Bombardear, claro!

Na sua coluna de hoje no «Público» (que poderá provavelmente, mais tarde, reler-se aqui), Rui Tavares responde a um leitor, que lhe perguntara que proporia ele, se Portugal fosse atacado a partir da Galiza:

[…] Espanha foi alvo de terrorismo durante décadas, e sabia que a ETA se escondia no País Basco francês. Nunca bombardeou Saint-Jean-de-Luz. O Reino Unido foi alvo de terrorismo durante décadas e sabia que o IRA se organizava na República da Irlanda. Nunca bombardeou Belfast, muito menos Dublin. Há menos de um mês, sete atentados simultâneos mataram mais de duzentas pessoas em Bombaim. Há fortes suspeitas de que os autores tenham vindo da Caxemira paquistanesa. Todos os ocidentais louvaram a contenção da Índia; e, no entanto, ao contrário do Irão, o Paquistão já tem armas nucleares e partilha uma fronteira terrestre com a Índia.
A lição é clara: o terrorismo é uma questão de segurança, policial, judicial, política. Pode ser atacado, com mais ou menos sucesso, por qualquer destas vias. Quando passa a ser uma questão militar, perpetua-se.

26 comentários a “Bombardear, claro!”

  1. Calhordus, eu sei que para o petróleo vale tudo.

    (Às vezes, pergunto-me porquê exactamente. Será porque, no topo da ávida pirâmide, estão uns senhores que precisam de muito dinheiro para manterem amantes muito caras? Serão essas refinadíssimas alegrias na ponta de exigentes órgãos cilíndricos o que faz estraçalhar inocentes a dez mil quilómetros? Estarei a delirar?).

    Mas já percebo menos o que tenham os judeus a ver com o desmando. Explique cá ao Degas.

  2. Calhordus, onde escreve judeus, DEVE escrever sionistas.

    Atacar a religião judaica pelos desmandos que uma parte dos seus seguidores faz em seu nome, é o mesmo que atacar TODOS os católicos, pelos atentados contra clinicas anti-aborto levados a cabo por católicos nos EUA, ou dizer que todos os católicos são iguais ao actuais dirigentes da POLONIA, isto é de extrema-direita.

    Pode-se ou não gostar das religiões ( eu não apoio nenhuma) agora não se devem misturar com os desmandos que FANÀTICOS fazem em seu nome.

    E isto é válido tambem para os seguidores do Islão.

  3. Fiquem calmos que os galegos não pensamos atacar Portugal com os nossos mísseis invisíveis (e com que motivo? como protesto pola exportação de Quim Barreiros?)… por enquanto!

    Tava a brincar, é que pensam cada cousa os leitores do público… como se pode comparar Galiza com o Líbano, Portugal com Israel? Também poderiam ter dito: “caso os pinguins da Antárctida ataquem Portugal, o quê deveríamos fazer?

  4. Fernando,

    A minha posição sobre a barbaridade provocatória contra o povo do Líbano com o objectivo de envolver a Síria e o Irão para pretexto duma guerra generalizada é bem conhecida aqui no blogue.

    Mas isso não me coibe nem deveria coibir ninguem de considerar saloias as comparações do Tavares no Público. Eu nunca vi ninguem da ETA em Biarritz com uma bazooka ao ombro, tampouco vi “soldados” do IRA em Dublin de pistola à cintura. Situações completamente diferentes, se o senhor, ele, não se importa.

    O que vi foi a polícia francesa e irlandesa deitarem a mão a gente da ETA e do IRA de vez em quando.

    Argumentos destes? Thanks but no thanks. A sorte dele é que os pro-israelitas que aqui vêm são todos uma data de panhonhas.

    TT

  5. Podes crer, TT, a sorte dele também é que por cá qualquer um assina como Historiador, ainda que o que escreve pudesse ser dito pela mulher da limpesa.

    Mais valia que o rapaz tivesse citado bons artigos estrangeiros. Argumentos desses só não são tiros no pé, por terem do outro lado Helenas de Matos que se encarregam de afundar o barco sozinhas.

  6. Participe nesta denúncia, reenviando este texto (ou outro que pareça mais conveniente, no mesmo sentido). No site da RTP existe um espaço para esta correspondência. É só fazer “copy/paste”:

    Carta Aberta ao Provedor do Telespectador
    Reclamação/Denúncia.

    Exmo. Senhor

    O assunto que me impele a escrever estas linhas é a constatação da existência, na programação e nas notícias das emissões televisivas, dum muro espesso de censura, facista, tendenciosa, deprimente para os cidadãos, anti-democrática e obscurantista… anti-patriótica!

    Viajando pela NET encontramos uma infinidade de sites, documentos, vídeos, estudos, conferências, simulações, experiências, etc. que confirmam a minha convicção, desde a primeira hora, de que os atentados terroristas de 11 de Setembro foram um “trabalho de casa”, ou “inside job”, como é comummente descrito na maioria dos sites que tratam o tema e que são de língua inglesa.
    Também já toda a gente sabe que Guantanamo é um Campo de Concentração e que as pessoas ali presas não são “suspeitos” de terrorismo nem de nada, apenas servem a Campanha de Medo e Desinformação e “servem” o objectivo de “fabricar terroristas”, para entregar nas mãos de espiões, provocadores e “alimentarem” a “Luta contra o terrorismo”
    Na comunidade de blogueres em que me incluo já há muito que a autoria dos atentados de 11 de Setembro deixou de ser uma questão e passou a ser uma convicção fundamentada em inúmeros FACTOS indesmentíveis. Já há muito que se sabe (e nos indignamos com) a situação, infame, dos pessoas (vulgares cidadãos) detidas pelos U.S.

    Há poucos dias, publiquei no meu blogue: Sociocracia, mais um artigo, citando um outro blog de língua inglesa e uma notícia do Washington Post, referindo a perplexidade dos membros da Comissão de Inquérito aos Atentados de 11 de Setembro, perante as contradições e mentiras que ouviram aos inquiridos e perante o facto de os registos magnéticos dos acontecimentos contarem uma história completamente diferente.

    Este tipo de notícias e de questões correm o Mundo inteiro, mas na televisão portuguesa são silenciadas e prevalece o monopólio da versão “oficial” (agora só para ignorantes e incautos) da administração Bush, da CIA e dos restantes implicados.

    Pior! O Canal Um da RTP exibiu, recentemente, uma série supostamente documental (apesar de usarem actores profissionais), designada, salvo erro, “Hora Zero”, onde incluiu uma “história do 11 de Setembro” cheia de mentiras facilmente confirmáveis (como é o facto de nenhum dos sequestradores fazer parte das listas de passageiros dos 4 aviões) e já há muito tempo desmascaradas. Mas nem sequer se fez referência a “Farehneit 911”, filme que foi exibido nos circuitos comerciais, e respectiva visão…

    A versão adoptada pela RTP1 está de tal maneira desacreditada que até duvido que as televisões americanas tenham coragem para a exibirem, actualmente, porque isso levantaria uma onda de indignação e revolta, de denúncias, que produziriam o efeito contrário. Mas em Portugal continua-se a tratar os cidadãos com a maior falta de consideração, a agredir a nossa consciência e o nosso sentido cívico, como se fôssemos todos ignorantes, incautos e analfabetos. Actualmente a programação da televisão está feita apenas para incautos, crédulos, ingénuos mal informados e analfabetos. É por isso que eu não tenho dúvidas de que o analfabetismo e o insucesso escolar são promovidos e impostos por quem governa e pelos “responsáveis” que determinam este tipo de coisas.

    Somos, também nisso, um país sequestrado! A programação da televisão, aqui em Portugal, é mais comprometida com os crimes da administração Bush, a quem garante total cumplicidade e cobertura propagandística do que a própria programação televisiva Americana ou Inglesa.

    Pior ainda! Em 2006-03-29, publiquei um artigo (que nem sequer é de minha autoria), designado “A Demolição Da Censura?”, referindo uma entrevista de Charlie Sheen, da semana anterior, ao programa de rádio de Alex Jones, onde denunciava uma parte das mentiras evidentes da “história oficial” dos atentados de 11 de Setembro. A notícia dessa entrevista correu Mundo e foi amplamente referida e comentada nas televisões Americanas e Inglesas… com exibição de inquéritos de opinião e tudo…
    Cá, nas televisões portuguesas, nem uma palavra se ouviu…
    E, no entanto, a denúncia “percorreu a rede” e foi publicada em vários sites, tendo sido lida por milhares de cidadãos… como é referido no próprio texto

    No que concerne às televisões privadas, a única coisa que nós, telespectadores, podemos fazer é boicotar (eu boicoto); mas o caso é muito mais grave quando se trata do serviço público QUE É PAGO POR NÓS ATRAVÉS DAS TAXAS DE RADIODIFUSÃO… para nos aviltar!
    Ou seja, neste caso, apetece comparar com “cachorros que não conhecem dono e mordem a mão que os sustenta” (nem os cachorros fazem isso).

    Afinal, a quem se destina a programação televisiva?
    Que País se quer construir, quando se ultrajam assim os cidadãos esclarecidos e avisados, destruindo a sua confiança nas instituições e aviltando os seus sentimentos cívicos, patrióticos e de cidadania?
    Alguém imagina que seja possível progresso e inovação (sequer futuro para a humanidade) aviltando e ignorando (destruindo e desesperando) os cidadãos mais cultos?
    Isto é, também, uma conspiração contra a democracia, contra o estado de direito e contra o país (porque nos condena ao atraso excluindo as pessoas mais conscientes, esclarecidas e válidas).

    Não vou tomar mais o seu tempo (que deve ser muito difícil de gerir a tentar mascarar tanta perfídia) e, por isso, já nem vou falar do conteúdo deste meu post: “Valoração da Abstenção”; ou deste: “Delapidação do Erário público III” ou deste (em relação ao conflito no Médio Oriente)… Ou de muitos outros em que afirmo (e mantenho) que sei como resolver os mais dramáticos problemas do país… porque, bem vê, olhando para a televisão vê-se logo que isso não interessa nada aos mentecaptos, vendidos, que a controlam…

    Passe bem e espero que esta carta lhe dê muitas dores de cabeça. Será bom sinal; sinal de que existe muita gente capaz de dizer BASTA! Há um país a desenvolver e um Mundo a salvar da ruína; coisas que só se podem fazer com o contributo de todos e, especialmente, com o empenho dos mais esclarecidos…

  7. Zazie:

    A coisa parece-me mais complicada. Por um lado todos gostaríamos de acreditar nesse desiderato que tu referes implicitamente que é usar a História para iluminar o presente e o futuro. Por outro estamos a falar da actualidade e a história dá-se mal com a actualidade. Repara como o holocausto, que teve lugar há 60 anos, tem pairado nestas discussões como um fantasma.

  8. eu não disse nada disso.

    Nem imagino onde foste buscar essa ideia nas poucas palavras que escrevi.

    Posso repetir- o Rui Tavares, que me lembre, nunca escreveu um único texto no jornal para o qual fosse necessário ter alguns simples conhecimentos de História, aprendidos no liceu.

    Assina como Historiador mas o que faz é pronunciar sentenças ou emitir pareceres tradicionalmente reservados a figuras históricas com barbas, muitos anos em cima e muita sabedoria para que tal valha a pena escutá-los.

    Neste caso fez pior, contra-argumentou de forma tão canhestra que, se o intuito era defender a posição dos que estão contra a guerra despoletada por Israel (na qual me insiro) só não deu trunfos aos outros pelas razões invocadas pelo TT.

    Se quer fazer história da região tem de a conhecer.
    Eu, por exemplo, limito-me a linkar alguns textos que me parecem pertinentes.

    E da autoria de quem sabe.

    E não sou paga para escrever nos jornais. Quanto a pensar, tento pensar pela minha cabeça e para isso nunca iria buscar um argumento tão fraquito e tão ao lado como essa comparação com a ETA ou com o IRA

  9. O que eu defendo é que publicamente ou de forma paga para ser lido por um nº elevado de pessoas, só se devia falar daquilo que se sabe. Daquilo que se estudou de forma aprofundada.
    Essa mania de toda a gente ser comentador (ainda que de cueiros) é das maiores baboseiras que só leva a que se seja obrigado a ir à imprensa estrangeira para ler qualquer crónica pertinente.

    O Rui Tavares há-de ter conhecimentos específicos- tanto quanto sei até os tem- simplesmente esses conhecimentos estão fora da política em que se quer mover. E para conselheiro ou oráculo, no mínimo faltam-lhe as barbas. Já que a obra na ares de geoestratégica é desconhecida.

    Mas, como disse, se também temos papagaios Delgados e maoistas requentadas avençadas pela Fox… que podemos fazer, a não ser encolher os ombros e vir para aqui para a blogosfera mandar umas bocas, ou recomendar bons estudos?
    E agora vou-me embora antes que apareçam por aí os zés e as saras monteiros e xicos espertos encapuçados a insultar-me
    bye
    Para qualquer coisinha tenho caixa de comentários no estaminé e quando teno disponibilidade publico a traquitana

  10. Zaziiiiieeee:

    Na te vás embora que ninguém te quer insultar minha linda.

    Vamos começar pela substância da coisa depois já lá vamos a teoria geral dos salamaleques e das estorietas.

    Realmente o Rui Tavares desta vez meteu água.

    Segundo sei andam lá uns tipos da ONU no Líbano. Os tipos da UNIFIL devem ter uns blocos de notas ainda melhores do que os do Mourinho. Os gajos da Mossad são gajos para pagar aquilo a peso de Ouro, porque não deve ser qualquer um que tem tanta informação sobre os arsenais do Hezbollah. Com um bocado de sorte ainda são os mesmos blocos de notas onde eles anotaram as atrocidades no Ruanda.

    A conclusão que eu tiro disto é que quando os beligerantes pararem as hostilidades eles vão ter que mandar para lá uns inspectores com umas pistolas maiores e de preferência sem serem de água.

  11. Que grande alhada tu arranjaste para o Luis Oliveira, vamos lá ver como é que o gajo se desenvencilha, ou muito me engano ou o gajo ainda vai precisar da tua ajuda.

    Eu até te podia dizer que essa coisa de o Rui Tavares assinar como Historiador ou como mero cidadão é uma mera formalidade, ao fim ao cabo, ele não passa a ser menos Historiador se não referir explicitamente as suas credenciais académicas. Não vou por aí, sei bem demais como no nosso país essas coisas contam. De resto, eu até concordo contigo porque a área de especialidade dele não tem nada a ver com o que se passa agora no Líbano.

    Agora onde eu começo a discordar de ti é quando tu dizes que “publicamente ou de forma paga para ser lido por um nº elevado de pessoas, só se devia falar daquilo que se sabe.”

    Que os nossos cronistas metem água com fartura à esquerda e à direita já todos nós sabemos, não acho é que isso seja razão suficiente para sacrificar a liberdade de imprensa às mãos da revolução do proletariado blogosférico.

    Obviamente cada um pode avaliar a credibilidade de cada crónica como bem entender. É esse o preço da liberdade de imprensa.

    Boas Noites!

  12. Birranta,

    A cartita não está má, não senhora. Espécie de fatinho bem engomado de Domingo (nitidamente melhor que a roupa que pões a trazer nos vários blogues em que participas ou de que és dono) a expor-te desnecessàriamente ao risco de te amarrotarem os colarinhos, dependendo de quem a isso se der ao trabalho. Dada a natureza das coisas em que acredito, sou forçado a concordar com muito do que dizes, mas, infelizmente, ainda não é desta que me convences a perder tempo a pegar no manifesto e mandá-lo aos senhores controleiros da TV de Riba D Alva.

    Por duas razões. A primeira é porque me dás a ideia que andas convencido de que lá fora o público sabe de tudo (ou de quase tudo) sobre o 9-11 (através das suas televisões mais liberais (?)), e a segunda porque continuas a citar o film dum autor que escamoteou ou ignorou a natureza do “job da casa”. E dai o ter sido autorizado a passar em cinemas.

    Lamento ter de contrariar-te, mas precisas duma ajuda nesse campo. Também a precisas nesse hábito de pegares no “Post” – o jornal – para escreveres artigos no teu blogue.

    Afina-me essa máquina. Depois aparece e talvez me apanhes bem disposto.

    TT

  13. A comparação é falaciosa. Se a ETA integrasse o governo de Portugal, Espanha teria todo o direito de atacar o país até que o governo fizesse cumrprir a lei interna e internacional, que tanto quanto se sabe não envolve atirar rockets para o vizinho do lado enquanto nos dizemos «civis». Quanto à conclusão, de acordo: terrorismo não se vence pelas forças armadas. Mas no Líbano não é disso que se trata, em última análise.

  14. Carlos Leone,

    Compreendo o seu ponto de vista. Fornece um paralelo que é tecnicamente inatacável.

    Mas parece esquecer que, na realidade do Médio Oriente, Israel se utilizou de um pretexto, em si grave (o rapto de dois militares), mas fútil se comparado com a morte de cada um – repito, de cada um – dos civis libaneses. Os Hezbollah são do mais reles que há, sobre isso não discutiremos. Mas houve um aproveitamento de Israel, onde já estava aceite a escalada.

    Em tempo: leio que o comandante-chefe israelita, Dan Halutz, declarou que não dorme uma hora menos pela morte de civis. E eu que supunha aquele um povo educado.

  15. Ferdinand,

    Uma operação destas não acontece de um dia para o outro. Isto estava preparado há muito. Já é do conhecimento público.

    O rapto dos 2 militares foi apenas o pretexto que faltava.

    O resto é estilo relatório minoritário. Nada de novo também.

    E tenho dúvidas que o plano se ficasse por aqui. Apenas por estes ataques por parte de Israel até novo acordo e voltar tudo ao mesmo.

    Custa a crer que possa haver uma estratégia tão bacoca.

  16. Caro Fernando,
    De acordo, há aproveitamento. Uma ofensiva desta envergadura é claramente preparada e depois lançada quando há um pretexto. Mas do que se trata aqui é de duas guerras por procuração: uma entre Israel e a Síria (as Quintas «doadas» ao Líbano, os Montes Golã), outra entre EUA e Irão (nuclear, terrorismo). Ao contrário (saliento isto) do que sucede na Palestina, aqui não me custa alinhar por um lado, apesar das mortes e deslocamentos (que também as há em Israel, e por serem menos não são menores): estou por Israel e EUA, embora não seja pelas armas que vão vencer. Elas não passam de preparação do terreno, passe a crueldade de dizer isto assim. A Guerra Fria ainda está bem viva em certas partes do mundo.

  17. Rui Tavares historiador!? O quê? O digest do terramoto de 1755? Um mestrado transforma o Mestre em historiador?

  18. Caro Carlos Leone,

    Se toda a malta tivesse a sua moderação (e discernimento), isto andava um bocado mais calmo. Obrigado.

  19. Moderacao e discernimento? Nao usaria estes adjectivos para um texto que identifica que uma guerra é travada por procuracao, mas que a apoia. A guerra apoiada tambem devia pesar na alocacao de adjectivos.

  20. Gabriela,

    «Moderação» e «discernimento» não são adjectivos. Mais importante: deverá ter reparado que Carlos Leone não «apoia» a guerra. Mais importante ainda: a exactidão é uma arma. Nunca abra mão dela.

  21. Nunca fui boa a gramática. Como foi das coisinhas mais aborrecidas que tive de gramar na escola, também nunca me interessei por ser boa.

    Mas deixando estas exactidoes, indo para as outras que sao da disciplina das aspas a deixar sempre uma aura de incerteza bastante confortavel. A partir de agora quem diz “estou por Israel e EUA” nao apoia nada. É que nao se esqueca das aspas.

    Estou a escrever isto e a chatear-me por estar a guerrear consigo sobre palavras. Aquela sensacao de inoperancia.

  22. Nunca fui boa a gramática. Como foi das coisinhas mais aborrecidas que tive de gramar na escola, também nunca me interessei por ser boa.

    Mas deixando estas exactidoes, indo para as outras que sao da disciplina das aspas a deixar sempre uma aura de incerteza bastante confortavel. A partir de agora quem diz “estou por Israel e EUA” nao apoia nada. É que nao se esqueca das aspas.

    Estou a escrever isto e a chatear-me por estar a guerrear consigo sobre palavras. Aquela sensacao de inoperancia.

  23. Em bom rigor eu diria que todos concordamos que “«Moderação» e «discernimento» não são adjectivos”.

  24. Querida Gabi: como dizia Nitzsche, deixemos a crença na gramática para as governantas, e retenhamos o que eu de facto escrevi acerca do meu (capital!) apoio: «embora não seja pelas armas que vão vencer. Elas não passam de preparação do terreno, passe a crueldade de dizer isto assim. A Guerra Fria ainda está bem viva em certas partes do mundo.» As duas guerras por procuração, não uma, resolver-se-ão politicamente mas até lá são iguaizinhas ao que seriam se não fossem por procuração, infelizmente. Guerra é guerra, não a apoio, prefiro é um lado a outro, se tiver de escolher. Mas sobre isto podemos bloggar sem incomodar os senhores da Aspirina com manutenções de caixas…

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