Os “deuses das moscas”* apenas numa semana e em meio urbano

Ainda a propósito da viagem de finalistas do secundário a Torremolinos, uma pessoa amiga fez-me chegar o seguinte texto, escrito por uma mãe cujo filho foi, há poucos anos, a uma viagem do género.

Aquilo que eu sei sobre as viagens de Finalistas do Secundário

O texto foi publicado num blogue para mim desconhecido até agora (“destinoomulher”). Transmite uma visão prática e muito terra a terra desta problemática, que não deixa de ter interesse discutir. No fim, deixa sugestões alternativas a estas saídas turísticas em massa. São sugestões bem intencionadas, eventualmente bem acolhidas por alguns, mas, a meu ver, esquecem o atractivo que é, para a maioria dos jovens, conhecer outros (e quantos mais melhor) para além dos da própria escola.

Mas como resolver isto? O acompanhamento por um maior número de responsáveis capazes de controlar o cumprimento das regras básicas parece-me fundamental.

*”O Deus das Moscas“, livro escrito por William Golding

26 comentários a “Os “deuses das moscas”* apenas numa semana e em meio urbano”

  1. Lá vem o discurso moralista fónique-se
    Não houve captação de produto à ida na fronteira abriu-se um buraco na agenda mediática, o que fazer?
    Alimentar a rataria do comentariato e quem os segue de assuntos (a maioria fake news ou noticias não confirmadas) que possam canalizar a pulsão moralista da nova normalidade. Tudo é um perigo tudo é uma ameaça, proibir, castigar, criticar, todos têm uma receita ou uma achega, então para os gajos q passaram a vida a reprimir-se isto é a vingança ideal, pois bem, eu compreendo-vos, estou do vosso lado, todos têm direito ao seu woodstock e aos tais 10 minutos de fama, que às vezes coincidem., shit happens:Charlie Sheen e a maior parte das grandes bandas destruiram hoteis, vocês conseguiram cedo o que a muitos demorou árduos anos a conquistar, mas cuidado a partir daí é só uma questão de grau, Hitler, Staline e Mao destruiram milhões e fundaram ideologias, a que aderiram muitos (a maior parte?)daqueles que agora vos criticam, em algum momento das suas tristes vidas,.. exacto, os moralistas são assim. Um último conselho se me permitem: don’t grow, it’s a trap! Charlie Sheen forever.

  2. Mandem mas é os putos para Vilar de Mouros, Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira ou Zambujeira do Mar.
    Hotéis ? Levem tendas e sacos de dormir,, Organizem as coisas.. Garanto que ninguém vos expulsa do País e garanto que tem as suas vantagens: ficam a conhecer melhor o retângulo.

  3. o que é que eu acho? parece-me que esses jovens, esses de que fala o texto, quase adultos, são tão ignorantes quanto os pais. está tudo, portanto, harmoniosamente fodido. :-)

  4. Olinda, fico estupefacto com isto tudo. Existe ignorância neste assunto, sim, mas não pelas razões que pensa. As minhas razões, se alguém estiver interessado, estão na própria caixa de comentários para o texto a que aqui se faz alusão.

  5. Ok que se devia estar a discutir era o mau jornalismo q nao verifica fontes nem os dois lados da “historia”,mas para o moralismo atual qqer mentira serve.Aqui uma noticia do Observador q leva em conta os dois lados da historia.
    http://observador.pt/2017/04/09/o-relato-de-dois-finalistas-expulsos-o-mais-estranho-que-vi-foi-um-sofa-no-elevador/

    Ainda assim e se fosse o caso, a desordem até poderia ser fonte de inspiração para uma grande obra de Pulp fiction.
    https://m.youtube.com/watch?v=Po1_gDcjaIw

  6. He he he, ” O acompanhamento por um maior número de responsáveis capazes de controlar o cumprimento das regras básicas parece-me fundamental. ”

    A doutora médica Penélope não faz o diagnóstico ( já nem falo do historial da maleita ! ) e no entanto, propõe o tratamento .

    Aumentar o número de responsáveis capazes de controlar …

    No meu tempo era assim : cada aluno ocupava uma determinada secretária em cada sala de aula, – sempre a mesma em cada sala – e era responsável por verificar se o tampo da mesma estava vandalizada, mormente, gravuras com canivete . Caso estivesse, devia imediatamente reportar ao professor . Caso estivesse, e não o fizesse, o ocupante seguinte eventualmente reportava, e o responsável pelo dano, era o último ocupante da aula anterior . Portanto, o negligente, que não se deu ao cuidado de verificar .
    Mais :
    Caso aparecessem bancos de carros eléctricos danificados por actos notórios de vandalismo:
    o chefe da esquadra de polícia local, ou um qualquer polícia em sua substituição, dirigia-se à escola ou escolas servidas por aquela determinada linha, e comunicava a ocorrência ao reitor . Este reúnia com os professores e perguntava quem eram os alunos problemáticos, e dentre destes, os mais audazes, capazes de tais actos . Era feita uma investigação e uma filtragem . Invariavelmente, o delinquente juvenil era apanhado .
    Concedo que, para certas sensibilidades e mentes modernistas, isto é puro estado policial e old fashioned . E portanto, está mal .
    E o que está bem, será o actual estado de coisas nas escolas, em que meras criancinhas de escola primária, já insultam as professoras de filha da curta para cima, e alunos se agridem uns aos outros, ao ponto de existirem casos de fracturas expostas de membros .

    Ora – passando ao diagnóstico, muito ligeiro aliás, mas coisa a que a Penélope, convenientemente, se eximiu – esta cultura de impunidade/passividade começou quando se detectou que os jovens são futuros votantes e portanto um nicho apetecível para os políticos em democracia. Para além, claro, de serem consumidores .
    Daí à oferta de toda uma panóplia de facilidades, – geralmente sob a forma de isenções ( contas jovens, ofertas/descontos exclusivos para jovens ) facilidades nos exames, tolerâncias alcoólicas, e, no geral, e em síntese, aligeiramento de obrigações e não exigencia de responsabilidade – ao fechar de olhos policial perante autênticos actos de perturbação da ordem pública, vulgo, queima das fitas, foi um saltinho de pardal .

    Colocar mais pessoal responsável, diz a lírica Penélope.
    Não fica nada barato ao contribuinte português, o custo monetário das várias forças policiais ( quantas e quantos elementos responsáveis? ) envolvidas na escolta de bandos de energúmenos, conhecidos como claques de futebol, os quais, em rigor, e para cumprimento da legislação vigente, por proferirem graves impropérios e insultos na via pública, deveriam era ser encaminhados para a esquadra de policia mais próxima, e não para os recintos de futebol .

    Mas parece que assim é que está bem, e assim é que é em democracia.
    Embora existam muitas e variadas sociedades democráticas, em que tais ” fenómenos ” se não verificam.

    Mas, como quase sempre, nós é que estaremos certos, e os outros estão errados …

  7. CHOCOLATE CAKE AND MISSILE STRIKES
    https://www.youtube.com/watch?v=4eSz8GM5hvM
    =======================================
    … NÓS TAMBÉM TIVEMOS UM MERDAS DUM GOVERNANTE EXTRAVAGANTE MENTIROSO COMPULSIVO QUE SEMPRE QUE ANUNCIAVA OU REALIZAVA CADA UMA DAS SUAS MALFEITORIAS IA COM A CORJA BANQUETEAR-SE E PEIDAR-SE PARA O SOLAR DOS PRESUNTOS.
    PERCEBE-SE AGORA PORQUE HOLLYWOOD JÁ NÃO FAZ RIR NEM EMOCIONAR

  8. O QUE ANDARÁ O PAPA FRANCISQUINHO A FAZER PERANTE A GRAVISSIMA SITUAÇÃO ACTUAL E O QUE SE PERSPECTIVA PARA A PENÍNSULA DA COREA, SERÁ QUE ANDA A VER O SAN LORENZO A JOGAR OU A PREPARAR-SE PARA VER O SOLZINHO A DANÇAR ENQUANTO COME UAM FATIA DE BOLO DE CHOCOLATE?

  9. O QUE ANDARÁ A FAZER O ANTÓNIO GUTERRES NA ONU? SERÁ QUE TAMBÉM SE ESTÁ A PREPARAR PARA VER O SOLZINHO A DANÇAR ENQUANTO COME UMA FATIA DE BOLO DE CHOCOLATE?

  10. olá António. :-) podes, por favor, dizer-me o que penso – e já, agora, o que pensas também? – para eu poder pensar no que deveras pensas que penso?

  11. Bom dia, Olinda. Deixei um comentário no texto do blogue. O que penso está lá. Em resumo, parece-me estar muito em voga a noção de que os jovens actuais são ignorantes, mal-educados, etc, bem como os seus pais. Curiosamente nota-se muito essa ideia em gerações novas. Alguns mais velhos, da minha idade, alimentam isso, por razões compreensíveis… Já eu acho que os adolescentes são melhores do que os seus pais e estes melhores que os seus pais e avós, seja na educação, sentido cívico, etc. Daí eu dizer que existe uma ignorância generalizada sobre o assunto, aliada a certas conveniências.
    Nada disto é contrariado pelo que aconteceu lá em Espanha. Em primeiro lugar, porque nem sequer se tem qualquer certeza da dimensão dos estragos, nem quantos miúdos estarão envolvidos. É preciso cautela. Em segundo lugar, porque o que quer que tenha acontecido, e parece-me certo que pelo menos alguns jovens se portaram mal, não me parece ser suficiente para suscitar tantos estudos “sociológicos” sobre o comportamento das actuais gerações e seus pais, desde os sumários de duas linhas, a longos textos mui graves e arrasadores. Há aqui um certo paradoxo: Seria de supor que quem é tão exigente com o comportamento dos outros, fosse mais exigente ainda consigo próprio na análise dos factos. Basicamente, é isto. O que acha?

  12. Caro “Pimpampum”, no meu tempo, colega que denunciasse outro ao professor, levava um enxerto cá fora. “old fashioned” sou eu. Você, vai-me desculpar, não me parece de boa cepa.

  13. A sério? Onde era a sua escola? Há que denunciar sim, quando um interesse maior se impõe…quando quem sabe se cala…a isso eu chamo de cobardia.

  14. claro que o Pimpampum está errado…. pessoas que vão crescer e ser resilentes , disciplinadas , responsáveis , cientes dos seus deveres , com força de vontade e que não confundem tempo de trabalho com tempo de lazer estão completamente fora de moda , sobretudo porque não são manipuláveis pelo sistema .

  15. “Caso aparecessem bancos de carros eléctricos danificados por actos notórios de vandalismo:
    o chefe da esquadra de polícia local, ou um qualquer polícia em sua substituição, dirigia-se à escola ou escolas servidas por aquela determinada linha, e comunicava a ocorrência ao reitor . Este reúnia com os professores e perguntava quem eram os alunos problemáticos, e dentre destes, os mais audazes, capazes de tais actos . Era feita uma investigação e uma filtragem . Invariavelmente, o delinquente juvenil era apanhado ”

    Isso era no tempo do eléctrico a “vapor” que só transportava estudantes e os problemáticos eram sempre os mesmos… eheheh

  16. acho que podes achar o que quiseres, António, já que o que eu acho já o fiz saber. e também acho que a minha exigência só a mim diz respeito: não estou a analisar coisa alguma a troco do que quer que seja. há uma ignorância, sim, que generalizo à luz da semana da vida dos pitos – e dos que compram, galos portanto, alimentando, essa ilusão. um jovem inteligente não vê, nem procura, essa semana; um pai e/ou uma mãe inteligente também não.

    (se me falta dizer-te a minha idade, basta que ma perguntes) :-)

  17. Não percebi muito bem o teu comentário, Olinda. Que posso achar o que quiser e tu também, é óbvio. Essa informação parece-me um pouquinho irrelevante. Quanto às tuas exigências apenas te dizerem respeito a ti, bom,… não. Pelo que li, respeitam aos outros. Quantos anos é que tens, então?

  18. O António não percebeu, vou ter que fazer o desenho para lhe explicar : ninguém denunciava ninguém pessoalmente, o ocupante da turma que detectasse vandalização da escrivanhinha ( um equipamento escolar, bem comum, sabe o que é não sabe ? ) reportava o facto ao professor, a partir daí mais nada, sabia lá ele que turma tinha anteriormente aquela sala, quanto mais o nome ou o número do aluno vândalo …
    Arre, que parece de compreensão lenta !

    O Adelino 45 tem razão, mas teve um lapso de memória e cometeu um erro histórico .
    Não foi no tempo do eléctrico a vapor, foi no tempo do carro eléctrico a pilhas .

    A Penélope assistiu à cena . Refiro-me à questão da escolta .
    Devo referir que tive o maior prazer em acompanhar o Adelino à esquadra mais próxima . Daí, o nome de Adelino 45 . Número de cadastrado .
    Quarenta e cinco foi o número de cadastro que lhe foi atribuído …

    Aliás, tudo isso foi tudo devidamente noticiado pelo CM, daí, a minha estranheza pela confusão do António.
    O seu nome completo será António Avariações ?
    Nao me é estranho … advogado talvez … não ?

  19. Pimpampum, não faço ideia de quem seja esse tal Adelino de que fala, nem acompanhei esse assunto dos eléctricos. Nem sou de Lisboa.

  20. ainda sou pequeninha, António, não tenho idade que me caiba no tempo a ficar. sou exigente com os números e, portanto, não é revelante. :-)

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