Que fazem um presidente calculista e um governo de incompetentes?

Ou um presidente pulha (destaco o caso das escutas ou o discurso da tomada de posse) a armar-se em engraçadinho e um governo de mentirosos (a lista de mentiras já vai demasiado longa desde a queda do anterior governo para caber aqui)?

O que fazem, pois, estes laranjas sem qualidade, sobretudo quando cada vez é mais difícil disfarçar o rancor e a vergonha de si próprio, um, e a impreparação e a incompetência, outros? Evidentemente lançam calúnias sobre terceiros e tudo fazem para não deixar morrer a imagem do “diabo” perante a opinião pública. O governo, está visto, conta com o Correio da Manhã e o Cavaco, para dissipar o halo malcheiroso que ele próprio criou em torno da sua figura, antecipa a publicação de uma espécie de memórias, totalmente a despropósito, disparando sobre o anterior governo.

Leia-se o que diz o ainda presidente, com grande cinismo, sobre o ano de 2010: “Logo a seguir às férias do verão, o Primeiro-Ministro [Sócrates] começou a informar-me, com algum detalhe, sobre as intenções do Governo e sobre as dificuldades que poderiam surgir nas negociações com os partidos da oposição, em particular com o PSD. Foi-me assim possível, durante cerca de dois meses, acompanhar de perto as questões políticas e financeiras relacionadas com a aprovação do Orçamento, desenvolver contactos com dirigentes partidários, apoiar as negociações e favorecer os entendimentos”, lembra.

Assim, diz, “conseguiu evitar-se a ocorrência de uma crise política que, a precipitar-se naquela altura, seria particularmente grave, uma vez que, nos termos da Constituição, me encontrava impedido de dissolver a Assembleia da República e convocar novas eleições”.
(in Público)

Evidentemente, não somos parvos. Aqui está um engraçadinho que não faz rir. Cavaco o conciliador, o genuíno defensor do interesse do país é coisa que não existe. As eleições para a Presidência eram em Janeiro. Cavaco tudo fez para evitar uma crise política ANTES por um único motivo: queria ser reeleito. Depois de reeleito, tratou de mandar abaixo o Governo e sem perder tempo. E a crise política já era oportuníssima. Como se viu e vê. Este presidente causa repulsa.

11 thoughts on “Que fazem um presidente calculista e um governo de incompetentes?”

  1. poderia ter publicado um livro sobre o bpn, mas preferiu falar de lealdade institucional, fui ver e em vez das escutas a belém sai-me o branqueamento dos últimos anos de canalhice presidencial, ainda por cima mal contados. sabia mas já não sabia, já tinha avisado mas foi apanhado de surpresa, fez muito e depois não pode fazer nada, enfim conversa de cabrão vingativo que escolheu o dia da moção anti-cavaco para declarar que a coisa não fica por aqui e que o futuro será gerido por ele na sombra. preparem-se para o pior e o tótó de massamá que se cuide.

  2. Mas então não tínhamos chegado já à conclusão que Cavaco está “xé-xé” e não diz “coisa-com-coisa” ? Para quê estarmos a dar valor ao que sai do Lar de Idosos de Belém?!

  3. O palhaço que durante dez anos torrou os milhares de milhões que vinham da UE, conta com a falta de memória de todos e a má-fé de alguns…

    40.000 já disseram: pira-te, pascácio!

  4. Ó José, diz lá à gente quanto é que o teu chefe, o Relvas, te paga pelo cargo de arrastadeira?
    É que, das duas uma: Ou ele te paga muito bem para andares por aí a fazeres estas figuras ou então já nasceste assim, tolo e fascistóide.

  5. Deixemo-nos de discursos explicativos sobre os ditos e intenções do verme que ocupa o local onde devia estar um Presidente da República de Portugal, pois as funções é que ele não sabe desempenhar!
    O que agora interessa é continuar a assinar a petição para a sua demissão para ele ser demitido pelo povo, num movimento nacional que o exclua por referendo, de forma pacifica mas firme. Acho que o país não pode continuar a suportar tal vergonha!

  6. Eu votei cavaco.

    Não assinei a petição porque acho que não tem resultado algum.

    Mas estou à espera que a sociedade civil convoque uma grande manifestação como a 15M a exigir a demissão desta criatura abjecta que está a ocupar um cargo para o qual está cada vez menos qualificado para ocupar.

    E cavaco tem de sair não apenas porque está a prestar um péssimo serviço ao país mas também porque se começa a sentir uma certa claustrofobia devido ao excessivo poder da direita (na qual votei e por isso sou insuspeito).

  7. E essa manifestação em Belém, com todos vestidos de LUTO CARREGADO, deveria ocorrer já no próximo dia 23 de Março, quando perfaz um ano sobre a consumação da maior perfídia política perpetrada em Portugal desde o 25 de Novembro de 75.

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