Interrogatórios imperdíveis da Operação Marquês

Onde Carlos Alexandre fica a saber que o engenheiro Carlos Santos Silva também andava a fazer obras na Polícia Judiciária e lhe dá conta de que um elevador estava avariado…

Carlos Santos Silva: E nós fazemos isso. Ainda agora, portanto, no edifício da Policia Judiciária, fomos nós que fizemos a revisão toda do projecto, portanto, e encontrámos também soluções, portanto, para o cliente; o cliente que era o Ministério da Justiça e, portanto, como havia a necessidade por determinação, portanto, da senhora ministra, portanto, reduzir o valor da obra em 15%, não é, e portanto…

Carlos Alexandre: Na… no Palácio, ali na Polícia Judiciária?

Carlos Santos Silva: Sim.

Carlos Alexandre: E embelezou aquilo também com umas soluções optimizadoras poupadoras de recursos?

Carlos Santos Silva: Certo. Não, ainda falta neste momento… só falta o Laboratório de Polícia Científica.

(…)
Carlos Alexandre: Sim, mas encontrou soluções optimizadoras.

Carlos Santos Silva: Sim, sim.

Carlos Alexandre:… luminárias e…

Carlos Santos Silva: Sim, sim e em conjunto.

Carlos Alexandre: … e elevadores. Um há dias foi lá, desceu demais e coiso.

Carlos Santos Silva: Não me diga que há problemas.

Carlos Alexandre: Houve lá um problema, houve, o elevador desceu de repente e tal. Mas pronto, depois
está parado… Parou naquela altura, acho que ainda não levou nada.

Carlos Santos Silva: E com… como sempre com a colaboração também das pessoas, portanto, nomeadamente o eng. Nelson…

Carlos Alexandre: Isso é uma coisa que aconteceu… O eng. quê?

Carlos Santos Silva: Nelson da Polícia Judiciária.

Carlos Alexandre: Ah, sim, sim… O engenheiro Nelson tem lá um gabinete e tal. Eu conheço.

Fonte: Observador

11 thoughts on “Interrogatórios imperdíveis da Operação Marquês”

  1. vá lá, o silva teve sorte. estas conversas costumam acabar em convite para lá ir a casa optimizar o portão da garagem e acabar com a remodelação total do pardieiro à pala da independência da magistratura e isenção do magistrado no processo em curso e nas certidões que pode vir a tirar enquanto houver obras para fazer. este caramelo quando remodelou o barraco em oeiras também achava que a bófia do ministério público estava isenta de taxas e autorizações camarárias.

  2. não fazia ideia que o alex gozava assim com os interrogados . não acho nada bem. soluções optimizadoras !! god , que indirecta.

  3. O Calex quase arranjava umas “soluções optimizadoras” para a sua casa de Maçães …
    O problema aqui deve ter sido o Carlos Santos Silva não conseguir “optimizar” o CV do filho do Calex …

  4. não sei essa história , Jasmim , conta lá , por miúdos , please. ou vou ficar a cahar que es uma insinuadora à Crime da Manhã. de obras e do juiz só sei que deu serventia a pedreiros ( dos a sério , não dos mações ) e que pediu 10 mil euritos , trocos para amendoins para o zézito (ou para a conta do telemóvel) a um colega . e o homem ,coisa extraordinária , sabe quanto pediu e quando pagou ,

  5. Dois contributos que o post deixa, (absolutamente dispensáveis pois reitera o que já sabemos ) 1) Carlos Silva não consegue falar sem bengala, portanto ja todos sabemos que , portanto o sr. Carlos Silva não tem um QI elevado e tinha uma paixão pelo amigo. Só assim … portanto se explica os milhões que emprestou sem registo mais o apoio que deu a ex para a compra do “monte” e o emprego. Portanto fico com uma dúvida, o portanto da compra isto é eu não tenho dinheiro
    , não tenho sequer emprego e passa-me pela cabeça ( respirem fundo )… comprar um monte no Alentejo !!!!! Tudo perfeitamente, portanto normal porque tenho um amigo “ lerdo” que me vai emprestar/ garantir o empréstimo e que ainda – como sabe que eu não tenho como pagar – me arranja um emprego onde eu nem tenho que fazer nada mas recebo um ordenado igual a mensalidade quebtenho que pagar ao banco. Portanto se um juiz , portanto leva isto a sério e não se ri portanto só pode ser mal formado e nunca devia , portanto, ser juiz de nada se portanto não percebe o que é a verdadeira amizade.
    2) ficamos esclarecidos sobre as preferencias literarias de D. Estrela. Portanto estamos portanto elucidados ou como diria Carlos Silva portanto….D Estrela.

  6. Epá, esqueci-me que gastar latim com tão ruim defunta era perder tempo e que ia ser censurado.
    (desculpa e lê uns livrinhos, Penélopezinha… s’tá?)

    Eric
    27 DE NOVEMBRO DE 2017 ÀS 17:05
    O seu comentário aguarda moderação.

    Manuel Pernes, um dia conto-te o teor de uma crónica fantástica que o Luiz Pacheco escreveu quando foi assentar os costados no Torel por ter entrado num stand para comprar um automóvel novinho em folha sem dinheiro (à excepção de 20 paus ou assim que ainda deu de gorjeta ao empregado, todo finório).

    [… uma espécie de test-drive, que acabou com a montra do café Gelo arrombada. E, portanto, pode comprar-se um monte no Alentejo e jurar na bófia que a culpa é também do… José Sócrates.]

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