Chuva de verão

Tivesse eu ficado na Sibéria, onde há ventos, e nuvens, e bosques de vidoeiros. E bolcheviques a sério!
O servidor sentiu-me lá por fora e interditou-me a página. As gaivotas entupiram-me de filhos as caleiras, entrou-me em casa uma chuva de verão. O alarme ligado parasitou a bateria, o carro nem se mexe. A paragem do 30 ficou desactivada, por causa dumas obras. Um amigo chegado tomou-se de maleitas, resolveu ir-se embora. Pontual só o talão registado, do imposto de Setembro.
E ainda não fui ver da metafísica, a alma da família, o estado da política. E as pechinchas literárias, nalgum escaparate.
Sai um homem à procura do exotismo do mundo, e ele a dormir-lhe em casa.

Jorge Carvalheira

6 comentários a “Chuva de verão”

  1. Pois bom proveito!
    Jogo de conceitos, brilhante muitas vezes. Agora a harmonia, o ritmo, o minuete da frase, a música das palavras… é muito melhor qualquer beethoven surdo!

  2. Anonymous, é você o MEC, seja lá quem este for mas, pelo menos ha alguma lógica para o seu “Ele está de volta”

  3. De volta ou não, o MEC faz estardalhaço, é a especialidade da casa.
    Para já baralhou o entendimento dos coments.
    O primeiro, aí acima, vem depois do segundo, e responde ao anónimo.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *