Lembramo-nos tão bem de quando Sócrates não queria pagar a dívida

Nem baixar o défice! Tudo começou a tornar-se claro por volta de 2007/2008, ia o governo com mais de dois anos de exercício e satisfeito da vida com o défice herdado, de 6,3%, quando, de repente, se deu conta de que o mesmo caíra para uns escandalosos 2,8%! Como fora possível? Sócrates não queria; achava que ter um défice elevado era bom, significava que Portugal poderia num dia glorioso avistar-se da Lua: as suas obras sumptuosas, douradas, faraónicas seriam o cartão de visita do planeta! E ele, o seu responsável.
Mas enfim, azar, aconteceu. O défice baixou. E que fez o nosso homem? Ouviu dizer que rebentara um escândalo em Wall Street, umas vigarices valentes, uns “subprime”, uma bolha imobiliária que rebentara e que, diziam-lhe, estava a causar um tsunami na Europa, com fecho de empresas e quebra acentuada das receitas. Viu ali então uma ocasião única para voltar a elevar o défice e aumentar a dívida para níveis mais compatíveis com o seu gosto e as suas teorias económicas extravagantes, que, sabe-se hoje, assentam no princípio de que quanto maiores as dívidas dos Estados melhor, e que as dívidas não são para pagar em nenhuma circunstância. Esta informação chegou-nos directamente de Poitiers, com o selo de garantia do Correio da Manhã. Não ouvimos o mesmo que o director do jornal nem o orador o confirmou, mas, se eles o dizem… vamos discordar porquê?

Foi assim que, apesar das ordens estritas da União Europeia para que nenhum Estado-Membro apoiasse a economia e que, nos diferentes países, se deixassem as empresas em dificuldades ir à falência – caso da Alemanha, que deixou imediatamente falir a Volkswagen -, Sócrates, teimoso, insistiu em aumentar os apoios aos desempregados e conceder incentivos à economia, prevendo, inclusivamente, investimento público para compensar a falta de investimentos privados e não deixar morrer a economia. Tudo, claro, contra as directrizes da Comissão que até nem tinha adoptado um pacote de medidas de estímulo intitulado “Plano de Relançamento da Economia Europeia”.

Contente por finalmente estar a conseguir aumentar a dívida e o défice para valores totalmente do seu gosto, e não vendo, não vendo mesmo, tão enebriado estava com os gastos sumptuosos, que os especuladores começavam a encontrar na zona euro um filão promissor e potencialmente inesgotável, começou a pedir à oposição que lhe desse todo o apoio possível ao aumento do endividamento. Foi isso, não foi? E aí, ironia!, constatou que a dita oposição, sim, lhe dava todo o apoio : não queria impostos, não queria sacrifícios, havia limites! Ele queria gastar mais e eles até alinhavam!
Só para contrariar, porém, e contra tudo o que pensava, até mesmo contra as novas directrizes da União Europeia, Sócrates começou a reduzir a despesa e a seguir uma via de maior austeridade, através dos PEC.

E a oposição? Uns, que não, que não podia ser, que havia direitos adquiridos. Outros, que não, que assim não, que havia maneiras simplicíssimas de cortar na despesa, que não se justificavam aumentos do IVA, nem cortes de 5% nos salários, nem suspensão das transferências para a Madeira, nem escalões no ensino. Que fariam melhor e mais rápido sem sacrifícios para os portugueses, que já se sentiam no limite.
Transpostos estes argumentos para o megafone do presidente da República e depois para o das televisões, tomaram o poder.

O resto da história e os limites da austeridade já são de todos conhecidos.

Mas aventesmas como esta ou Freitas ou Henrique Monteiro do Expresso e outros pulhas, que até admitem que a crise é sistémica e que a sua origem nacional é altamente discutível, continuam a debitar que Sócrates foi o responsável pelo estado a que chegámos, agora revigorados pela descoberta de que, para ele, as dívidas não se pagam (o que desde a primeira hora do seu governo se demonstra, não é?) e, portanto, os défices não se baixam. Até quando vamos ter de aturar estes vómitos?

61 comentários a “Lembramo-nos tão bem de quando Sócrates não queria pagar a dívida”

  1. bom então explica-me uma coisa: se a europa mandou todos os paises numa certa altura gastarem, então como é possivel que paises como a holanda, dinamarca suecia, alemanha opu estonia não estejam na nossa situação?

  2. Exactamente. Sócrates tem de continuar a ser o bode expiatório, o demónio que quer acabar com Portugal. É que, para além de poderem continuar sem assumir qualquer responsabilidade pela situação que provocaram com o chumbo do PEC4, não se pode correr o risco de ele concorrer às próximas presidenciais… isso deixaria a gente séria em pânico.

  3. oh contrafacção! subiu pouco? tás a falar de quem, da frança, da alemanha ou da itália? já nem falo no reino unido que não aderiu ao euro. aconselho-te a consultares os números antes de botares asneira e olha que a capacidade de produzir riqueza há-de valer-lhes um caralho em tempos de recessão

  4. «insistiu em aumentar os apoios aos desempregados»

    ahahahahahaahhhahah
    Esta, sim, é a grande piada do dia!
    Quanto a como foi possivel baixar o défice, isso é mais do que sabido: foi conseguido à custa dos cortes nos direitos sociais, com o aumento dos impostos e com o aumento do desemprego de quem estava contratado a prazo pelo Estado.
    E concordo com a Penélope: o Pinto de Sousa tem talento para cargos mais importantes do que a Presidência da República. Mais tarde ou mais cedo, o gajo vai fazer parte da administração da Mota-Engil ou de coisa semelhante….

  5. Primeiro anónimo: A Suécia e a Dinamarca não fazem parte da zona euro. Têm outros instrumentos de reequilíbrio. As dívidas da Alemanha e da França situam-se actualmente nos 80/85% do PIB. Segundo o novo Pacto, as dívidas de todos os Estados não poderão ser superiores a 60% do PIB, sob pena de sanções. Não se sabe é qual o prazo para o cumprimento desse limite. Ninguém acredita que esses dois países sequer, sobretudo a França, consigam baixar a dívida em mais de 20 pontos nos próximos 20 ou 30 anos. Pelo contrário, as previsões para a França apontam para um aumento para 100/135%. Imagina nós.

  6. Camarada ds, apreciamos os contributos que aqui tem deixado, e folgamos em saber que decorou até à vírgula a bíblia do Karl. Gostaríamos de comunicar-lhe que, quando se der a revolução, que obviamente só poderá concluir-se com a reinstauração da ditadura aqui dos camaradas socialistas, perdão, do proletariado, está designado como Bufo da organização, já que preenche os três requisitos fundamentais: é quadrado, queixinhas e ressabiado.

    Contamos consigo.

  7. Pode começar por investigar a identidade desse reaças do Valupetas e Cª, que nós tratamos-lhes da saúde (a não ser que, por razões pessoais, prefira ir-lhes directamente ao pelo).

  8. Eh pá, o cagão do anjinho está sempre a mudar de nome… E o bufo ou camuflado sou eu! ehehehehehehhe
    Lá por saíres magoado e torturado das nossas «conversas», isso não faz de mim um KGB. És mesmo tu que és fraquinho demais…

  9. Val: Em Portugal, se quisesse, primeiro-ministro. Por mim, seria excelente.
    Lá fora, desde instituições europeias até às Nações Unidas, ou cargos privados, sei lá eu? Não o vejo é com idade para calçar as pantufas e instalar-se em Belém ou em casa. Tem energia para mais e, penso e espero, vontade de fazer coisas importantes.

  10. Primeiro-ministro não parece possível, porque o partido tem variados candidatos à espera dessa oportunidade e Sócrates não conseguiria apoios nos militantes para os afastar. Aliás, é até possível que ele próprio não quisesse mais passar por essa função, depois da sua tão marcante herança. Já como Presidente da República, estamos a falar de 10 anos de uma influência que, como se viu com Sampaio e Cavaco, pode ser decisiva para o destino do País.

  11. Com essa tua falta de pontaria nunca darias um bom KGB, ó ds-austinado. Já vês anjinhos em todo o lado, o que é preocupante. Belisca-te, pode ser que entretanto tenhas esticado o pernil.

    Não fui eu que te chamei bufo. Eu podia era chamar-te bufa mal cheirosa, mas só se estivesse arreliado contigo.

    A tua aula de marxismo requentado fez-me um tal sono que retiro os bons conselhos que te dei. Afinal prefiro o teu estilo de taberna de Cacilhas.

  12. “humm, então a grécia também foi vitima da crise internacional é?”

    depende, se achares que a goldman sachs é uma empresa internacional que está na origem da crise, é vítima, se achares que não, é tamém ou acreditas no poder económico da grécia e portugal para rebentarem com a economia ocidental.

  13. Val: O cargo de primeiro-ministro de um país como Portugal, neste momento de pandemónio na Europa e com as mãos e os pés completamente atados pelo euro e pela Alemanha, não é coisa minimamente entusiasmante. Os militantes, isso é coisa que, pelos vistos, muda de opinião em 3 dias, se preciso for. Não me parece é que Sócrates esteja interessado.

    Quanto à PR, convenhamos que há pouco para fazer, sobretudo para quem aparenta gostar tanto de acção.

  14. A este imbecil que frequentemente por aqui aparece a tentar dar-nos cabo do juízo com as cartilhas que meteu na cabeça e que dá pelo nome de DS, apetece dizer a célebre frase do “meu homónimo”: “Quousque tandem abutere Catilina patientia nostra”!

  15. Uma pergunta a vossências: as dívidas – soberanas ou não – de facto são para serem geridas. Mas “ad aeternum?”. Qual foi a escola de economia onde aprenderam que as dívidas soberanas de países não são para pagar? É que eu também aprendi que eram para ser geridas acompanhadas através de ganhos de rendimento.Por exemplo, a dívida duma casa não deve ir além de 25 0/0 dos rendimentos. Vocês conseguiam “gerir” uma dívida dum país que há 10 anos não produz nada para além do que gasta? Claro, só uma criança quando joga ao Monopólio. Arte em que todos vocês e o Sócas são doutourados. Porque na prática, desculpem a franqueza, mas parecem putos reguilas a brincar aos governantes. Pior ainda, fanáticos e paranóicos com esse sócras de nefasta memória. Mas cada um brinca com o que pode, já o meu pai dizia …

    Boas brincadeiras, rapazes e raparigas.

  16. Ó geometria variável, tu tens de facto um problema grave: chama-se esquizofrenia.
    Como o teu nome indica tens algo de variável, mas não é a geometria. É mesmo a tua tolinha…

  17. Ó Cicero, toma uma aspirina que isso passa…
    E tem cuidado com esse teu juízo frágil e débil, pois ainda acabas a pensar que és o geometria variável.

  18. “Vocês conseguiam “gerir” uma dívida dum país que há 10 anos não produz nada para além do que gasta?”

    pelas minhas contas começou com a subsídio-dependência dos fundos europeus nos gloriosos tempos da cavacada, se bem que anteriormente o saldo não fosse famoso e se por acaso mostrou melhoras foi no tempo do socras. se não acreditas vai ver às estatísticas e cumprimentos ao teu pai.

  19. Não há Salazarismo sem Salazar. Nem Franquismo sem Franco. Mas ainda há quem sonhe com a ressurreição do Estado Novo ou com desfiles da Falange na Gran Via. Sócrates é Sócrates: uma besta demagógica e um mentiroso compulsivo e contumaz. Vai-se formar na Sorbonne como se formou na Independente: ao Domingo e por fax. Respeito quem ainda acredita nele. Como respeito os 152 sócios dum clube londrino que defende que a Terra é plana e não redonda. Sócrates não se enganou na asneira crassa que disse. Já a tinha posto em prática no governo. Os juros duma dívida pagam-se com nova dívida a contrair. Salta à vista que é de facto uma besta. Nele acredita quem quer. Ou no Salazar. Ou no Franco. Ou no Pai Natal. Há gostos para tudo. Como já alguém disse e vemos por aqui em abundância: ” Difficile est longum subito deponere amorem”,

    Sementem ut feceris, ita metes …

  20. Vejam lá se esta também não se aplica à situação e ao personagem que andam por aqui a discutir e a venerar:

    “Mendaci ni verum quidem dicenti creditur”

  21. zeze lindo: quando conseguires pôr o país a crescer sem acesso a financiamento numa época em que os privados não arriscam e o resto da Europa está em recessão, avisa, tá?

    Ah, e já agora, quando conseguires pagar a dívida toda em poucos anos, sem entrares em recessão profunda e sem ficares sem cheta para pagar sequer os juros, avisa também.

    Não sei em que te baseias para dizeres que Sócrates era mentiroso.

  22. A nossa criancinha de Paris borrou o bibe e a explicação para a baboseira é mais infantil que a própria nódoa. Alguma vez alguém disse ou sequer balbuciou que a dívida era para pagar por inteiro no próximo ano? É burro ou faz-se ou então quer fazer de todos nós asnos á sua imagem e semelhança. Esta aparição vinda do além com confissão da felicidade sem preço com contador ao minuto que tanto diz prezar para si próprio, e a eternidade que confere á soberana fantasia do calote, constitui sinistro aviso de que tal moléstia continua a pairar sobre as nossas cabeças.

  23. O novo Museu dos Coches teve duas cerimónias de apresentação pública durante o anterior governo que ficaram bastante caras a quem paga impostos. Uma das sessões de propaganda foi feita sob o patrocínio dos antigos ministros da Economia e Cultura dos governos Sócrates, respectivamente, Manuel Pinho e José António Pinto Ribeiro.

    A outra sessão governamental – a do lançamento da primeira pedra – foi presidida pelo próprio José Sócrates e serviu para “abrilhantar” os 100 dias de governo. As duas acções de “comunicação política”, juntas, custaram aos cofres do Estado quase 75 mil euros. Os valores estão discriminados no relatório de Setembro do Turismo de Portugal, a que o i teve acesso.

    O contrato mais caro foi o da apresentação conjunta do projecto por Manuel Pinho e António Pinto Ribeiro – os custos da sessão ficaram em 43 290,19 euros. “Ligeiramente” mais barata foi a cerimónia do lançamento da primeira pedra, presidida pelo ex-primeiro-ministro José Sócrates. Só para que Sócrates colocasse a dita primeira pedra (que serviu também para festejar os 100 dias do seu governo), o Estado teve de gastar quase 30 mil euros. A conta final ascendeu a 29 443,71 euros.

    Na altura, o crítico de arte Alexandre Pomar chamava ao lançamento da primeira pedra uma “cerimónia insólita no quadro de crise financeira que força o abandono ou adiamento de outros investimentos e projectos, com um Instituto dos Museus e da Conservação falido e crivado de dívidas”. Segundo os relatos da época, não se chegou a lançar uma primeira pedra nem houve grandes revelações sobre o futuro museu. Serviu sobretudo para Sócrates dar aquilo a que chamou um “sinal claro de investimento numa área cultural e museológica”, um “investimento na arquitectura”, para anunciar ao país que “Lisboa não desiste da sua ambição cosmopolita e universal” e para deixar cair uma confissão intimista: “Sou de uma família de arquitectos. O meu pai é arquitecto, o meu sogro e o meu cunhado são arquitectos e até sempre tive a mania de que sabia alguma coisa de arquitectura, e tenho muitas opiniões sobre a arquitectura.”

    http://www.ionline.pt/portugal/apresentacoes-novo-museu-dos-coches-custaram-75-mil-euros

  24. bem isso do custo das cerimónias não é o pior, é apenas um índice, o pior cá para mim é mudar-se o museu dos Coches do cenário que Amélia de Orleães e Bragança, fundadora, idealizou. Acho uma desconsideração terrível e um gesto de mau gosto e os cabrões dos positivistas não ligam a estas coisas, acham que são superstições, como se a memória com todas as suas conexões não fizésse parte do presente. A senhora deitou-se à água da cidadela de Cascais para salvar um homem, e salvou!

  25. “zeze lindo: quando conseguires pôr o país a crescer sem acesso a financiamento numa época em que os privados não arriscam e o resto da Europa está em recessão, avisa, tá?”

    Não precisas de ir muito longe, é só consultares o último programa eleitoral do PS ou perguntares ao teixeira ou, melhor ainda, ao vosso brilhante líder actual o TO zá. Ele deu uma entrevista onde explica como se faz o milagre que não aconteceu nos últimos seis anos. lê que ele não dura sempre :-//

    “Ah, e já agora, quando conseguires pagar a dívida toda em poucos anos, sem entrares em recessão profunda e sem ficares sem cheta para pagar sequer os juros, avisa também.”

    Mas eu pensava que vocemessês já sabiam de cor e salteado a receita, com tantos especialistas em prosápia finaceira para tolos de que o SEGURO se rodeou … pergunta a ele, de certeza que já falou disso nas redes sociais.
    E, já agora, não é isso que é o nosso drama que o governo actual já repetiu muitas vezes?

    “Não sei em que te baseias para dizeres que Sócrates era mentiroso.”

    em resposta a esta inigualável pérola de patologia demencial, e porque ainda te dou uma oportunidade:
    és bebé, não és? e já te drogas dessa maneira! e o teu papá sabe do estado em que estás? nunca pensei que crianças tão jovens já pudessem estar agarradas dessa maneira !!! tristeza, miséria …

  26. Quero ver a desculpa que a direita vai dar quando os que lá estão, apesar da austeridade de que tanto gostam, tiverem aumentado ainda mais (pasmem-se! ) a dívida publica no fim do próximo ano.

  27. De facto a gestão de Sócrates é toda infantil: o brinquedo do TGV era o seu preferido.

    Por isso, tb tivemos isto: -Novo Museu dos Coches. Governo de Sócrates gastou 75 000 euros só em croquetes (Jornal I de 10/12/11). Que grande regabofe!

    Sócrates gastou também 13,5 milhões de euros em carros para o Estado (CM 11/12/11). Andava tudo bem montado!

    Acabaram de ver na SIC uma Grande Reportagem sobre as obras públicas socráticas? De morrer a rir de tristeza … aeroporto de beja: até os habitantes da pequena aldeia sabem o número de cor (cerca de 1600, mais coisa menos coisa) e entretêm-se a somar a este número cada remessa de turistas que chega muito de vez em quando. Previsões optimistas da ANA: para o ano devem ser cerca de 6000 a chegar a Évora. Custo do Aeroporto: 32 milhões. Brincadeiras de rapazes … decerto, não acha dona Penélope?

    PS – vale a pena ver a reportagem. No site da SIC, basta verem o telejornal de hoje. Imperdível e recomendado sobretudo aqui à rapaziada do aspirina. Ah! tomem meia dúzia delas antes de verem a Reportagem. Para vocês não vai ser fácil mastigarem este petisco, que todos vamos duramente pagar. Divirtam-se ….

  28. Ó pateta Gato Vadio: quem precisa de austeridade férrea é a tua língua e a tua verborreia infantil. A austeridade brutal é a consequência de muita incompetência e aldrabice. E de uma dívida que agora sabemos que o primeiro responsável nunca tinha planeado pagar.

    Somos todos vítimas desse palhaço e a única coisa que peço (mais os milhões de portugueses fecundados por esse fdp que tanto amas) é respeito pelo sofrimento por que passam.

    Percebo muito bem que o teu desejo sombrio é quereres estar certo nas tuas previsões, para te sentires vitorioso. Esperemos que te enganes, apesar das incertezas e brutal dificuldade da tarefa, depois do monumental sarilho que nos deixaram. Esperamos que te enganes ou que ela te caia sobretudo à tua porta. Bem a mereces, pincolho.

    Vai ver a reportagem da SIC e delicia-te …

  29. Acabo de ver uma reportagem na SIC sobre as obras públicas paradas ou canceladas: túnel do Marão, A32, hospital do Algarve, variante de Arouca, estrada Beja-Sines, etc. Desolação e protestos por todo o país. Não propriamente por o governo de Sócrates ter projectado ou começado essas obras públicas, mas… porque foram suspensas. Conclusão da SIC: estávamos a viver acima das nossas possibilidades. É “a verdade a que temos direito”, não sei se se lembram do slogan.
    O que os SICários não disseram foi que só com o que a mafia do BPN roubou faziam-se essas obras todas e ainda sobrava dinheiro para se construir o novo aeroporto de Lisboa e irmos todos jantar ao Feitoria, que hoje ganhou uma estrela do Guia Michelin.

  30. Só falta perguntar ao sonso Julio: e porque é que pararam as obras? Sabes responder ou nao te apetece? A respostas estavam todas lá … eu percebi bem. Mas tu não, porque és mais um artista em manobras de evasão e distracção …

  31. As “respostas” dos SICários foi o que menos me interessou, tonta Julieta. Papaste as conclusões que o Balsemão te serviu, boa digestão. Eu tenho olhos para ver e cabeça para pensar. Volto a dizer: os milhares de milhões de euros que o gang PSD/BPN espatifou e roubou, e que o Estado teve que lá meter, davam à larga para realizar todas essas obras projectadas e começadas, agora paradas ou canceladas.

  32. as obras pararam para lançar o pânico nos empreiteiros e serem renegociadas com financiamento partidário, vão aumentar os preços e os prazos à pala do discurso do não há dinheiro. o tgv tá pra breve e o alcochete não falta muito, sem obra não se pagam dívidas partidárias nem alimentam expectativas dos colaboracionistas do regime.

  33. entretanto o buraco da madeira aumenta e as reformas dos bancários são depositadas no ofexore das bananas para tapar o ralo e evitar o afundanço do casino flutuante.

  34. Ernesto, não perca tempo, você foi o único que mostrou saber alguma coisa sobre a gestão da dívida e o que aconteceu no consulado de Sócrates.. Tudo o resto são declarações de admiração por um tipo que nunca fez nada na vida e as que fez estão envoltas em suspeitas.

  35. Eu de desconfiado passei a convencido que Sócrates é MESMO homossexual. ou no minimo, enquanto governou, dedicou-se à sodomização de inocentes panascas passivos. A quantidade de mariconas viúvas inconsoláveis que sempre que aqui se elogia o homem aparecem a protestar “esganiçadas&histéricas “só poderá ser devido ao facto de terem sido enrabados a sangue frio e de forma desajeitada pelo antigo Primeiro Ministro. Só pode. (Até um merda que reclama croquetes aqui vem desaguar) Não há paciência- Foda-se!

  36. andas histérico maisoutro e sem paciência. hoje sodomizaram-te com jeitinho e delicadamente e tu não gostaste? já sei, também não levas-te com o croquete e ficas-te zangado e inconsolável. é compreensível, tanto croquete e tu não mamas nenhum isso só pode dar azia. quanto às alegações sobre a relação entre elogios e a actividade de sodomização colectiva levada a cabo pelo ex primeiro, devo avisar-te que já entras nos domínios das campanhas negras e vê lá se não te acusam de ser psd. o que por aqui é mesmo sinónimo de violador canalha e grunho. toma um banho de imersão bem quentinho e nada de brincar com croquetes a pilhas já gastas … mima-te

  37. Sócrates foi uma enorme decepção, mesmo para aqueles que,como eu, sempre votaram no PS. Não por ser o melhor mas, apenas, por parecer o menos mau. Nas últimas eleições contribuí para que fosse embora, votando noutro partido e gostaria que o homenzinho não aparecesse mais.
    Agora, esta da dívida evitar a crise, talvez ele quisesse dizer adiar em vez de evitar. Não ter a percepção de que as dívidas têm que ser pagas e sendo difícil pagá-las, continuar a fazer mais dívidas, sem perspectivas de criar riqueza que as permita saldar, parece-me burrice.
    Não há dúvida de temos uns políticos “fabulosos” e não me parece que se possa tirar de uns para pôr noutros. Uma grande parte desses srs, figuras públicas, têm estado envolvidos em esquemas de roubalheira e corrupção, sempre lesivos para o Estado. Como os responsáveis nunca vão parar à cadeia, fica a sensação de que prevalece, entre as figuras de relevo político, uma espécie de “pacto de não agressão”, onde o poder judicial parece “colaborar”.
    Não é quem vai para o poder para se “servir” que pode levar um país para a frente e isso tem acontecido nas últimas décadas.

  38. @outromais picaste-te foi, filho!? Senta-te se puderes e põe uma pomadinha que dizem ( que eu não sei) que passa. As melhorinhas!

  39. Excelente texto, Penélope! Obrigado.

    Quanto à essência e descontando a falta de crédito dos farmacêuticos para ir comprar o “Rennie” com que certos estúpidos vêm para aqui demonstrar a sua fraca sapiência e nula inteligência, digam-se duas coisas elementares e passe-se à discussão com argumentos de gente:

    1ª) Não foi Sócrates que “criou” a dívida portuguesa, ela é muito antiga e vem sendo sucessivamente aumentada por TODOS os Governos Constitucionais (já para não falar nos Provisórios)! Bem antes pelo contrário: o seu primeiro Executivo foi até dos pouquíssimos Governos (a par do segundo de Cavaco, confirmem depois) que reduziu a dívida (em percentagem do PIB nacional), até 2008 (antes do estouro internacional), ou seja, em condições normais, conforme o Artigo (insuspeito) cujo “link” tentarei deixar, mais uma vez, no comentário seguinte;

    2ª) A “dívida” não é nem uma particularidade portuguesa, nem sequer uma novidade dos nossos tempos (desde que me conheço que ouço falar no défice estrutural dos E. U. A. – para descanso dos acéfalos lusitanos, espero que a paguem depressinha e nos deixam descansar em paz a todos, ámein).

    Agora, então, o que disse José Sócrates que mereça tanta dor-de-cotovelo ou exibição de arrogância estéril por parte da lusa comentatice? A coisa mais banal deste Mundo: não há Estados sem dívidas! Como os Estados não “morrem”, a sua dívida não é para pager, é para gerir!

    Se há coisas que mereçam crítica nesta banalidade proferida pelo nosso ex-Primeiro-Ministro são apenas estas:

    a) Portugal não se compara a Espanha (que não é nada um País “pequeno”, comparado connosco), nem o que ele disse se aplica apenas aos “pequenos”;

    b) Já que as dívidas de qualquer Estado são apenas para “gerir”, haveria que questioná-lo se geriu bem a nossa, ou não (descansem que não vos vou maçar aqui com a minha modesta opinião).

    Só mais duas notas à margem:

    i) o gozo que dá ver os excelsos “Economistas” a roerem-se de inveja – com o Louçã à cabeça (sim, não estou a falar de nenhum pintelhoso!) -, por não possuírem o talento de falar destes assuntos com a clareza, a frontalidade e a EFICÁCIA COMUNICATIVA de José Sócrates;

    ii) a falta que faz o exercício “académico” – que deveria ser feito, pelos pintelhosos, cem vezes, no quadro dos cábulas! – de imaginar o que seria PORTUGAL HOJE sem dívidas: uma vara de analfabetos porcos, ranhosos e com os pés descalços a guardar cabras na Serra da Gardunha. Ou então o que seriam hoje, sem quasquer dívidas, a Alemanha, o Reino Unido, a França, a Itália e até a Suécia, a Madeira, as Autarquias portuguesas, o Aeroporto de Lisboa, o Metro do Porto, os autocarros da CARRIS, o Parque das Nações, o “Tagusparque”, a Casa da Música, os Estádios do Euro, a Ponte Vasco da Gama e a CREL – ou mesmo eu e tu, que me leste até ao fim (obrigado…). Era lindo!

  40. Odisseu: Excelente remissão para um artigo fundamental para calar opinadores desvairados que pululam por este e outros lugares. Obrigada!

  41. Cara Penélope,
    excelente comentário que levou a que alguns mais ressabiados tivessem de ir a correr à farmácia mais perto buscar antiácidos para neutralizar a azia.
    Os números que aqui foram deixados pelo Odisseu Eralindo no “link” que deixou é que eu gostaria de ver contraditados.
    Já toda a gente esqueceu os pedidos de vidros à prova de bala na sala de professores, as entradas separadas para alunos e professores na católica ou a companhia do segurança pessoal até à porta da sala onde daria aulas de uma ilustre personagem do cavaquismo.
    Os Falcon 50 adquiridos em 89 e 91 e que iam ser substituídos em 2004 são “peanuts” e não megalomanias de pelintras.
    As megalomanias do tipo CCB ou Expo 98 que fazem os custos dos estádios do Euro 2004 parecerem uma esmola dada em dia de austeridade já não são recordados por ninguém.
    Os dois submarinos adquiridos estupidamente (pois o mínimo operacional é de três, se quisermos ter um disponível durante doze meses no ano) num processo cheio de confusões que as Cabritas de serviço não se interessam de investigar.
    O desmantelamento ou venda das jóias da coroa a troco de sabe-se lá o quê.
    Isso não interessa, o que interessa é malhar no Sócrates, pois esse é o grande medo deles, dos que nada fazem e ganham balúrdios em propaganda, dos que se guindaram a posições dominantes a coberto de mil ardis e ninguém quer saber deles pois têm o sucateiro para malhar, as histórias mal contadas de processos esquisitos que prescrevem ou se deixam prescrever não se sabe bem a troco de quê, etc.
    Por tudo o que disse, e muito mais que haveria a dizer, a cáfila permanece muda e queda, distraindo a saloiada com tiradas trágico-cómicas sobre a crise e os mercados.

  42. Esta caixa de comentários está cheia de mulheres-a-dias do estado novo que acham razoável aplicar lógicas da economia familiar à economia nacional e até internacional.
    Foi por essas e por outras que vivemos numa ditadura até 74. Para haver tratadores de camelos tem que haver camelos.

    Eles a distribuir Prémios Nobel ao Krugman e afins e nós com tantas Marias de Lurdes Modesto, mais que qualificadas para receber o galardão!

  43. Se a ignorância pagasse a divida era só monetizar os abundantes comentários dos crápulas da direita que por aqui passam…

  44. Do gráfico “linkado”, tanto quanto se pode inferir – e dado que as abcissas (os anos) não estão bem indicadas -, é para mim claro que o único Governo que não elevou a nossa dívida externa não foi o segundo de Cavaco, mas sim o primeiro (em maioria apenas relativa), já que o segundo durou de 87 a 91 e basta olhar para o gráfico e ver no que transformou a dívida que herdara…

    Nos últimos 35 anos, e tirando esse Governo de Cavaco e os primeiros quatro anos de Sócrates (em que de facto a dívida foi reduzida), apenas com Guterres a dívida se manteve relativamente estável ao longo de todo o seu mandato de seis anos. Em todos os restantes Governos, de Mário Soares a Durão, passando por Sá Carneiro e o Bloco Central, foi sempre a subir…

  45. O pessoal da CSocial diz que antes os candidatos a jornalistas passavam pela redação e aprendiam. Agora é a miséria que se vê e já não exsiste quem não aprecie protoganismo fácil :)

  46. Sócrates foi o chefe de uma facção do PS que se dedicou a tratar da sua vida pessoal e económica (de que vive , presentemente ??)contraindo dívida a um ritmo tal que secou as fontes de crédito. Por isso teve que ir, chapéu em não, pedir uma esmolinha à Europa. Esmolinha essa cujas consequências estão bem à vista.Esse dinheiro foi delapidado, não criou postos de trabalho, não foi injectado na economia, nada, simplesmente esfumou.

    A crise internacional só agravou uma situação desastrada de compadrio, obras falhadas, derrapagens sistemáticas nos concursos, manipulação de obras para fugir aos concursos, ou seja, um verdadeiro “agora ou nunca”.

    Tudo isso está documentado, é recente, e qualquer operação de branqueamento está condenada ao fracasso, pelo menos para uns bons milhares de portugueses que não lhe perdoam o estado calamitoso em que deixou o país.

  47. Melicias! Melicias!!! Agora eu vi a luz! eu vi a luz! Obrigado meu caro franciscano! Finalmente está explicada a dívida externa do país! foi para financiar a vida do Sócrates em Paris! E os pseudo economistas aqui deste cantinho a tentar encontrar explicações técnicas e o melicias com a resposta certa! Obrigado! Obrigado!

  48. É uma verdadeira dor d’alma a pobreza de espírito de tanta e tanta gentinha desta terra e de que o pobre do Melícias é um exemplo acabado. Apeteceu-me chamar-lhe Malícias, mas não, não há malícia alguma nas alarvidades que para aqui deixou. É, de facto, apenas e tão só uma assustadora pobreza de espírito a deste e infelizmente a de tantos e tantos portugueses que não são capazes de ver para além do que os Medinas, os Duques, os Crespos e tutti quanti lhes cospem para cima!

    Estes são os pobres de espírito de quem, se me não engano, Cristo terá dito ser deles o reino dos céus. Não há pois razões para se chatiarem com o que se passa cá por baixo! Espera-os o reino dos céus.

    Pior, pior são os sacanas dos direitolas que esses sim sabem bem o que estão a fazer mas a ânsia de meterem a mão no pote, cega-os!!

  49. Neste caso, deles é o reino da terra, pelo menos aqui em Portugal, pois como teríamos chegado aqui se não tivessem contribuído com seu votozinho?

    (mas constrangedor, de facto)

  50. Para os “complexos de espírito” (em oposição e contraponto aos patarecos pobres de espírito) pessoas mais eloquentes e certamente convencidas da sua superioridade moral e intelectual, síndroma típico da arrogância e mediocridade, peço-vos: não desistam e rumo à Socratolândia. É já ali … e o vosso fervor e fé inabalável serão recompensados com o paraíso de xuxas virgens. AL-PINTO-DE-SOUSA-HU AKBAR!

    Tanto durante o seu Governo, como na recente conferência em Paris, temos um Agente (Sócrates) que actua num Contexto.

    Desde 2005, era fácil ver que as Contas Públicas padeciam de várias maleitas, e que a Dívida Pública estava a atingir dimensões preocupantes. Quanto ao Rigor e Legitimidade das despesas, o Tribunal de Contas fez inúmeras advertências, que foram ignoradas. Muitas personalidades, Economistas, Antigos Ministros, etc. advertiram para as possíveis consequências em termos de política Económica e Financeira. E foram ignorados, ou mesmo ridicularizados pela máquina do PS e pela Comunicação Social.

    No contexto da crise de 2008, que pedia prudência e contenção, Sócrates fez a fuga para a frente: continuou a endividar o Estado à razão de 10 mil milhões por ano, em média, como fazia desde o início do seu mandato. Opção política legítima? Keynesiana? Nem por isso, pois não foi criado emprego nem implementadas reformas. Continuou apenas como se nada tivesse acontecido. Única diferença? O BPN, que aliás NADA teve que ver com a crise.

    Em Paris, no outro dia, o que Sócrates disse não é grave pelas palavras “não pagar”, ou “a Dívida é eterna”.

    O QUE É GRAVE é ele ter dito que “as Dívidas gerem-se”, E NÃO TER PERCEBIDO QUE HÁ MUITO QUE A DÍVIDA SE TORNOU INGERÍVEL, persistindo assim NOS ERROS QUE TROUXERAM PORTUGAL À ACTUAL SITUAÇÃO CATASTRÓFICA!!!

    SÓCRATES pode ser apenas PARCIALMENTE CULPADO, mas a sua PARTE DA CULPA É GIGANTESCA e o seu AUTISMO INDESCULPÁVEL!!!

  51. Porra, S. MEU AMOR, se a sentença para o Sócrates é essa, o que será para os que foram piores do que ele (a bem dizer, todos os anteriores!), coitaditos…

    Mas olha, se como dizes a dívida, afinal, é ingerível, podes tentar ingeri-la juntamente com as pastilhas «Rennie», ou com o teu «Sargenor». E as tuas melhoras, S. MEU AMORzinho…

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