Mais três achegas para confirmar a superioridade moral da Civilização Ocidental

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1- após o final da II Guerra Mundial, os ingleses montaram os seus pequenos sucedâneos de Auschwitz, onde foram interrogados alguns suspeitos de comunismo. Tortura, privação de sono, falta de alimentação, uso de adereços surripiados à Gestapo; tudo valeu para sacar informações aos detidos.
2- no Afeganistão, local da primeira batalha da “guerra de civilizações” e país recentemente arrancado às garras do fundamentalismo, a Justiça já se distanciou das práticas bárbaras dos talibans. Agora, os corpos dos condenados só são expostos por períodos decentes e o estádio de Cabul deixou de ser palco de execuções e amputações públicas; as autoridades andam em busca de um local decente para tais espectáculos. Ah: hoje em dia, os adúlteros são, ó cúmulo do humanismo!, lapidados com “pedras mais pequenas”.
3- as forças armadas dos EUA ponderaram seriamente a hipótese de assassinar civis e militares americanos só para terem à mão um bom motivo para invadir Cuba.

72 comentários a “Mais três achegas para confirmar a superioridade moral da Civilização Ocidental”

  1. Luis:

    Isso são tudo rumores dos media ocidentais dominados pela direita mais reaccionária.

  2. o que eu acho mais piada é um homofóbico a defender homossexuais (ou não sabe o Luís que muitos morreram em campos de concentração).

    cada vez que referisse Auschwitz o Luís devia lavar os dentes 1000 vezes. é de um cinismo a toda a prova.

    é por este género de “serezinhos” aberrantes que a esquerda está como está. nas lonas.

    ah! e a saída do blogue? esquecia-me que gosta do drama pelo drama. sorry.

  3. O Luís e o Nuno têm uma certa tendência para ilustrar os post com fotografias obscenas e não me refiro à Marianne que não me incomoda nem um bocadinho. Enfim, gostos…

  4. Só me faltava mesmo era um auto-nomeado defensor do lóbi cor-de-rosa a querer tomar conta de Auschwitz. Um pouco de pudor também não ficava mal; assim como a ideia de ir chamar “homofóbico” ao seu paizinho, talvez. E não me parece que tenha de lhe pedir licença para voltar aqui de quando em vez.

    Filomena,
    A fotografia será obscena; mas é parte integrante e importante da notícia do “Guardian”, por a sua publicação ter sido objecto de grande resistência do governo inglês. Tiro ao lado, portanto.

  5. O Luís lida mal com a crítica e acaba invariavelmente por se virar contra os pais ou as mães dos seus críticos.
    Esse tipo de complexos tratam-se.
    Se eu fosse seu paizinho não era nada que 2 ou 3 tareias bem dadas não tivessem resolvido.
    De resto, surpreende-me que ainda por aqui ande depois da birra que fez há dias em que ameaçou “demitir-se”.
    Trate-se homem.

  6. Rui,

    Se me disser que acha mesmo que “crítica” é afirmar que eu devia lavar os dentes antes de falar em Auschwitz por supostamente ser “homofóbico”, está definido o seu gabarito mental.
    Se acha que ataquei o “paizinho” do anónimo supra por lhe recomendar que fosse insultar o seu progenitor, estamos conversados sobre a sua perspicácia.
    Se coloca aspas para realçar uma citação que corresponde a uma palavra que nem sequer usei, a sua honestidade também não é grande coisa.

    Quanto a isso das “tareias”, olhe que eu sou muito fácil de encontrar.

  7. luís esteja à vontade para escrever qd quiser e onde quiser. afinal o estaminé é seu e entretem os seus fãs como quiser.

    sinceramente estou a borrifar-me para o que pensa de mim.

    até o palavriado habitual dos homofóbicos o sr. utiliza (lóbi?? cor-de-rosa?? explique o que é, quem pertence, que actividades desenvolve, como se financia, enfim, todas essas coisas que os homofóbicos sabem e que os homossexuais, em geral, desconhecem).

    uma coisa tem razão: o meu pai é tão homofóbico qt o senhor.

    continuo a afirmá-lo: deveria lavar a boquinha qd fala de «holocaustos», pq essa cabecinha nazi bem poderia ter-me assassinado a mim entre 1939 e 1945.

  8. Luís,
    Porventura tem problemas com o português, mas isso é um problema que terá de resolver sozinho.
    Quanto à tareia, também leu na transversal o que eu escrevi. Agora já é tarde para aprender seja o que for, pois burro velho não aprende línguas.

  9. Anónimo,

    “Lóbi cor-de-rosa” é uma forma irónica de descrever todos os idiotas, por norma anónimos, que se armam em donos da causa homossexual, invocando-a a torto e a direito. E quase sempre a despropósito, como foi agora o caso. Eu escrevo sobre prisões inglesas no pós-guerra, você responde com lavagens de dentes e esquerdas “nas lonas”: imbecilidade a toda a prova.
    Mas quem é você para se arrogar o direito de postular que eu sou homofóbico? Se o seu paizinho é estreito de vistas, fale com ele; não descarregue em que não conhece de lado algum.
    Eu podia tê-lo “assassinado”? Só é pena que ainda não haja prémios Nobel para a idiotice completa.

  10. Rui,

    Mais uma excelente réplica. Mesmo ao seu nível habitual: não tem nada de substantivo a escrever sobre o post, sai mais uma inanidade ou duas sobre coisa nenhuma.

  11. Estas discussões são tão “patuscas”.

    A direita advoga métodos pavlovianos para resolver questões relacionadas com a identidade individual. Será que estes senhores já se sentaram cinco minutos a pensar em como é complexa a definição da identidade individual, especialmente quando se trata de uma questão tão delicada como a da identidade sexual? Será que os ditos métodos pavlovicanos permitem transformar coisas complicadas em coisas simples? Ou será que são justamente os métodos pavlovianos que tornam as coisas complicadas?

  12. lol

    de facto, o campeão da desconversa a referir-se à falta de relação entre o post e a crítica!!! tem mesmo graça.

    sim, essa do “lóbi cor-de-rosa” ser o conjunto de anónimos que vem para aqui azucrinar-lhe a paciência é nova. Nem a icar teria tal ginástica argumentativa.

    para si (como para qualquer homofóbico) qualquer pessoa que seja pc (leia-se politicamente correcta) em relação aos “temas fracturantes” (como a homossexualidade, supostamente) pertence logo a um grupo de facínoras que andam por aí a dar cabo da paciência de intelectuais de primeira, como o senhor (talvez o jmfernandes se queixe do mesmo). coitadinho.

    não há pachorra para gentinha que ocupa tudo o que é local (televisões, jornais, blogues) a discorrerem sobre tudo e sobre nada e sem terem no curriculum senão muita cunha e pais, talvez tão homofóbicos como os meus, mas indubitalmente mais “importantes”.

  13. Luís,
    Deixe-me que lhe diga que comparar os fanatismos islâmicos e o terrorismo aos crimes praticados a ocidente é revelador de uma má fé que me abstenho de qualificar.

  14. Luís,
    Estou completamente de acordo com o Rui Castro: só na guerra do Vietname e na Guerra da Argélia foram assassinadas pelas tropas Ocidentais mais pessoas do que em todos os actos terroristas da história.São, de facto, crimes incomparáveis.

  15. Inglaterra não é de facto um exemplo a seguir em termos de liberdades individuais (desculpem-me os anglo-iludidos). A brutalidade na sociedade inglesa está presente a vários niveis, alguns muito refinados. Não é por acaso (é por ser agressiva) que esta sociedade teve necessidade de se regular quase ao ponto da paranoia… o cidadao não consegue interagir do modo esperado com o vizinho/filhos regula-se o cidadão com normas e mais normas. São tantas as normas que falar de coisas aberrantes como a de imitar o inimigo fazendo as mesmas barbaridades é proibido. É mesmo este o país que querem à força imitar?

  16. Tive uma ideia: porque nao fazer um postal a duas colunas? Na coluna da esquerda iamos registando as atrocidades cometidas pelo Ocidente; na da direita, as dos outros. Os resultados de tal exercicio sao imprevisiveis. So’ de uma coisa podemos estar certos: o postal ia encher toda a pagina do blogue.

  17. A minha mioleira direita diz-me que a culpa é toda dos comunistas, a minha mioleira esquerda diz-me que a culpa é toda terroristas. A mioleira direita diz-me para não ouvir a mioleira esquerda e vice-versa. Já tentei ouvir apenas uma das mioleiras mas problema perpetua-se. Será que pôr a culpa só de um dos lados não é também parte do problema?

    O euroliberal com as certezas dele é que me podia dar alguma segurança …

  18. O Rui Castro, depois de dizer uma série de asneiras desde a abertura desta aula onde aprendeu algumas coisas, termina com esta pérola:”uma má fé que me abstenho de qualificar”. Que não se abstenha. Que tal esta sugestão: “uma má fé cheia de boa fé”?

  19. A notícia do Guardian que ontem foi amplamente referenciada pela BBC, CNN e Sky merecia outro tratamento que não a amalgama que o LR aqui fez. Merecia pelo menos ser tratada isoladamente e devidamente enquadrada. Por falta de tempo para mais, lembro que a capitulação da Alemanha e o fim da guerra na Europa se registou em 7 de Maio de 1945 e deixo aqui pelo menos a tradução desta notícia do Guardian, que os comentários acima sugerem que nem todos a compreenderam devidamente:

    “As fotos da pós-guerra que as autoridades britânicas tentaram manter escondidas

    • revelado o tratamento a suspeitos de serem comunistas

    • 4 levados a julgamento marcial depois do inquérito de inspectores da polícia

    Guardian, Ian Cobain, segunda-feira, 3 Abril, 2006

    Durante quase 60 anos a evidência dum programa Britânico clandestino de torturas na Alemanha do pós-guerra, tem permanecido escondido nos arquivos governamentais. As fotos dilacerantes de jovens que sobreviveram, sendo sistematicamente submetidos à fome, bem como agredidos, privados de sono e expostos ao frio extremo, foram consideradas demasiado chocantes para serem vistas.

    Como um ministro da época escreveu, o mínimo possível de pessoas devia estar ao corrente que as autoridades britânicas tinham tratado prisioneiros “num modo semelhante ao dos campos de concentração alemães “.
    Muitas outras fotos que se sabe foram tiradas desapareceram dos arquivos e mesmo este ano alguns funcionários do governo argumentavam que nenhuma devia ser publicada.

    As fotos mostram suspeitos de serem comunistas que foram torturados numa tentativa de obter informação acerca das intenções militares soviéticas e métodos de informação numa altura em que alguns funcionários britânicos estavam convencidos que uma terceira guerra mundial estava somente a meses de distância.

    Outros interrogados na mesma prisão, em Bad Nenndorf, perto de Hanover, incluíram nazis, proeminentes industriais alemães do tempo de Hitler, e antigos membros das SS.

    Pelo menos dois suspeitos de serem comunistas passaram fome até morrer, pelo menos um foi espancado até à morte, outros sofreram doenças e feridas sérias, e muitos perderam dedos com o gelo.

    O incrível tratamento dos 372 homens e 44 mulheres que foram interrogados em Bad Nenndorf entre 1945 e 1947 está detalhado num relatório feito por um detective da Scotland Yard, o inspector Tom Hayward. Ele fora chamado por funcionários superiores do exército para investigar o mau tratamento aos presos, parcialmente como um resultado da evidência que estas fotos forneceram.

    O relatório do inspector Hayward permaneceu secreto até Dezembro passado, quando o Guardian conseguiu a sua publicação sob o Freedom of Information Act. As fotos mostradas aqui foram sonegadas antes do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) libertar o relatório, aparentemente porque o Ministério da Defesa não queria que fossem publicadas. Essa decisão foi anulada a semana passada, na sequência do recurso do Guardian.

    Um dos homens fotografados, Gerhard Menzel, 23 anos, um estudante, foi preso por agentes secretos Britânicos, em Hamburgo, em Junho de 1946. Tinha-se tornado suspeito porque se acreditou que tinha viajado para a zona da Alemanha controlada pelos Britânicos de Omsk, na Siberia, onde tinha estado como prisioneiro de guerra. O seu peso, medido algumas semanas depois da sua prisão nos 10st 3lb, caíu para 7st 10lb pela altura em que foi transferido de Bad Nenndorf para um campo de detenção Britânico oito meses mais tarde.

    Na ocasião, ele disse a Hayward, que as suas mãos tinham sido acorrentadas atrás das costas durante 16 dias uma vez, períodos durante o qual ele foi repetidamente esbofeteado na cara. Ele foi mantido numa cela vazia e frígida durante duas semanas uma vez e mergulhado em água fria todos os 30 minutos desde as 4.30 da manhã até à meia-noite, uma prática que o detective descobriu ter sido corrente.

    Um médico do campo de detenção relatou que o senhor Menzel foi um de um grupo de 12 detidos transferidos de Bad Nenndorf, todos magríssimos e vestidos com farrapos. Os chegados antes também estavam meios mortos de fome. Alguns tinham feridas faciais, aparentemente resultantes de espancamentos. Uns poucos tinham feridas na pele, que se diziam ter sido o resultado da tortura feita com parafusos que tinham sido recuperados duma prisão da Gestapo em Hamburgo.

    O senhor Menzel “era só pele e ossos,” escreveu o médico. “Ele não conseguia nem andar nem estar de pé sem ajuda, e só conseguia falar com dificuldade porque a sua língua e lábios estavam inchados e partidos”.

    “Era impossível medir a sua temperatura corporal porque não era superior aos 35 graus Celsius e o termómetro só começava nos 35.”

    O preso estava também confuso, ansioso e sofria de lapsos de memória, os seus pulmões estavam seriamente infectados e a pressão sanguinia estava perigosamente baixa.
    Somente depois de ser lavado, alimentado e aquecido com lâmpadas a sua temperatura subiu aos 36.3C, mas o médico receava que a sua chance de sobreviver era mínima.

    Outro homem fotografado, Heinz Biedermann, 20 anos, um empregado, fora preso em Outubro de 1946 porque estava na zona Britânica, enquanto que o seu pai, que vivia em Stendal na zona Russa, fora identificado como sendo “um comunista ardente”. Pela altura em que fora transferido de Bad Nenndorf quatro meses mais tarde o seu peso descera de 11st 3lb para 7st 12lb. Ele disse que fora mantido em prisão solitária a maior parte do tempo, ameaçado com execução, e forçado a viver e a dormir em temperaturas abaixo de zero com pouca roupa.

    Um guarda do exército Britânico disse ao Inspector Hayward que o senhor Biedermann se “gastara como uma vela” durante o seu internamento. Um outro, um soldado do Regimento de Essex Regiment, disse ao detective que se queixou que ele e os seus camaradas se comportavam tão mal quanto os alemães. “Eu tornei-me muito impopular depois disto … o sargento não levou muito bem a minha observação.”

    Sobre a transferência do senhor Biedermann para o campo de detenção, um funcionário de Bad Nenndorf requereu que ele ficasse detido “por um período adequado” para evitar que ele desse aos Soviéticos “informações detalhadas deste centro e dos métodos de interrogatório”.

    Os relatórios do MNE mostram que o oficial da marinha que comandava o campo de detenção, o Capitão Arthur Curtis, estava tão chocado com as condições dos homens que lhe enviavam que ordenou que fossem tiradas fotos como suporte das suas queixas acerca do tratamento destes “esqueletos vivos”.

    Fotos de vários outros presos, tirados na mesma altura, parecem terem-se sumido dos arquivos do MNE.

    No outro lado da zona Britânica, entretanto, um oficial da Royal Artillery queixava-se do estado dos detidos de Bad Nenndorf que eram atirados dum camião para a entrada dum hospital militar. Alguns pesavam menos de seis stones, e dois morreram pouco depois da sua chegada.

    Os relatórios mostram que Bad Nenndorf dependia dum departamento do Gabinete de Guerra chamado o Combined Services Detailed Interrogation Centre (CSDIC).

    Pelos fins de 1946, o CSDIC parece ter perdido o interesse nos nazis, e estava a perseguir os comunistas. Parece que os presos estavam a ser interrogados mais acerca dos métodos e das intenções Soviéticos do que do próprio Partido Comunista.

    Alguns dos detidos de Bad Nenndorf’s estavam na verdade a espiar para os Soviéticos: um preso que era meio-norueguês e meio-russo, disse a Hayward que era um oficial no NKVD, o precursor do KGB, e que tinha estado a operar conyinuamente na Alemanha desde 1938. Um outro, um jornalista alemão que tinha sido libertado pelos soviéticos duma prisão da Gestapo, foi apanhado a voar para o aeroporto de Croydon com papéis britânicos falsos. Ambos foram deixados morrer à fome e seriamente torturados.

    Outros, claramente não eram espiões. Um homem que foi deixado morrer à fome era um ex-soldado gay apanhado com papéis falsos quando atravessava a zona britânica à procura do amante, e um outro era um jovem alemão que estava a ser interrogado porque se tinha voluntarizado a espiar para os britânicos na zona russa, e tinha sido erradamente tido como suspeito de mentir por causa dum erro no seu relatório médico.

    Quatro oficiais britânicos foram julgados depois da investigação de Hayward.

    Documentos desclassificados mostram que as audições foram feitas na sua maioria à porta fechada para evitar que os soviéticos descobrissem que havia russos a serem detidos.

    É admitida uma outra consideração para a determinação de esconder a existência de várias outras prisões da CSDIC. Enquanto é sabido que um dos centros de interrogatório se localizava no centro de Londres, pouco se sabe dos da Alemanha.

    A seguir aos julgamentos de guerra, a prisão em Bad Nenndorf, foi substituída por um centro de interrogatórios especialmente construído para esse propósito perto da base da RAF em Gütersloh, e foram dadas ordens para os detidos serem examinados por um médico antes do interrogatório. Não se sabe quando é que este centro foi fechado.

    O único oficial de Bad Nenndorf a ser condenado foi o médico da prisão. Com 49 anos de idade, a sua sentença foi ser demitido do exército. O oficial comandante, Coronel Robin Stephens, foi inocentado da acusação de “conduta cruel ” e foi-lhe dito que estava livre para se candidatar a reunir-se aos seus antigos empregadores no MI5. ”

  20. Para enquadrar devidamente esta notícia do Guardian deixo aqui um “calendário” dalgumas datas relevantes dos anos 1945, 1946 e 1947:

    12 de Janeiro 1945– Proclamação da República Popular Albanesa

    12 de Janeiro-7 de Fevereiro 1945– O Exército Vermelho liberta Varsóvia e fica a 80 km de Berlim

    Janeiro 1945– Greve geral e insurreição contra o domínio britânico no Uganda

    4-11 de Fevereiro 1945– Conferência de Yalta. Acordo entre Staline, Roosevelt e Churchill sobre a organização das Nações Unidas, sobre a Alemanha e a Polónia e sobre a intervenção soviética contra o Japão

    Fevereiro 1945– Conferência Mundial dos Sindicatos, em Londres

    10 de Março 1945– Negociações em Moscovo sobre a Polónia, entre o Comité de Libertação, o governo de Londres e a URSS

    27 de Março 1945– Insurreição popular na Birmânia contra a ocupação japonesa

    1 de Abril 1945– Batalha pela conquista de Okinava. Grande resistência japonesa ao desembarque americano

    11 de Abril 1945– Revolta dos prisioneiros no campo de concentração de Buchenwald

    16 de Abril 1945– Ofensiva soviética sobre Berlim

    23-25 de Abril 1945– Insurreição na Itália do Norte

    25 de Abril-16 de Junho 1945– Conferência de São Francisco . Carta e Estatutos das Nações Unidas aprovados por 50 países

    28 de Abril 1945– Mussolini é preso e fuzilado por guerrilheiros antifascistas

    30 de Abril 1945– Suicídio de Hitler, em Berlim

    2 de Maio 1945– Exército Vermelho toma Berlim

    5-9 de Maio 1945– Libertação de Praga

    7-9 de Maio 1945– Capitulação da Alemanha. Fim da guerra na Europa

    17 de Julho-2 de Agosto 1945– Conferência de Potsdam. Acordo entre Truman, Churchill e Staline sobre a linha de demarcação entre a Alemanha e a Polónia e intimação de rendição ao Japão

    6-9 de Agosto 1945– Bombardeamento Atómico de Hiroshima e Nagasáqui, pelos EUA

    8 de Agosto 1945– Declaração de guerra da URSS ao Japão nos termos do acordo de Ialta

    9-22 de Agosto 1945– Ocupação soviética da Manchúria

    14 de Agosto 1945– Capitulação do Japão

    2 de Setembro 1945– Fim da Segunda Guerra Mundial

    25 de Setembro-8 de Outubro 1945– Federação Sindical Mundial constitui-se na Conferência de Paris. Aderem os sindicatos ingleses, soviéticos, da Europa Ocidental, da América do Norte, da China e da América Latina

    20 de Outubro 1945 – Processo de Nuremberga contra os criminosos nazis

    25 de Outubro 1945 – Revolução na Venezuela. Vitória da Acção Democrática. Início de um período de reformas

    29 de Outubro 1945 – Queda de Getúlio Vargas no Brasil

    6 de Novembro 1945 – Recontros na Indonésia entre tropas nacionalistas e as tropas ocupantes britânicas

    13 de Novembro 1945 – Declaração anglo-americana sobre o segredo atómico

    29 de Novembro 1945 – Proclamação da República Federativa da Jugoslávia

    15 de Dezembro 1945 – Missão do general Marshall na China

    21 de Dezembro 1945 – Os ingleses confiscam as minas do Rur

    10 de Janeiro de 1946 – Primeira Assembleia Geral da ONU em Londres. Spaak é o presidente.

    20 de Janeiro de 1946 – O general De Gaulle abandona o governo.

    1 de Fevereiro de 1946 – Proclamação da República da Hungria

    24 de Fevereiro de 1946 – Peron é eleito presidente da Argentina

    5 de Março de 1946 – Discurso de Fulton. Pronunciado por W. Churchill na presença de H. Truman. Assinala o início da “guerra fria” e da política da “cortina de ferro” contra a URSS e o comunismo.

    16 de Março de 1946 – O governo trabalhista reconhece o direito da Ìndia à independência.

    22 de Março de 1946 – Independência da Transjordânia.

    Junho de 1946 – Guerra civil na China.

    2 de Junho de 1946 – A monarquia cai em Itália, por referendo popular.

    4 de Julho de 1946 – Independência das Filipinas. Os USA conservam 26 bases navais.

    15 de Setembro de 1946 – Proclamação da República Popular da Bulgária.

    27 de Setembro de 1946 – Inicia-se a guerra civil na Grécia.

    1 de Outubro de 1946 – Sentenças do Tribunal de Nuremberga.

    23 de Novembro de 1946 – Inicia-se a guerra de libertação da Indochina, após o bombardeamento francês de Hai Phong; Dimitrov dirige o governo búlgaro.

    25 de Dezembro de 1946 – O Exército Vermelho chinês passa à ofensiva.

    17 de Janeiro de 1947 – Governo de coligação de comunistas e socialistas na Polónia.

    4 de Março de 1947 – Tratado de Dunquerque: aliança franco-inglesa.

    12 de Março de 1947 – Truman promete ajuda e protecção à Grécia e à Turquia numa perspectiva anti-soviética e “ocidental”.

    30 de Março de 1947 – Revolta nacional em Madagáscar. Os colonialistas franceses massacram 70.000 pessoas.

    7 de Abril de 1947 – O Estado de Nova Iorque ilegaliza o Partido Comunista.

    10-24 de Abril de 1947 – Conferência de Moscovo. Ruptura definitiva entre a URSS e as potências ocidentais a propósito do tratado de paz com a Alemanha.

    3 de Maio de 1947 – Nova Constituição do Japão, segundo o modelo da americana.

    5 de Maio de 1947 – Os comunistas saem do governo francês.

    13 de Maio de 1947 – os comunistas e os socialistas saem do governo italiano.

    5 de Junho de 1947 – Plano Marshall. Proposta do secretário de Estado dos USA para a reconstrução da Europa.

    Agosto de 1947 – Desenvolvimento da guerrilha comunista na Grécia e primeiros recontros com as tropas inglesas e governamentais.

    15 de Agosto de 1947 – Independência da ìndia. Nehru é primeiro-ministro.

    Novembro de 1947 – Conflito entre a Índia e o Paquistão, por causa de Caxemira.

    19 de Dezembro de 1947 – Cisão sindical em França.

    24 de Dezembro de 1947 – Governo revolucionário na Grécia, dirigido por Marcos Vapliadis.

    25 de Dezembro de 1947 – Reforma Agrária na China vermelha. Mao Tsé-tung prevê a vitória para 1949.

  21. Margarida,

    Desculpa, mas não me posso conter. Saiste-me cá uma sonsita, mocita. E tinhas logo que meter a necedade da praxe: a “amálgama que o Luis Rainha fez”. Qual “amálgama”, filha? A amálgama doutros exemplos de prepotência dos vitoriosos sobre os derrotados? E, na discussão que se seguiu, a única coisa que vi parecido com “amálgama”, e nada confusa, por sinal, foi o Luis a espadeirar contra três idiotas com uma mão no bolso. Tens com cada uma! E vê lá tu que às vezes até perco tempo a defender-te das unhadas que por vezes não mereces.

    E claro que saltaste logo lampeira, com a ajuda das teus amigos do Guardian, da BBC, da CNN e SKY, porta-vozes da ronha politica e desinformação para todos os gostos e paladares, para vires “provar” que a tortura e maus tratamentos agora revelados (tudo velho para caraças, de facto) infligidos aos desgraçados alemães estavam no principal ligados às tais divergências de classe, espionagem, etc., entre o imperialismo e o comunismo proletarial. Pois vai aprender, minha filha, que o problema não é de trezentos seres humanos malcomidos e torturados, mas sim de centenas de milhares de alemães derrotados que pereceram nos novos campos de concentração. Na realidade, uma re-historiação honesta desses trágicos acontecimentos, que tem sido impedida tanto pelos teus amigos como pelos teus “inimigos” (eles também controlam as editoras e preparam os programas universitários que produzem os novos historiadores à la papagaia) irá provavelmente demonstrar que a diferença entre Hitler e os Homens de Ialta não era, em termos de desumanidade, pràticamente nenhuma.

    E essa enorme cronologia para os entusiastas do Sapo que apresentas no fim prova montes de coisas, mas nada daquilo que provavelmente tens em mente. A partilha da Europa e a constituição das Nações “Unidas” às velocidades que se efectuaram deveriam alertar observadores perspicazes para aspectos de intrigas premeditadas e guerras quentes e frias planeadas de avanço. Mas não te alerta a ti porque, como é obvio, quanto mais martelas o ferro menos vês a faísca.

    Tio Tadeu

  22. Porque é que será que dos países não ocidentais nem imagens nos chegam?
    Se o Ocidente é assim tão mau, porque não se muda de uma vez por todas?

  23. O Tadeu quer-nos convencer que não percebeu a amalgama que o LR fez entre o uso de tortura dos Britânicos contra aliados no pós-II Guerra Mundial; a manutenção da sharia no Afeganistão ocupado pela NATO e uma provocação montada pela alta hierarquia militar dos USA para lhes dar o pretexto de ocuparem Cuba? Quer-nos ainda o Tadeu convencer que estas três “achegas” do post do LR tratam de questões “morais”? E que este caso de prisões clandestinas britânicas onde se praticava tortura e assassinatos contra suspeitos de serem comunistas agora trazido à luz do dia, 60 anos depois, pelo Guardian, não é relevante? Agora, que se sabe que a CIA e o M15 (juntamente com outras tantas secretas da nova Europa) montaram uma rede de prisões clandestinas pela Ásia, América e Europa onde torturam (e assassinam?) quem (como os comunistas há 60 anos atrás) se opõe à ocupação das suas terras e à violação da sua soberania?
    De facto a amalgama interessa aos Tadeus como interessou ao LR. É que a questão não é moral. A questão é política e ideológica. A questão é entre a concepção dum mundo de cooperação com os povos de todo o mundo e a concepção dum mundo onde vinga a lei do mais forte. Não há Hitler dum lado e os “homens de Ialta” do outro. Os factos provaram que o que fez Hitler, fez também Churchill e pouco depois Truman ao lançar a bomba atómica sobre Hiroshima e Nagasaki e faz hoje Blair e Bush invadindo países soberanos com base em mentiras.

    Pedro: a questão não se põe em termos de bondade e de maldade, de ocidente ou de oriente. A questão põe-se em termos de quem ganha com as guerras no ocidente e no oriente e quem perde com elas em todo o lado. Pense, estude, leia, reflicta e encontrará a resposta que parece procurar.

  24. Juntámos nesta caixa de comentários três dos alucinados mais patuscos que aqui arribam: o Rui Castro, depois de muito espremer as meninges para escrever qualquer coisa relacionada com o post, resolveu afirmar que eu comparei os “fanatismos islâmicos e o terrorismo aos crimes praticados a ocidente”. Mas onde? Falei de “superioridade moral”; e claro que esta não se aferiria nunca contra loucos homicidas e fanáticos. Falamos de civilizações, ou, pelo menos, de actos cometidos e planeados por autoridades estatais; não por bandos de facínoras em roda livre.
    Depois, vem o anónimo tresloucado que decidiu que eu sou “homofóbico” e que não tenho no “curriculum senão muita cunha e pais, talvez tão homofóbicos como os meus”. Revelando, se tal fosse preciso, como a blogosfera é um meio marcadamente anisotrópico: ainda há dias, acusavam-me noutro local de ser cúmplice dos que querem escavacar a instituição “Casamento”, alargando-a aos homossexuais. Ou seja, passo de filogay a besta homofóbica em poucos dias.
    Por fim, a inevitável, incontornável e mui assinalável Margarida, que decide que a minha autodefinida “política editorial” não presta e trata de deixar aqui mais um estendal de letras para remendar a falha.

    Mas o distanciamento tem coisas boas; agora, até consigo achar alguma pilhéria a esta malta.

  25. Luís, tens de concordar que a Margarida é já uma verdadeira estrela deste blog! No caso do blog continuar deviam até contratá-la para a vossa equipa de “enfermeiros”.

  26. É da minha vista ou a Margarida acredita mesmo que a URSS tinha uma “concepção dum mundo de cooperação com os povos de todo o mundo”?
    :-)))
    Bem; pelo menos não tiveram ocasião de alargar o alegre programa mesmo a “todo o mundo”.

  27. É aquele pedaço do “invadindo países soberanos”? Não é cómica? Nunca terá a Margarida ouvido falar nas excursões em tanques que os bravos soviéticos fizeram noutros “países soberanos”, já bem depois do fim da guerra e contra resoluções da ONU e todos os princípios da auto-determinação?

  28. Relembro a lista de países que os USA bombardearam desde o fim da II Guerra Mundial. Quer o anónimo e/ou ou LR colocar aqui a lista de países que no mesmo período a URSS bombardeou/invadiu?

    China – 1945/1946
    Coreia – 1950/1953
    China – 1950/1953
    Guatemala – 1954
    Indonésia – 1958
    Cuba – 1959/1960
    Guatemala – 1960
    Congo – 1964
    Perú – 1965
    Laos – 1964/1973
    Vietname – 1961/1973
    Guatemala – 1967/1969
    Granada – 1983
    Líbia – 1986
    El Salvador – 1980’s
    Nicarágua – 1980’s
    Panamá – 1989
    Iraque – 1991/2003
    Sudão – 1998
    Afeganistão – 1998
    Jugoslávia – 1999
    Afeganistão – 2001/2006 – a ocupação continua
    Iraque – 2003/2006 – a ocupação continua

  29. E porque importa trazer a discussão para o que hoje se vai fazendo, este take da Lusa acabadinho de sair:

    05-04-2006 1:15:00. Fonte LUSA.

    Terrorismo: CIA usou privados e empresas fachada para raptar e torturar – AI

    Lisboa, 05 Abr (Lusa) – A Amnistia Internacional (AI) revelou hoje que os serviços secretos norte-americanos usaram companhias aéreas privadas e empresas de fachada para transportar secretamente suspeitos de terrorismo que foram interrogados e torturados.

    No relatório “Fora do Radar – Voos secretos para tortura e ‘desaparecimentos'”, a organização de defesa dos direitos humanos afirma que agência de serviços secretos dos Estados Unidos da América, a CIA, utilizou operadores e aparelhos privados em voos para fins que teriam de ser declarados às autoridades de aviação.

    A AI registou “quase mil voos directamente ligados à CIA, a maioria dos quais em espaço aéreo europeu”, efectuados em aparelhos controlados pela agência utilizando nomes de empresas de fachada.

    Além destes, há registo de cerca de 600 voos de aviões que foram utilizados temporariamente pela CIA.

    O relatório da AI divulga dezenas de destinos onde aterraram e de onde descolaram voos de “rendição” e companhias aéreas privadas com autorização para aterrar em bases militares norte-americanas em todo o mundo.

    Eventuais voos que tenham passado por Portugal continuam por conhecer e não são referidos no relatório, disse à Agência Lusa a directora nacional da AI, Cláudia Pedra, explicando que a organização, o Conselho Europeu e o Governo continuam a investigar.

    Um dos aviões citado pela organização terá feito cem paragens na base de Guantanamo, em Cuba, enquanto outro aparelho, cujos donos admitiram tê-lo cedido à CIA, transportou o clérigo muçulmano Abu Omar para o Egipto, via Alemanha, após ter sido raptado em Itália.

    “As últimas provas mostram como os EUA estão a manipular acordos comerciais para poderem transferir pessoas, violando a lei internacional e demonstram até onde o governo norte-americano está disposto a ir para esconder estes raptos”, afirmou a secretária-geral da AI, Irene Khan.

    A “rendição” refere-se à transferência ilegal de pessoas entre países, escapando à fiscalização judicial e administrativa. No âmbito da “guerra ao terrorismo” empreendida pelos EUA e seus aliados, esta prática facilita o interrogatório de suspeitos à margem da lei.

    O relatório, que revela parte do mistério à volta das “rendições”, analisa novas informações sobre os “pontos negros” – centros de detenção da CIA – fornecida à AI por três iemenitas recentemente libertados após dois anos de detenção, que aponta para que tenham estado presos na Europa de Leste ou na Ásia Central.

    “A maior parte das vítimas de rendição foi presa e detida ilegalmente. Muitas foram raptadas, sem acesso a qualquer processo legal e ‘desapareceram’. Todas as que foram interrogadas pela AI denunciaram torturas e outros maus-tratos”, declarou Irene Khan.

    O segredo à volta destas “rendições” torna impossível saber quantas pessoas foram presas ou raptadas, transferidas entre países, detidas secretamente ou torturadas, mas informações de vários governos indicam que “centenas” de pessoas terão sido visadas, denuncia a organização.

    A Amnistia Internacional alertou os Estados que toleram a passagem destes voos pelos seus territórios que estão a ser “cúmplices em graves abusos dos direitos humanos”.

    A organização exigiu que a transferência de detidos seja alvo de supervisão judicial, com utilização de aviões oficiais e apelou às companhias aéreas para que não cedam os seus aparelhos para “rendições”.

    “Todos os governos devem impedir, investigar e condenar os responsáveis por detenções secretas e rendições”, defendeu Khan.

  30. Assim de repente, e começando até um pouco mais cedo, lembro-me de:

    39 – Polónia e Finlândia,
    40 – Lituânia, Estónia, Letónia,
    56 – Hungria,
    68 – Checoslováquia,
    79 – Afeganistão.

    Poderemos acrescentar parte da Alemanha, a Roménia, o Reino da Jugoslávia, a Bulgária, a Checoslováquia. Todas estas nações europeias foram tão eficazmente “libertadas” pelos soviéticos, no fim da II Guerra Mundial, que só décadas depois voltaram a ter liberdade, democracia e qualquer coisa parecida com autodeterminação.

    E isto sem contar com as inúmeras repúblicas da URSS que não tinham qualquer vontade de lá estar, como se viu mal tiveram uma palavra a dizer sobre o assunto.

    Parece-lhe coisa pouca ou isto era apenas o rosto humano da tal vontade de cooperar com “todo o mundo”?

  31. Só mais uma coisa, Margarida: escusa de me atirar com a lista das vítimas dos EUA, pois só fortalece a minha convicção: os dois imperialismos eram igualmente maus, prepotentes e violentos. Os EUA, no entanto, sempre ofereciam grandes vantagens aos seus cidadões, a menor das quais não era por certo a democracia.

  32. Que dizer do que escreve o anónimo? Que tem a história toda baralhada. Todinha. Mesmo até a do Afeganistão. Logo à noite explico-lhe porquê, agora não dá.

  33. Claro que tem, Margarida, claro que tem. Na realidade, foram todos esses países que pediram, imploraram a protecção fraterna do grande irmão soviético. Estes apenas se limitaram, com grande sacrifício, a correr em auxílio dos povos em perigo. Claro, Margarida. E não se esqueça de tomar os medicamentos, mais logo.

  34. Que é feito do Euroliberal? Então o homem/mulher não bota opinião? Não invectiva os Americanos? Estará doente? Queremos o Euroliberal!!!

  35. Margarida:

    Baralha os gajos, evita assinar os comentários, participa no blog de forma anónima. E quando te vierem com a história de seres comunista, diz-lhes que não és comunista coisa nenhuma. Vais ver que todos vão acreditar em ti!

  36. Fico contente pelo papel que desempenhou nessa referência nacional do pensamento livre que é o de…vagares.

    Digamos que contra um ultra-homofóbico e um ultra-católico (que são a mesma merda, neste país) qualquer um é um “filogay”.

    Desconhecia essa sua faceta conservadora (como diria o pacheco em relação aos casamentos gay) mas acho muito bem que a tenha. Como não frequento blogues sem qq espécie de interesse, como o que linkou, desconhecia que o luís é esquizofrénico: ora vai uma piadinha, um texto, ou o que lhe vier ao neurónio, do mais homofóbico, ora se torna no defensor das «causas fracturantes».

  37. Anónimo,

    Para bem da minha sanidade mental (bem assaz escasso, como se vê), não frequento apenas a atmosfera rarefeita dos locais “de referência”.
    Por acaso, até desconfiava que a sua sanha viesse desse meu rodriguinho. Mas diga-me agora: se tivesse antes falado em freiras, não em cowboys, isso faria de mim anti-clerical, misógino, ou ambos?
    Uma das conquistas que os homossexuais poderão almejar é mesmo a de serem referidos em conversas, graçolas e demais acidentes dialécticos como um outro grupo qualquer, ao lado de alentejanos, mulheres, míopes, futebolistas, cobradores de impostos, comunistas, bloquistas, etc., sempre com absoluta naturalidade. Nesse dia, muitos preconceitos terão enfim falecido. Enquanto se continuarem a ouriçar com a mínima piadinha, a coisa não vai bem.

  38. não quero maçá-lo mais. mas essa última tirada: “Uma das conquistas que os homossexuais poderão almejar é mesmo a de serem referidos em conversas, graçolas e demais acidentes dialécticos como um outro grupo qualquer, ao lado de alentejanos, mulheres, míopes, futebolistas, cobradores de impostos, comunistas, bloquistas, etc. Nesse dia, muitos preconceitos terão enfim falecido. Enquanto se continuarem a ouriçar com a miníma piadinha, a coisa não vai bem.” teve mesmo piada.

    ao fim de séculos de piadas, os homossexuais podem agora estar descansados que até é uma conquista para si próprios serem mal-tratados quotidianamente.

    essa parece, de facto, a mesma discussão sobre a «liberdade de expressão». coitados dos cartoonistas de um jornal dinamarquês: eles só quiseram ter piada, não tiveram quaisquer intenções de provocar a ira de gente fanática algures a viver num mundo de bárbaros.

    Enfim, era só o que mais me faltava querer privá-lo do de fragmentar o mundo em pequenos pedaços de mau-gosto e preconceito e, para mais, com piada.

    Faça o Luís o favor de continuar na sua sanha salvadora de homossexuais, fazendo piadas de mau-gosto sobre… homossexuais.

  39. A conquista não será serem “mal tratados”; será sim a integração num discurso quotidiano que assuma a sua orientação sexual como mais uma idiossincrasia como as outras.
    No meio da sua justa e sentida ira, não respondeu à minha questão. E se tivesse falado de freiras? Seria misógino?
    É que o humor é muitas vezes construído sobre a desdita de alguém; se deixamos de o poder fazer, viveremos num mundo bastante mais triste. Acabam-se as piadas a propósito do Benfica, de Maomé, dos pastorinhos de Fátima, dos homossexuais, dos gordos, dos magros, dos alentejanos, dos algarvios, dos irlandeses, das mulheres, dos homens cornudos… haverá sempre alguém a queixar-se de ter sido pisado pela liberdade de expressão do próximo.
    Se você nunca contou uma anedota passível de ofender alguém, tiro o chapéu em homenagem à sua pureza quase angélica. Eu não consigo ser assim. E nem sequer consigo arrepender-me disso.

  40. pois é a idiossincrasia aquilo que ainda não percebi! que idiossincrasia têm todos os homossexuais em comum: levar no cú? é isso? conheço muitos que não gostam e nunca foram sodomizados. diga-me mais idiossincrasias que definem os homossexuais.

    comparar piadas de freiras com de homossexuais é desconversar. não é a mesma coisa. só é freira, benfiquista, maometano e até (em certas circunstâncias) cornudo, quem quer. se politicamente seria excelente eu dizer-lhe que ser homossexual é uma escolha (o ratzinger até lhe reviravam os olhos) a questão é que ser-se homossexual não é uma escolha nem uma coisa que se consiga modificar com http://www.hetracil.com/index.html“ target=”_self”>medicamentos ou tratamentos. a construção que é feita, ao contrário dos restantes exemplos (tem correspondências com a nacionalidade e a região de origem, pois ninguém escolhe onde nasce) é que ela é feita pelo outro para me definir a mim, sem que eu possa interferir nisso. as piadas são uma forma excelente de poder fazer essa construção e da pior maneira. ou não será na linguagem que se joga tudo?

    já agora é possível fazer humor sem ofender, inclusivé humor sobre homossexuais.

    mas está aqui, está também no clube dos «politicamente incorrectos» Luís.

  41. Essa minha entrada no tal clube é motivo de júbilo.
    Quanto às idiossincrasias dos homossexuais, julgo que não é difícil encontrar a principal: a atracção erótica predominante por pessoas do mesmo sexo. Não discorda, pois não?
    Quanto ao factor “escolha”, nem sei que lhe diga: eu, por mim, sou quase meio judeu e sou mesmo meio algarvio. Ainda por cima, sou gordo, caixa de óculos e benfiquista. Alguns destes factores também não são passíveis de correcções à força de medicamentos ou cirurgias. Deverei abespinhar-me cada vez que leio uma graça a implicar com uma destas peculiariedades? Deverei berrar “anti-semita!” a cada anedota sobre judeus que alguém me conta, mesmo que o narrador seja 100% judeu? Não me parece.
    Mas longe de mim querer alterar a sua forma de ver o mundo. Cada um é como cada qual. Se lhe parece bem chamar-me “homofóbico” e proibir-me de falar em Auschwitz sem primeiro lavar os dentes uma catrefada de vezes, também está a exercer uma liberdade sua. Eu discordo; é tudo.

  42. claro que discordo: não é uma atracção erótica predominante por pessoas do mesmo sexo. é exclusiva. cai noutra categoria qd n o é.

    abespinhe-se qd o como quiser luís. mas só não percebo é porque não entende o luís que a linguagem é um contributo decisivo para o preconceito generalizado que recai sobre determinados grupos (étnicos e/ou religiosos, sexuais, etc.) e que tem implicações políticas fortíssimas que, em determinadas circunstâncias, pode gerar a morte a milhares de pessoas, como foi o caso de judeus, ciganos ou homossexuais não só na segunda guerra mundial como em boa parte da história do «glorioso ocidente».

    por isso lhe mandava lavar os dentes. porque lhe senti o cinismo de me usar (catalogo-me homossexual no semi-armário) como arma de arremesso (tb eu podia ter sido uma vítima naquela guerra, simplesmente por existir) e tantas vezes o vejo a si a agredir-me quotidianamente; mesmo que pense, na maior das serenidades politicamente incorrectas, que não o está a fazer.

  43. Aaaaaaaaaaaaaaaah, ainda bem que disse isso. Se é esse o caso, então é de todo em todo preferível qualquer outra coisa à Civilização Ocidental. Cem vezes o Comunismo Norte-Coreano, mil vezes o fundamentalismo islâmico do Irão – agora viver numa Civilização que faz e acontece só porque temos umas coisinhas como Democracia, Liberdade de Expressão, Equidade e Laicismo?
    Mil vezes o resto, que o que temos é podre!!!

  44. Pois parece que o anónimo desconhece que a II Guerra Mundial acabou na Europa em Maio de 1945 e que na altura a Estónia, a Letónia e a Lituânia eram repúblicas da URSS.

    Parece querer desconhecer ainda que em 1956 (Outubro/Novembro) foi o Pacto de Varsóvia que interveio para pôr fim a um motim contra-revolucionário na Hungria e que foi o mesmo Pacto de Varsóvia que em 1968 também interveio para pôr fim à acção subversiva contra-revolucionária na Checoslováquia, amplamente apoiada pelo imperialismo.

    Quanto ao Afeganistão, que já foi motivo de discussão por aqui num post recente, talvez por não perceber francês não topou o sentido da confissão de Zbigniew Brzezinski pelo que ponho agora um excerto deste artigo esclarecedor de Michel Chossudovsky:

    (…) “Seguindo a directiva do presidente Carter de 3 de Julho de 1979, os EUA apoiam vários grupos de rebeldes na maior operação encoberta da história da CIA. Nas palavras no Conselheiro da Segurança Nacional de Carter, Zbigniew Brzezinski:

    “Tal operação secreta [de apoio ao fundamentalismo islâmico] foi uma ideia excelente. Teve o efeito de colocar os russos na armadilha afegã e quereis lamentar-vos disso? No dia em que os soviéticos atravessaram oficialmente a fronteira, escrevi ao Presidente Carter. Temos agora a oportunidade de dar à URSS a sua guerra do Vietname. Na verdade, durante quase dez anos, Moscovo teve de aguentar uma guerra insuportável, um conflito que trouxe a desmoralização e finalmente o desmoronamento do Império Soviético.

    O jornalista do Nouvel Observateur conclui a entrevista com Zbigniew Brzezinski com a seguinte questão: Não lamenta ter apoiado o fundamentalismo islâmico, tendo dado armas e conselhos aos futuros terroristas?

    Ao que Brzezinski replicou: O que é mais importante na história do mundo? Os Taliban ou o colapso do Império Soviético? Alguns provocadores muçulmanos ou a libertação da Europa Central e o fim da Guerra Fria?” (…)

    Aliás recomendo-lhe a leitura completa em: (http://resistir.info/chossudovsky/premio_nobel_da_guerra.html)

    E quanto a pedidos dos povos, desconhecerá porventura que os soviéticos se pronunciaram em referendo a favor da manutenção da URSS. Foi a 17 de Março de 1991 que 76% dos cerca de 149 milhões de votantes disseram sim à continuidade da União Soviética, fundada em 1922, cinco anos após a Revolução de Outubro. Mas que apenas nove meses depois, a 8 de Dezembro, os dirigentes de três repúblicas, a Rússia, Ucrânia e Bielorússia, entre os quais se contava Iéltsin, à revelia da vontade popular e da constituição mas em sintonia com Washginton, e suportando-se no capitulacionismo e conivência políticas de Gorbatchov, assestaram o último golpe na URSS, decretando unilateralmente o seu desaparecimento. Nesse mesmo dia foi criada a fantasmagórica C.E.I., autêntica entidade de divisão e arrebate do espólio soviético.

    PS: essa sua referência aos medicamentos lembra-me parvoíces do Daniel Arruda, o mesmo que hoje, no seu blog, a propósito da saída de Fernando Rosas, disse que “O Parlamento ficou mais rico”…

  45. Margarida, já todos percebemos que a URSS era o melhor dos Mundos, e que os gulags eram estâncias de esqui que o revisionismo ocidental corrompeu.
    Poupe o seu Latim…

  46. Que resposta grotesca. Eu escrevi que a minha lista começava antes de 45. E é um facto inegável que a Polónia, a Finlândia e os três estado bálticos foram mesmo invadidos pela URSS. Que depois fossem já “repúblicas” da dita não anula nem faz esquecer as invasões, amorosa forma de manifestar a tal solidariedade com todos os povos do mundo…
    E as invasões motivadas por agitações “contra-revolucionárias”… você não tem mesmo vergonha nenhuma, pois não? Não entende que esse tipo de desculpas é precisamente o que os EUA sempre invocaram para intervir noutros países? Que andava por lá “o comunismo” a causar sarilhos?

    E quanto ao Afeganistão, o que os EUA fizeram é igualmente irrelevante para esta discussão: a URSS invadiu um país vizinho e pronto. Se era justificação para tanto haver ali forças em acção, incitadas pela outra superpotência, também se encontram justificadas as intervenções americanas noutras nações. Que diisparate sectário.
    Não vê bem o ridículo em que coloca as suas posições com discursos destes? É gente como você que dá mau nome ao PCP.

  47. JVC,
    O que é que não entendeu bem? Recusar um indiscutível estado de superioridade moral ao Ocidente não equivale a reconhecer essa mesma superioridade a mais alguém. Muito menos aos malucos no poder no Irão, na Coreia do Norte ou agora, com a “nossa” benção, no Afeganistão.
    E tudo isto tinha a ver com uma discussão recente por estes lados, a propósito de “guerras de civilizações”…

  48. Anónimo,

    Também gostava de saber onde é que eu me dedico “tantas vezes” a agredi-lo “quotidianamente”. Vai desculpar-me, mas isso é mania da perseguição pura e simples. Ainda por cima, associada a esse impulso para policiar o discurso alheio até ao ponto em que ele decorra apenas num vácuo inócuo, sem pisar calos a ninguém.
    Lamento que a minha gracinha do cavalo o tenha ofendido. Mas lamento ainda mais que ache que eu nunca a poderia ter feito, nem a propósito de freiras, nem de ninfomaníacas, nem de cobradores de impostos. Felizmente, as suas proibições só têm força de lei sobre o seu próprio discurso; de outra forma, estaríamos todos enfiados num mundo bem aborrecido.

  49. Para uns anónimos, o bom comunista é o comunista morto. Para outros o bom regime socialista é o que não se defende e abre as portas ao inimigo exterior. Azar deles. Os regimes socialista da Hungria e da Checoslováquia nos anos 50 e 60 defenderam-se e os membros do Pacto de Varsóvia ajudaram-nos nessa defesa, logo são péssimos regimes socialistas para este anónimo. Como também no Afeganistão, no Natal de 79, o regime socialista de lá pediu e obteve a ajuda da URSS para se defender da agressão dos USA, Paquistão e toda a pandilha dos fundamentalistas amigos da Arábia Saudita, logo isso é um “crime” imperdoável para o anónimo. Como é quando o regime socialista de Cuba se defende das agressões e ingerências.

    Mas o que o anónimo não aceita é que de facto não houve invasões nem bombardeamentos de qualquer país com regime socialista . E de países com regimes capitalistas, tem sido uma constante no século passado e neste, antes e depois da II guerra mundial e continua. Com as agressões e bombardeamentos diários no Iraque, Afeganistão e dos israelitas contra os indefesos palestinianos. Nem é preciso procurar, basta ligar a TV e abrir um jornal…

  50. O “anónimo”, se quiser, tem tanto nome como a ortodoxa e tão bem identificada “Margarida”: chamo-me “Miguel”. E agora?
    Bem: agora continua o estendal de burrices com propósitos claros mas insustentáveis.
    A ideia de que as tais invasões foram em resposta a pedidos de ajuda serviu também para os EUA justificarem tudo e um par de botas; até o Vietname e a Baía dos Porcos. Só que a “Margarida” quer fazer de conta que alguém acredita na representatividade dos tais “governos socialistas” que pediram ajuda. O povo não era aquela malta que víamos a celebrar a Primavera de Praga; era sim o grupo de burocratas que pediu “ajuda” a Moscovo. Tenha vergonha, “Margarida”!
    Depois, vem a nova tentativa de faer crer aos desinformados que “não houve invasões nem bombardeamentos de qualquer país com regime socialista”… mentira, cem vezes mentira. Que terá sofrido então a Finlândia? Aquilo não foi uma invasão, valentemente repelida, aliás?

    Por falar nos péssimos israelitas e dos pobres palestinianos, que me dirá a “Margarida” do facto de a URSS ter sido dos primeiros países a reconhecer um estado assente numa limpeza étnica feita à força de bombas e terror generalizado, Israel?

  51. Recusar um indiscutível estado de superioridade moral ao Ocidente diz você???? Mas a Civilização Ocidental é de algum modo, EM ALGUM MOMENTO, tão imoral como os outros regimes? Você está porventura a querer comparar a sistemática e torpe senda de cimes cometidos no Irão, Arábia Saudita, Síria, Líbano, Paquistão, Afeganistão (antes e depois dos EUA) com meia dúzia de atitudes degradantes e pontuais levadas a cabo pelos estados ocidentais?
    A sua lógica é grotesca! «Ah, sim, eles são terroristas, querem ver-nos mortos, querem submeter-nos a Teocracias Medievas e arruinar todas as conquistas ciilizacionais que fizemos. Mas que se lixe, nós também matámos um tipo ou outro aqui há uns anos atrás».
    Isto é o fraternalismo sado-masoquista/esquerdista levado ao ridículo.
    Mas quando a Europa estiver transformada num Novo Irão (e olhe que já faltou mais do que falta) saberemos a quem agradecer…

  52. Para o anónimo que afinal é Miguel ler e meditar, já que volta à carga com a Finlândia:

    Uma conversa entre Adolf Hitler e Carl Mannerheim

    (O arquivo de áudio da conversa encontra-se disponível para download em: http://www.megaupload.com/?d=C8WL53S2)
    Fonte deste artigo: Tradução livre de Júlio César Guedes Antunes do áudio da rádio finlandesa YLE
    http://www.grandesguerras.com.br/relatos/text01.php?art_id=129

    PS: E registo mais esse “crime” da URSS, o de ter reconhecido Israel.

  53. Quer o JVC permanecer convencido de que estive a comparar a tal “Civilização Ocidental” com os “regimes” de que fala. Continue que vai longe. Quando regressar ao planeta Terra, talvez repare que existem mais modelos, outras sociedades que não as teocracias que lhe tiram o sono mas que não foram por mim referidas.

  54. Margarida,
    Não volte, por favor, ao mesmo. Textos interessantes, aponte-os por link e reproduza só as partes mais relevantes. De qualquer forma, não estou bem a ver em que é que aquela conversa anula o facto de a URSS ter invadido a Finlândia em 1939.

  55. MArgarida,

    O texto que copiou tem erros: a Guerra de Continuação foi apenas a segunda entre a Finlândia e a URSS. Aqueles avançaram apenas o necessário para recuperar o território perdido na Guerra do Inverno. A Finlândia recusou-se, ao contrário do que é dito no “seu” artigo, a participar no ataque a Leningrado, apesar dos insistentes pedidos alemães nesse sentido!

  56. Margarida: então você atribui “as agressões e bombardeamentos diários” dos “israelitas contra os indefesos palestinianos” ao Ocidente e esquece-se do papel da URSS no reconhecimento internacional do estado de Israel, quando massacres com Deir Yasin ainda estavam frescos na memória do mundo?

  57. O LR não esteve a compará-los nem precisa, porque é o que há: ou temos a Democracia Ocidental, ou a Teocracia, ou o Comunismo. Não há mais nada, meu caro.
    E se me quer dizer que a Civilização Ocidental não é moralmente superior às restantes formas de governo, digo-lho outra vez, continue assim que vai longe.
    Quanto às Teocracias, é óbvio que a possibilidade de se estabelecerem na Europa me tira o sono. E se a si lho não tiram, isso diz muito acerca do quão importante é para si o Mundo em que vive…

  58. Miguel: eu nem falei em “ocidente” mas sim de “israelitas”. É que eu não gosto muito de generalizações e como se sabe são os israelitas quem continuamente desde há mais de 60 anos têm agredido os palestinianos.

    Lembro-lhe que a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas que previa a criação de dois Estados, um palestiniano e outro judaico foi tomada a 27 de Novembro de 1947 e entre outros (…) “estipulava fronteiras, criava regras para o período de transição e pretendia que surgisse ali uma comunidade económica entre os dois novos países. O Projecto foi aprovado na Assembleia Geral das Nações Unidas por 33 votos a favor (Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil, Canadá, Checoslováquia, Costa Rica, Dinamarca, EUA, Equador, Filipinas, França, Guatemala, Haiti, Holanda, Islândia, Libéria, Luxemburgo, Nicarágua, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paraguai, Peru, Polónia, República Dominicana, Suécia, Ucrânia, União Sul Africana, URSS, Uruguai e Venezuela) e 13 contra (Afeganistão, Cuba, Egipto, Grécia, Índia, Irão, Iraque, Líbano, Paquistão, Arábia Saudita, Síria, Turquia e Iémen) e 10 abstenções (Argentina, Chile, China, Salvador, Etiópia, Honduras, Jugoslávia, México e Reino Unido).
    Pode-se ver que na votação os países mais directamente interessados, ou votaram contra (caso dos países muçulmanos), ou abstiveram-se (caso do Reino Unido ). (…)”

    Lembro-lhe ainda que foi em 14 de Maio de 1948, horas antes de terminar mandato Britânico na Palestina, que David Bem Gurion, Secretário-Geral do Partido Trabalhista declarou a criação do Estado de Israel e que “os E.U.A. foram a primeira nação a reconhecer Estado de Israel como um pais independente (…)”, conforme pode constatar em: http://www.eb23-diogo-cao.rcts.pt/Trabalhos/nonio/xx/sion/israrb1.htm

    Não sei a data em que a URSS reconheceu o Estado de Israel, mas sei que as rompeu em 12 de Fevereiro de 1953 (http://paris1.mfa.gov.il/mfm/Data/90650.html) para somente as retomar em Outubro de 1990. Quanto aos USA nunca topei que alguma vez o tivessem feito…

  59. Margarida,

    Cada vez que falas dum país “socialista”, fico admirado porque não te cai um dente. Cuba dos charutos, por exemplo: Por acaso ensinaram-te na creche do partido onde andaste a tirar o curso de inocência precoce que esse país tinha o melhor nivel de vida de toda a América Latina antes do Fidel entrar em Havana montado numa mula e que um trabalhador do campo cubano ganhava mais que os seus equiparados na França, Alemanha, Bélgica e Dinamarca? É de ficares parva, não é? Também eu, filha, mas cá vou arranjando fôlego para ir assobiando a sempre melodiosa Guantanamera. Check it out.

    Tio Tadeu

  60. “Já que era a terceira guerra dos finlandeses contra a União Soviética” é isso que está escrito no tal artigo que não é meu mas do tal site “Grandes Guerras” e onde em parte alguma se diz que a Finlândia participou abertamente no cerco a Estalinegrado mas que revela de forma extraordinária a cumplicidade e amizade entre Hitler e os governantes finlandeses enquanto decorria o cerco, em 1942 não é anónimo?…

    Não esquecendo que em Outubro de 1939, já a Finlândia, com o apoio alemão tinha provocado um conflito armado com a URSS. Bons vizinhos, estes finlandeses…

    Mas certamente que o anónimo reconhecerá que este é um documento perfeitamente bombástico e extraordináriamente revelador de colaboracionismos e cumplicidades, neste caso dos finlandeses com Hitler e o seu projecto criminoso.

  61. Tadeu : por acaso o meu avô (que até é do PS) até esteve em Cuba antes da revolução. E olhe que não é nada disso que ele contava, mas mais que Havana era o bordel dos norte-americanos. Parece que nessa altura até era na Venezuela que se ganhavam umas massas…

  62. Margarida,
    Não foi a terceira mas apenas a segunda, sendo aliás chamada “guerra de continuação” pelos finlandeses. O que estes procuraram unicamente foi reocupar o território antes perdido.
    Escrever que foi a Finlândia a provocar a invasão da URSS é persistir na mentira: a 30 de Novembro de 1939, sem declaração de guerra, deu-se a entrada de tropas e o bombardeamento de várias cidades finlandesas. De forma cobarde e desproporcionada, como foi sempre timbre das intervenções dos “amigos de todos os povos do mundo”….

    Se alguém tivesse gravado as conversas de Hitler e Stalin enquanto discutiam o pacto de não-agressão, poderíamos também agora ouvir coisas bonitas, sim senhora.
    De qualquer forma, nada disso desmente o que aqui se discutia: a URSS invadiu a Finlândia. E a Polónia. E a Hungria. Etc.

    Tio Tadeu,
    Olha que os cubanos mais entradotes, que ainda se lembram bem dos tempos idos, não demonstram qualquer saudade, por pouco que apreciem o Fidel, do regime do Baptista…

  63. Miguel, o maior cego é quem não quer ver. E você é parcial a analisar estas questões, nunca dá o benefício da dúvida aos países com regime socialista e até nem quer reconhecer que foi a Declaração de Direitos dos Povos da Rússia (15/11/1917) que consagrou o direito de livre autodeterminação que permitiu à Finlândia declarar a sua independência em 6/12/1917 e que o Governo Soviético imediatamente reconheceu.

    Mas o que o Miguel não perdoa à URSS é ela não ter afrouxado nos esforços para aumentar a sua capacidade defensiva numa situação internacional tensa: que em 1 de Setembro de 1939 começara a agressão alemã contra a Polónia após o que a Inglaterra e a França finalmente declararam guerra à Alemanha mas não se propunham iniciar operações militares a sério.
    E esquece-se de referir o que esteve na origem desse conflito: e que era o facto de a fronteira entre ambos os países passar apenas a 32 quilómetros de Leninegrado, a maior cidade soviética depois de Moscovo. E que os finlandeses tinham construído na fronteira potentes fortificações providas de canhões de grande alcance. E que uma vez que tinha começado a II Guerra Mundial, as forças imperialistas podiam utilizar a Finlândia com fins anti-soviéticos e criar uma situação difícil para Leninegrado. E que o governo soviético tinha proposto ao governo finlandês um pacto de assistência mútua que este rejeitara; que então sugeriram que se fizesse uma troca de territórios: deslocar a fronteira próxima de Leninegrado a troco de um território duas vezes maior na Carélia. Mas que, estimulados pelos governos dos países ocidentais os finlandeses se mostraram avessos a qualquer proposta e continuaram a organizar provocações na fronteira soviética que desembocaram num conflito armado. E que este foi concluído com o tratado de paz entre ambos os países, assinado em Março de 1940, pelo qual passou a fazer parte da URSS o território situado a noroeste de Leninegrado e a Finlândia obteve um território na Carélia.

    É isto que o Miguel não perdoa nem à URSS nem aos outros países socialistas: que tenham persistido em defender as suas revoluções das ingerências e agressões estrangeiras em vez de abdicar sem mais ou de terem colaborado com Hitler, como o fizeram os finlandeses.

  64. Santo Marx!
    Isso é burrice, má vontade, ignorância ou um cocktail dos três?
    Então a URSS fez um ataque preventivo, tal como o dos EUA ao Iraque e parece-lhe normal? Invade-se um país porque não gostamos das duas fronteiras ou das fortificações que ele lá construiu?
    Stalin nunca colaborou com Hitler? E o pacto de não-agressão? E a vergonhosa invasão da Polónia, em coro com a da Alemanha? E as demasi invasões, foi tudo a bem da paz e do progresso do povo?
    Que mau aspecto?

  65. Extraordinária comparação! Além de que a geografia também deve ser uma ciência desconhecida do Miguel, para quem é rigorosamente igual uma fronteira a 32 quilómetros da segunda maior cidade, a dois países que estão em dois continentes diferentes, com mares a separá-los e que em parte alguma se aproximam.

    Já para não falar da atitude dum país que num período em que a Alemanha se lançou à conquista da Europa não só nada fez para colaborar com quem se lhe opunha, como pelo contrário com as costas quentes do apoio militar nazi se entretinha em provocá-la, e a compará-lo com o Iraque que não só nunca provocou os USA como até permitiu todo o tipo de inspecções da ONU até ao início da invasão, à revelia dessa mesma ONU!

    Mas o mais extraordinário ainda é confundir conflitos fronteiriços com invasões! Conflitos fronteiriços acontecem sempre que um dos países que está na fronteira quer provocar quem está do outro lado. E como se entende perfeitamente dessa conversa do Hitler com os finlandeses foi esse precisamente o papel da Finlândia: colaborar com os nazis nas provocações aos soviéticos.

    Quem colaborou com o Hitler e Mussolini foram Chamberlain e Daladier que com eles se encontraram em finais de Setembro de 1938, em Munique numa reunião de que resultou a ocupação da Checoslováquia pela Alemanha sem qualquer impedimento por parte da França e da Inglaterra que tinham acordos de cooperação mútua com a Checoslováquia! É por isso que desde então a palavra Munique passou a ser um símbolo de conivência com o agressor e de traição.

    Bem tentou a URSS nesses anos pôr-se de acordo com a Inglaterra e a França sobre a acção conjunta contra o agressor nazi, mas Londres e Paris não o quiseram, e isso ficou provado nas negociações iniciadas em Agosto de 1939 em Moscovo.

    É que estas potências continuavam a sonhar canalizar a agressão hitleriana na direcção do Leste, e foi por isso que o governo soviético aceitou a proposta da Alemanha nazi de assinar com ela um pacto de não agressão, pacto esse assinado em Agosto de 1939. Foi porque as negociações com a França e a Inglaterra tinham chegado a um beco sem saída que os soviéticos acabaram por assinar esse pacto de não agressão. E a evolução dos acontecimentos provou que os soviéticos escolheram a única via correcta e adequada às condições então existentes.

    É que apesar de após a invasão da Polónia, em Setembro de 1939, terem declarado guerra à Alemanha, nem a Inglaterra nem a França se propunham iniciar operações militares a sério. E assim os exércitos de Hitler ocuparam a Dinamarca e a Noruega, e em 1940 (Maio), a Holanda, Bélgica, Luxemburgo e entraram pela França adentro!

    Esquece-se ainda o Miguel que faziam parte do Estado Polaco em 1939, a Ucrânia e a Bielorrússia ocidentais, arrebatadas à URSS em 1920. Poderiam os soviéticos ficar indiferentes à sorte dos seus irmãos poderem ficar sob domínio da Alemanha fascista? Na conjuntura, era dever da URSS libertar sem demora esses territórios. Foi o que fez em 17 de Setembro, sob o aplauso estusiástico das populações. E passado mês e meio o Soviete Supremo da URSS admitiu as novas regiões na União: os povos separados pela força voltaram a unir-se. Nesses mesmos dias, por iniciativa da URSS foram assinados tratados de assistência mútua com a Estónia, Letónia e Lituânia, comprometendo-se a não participar em alianças hostis e a ajudar-se mutuamente caso uma das partes fosse agredida por qualquer potência europeia.

    E obviamente que toda esta acção da URSS foi não só a bem da paz e do povo, como provou ter sido indispensável para a derrota do nazi-fascismo.

    Mas parece que este sim foi o maior “crime” da URSS, a contribuição impar para a derrota do nazi-fascismo na II Guerra Mundial.

  66. Mas porque tem que haver alguem melhor que alguem?? Sinceramente, a vida é mais alegre com a diversidade. Se só houvesse humanos à face da Terra, morríamos de tédio, da mesma forma que morríamos de desgosto se não houvesse outras culturas que nos fizessem ver que há mais vida para além da nossa forma de viver… e morrer GORDOS, sem qualquer respeito por aqueles que contnuam a ser alvo de pessoas como as que escrevem este tipos de texto! Acorda, rapaz, e cresce ( mesmo que sejas velho, já ). Porque acabast de demonstrar a tua sincera tacanhez!

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