“Compramos Sucata”

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“A Cormetal, que atua a mais de 20 anos no mercado de RECICLAGEM compra para reciclar:”
Inicia-se desta forma auspiciosa e ortograficamente inovadora um mail que por aqui recebemos “a” bem pouco tempo. Gostaria de responder a estes senhores com boas novas. Mas que sucata lhes poderemos vender? Comentadores inoxidáveis? Polémicas enferrujadas mas ainda com alguns quilómetros para dar? Bloggers a precisar de recauchutagem, como este vosso criado?

30 comentários a ““Compramos Sucata””

  1. Susana,

    Há coincidências do diabo. Deixei aqui estas linhas e entrei na “tua” animação. Quando de lá consegui sair, dei com este comentário.
    É a velha história da luz e do tecido puído…

  2. Podias começar a escrever cenas destas, em caixa alta … nem que fosse só “hâs” vezes …

  3. Cadeira,

    A sério? Ena pá, que argolada! E eu a pensar que se tratava de tralha velha arrumada ao acaso… Isto da cultura já não é para aminha cabeça.

  4. Luís, se bem observo, trata-se de uma figura de touro, conseguida com um selim e um guiador de bicicleta. O homem fazia a coisa por pouco. Mas só ele se lembrava. E isso costuma ser bem pago.

  5. Fernando,

    Sim; salvo erro, chama-se “Cabeça de Touro” e é de 1943. Longe de mim negar o génio da coisa; tratou-se apenas de um ínfimo chiste.

  6. – As motivações do senhor Fernando Venâncio são muito mais de ordem moral que metafísica. Ele define-se, antes de mais, pelo temor de um líder antropomórfico, obrigado por um determinismo intemporal e, por conseguinte, como o próprio Fernando, senhor a cada instante dos seus actos e das suas respostas. O senhor Fernando sofre, porque está disvirtuado pelo uso excessivo do verbo, e já não consegue obter a adesão dos leitores. O seu pensamento está constantemente voltado para uma exasperação moralista da noção de certo, levando-o a uma desconfiança profunda não só em relação ao mundo, como a si próprio. É, literalmente, um pobre de espírito!

  7. Se colocássemos um macaco face a um teclado de computador, talvez ele não conseguisse replicar “Os Lusíadas”; mas o resultado não deveria andar longe da prosa deste Freddie.

  8. Ó pázios, vendei-lhes a pouchecal figura ou o seu irmão gémeo, esse inane venâncio… aquilo é só ferrugem…

  9. A propósito de selins de bicicleta, como é que ficou aquela estória espanhola de terem prendido um editor catalão por ter publicado um livro a recontar a história da Anne Frank com palavras diferentes? Ou a outra dos seis generais da reserva a prepararem a cama ao Bush ou a do Rumsfeld a ser vaiado em estádios de baseball e o Charlie Sheen a denunciar o Guardian londrino como parte da imprensa crap de todo o lado?

    Andamos cèguinhos ou já desistimos de falar de coisas mais interessantes?

  10. Titinha,

    Eu por acaso até ligo. Mas não foi o Rumsy que foi vaiado, foi o Cheney. E a saga da Ana Frank ainda vai no princípio. Só estou à espera de ler qualquer coisa sobre o assunto na Rua da Mouraria, especializada nestes assuntos a partir de LA com uns cobres por fora.

    E quanto ao Sheen, se fosse da idade do pai mandáva-lhe já uma carta de amor. Tu devias fazer o mesmo minha filha. Pelo nome, tens todo o tipo de relaxada e velha como eu.

    DonaE

  11. Clata-te, Ermelindocas, não atices brasas de fogos que nunca arderam neste blogue. Um furunculo fleimoso no cu de direita do Pacheco Pereira causa mais celeuma e frenesim que a descrição dos efeitos do sal no bom andamento da saude duma célula. Aqui nem resulta uma no prego e outra na ferradura ou na cavalgadura. Prepara-te para a próxima grande polemiquita sobre a influência do suco de ananaz dum dia para o outro na linha politica versus praxis revolucionária dos carapaus trotskistas do Bloco de Esquerda.

    O teu Tio Tadeu

  12. Continuam a não ligar ao “Anonymous”! Coitadinho, tenham pena dele. É, é “Anonymous”, o Bush é um lobo mau que nos quer comer! Ficas contente assim?

  13. Os indígenas vêm aos coments com a mesma compostura de quem vai às meninas. Depois arreliam-se quando lhes chamam corja.

  14. Com a expulsão dos jornalistas dos aviões fretados pelo Estado, José Sócrates pode finalmente fazer a sua viagem de sonho pelos países da lista negra da Amnistia Internacional e, na chalaça, até sugeriu uma manchete a Nicolau Santos: «Sócrates encanta chechenos com jogging matinal na marginal de Grozny».

  15. A Esquerda considera que o Trabalho é uma coisa boa. Desde que haja outrem que o faça, como a Direita sempre pensou.

  16. Nota Edibloguetorial: ainda o Pacheco Pereira

    Andam por aí a espicaçar-me para responder a um texto publicado por Pacheco Pereira, no “Público”. Ora, antes de mais, devo dizer que, emocionalmente, tenho, relativamente ao referido senhor, a mesma reacção que com a Bárbara Guimarães: sempre que ele emerge por um dos meios de comunicação tradicionais, eu mudo de canal, ou seja, não faz parte nem do meu imaginário nem das pessoas sobre as quais tenha qualquer opinião, para além de um breve epitáfio mental, que não irei reproduzir aqui. Quanto ao “Público”, apenas lhe conheço os cabeçalhos, e faz-me ele sempre lembrar uma estante de letras que caiu e se espalhou pelo chão, ilegível, e a pedir uma boa vassourada…
    Portanto, foi já a contragosto que passei pelo tal “Abrupto”, sítio que também não me motiva, entre outras razões, porque, como laborador da língua portuguesa, metade daquelas páginas se encontram escritas em inglês, idioma que não tenho paciência para ler ali, e, quanto à outra metade, mais valera que também nele estivesse escrito…
    Passei, pois, por alto, os olhos pelo texto, longo, chato, e, como sempre, falho de capacidade sintética. Apenas retive o seguinte parágrafo, que passarei a citar aqui: “No caso português, os comentadores não parecem ser muitos, embora a profusão de pseudónimos e nick names, dê uma imagem de multiplicidade. São, na sua esmagadora maioria, anónimos, mas o sistema de nick names permite o reconhecimento mútuo de blogue para blogue. Estão a meio caminho entre um nome que não desejam revelar e uma identidade pela qual desejam ser identificados. Querem e não querem ser reconhecidos.”
    Esclareça-se o tal Pacheco do seguinte: antes de o Espaço Público de Expressão Português ter sido invadido pela presente máquina, castradora e infernal, de coacção, censura, compadrio, nepotismo, capelismo e prostituição, extensível a tudo o que é televisão, rádio, jornal, revista, editora e outros meios, que me poderão agora falhar, nesse tempo, que era, por exemplo, o tempo da “Outra Senhora”, que suponho que o Pacheco terá bem conhecido, nesse tempo, como em tantos outros tempos, algumas das melhores vozes já eram remetidas à chamada edição com… “pseudónimo”.
    Eram tempos sufocantes, e as pessoas escolhiam ligeiras máscaras que as protegessem da poluição e dos riscos da situação reinante; infelizmente, nunca se poderia pensar que essa poluição e a sensação de sufoco se pudessem, de tal modo, alargar, que até a publicação, através de pseudónimo, se tornasse impossível. Pois, esse tempo chegou, e, ao chegar, remeteu para o “no-man’s-land” do Virtual a derradeira possibilidade de expressar o que, realmente, ainda é escrito contra o obsessivo bloqueio do Sistema.
    Tempos virão, em que, como sempre aconteceu na História, os recordados acabarão por ser os que escreveram nessa Terra de Desolação, “malgré” os esforços dos pachecos pereiras de todos os tempos para, por cima deles, granjearem a Eternidade.
    Corrija, pois, o cavalheiro, o seu léxico e os seus referenciais: os “anónimos” da Blogosfera, não são hoje mais do que os “pseudónimos”, e, mesmo, os “heterónimos” de antanho, antes de ele, e os seus pares, terem conseguido chacinar a Liberdade de Expressão e os derradeiros espaços de combatentes da Esfera Real.

    Acontece.

  17. Extremamente au point, Arrebenta, talvez faltando teres sublinhado o papel dos partidos políticos “desta senhora” no tal “sufoco”, a menos, claro, que estejas filiado nalgum desses partidos, o que, no caso afirmativo, deixa a tua tese completamente desamparada e a precisar de muletas.

    Tio Tadeu

    PS – Homens como o Pacheco Pereira acordam em mim duas reacções que não devem ser confundidas nem diluíveis num molho de uniformidade. Olho-o com simpatia e curiosidade quando tenta aclarar alguns pontos interfessantes da história politica recente, especialmente das forças de oposição a Salazar.

    São as suas posições em relação ao imperialismo e à politica internacional do momento que me dão volta ao estômago e põem em causa o que nele há de aplaudir. Em face disto, a minha solução é tomar uma Rennie e decidir interiormente que o homem deve ser um pacato Cavaleiro de Segunda duma Ordem exotérica misteriosa especializada em reciclar antigos membros do movimento esquerdório.

  18. O JPP deve ter mesmo razão, pelo menos no que me diz respeito, sou uma praga. Agora tragovo-vos aqui alguns comentátrios, de nptabilíssimos comentadodes de blogs, e até um comentário que fiz, depois de uma noitada, não muito alcoolizada, mas era a que faltava a pedido do Tugir. Desculpem-me mas se há imcompatibilidades, o problema não é meu. Sou pouco daqui, e, politiquices não me interessam.
    Os tais comentários:
    cãorafeiro a dit…
    prezado LNT,
    prezados leitores do TUGIR,
    prezada Maloud, que também é minha leitora:

    por favor, preciso de apoio psicaninológico urgente.
    apesar de ostentar o troféu do nickname mais ridículo da blogosfera, não fui agraciado pelos mimos carinhosos do grande educador da blogosfera.

    que devo fazer? já pensei no suicídio, mas depois achei que os funerais estão pela hora da morte, e eu não quero onerar a minha pobre família.

    logo eu, a quem com mais propriedade se aplicaria o termo FAUNA…

    que injustiça.

    TAMBÉM TENHO DIREITO AOS MEUS 15 MINUTOS!!!

    fora de brincadeiras, o diabo esconde-se nos detalhes. PAcheco Pereira é tão liberal que até é contra a proibição constitucional que impede a formação de partidos que defendam ideologias fascistas, racistas, etc.

    Mas sente-se incomodado pelos comentadores.

    Eu tenho o maior respeito pela comunidade dos comentadores, há nódoas, claro (e eu sou uma delas), mas as opiniões de pessoas como o José Sarney, do Atento, da Maloud ou da Sabine interessam-me mil vezes mais do que a opinião do pacheco pereira.

    quanto mais não fosse, por uma simples razão: se não existissem caixasde comentários, eu dificilmente teria tido a oportunidade de trocar impressões com estas pessoas.
    pacheco pereira por acaso pensou que muitas destas pessoas são seus leitores(não é o meu caso, note-se)

    a oligarquia dos fazedores de opinião está ameaçada. ainda bem.

    saudações cordiais para o LNT e o CMC, de quem discordo muitas vezes. e que até já me apagaram algumas vezes (eu admito: mereci).
    mas que nunca destrataram os seus leitores.

    21/4/06 19:38

    maloud a dit…
    Prezado Cãorafeiro
    Não comentou no Espectro, pois não? Perdeu a grande oportunidade. Quase todos somos vedetas do falecido. Agora eu não me atrevia a juntar aquela gente à mesa. No fim, estava tudo morto. Acredite, que eu conheço-os.

    21/4/06 20:28

    e-konoklasta a dit…
    Só agora aqui cheguei e até parece que a procissão já deixou o adro. Isto já está a arrefecer… depois, só a vingança é que se come fria.
    Pois, caro cãorafeiro, tenho pena da sua pena, mas deixe lá, fica para a próxima… oportunidades destas, descobri isso desde que para cá voltei, repetem-se, o meio é muito pequenino e a mesquinhez muito grande. Acabei de comprar o livro do falecido José Gil, “Portugal, Hoje / O Medo de Existir”, e parece-me que vou ter com que me rir, não pela má qualidade livro, mas da cumplicidade que vou estabelecer com o Gil, já morto (esse não se aguentou por cá muito tempo, viveu longos anos em França). Isso acontece-me com frequência com o Beckett ou com o Kafka… estão a ver… pequena passagem do dito livro: “…refiro-me ao medo, à passividade, à aceitação sem revolta do que o poder propõe ao povo.Como se, tal como antigamente, a força da indignação, a reacção ao que tantas vezes aparece como intolerável, escandaloso, infame na sociedade portuguesa(……) se voltasse para dentro num queixume infindável quanto à «república das bananas» ou a «trampa» que decididamente constituiria a essência eterna de Portugal, em vez de se exteriorizar em acção.” e ainda… “…no saber, na hierarquia do poder-saber que Salazar promoveu, cultivou e utilizou em proveito directo do poder autocrático que instaurou. O efeito desse medo hierárquico faz-se ainda hoje sentir.” . Estamos, a ver, deste modo, de onde vêm os JPP todos deste país, mesmo se logo após o 25 de abril andaram metidos com maoistas ou outros istas de esquerda, era o que estava a dar… depois viram-se as casacas e venha para cá o nosso… Luta de classes, dizia ele, sim luta de classes…ou “tout le monde est beau, tout le monde est gentil ?” como dizem os franceses, mas, não e não. E democracia é democracia e não é esta gente, metida em todo o lado, que não deixa ninguém aproximar-se da possibilidade de expressar as suas opiniões que vai impedir os cidadãos de formarem as suas opiniões fora dos seus círculos ou quadraturas.
    E se a outra senhora já foi desta para melhor, há muito, estes JPP têm, daquele traste, a música no sangue e cantam de galo, porque, é bem conhecido, que os galos conhecem a música de cor… e assim querem que se permaneça para a eternidade. Só tenho pena de não estar noutro país europeu, para poder expremir-me de forma mais crua… estou, desde que para aqui voltei, a policiar-me, para continuar a estar dentro do politicamente correcto… compreendem o que quero dizer ?
    Vou ler o Gil, boa noite a todos.

    23/4/06 03:16

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