A pergunta é: como arranjou Mélenchon tantos votos?

Mistério. Ultimamente tenho ouvido Mélenchon em canais franceses. Aquela arrogância, aquela vaidade, aquele snobismo, aquela antipatia, senhores. Como conseguiu este homem 19% dos votos?

15 comentários a “A pergunta é: como arranjou Mélenchon tantos votos?”

  1. Ola,

    Não vou nada à bola com ele, e o meu desacordo com ele é absoluto nas eleições em curso, mas a critica é profundamente injusta. Mélenchon é um bom orador, unanimemente reconhecido como tal em França, nomeadamente pelos seus adversarios politicos (investiguem um bocado e poderão facilmente confirmar o que digo). O que seduz normalmente é a sua capacidade de ser pedagogico e rigoroso sem perder o fio e sem ceder no essencial, dando-se ao luxo de conseguir comunicar ao mesmo tempo as emoções que dão vida às suas convicções. Consegue ser directo, simples, sem concessões e ao mesmo tempo informativo, fazendo passar mensagens de alguma complexidade com grande eficacia. O tom é simples e com alguma “gouaille” (não sei como traduzir para português : algo entre o casticismo e a prosapia popular), mas isso não é um problema em França. O Sarkozy e o Marchais também tinham a mesma caracteristica e eram temidos pelos seus adversarios. O Mélenchon consegue fazer o mesmo sem dar erros, com um vocabulario rico e frases gramaticalmente impecaveis, o que é sempre motivo de admiração em França (pense-se no Le Pen pai, outro grande orador).

    Acho sintomatico que os Portugueses não consigam ver isto. Em Portugal, os modelos de orador são o padre, o tecnocrata e o editorialista pseudo-intelectual. Salazar, Cavaco ou Pacheco Pereira. Nos três casos, trata-se de pessoas que enchem a boca com palavras caras sem grande preocupação de poderem ser ouvidos por um publico com algum sentido critico…

    Bom talvez haja alguma injustiça no que digo (pelo menos com o Salazar), mas em traços largos é isto.

    Boas

  2. Bem, comprou-os, mas o circuito do dinheiro é um pouco complexo.

    Explico-me, ouve só Penélope: quem lhe emprestou o dinheiro foi o próprio José Sócrates mas este, na semana anterior às eleições, tinha-lhe sido emprestado pelo Carlos Santos Silva. Acredita! É como o apartamento de Paris, queres o chão mais claro ou mais escuro? Enfim lembrei-me disto só por causa de uma frase antológica, ou seja: como disse em tempo o José Sócrates com toda a gente a partir-se de riso, aposto!, os militantes do PSF deveriam ser os putativos eleitores do Benoît Hamon mas não foram.

    E não foram porquê? Lá está, porque pensaram que se calhar o Jean-Luc Mélenchon tinha mais bom gosto…

    [Nunca se saberá a verdade, mas ele há tangas para tudo!]

  3. Pergunta mais tola num alfobre de velhas viúvas socráticas. Nunca ouviram outros dizerem o mesmo do ídolo? Quem feio ama, bonito lhe parece.

  4. Fácil, desdobrou-se usando os hologramas, estar em simultâneo em vários
    locais dá uma redobrada visibilidade … resultou mais votos!

  5. não sei. mas estou a ver o debate e a Marine ( que nunca tinha visto na tv ) vende bem o seu peixe. é simpática e está completamente à vontade , isto pode não acabar bem.

  6. “Sondagem: Macron ganha debate a Le Pen””
    http://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/uniao-europeia/detalhe/sondagem-macron-ganha-debate-a-le-pen

    Visto assim à primeira vista fica-se logo com a impressão de ser uma Fake News do Jornal de Negócios, e não é que era.

    Fica-se logo com a imagem do olhar de reprovação da Bilderguiana Clara F. ALves e do gordo badocha gasolineiro sobre o Daniel de Oliveira quando este diz que não escolhia nenhum dos dois tendo sido imediatamente obrigado a retratar-se e obrigado a escolher Macron, a partícula do Diabo senão seria despedido ali naquele instante.

  7. se calhar é porque não acha que o terço da joana seja algo de jeito ou sequer uma obra de arte. mas para arrogância, arrogância e meia

  8. Muito bem, Penélope, vê-se que isso de cão de guarda não é para ti.
    (mas a cena da Dona Ricardina, ou ela é menos importante do que as mulheres do Sócrates?)

    [Va lá, coraggio como dizem os… suíços.]

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