E disse isto sem se rir? Não, aí é que está o problema

Passos Coelho disse ontem, aparentemente bem disposto, que, na aplicação da sua terapia ao país, não importou atentar à dor causada nem aos efeitos colaterais. Havia um doente e ele dispôs-se a curá-lo. Ele, reparem bem. E acha que o curou.

Ora bem, alguma observações:

  1. Mesmo que o homem fosse médico e não curandeiro, ele há médicos e médicos. Muitos erram ou são pouco interessados, pouco sensíveis, ou, pura e simplesmente, não são bons profissionais. Não me parece que, só por se intitular médico, alguém tenha que ser considerado um génio. Nem todas as terapias são adequadas. Algumas provocam até alergias graves, quando não lesões irreversíveis. Será este o caso. Fazer crer que não há outros médicos nem outros «tratamentos» é próprio dos incompetentes, dos ignorantes, dos ditadores e dos vigaristas.

  1. E, para começar, Portugal estava doente? A «doença» era o défice excessivo provocado pelo combate a uma crise de consequências imprevisíveis? Essa é que era a doença? Ainda por cima, induzida pela UE? É que o medicamento foi apontado exclusivamente a esse «mal».

  1. Mas, mesmo que se queira manter a metáfora do doente, Portugal estava doente ou puseram-no doente? É que a origem de um mal é o mais importante do ponto de vista da terapia.

  1. Se as causas do mau estado em que as finanças públicas se encontraram a dada altura se prenderam principalmente com uma crise internacional gigantesca, com a pertença ao clube da moeda única e, sobretudo, à recusa, em 2011, de uma «terapia» menos invasiva, que espécie de cura foi o empobrecimento do país, a sua desqualificação e a fuga da sua população jovem? O que melhorou por efeito direto da terapia aplicada? A redução do défice à custa da violência social pode ser considerada uma cura? Para se seguir o quê? Uma não vida?

  1. Portugal nunca foi uma potência económica europeia, sendo totalmente dependente da situação de outros países mais próximos e/ou mais ricos. Também nunca investiu devidamente na educação e qualificação da população, nem na reconversão industrial. Quem ouve falar estes idiotas, dir-se-ia que, subitamente, estamos na rampa de partida para nos tornarmos um Reino Unido do sudoeste. Entre 2005 e 2009 houve um governo que, paralelamente ao rigor financeiro, pretendeu colmatar as lacunas de qualificação, educação e de investimento em ciência e na modernização infraestrutural, puxando pelo melhor que o país tinha. Para esta espécie de charlatães, agora em campanha eleitoral, foram apostas inúteis. Bom, bom é manter o país na cauda da Europa, de onde nunca deveria ter ambicionado sair. E ajoelhado, para ser premiado pela sua docilidade. Uma cura e peras!

37 thoughts on “E disse isto sem se rir? Não, aí é que está o problema”

  1. Ou seja, a FAVA veio ilustrar o seu temperamento ditatorial, para além de injuriar um magistrado. Lol. Bias apanhar bais e olha que por ser magistrado, a tua conduta é qualificada, e mais ainda por o teres feito em meio de larga difusão. A retratação? Hum, vale? Claro que não.

    É vê-los estrebuchar, quando não conseguem o que querem. Afinal, quem anda nervoso não é o Carlos Alexandre. Cambada! Sempre quero ver o final desta investigação, e ler a origem do altruísmo e confiança no mundo.

  2. E já agora, se a outra é feia, gorda, etc, bolas, a FAVA é feia como um tijolo, pencuda e gorda como uma sequóia antiga num parque natural dos estados unidos. Lololol.

    Viva Salazar, para sempre. Abaixo os comunas e seus derivativos.

  3. Qualquer bom nazi gosta de gado manso ! Portanto é normal que se insurja contra quem ainda se consegue indignar !

  4. Passos Coelho está errado. O País não estava doente, estava falido. Portugal estava como está agora a Grécia sem dinheiro para pagar salários, sem dinheiro para pagar pensões, sem dinheiro para manter a Educação, sem dinheiro para manter a Saúde, sem dinheiro para pagar o que se pediu emprestado. Uma diferença , em Portugal tivemos um 1º ministro o Sócrates que desbaratou com o seu governo as finanças do País, enquanto que na Grécia tem um 1º ministro que devido ás suas atitudes irrefletidas está a destruir financeiramente o seu país. Uma coincidência ambos com ideologia socialista ou seja achar que os outros são obrigados a pagar as suas loucuras económicas e financeiras.

  5. Lucas, agora a sério… O que ainda não percebeu ? O ponto de partida foi a bancarrota. “A dívida actual é muito maior e os gastos públicos são muito mais elevados do que nos governos de José Sócrates, até à crise financeira global. ” diz o Lucas e eu concordo plenamente, claro que a dívida é muito maior se quando o sócrates saiu, além da dívida que deixou, ainda pediu mais 78 mil milhões à Troika, para não falar das PPPs que começamos agora a pagar. Lucas queria que a dívida fosse mais pequena ? O Lucas é um pandego, mas continue pois de vez em quando gosto de me rir com vontade.

  6. Ó FERRACOLHO, óbe, lá porque tu só lidas com partes traseiras, num quer dizer que eu seja do género, tá beie? SALAZAR, oqueie, ótrabez, SALAZAR, era uma figura decente, pá, merecia ir para o Panteãoe, tás a bere, ele num afundoue o país, contrariamente ao « povo é quem mais ordena», fogo, até me arrepio, ainda por cima um povo burro como tue. oqueie.

    Ó JRODRIGUEs, óbe, aprobeita a maré e baie cultibare os terrenos à beira da ótóistrada, tá beie, bá cus ótros num podes pur causa da uniãoe europeia a aquela coisa brilhante do marrio suarrez , com a assinatura de lisboa do 44.

  7. FERRACOLHO, aposto que andas a deixar caganitas pelos campos fora, debes ser daqueles que Órina à beira da estrada, tás abere? Mas olha que isso é crime, tá beie? oqueie.

  8. Campus, seja inteligente. A situação actual é muito mais débil. Se a dívida deixou de rolar no mercado foi porque em Frankfurt andaram aos papéis e em Portugal a gula do pote das comissões da destruição do interesse estratégico nacional derrubou o governo. Bancarrota é conversa de indigentes.

  9. oh paneleirus, o roto do dia é o montepio e a seguir vai o bpi, depois fecha o ciclo e começa de novo com o bcp. a rapaziada do costume, dos achismos tudo a viver acima e eles a abotoarem com dividendos por conta das expectativas. já faltou mais para ser a favor da nacionalização da banca, lucros privados, prejuízos públicos, arrogância com o dinheiro dos outros e lições de moral que nem o pároco local atreve.

  10. o passos coelho armado em médico dos portugueses ,nao ouviu ainda o seu pai (medico encartado) que disse alto e bom som em vila real o seguinte: quem não sabe governar a sua casa não pode governar o pais! mas disse mais e passado a livro.”a politica de socrates deu a volta a vila real.”

  11. Caríssimos, se detestam a globalização e estão contra o tipo de vida ocidental, por favor dêem lugar aos desesperados, que se metem num barquito para atravessarem o mediterrâneo. Tem alguns sítios para irem, a Coreia do Norte o Irão e a Venezuela, mas só tem um problema, lá não podem largar postas de pescada, mesmo socialista porque nem computadores e internet lá entra.

  12. FRANGO CONATRA, já te disse para parares de te projetar nos outros. Passas a vida a falar de paneleiros e afins, pá. Preserva-te, não te exponhas.

    SALAZAR era um GRANDE HOMEM E ESTADISTA. Conheces algum ao seu nível e com os resultados dele? Não me venhas com o Sócrates, porque só facto desse gajo ter uma ex que é burra o bastante para difamar publicamente a autoridade e ele, pôr-se, à janela com papelinhos para os seus idólatras, diz-nos bué do personagem, num é?

  13. Porra ! Depois de 4 anos o País a ser governado pelos direitolas, no qual fizeram as maiores patifarias ás crianças, aos adolescentes, aos pais e aos avós, não é que as sondagens dizem que a maioria governamental está empatada a nível eleitoral com o ps do salvador Costa ? Os socialistas não aprendem que o povo não é estúpido e já não vai em cantigas. Não valeu a pena apunhalarem o Seguro, o crime não compensou.

  14. Caro Numbejonada, jogo no clube do futuro, não das ideologias do passado que continuamente nos querem puxar para a pobreza e escravidão. Sou direitola concerteza.

  15. Apesar, Campus, de as ideologias do futuro em Portugal poderem ser comprometidas pela democracia marreca dos Ignorantezes deste País. Neste espaço, dou conta de vários – uma cambada apaixonada pelas próprias palavras, que se auto elogia, e abana o pendente como se tivessem feito uma grande chichizada.

  16. Mas o que é ser de direita, hoje, em Portugal? Bater palmas ao colocar de forma definitiva todos os portugueses a contribuir com uma parte do seu salário, no fim do mês, para a influência do Partido Comunista Chinês e outros especuladores? Apoiar a maior carga fiscal de sempre? Aplaudir as tácticas terroristas robotizadas dos recolhedores de impostos? Transformar o território além A1 a mero cenário de fotografias de turistas, sem serviços administrativos, sem tribunais e com meia dúzia de escolas e hospitais, sem gente? Inventar taxas e taxinhas verdes, amarelas e vermelhas, julgando que a chamar-lhe nomes diferentes o povo não percebe que lhe estão a ir ao bolso? Esvaziar o país de qualquer sentido estratégico diplomático-militar próprio, assistindo no rebanho aos indisfarçáveis complexos de vitória da Guerra Fria do Ocidente, cujas acções, ano após ano, vêm resultando no cerco, contínuo e cada vez mais apertado, da barbárie e da anarquia à velha Europa?
    Eu também queria ser de direita. Mas, se isto é a direita que temos, que venham os da esquerda.

  17. Vamos a ver, direitóla foi só uma expressão usada muitas vezes pelos comentadores deste blog para se referirem a quem não seja de esquerda. E aí assumo-me completamente como democrata, percebendo que o futuro de Portugal e dos portugueses está na globalização de mercado aberto que teve um desenvolvimento enorme, com as novas formas de comunicação, internet por exemplo. Sendo assim, quem continuar agarrado ás antigas formas de pensar, mais estado, mais pátria, mais proteccionismo, está definitivamente ultrapassado.

  18. É. Os chineses, os espanhóis e os americanos que se protejam e defendam os seus interesses. Nós é mais internacional capitalista de perna aberta.

  19. Caro Campus, o sentimento « mais Estado, mais pátria» não é, de todo, negativo. Na verdade, não se concilia com a globalização a que se vem assistindo há alguns anos, como nefastas consequências para Portugal. É evidente que o «orgulhosamente sós» teve as suas muitas desvantagens, mas o «orgulhosamente comunitários» levantou um tipo de esclavagismo democrático que não me agrada. E depois, quando vejo IGNAROS como alguns que por aqui «postam», escorados nas «larachas» do «povo é quem mais ordena», entendo que algo deve ser feito., não, porém, nos moldes a que se assiste desde o tempo do estrago dos cravos.

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