente ridícula. também, nunca percebi porque tiveram que dividir o nobel entre o bispo e esse graxista do ramos horta. enfim, política. you show me yours, and I’ll show you mine.

  13. 13 claudia

    eu sempre gostei de paradoxos

  14. 14 z

    Pois é susana, até estou envergonhado com esta coisa, eu que gosto de estar a abanar a cauda indolentemente, a ouvir o profeta cantar, fiquei tipo palha de aço que tenho que ir tomar duche com soflan.

    Esta porra é uma bomba atómica semântica!

    Vejamos o que se pode fazer,

    1. Um ‘erro’ é um dano causado por ignorância, de acordo com Aristóteles, e aplica-se muito bem ao caso, o sr. Burroso, pode sempre dizer que foi a ignorância de que afinal não havia armas de destruição maciça no Iraque que o levou ao erro de acolher a cimeira das Lajes e apoiar a invasão do Iraque

    2. Objectivamente, porque acção gera reacção, tornou-se co-responsável pela morte de já nem sei quantas centenas de milhar de mortes de civis inocentes, pela vaga de jihad, pela eleição do mamouhd lá no Irão…

    3. Esse barbas, a partir do momento que diz que não há homossexuais no Irão e se vê videos com execuções em 2005, não se pode acreditar nele ponto final. Claro que vai fabricar a bomba, ou pelo menos bem se pode suspeitar. Depois veio dizer que Israel devia ser deleted do mapa, tal como no império romano houve o delenda Cartago. Lá fiquei eu do lado de Israel, coisa de que não estava à espera. Israel irá atacar preventivamente, com grande probabilidade, e lá fico eu em lado nenhum, ou melhor vou viajar para os trópicos

    4. E coitados dos palestinianos que não conseguem arranjar um espaço na sua terra para ficar sossegados

    5. Bem vistas as coisas a bordoada naquelas terras tem milénios e deve vir de um traumatismo territorial ligado à quebra sucessiva de sustentabilidade ecológica daquela região, coroado pelo petróleo e pelo petro-dollar.

    6. E os dispositivos ideológicos estão consagrados no Levítico e no Deuteronómio, e etc.

    7. Resta a consolação de aquela gente tem o mesmo Deus em comum, pois se todos acreditam num Só deus, tem que ser o mesmo. E portanto jhvallah passo-te a bola pá, e vê lá se fazes um milagre jeitoso senão declaro-te incompetente

    Gosto muito mais de religiões politeístas, que não excluem Deus como o conjunto paradoxal de todos os deuses, e vi lá agora na Índia, em vez de ficarem zangados com mais um deus, acham muito engraçado e acrescentam-no ao baralho

  15. 15 z

    E ainda tens a epidemia de suicídios de veteranos de guerra nos EUA como índice na cultura ocidental. E outros. E portanto pá, se queres transmutar o u em a, começa já por admitir que foi um erro a reparar desde já. Assim ao menos ficas um candidato paradoxal admissível no caos postmoderno.

    Atenção: a carga karmica é brutal, tás avisado

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