Apoiemos os grandes sonhos

Os jovens da Nova Portugalidade (e, pelos vistos, os seus avôs), que consideram Salazar “uma referência em tudo” (presumo que na vida sexual também), já terão entrado em contacto com movimentos dos países de língua portuguesa com vista a acordarem estratégias para reerguer o Império? Ou pensam fazê-lo pela força?

43 comentários a “Apoiemos os grandes sonhos”

  1. ai que riso! diz assim a Isabel Freire sobre o sexo e a Cidade do Salazar: a «mão na mão» dava direito a uma multa no valor de 2$50, já a «mão naquilo» valia 15$ de coima, fala-nos da vida boémia dos bordéis de Lisboa, do carácter vicioso do sexo «bucal», das contraceptivas lavagens vaginais, dos partos em casa e dos abortos clandestinos, das expectativas e ansiedade dos noivos na noite de núpcias, das famílias felizes e da peste que era o divórcio. Como viveram na intimidade os homens e as mulheres que são hoje pais, avós e bisavós de gerações com princípios tão distintos? Brincava-se muito com esta máxima: «Mão na mão. Mão na coisa. Coisa na mão. Coisa na coisa é que não.» Estávamos nos anos 50 e o
    grande interdito era realmente o corpo.

    Ora, Penélope, isto dá direito a uma revolução no império. mas dos sentidos. :-)

  2. 2/4

    Eric disse…

    Valupi, noto que este processo é uma não-notícia de carácter local que persegue o José Sá Fernandes desde 2014 (porque se lembrou de limpar as… ervas). Na altura, fizeram-se ouvir alguns blogues dos monárquicos lusitanos e de bandos de neo-nazis disfarçados. É estratégico, sabe-se que os seus legionários vão fazendo o trabalho de sapa em nome de um valor facilmente infiltrável e politicamente correcto que se chama “cidadania” (muitas vezes os blogues monárquicos e os neo-nazis propositadamente se confundem sob o manto de nacionalistas, na verdade). Há ainda uma fauna diversa de saudosistas (os abrunhos do CDS de que fala o DN vêm neste pacote), e que se mantêm activos mesmo no Aspirina B. Dou-te 5 minutos, vais ver.

    Nota, em destaque. De facto, a «mosaicocultura» dos neo-realistas portugueses decorada com um toque de colonialismo à anos 40 é uma coisa mesmo linda; idem mas com juros, outro tanto se poderá dizer sobre a agenda realista (!) dos neo-colonialistas em versão de 2016.

    19 de Julho de 2016 às 15:09

    ______

    Penélope, a falta que.

  3. 3/4

    «A iniciativa partiu de Rafael Pinto Borges, do grupo Nova Portugalidade, formado recentemente. “Temos de parar o processo de remoção da Praça do Império”, afirma Rafael Pinto Borges. O autor da petição, que junta figuras como o presidente da junta de Belém, Fernando Rosas, o deputado Filipe Anacoreta Correia ou o ex-presidente da câmara João Soares, defende que não é “justificado” um argumento estético ou histórico pela câmara municipal. De acordo com Rafael Pinto Borges, o processo mostra uma “má vontade histórica e ideológica”.»

    Valupi, lembras-te do slogan “Tens 18 anos e a quarta classe?” (a tropa procurava então carne para canhão para as suas fileiras, e isto até fez um refrão para os GNR nos tempos da luta contra o Serviço Militar Obrigatório). Pois é, esse slogan agora foi actualizado (em nome da cidadania, pois claro!):

    – Tens 18 anos, a quarta classe e queres ser fascista como nós?

    Fim dos brasões no jardim da Praça do Império contestado em petição pública

    _____

    Penélope, ainda a falta que.

  4. na vida sexual não creio , porque , ao contrário da fernanda câncio , o Salazar nisso era discreto , nada se sabe acerca. já agora quem é o que esses iam escolher para admirar ? os homunculos da democracia corruptiva ? Salazar pelo menor era um homem de carácter , não um catavento sem qualidades.

  5. 4/4

    «É estratégico, sabe-se que os seus legionários vão fazendo o trabalho de sapa em nome de um valor facilmente infiltrável e politicamente correcto que se chama “cidadania” (muitas vezes os blogues monárquicos e os neo-nazis propositadamente se confundem sob o manto de nacionalistas, na verdade). Há ainda uma fauna diversa de saudosistas (os abrunhos do CDS de que fala o DN vêm neste pacote), e que se mantêm activos mesmo no Aspirina B. Dou-te 5 minutos, vais ver.»

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    No fundo, Penélope e Valupi ambos aparentemente de fraca memória, é isso a que se resume o assunto como diz esse tipo jeitoso aí em cima. É pró menino e prás meninas.

  6. Penélope
    Minha cara,

    O açaime esquerdalhista democrático não me fica bem…
    Há que limpar o ar, até nos sítios infrequentáveis…

  7. YO,
    Salazar era culto, um senhor. Câncio é…jornalista…será que se a convidarem, ela ingressa nas étares do correio da manhã?

  8. Salazar, homem honesto e recto.
    Quem dera que todos os políticos fossem como ele.
    a verdadeira anonima

  9. mas qual é a dúvida ? Salazar era um homem admirável . Claro que só as pessoas que crescem conseguem perceber a necessidade de disciplina contenção poupança na hora de por um doidivanas falido na linha…..os adolescentes velhos contiuam a achar que é ir ao totta que os netos trinetos e maisnetos ospois pagam a festarola do prugreeesu . e já agora , os adolescentes velhos acham que censura é pior , muito pior , que ter os merdia ao serviço do poder político : quem pode paga e publica seja o que for , quem recebe está-se borrifando com o mal que pode fazer,

  10. não como cogumeloS mágicoS há canoS , Sóbebo chá de cogumeloS. iSto é mesmo pSicadelice natural , Sou muito imaginativa :) comprei um S maiuSculo !!!

  11. Eu queria era ver o pessoal da direita, ou da esquerda, ou do centro, ou de cima, ou de baixo, ou da frente ou de trás, a protestar contra isto:
    http://www.veteranstoday.com/2017/03/08/bezos-denial/

    Trata-se, como poderão ver, de um gesto censório súbito por parte da Amazon (e todas as suas filiais nacionais), sem precedentes desta magnitude:

    “The sweeping mass ban enforced within hours, and the senseless aimlessness and random nature with which it was implemented, clearly show that these books were not pulled because their content was checked and found impermissible, but because someone (probably Yad Vashem) had sent them a list of items to ban, and Amazon simply complied by checking off all the items on that list.”

    A parte da notícia que refere “(…) A convert to Islam, Faurisson is wildly popular in Morocco, where his books were recommended to me by academic colleagues there during my year of Fulbright-sponsored Ph.D. research in 1999-2000” é evidentemente um disparate devido à quase completa ignorância do autor sobre o prof. Robert Faurisson, ateu sem confisão religiosa alguma, mas o resto parece ser verdade.

    Vamos ver as sequelas desta censura súbita e maciça, sinal por excelência de estado de indigência intelectual a que o mito do «Holocausto» está reduzido, e por quanto tempo vai ser possível manter uma mordaça que, graças à internet, já só pode servir para atrair mais atenção sobre a maior falsidade histórica de sempre.

  12. Para quem insiste em não perceber nada, como os patetas da UNL, aqui fica o artigo de Robert R. Singer, CEO e vice-presidente executivo do Congresso Mundial Judaico, publicado no dia 4 num dos mais conhecidos baluartes da liberdade de expressão, o famoso Times da Lalalândia:
    http://www.latimes.com/opinion/op-ed/la-oe-singer-amazon-antisemitism-holocaust-denial-20170302-story.html

    E assim vai o mundo. Quando se pode rebater, rebate-se; quando não se pode, procura-se silenciar. Tarde demais, felizmente: no plano intelectual a nova candidata a religião está derrotada em toda a linha. Resta o plano do show-business e da multiplicação dos museus do vácuo onde se encontra entrincheirada. Veremos por quanto tempo mais.

  13. Os militantes da direita (?) que, nos comentários que fazem neste Blogue, idolatram Salazar e a sua prática governativa, ou não viveram sob os seus Governos (eu vivi 20 anos), ou não conhecem a História dessa época.
    Se uma destas premissas se verificasse seriam certamente mais contidos na defesa das práticas de tal governante.
    Só vos digo uma coisa, não queiram sentir na pele as consequências (pessoais, profissionais e familiares) do que era, nesses tempos, manifestar uma discordância do regime vigente, por mais leve que fosse e fosse qual fosse o meio (até numa conversa de café). Havia sempre um “bufo” na mesa do lado, na casa de cima ou na de baixo que se encarregava para que alguém da Policia Politica lhe invadisse a casa umas horas depois, fosse qual fosse a hora, e o metesse num carro descaracterizado com destino desconhecido. Com muita sorte regressava a casa no dia seguinte, pelos seus meios, depois de bem “apertado”, identificado, fotografado e fichado pela PIDE. Tenho experiências vividas sobre o que escrevo (e não era nem nunca fui, nem sou “comuna”, como grotescamente me apelidais.
    Se é um regime ditatorial que defendeis, tenha ele o sinal ou a ideologia que tiver, não sabem o que defendem, mas façam bom proveito com ele.

  14. Comuna ou chupialista é a mesma trampa.
    Quanto a Salazar, foi um homem inteligente, ministro brilhante e defendia as suas convições.

    Qual é o problema do corvo preto?

  15. O Corvo Negro não tem problema nenhum ! Ele não mandou fascistas para o Tarrafal antes do o 25/4 nem os meteu nos curros do Campo Pequeno depois. Tomara outros terem a consciência imaculada desses “pecadilhos”. Mas que digo eu ?! Para isso era preciso que tivessem consciência…

  16. Quoth the raven: Nevermore.

    Pois sim, corvídeo, mas no país colectivo em que vivemos não há — em boa verdade, nunca houve — verdadeira aversão à censura, ao silenciamento das opiniões adversas que incomodam. Quase toda a gente distingue a «boa censura», invariavelmente considerada como «ligeira» e «útil», que é, como não podia deixar de ser, a sua, a que convém à sua fraqueza, à sua cobardia, à sua incapacidade de debater ideias ou enfrentar a verdade; e a «má censura», invariavelmente a «violenta», que é , por definição, a dos outros sobre si. A regra é praticamente universal e está reflectida, por omissão de impedimentos à acção legislativa do estado, na nossa constituição, e em muitas outras onde falta qualquer coisa de remotamente semelhante ao tesouro que é a 1ª Emenda americana que tão bem tem servido de âncora, através de todas as vicissitudes, às liberdades civis e políticas de além-atlântico.

  17. MRocha

    E os inteligentes como VOCÊ, CONSCIENTES, afundaram e afundam um País com trampa esquerdista que classicamente é conhecida por afundar a economia…como alguém dizia, e está escrito, os chupas esvazaiaram os cofres, não havia dinheiro sequer para pagar aos funcionários! Por outro lado, os “salazares” deixaram o país apetrechado para a esquerdalha se abotoar e transformar o país num baldio turístico…nem isso, em boa verdade!

  18. E claro! Os comunas esquerdalhas que tanto defendem a “sua” liberdade de expressão correm com processos disciplinares e outras perseguições quem deles discorda!!!!! Tal como a dita…pide.

    Hipocrisia no seu melhor. Cegueira burra e francamente ofensiva da inteligência.
    Democracia podre, burra, é o que se vive neste país. Qualquer burro vota! E qualquer burro opina e até cancela manifestações de expressão….

  19. não podia estar mais de acordo contigo, diarreia mental, especialmente no ultimo parágrafo.

    Bela imagem de ti mesmo, eu não escreveria melhor.

  20. De facto nunca pensei viver no meu país, no pós 25Abr74, com tanta escumalha, como se vê por aqui, a venerar o SANGUINÁRIO Salazar! Abaixo, fora, fascismo nunca mais!

  21. Ora vamos lá a pôr alguma seriedade nesta “discussão”.

    Facto histórico incontestável — O botas de Santa Comba engolia cobras vivas, era-lhe indiferente que tivessem prepúcio ou não (pelo menos neste aspecto não era anti-semita) e, de acordo com arquivos secretos guardados na Torre do Tombo e russian hackers ao serviço de Putin, também tanto se lhe dava como se lhe deu que o dono da cobra fosse destro ou canhoto. E no fim perguntava sempre, educadamente: “Quer que engula ou que deite fora?”

  22. MCtorres, vulgo, ignarâncio

    Eu também pensei que com tanta história mundial, a esquerdalhice interesseira e chupista tivesse aprendido alguma coisa e sobretudo se tivesse consciencializado que, afinal, o 25 de abril aconteceu porque “lá” acabaram por se convencer a “ir em frente”…

    Comunas e chupistas, esses sim o afundamento de qualquer economia.

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