Ambiente de golpe de Estado, com espadas

O Movimento das Espadas, em Janeiro de 1915, protagonizado por oficiais monárquicos alegadamente descontentes com alegados “atropelos”, deu lugar a um governo ditatorial de direita, chefiado pelo general Pimenta de Castro e empossado pelo seu amigo presidente da República, Manuel de Arriaga. Tudo acabou em sangue, uns meses depois, com a revolução de 14 de Maio, que reinstaurou a República.

O movimento dos oficiais que quarta-feira vão alegadamente depositar as suas espadas à porta do presidente Marcelo tem todo o ar de se inspirar nos acontecimentos de 1915, a começar pelo depor das espadas. Quererão um golpe, como o de Arriaga-Pimenta? O país, hoje, não é o mesmo, só o nome é igual, mas o objectivo deste novo Movimento das Espadas parece ter algo de essencialmente comum com o do seu antepassado: contribuir para a queda do governo que está.

A direita está raivosa com o  êxito do governo de António Costa. A direita está fartinha de “boas notícias”. A direita está possessa e raivosa com as sondagens. Por isso, vai querer explorar até ao tutano qualquer “má notícia” para o grande objectivo do derrube do governo, como Passos Coelho e Cristas claramente dão a entender.

Se estivéssemos em 1915, tudo isto perfaria um claro ambiente de golpe de Estado… Em 2017, esta história exala um inegável fedor a ranço , mas estamos aqui para ver o que o presidente Marcelo vai fazer.

A direita radical e fascistóide só se satisfaz se o PR dissolver o parlamento.  E os seus comentadores (como o Garoupa do Pingo Doce) até já fazem contas e previsões sobre novas eleições legislativas.

 

13 comentários a “Ambiente de golpe de Estado, com espadas”

  1. Nos dias de hoje, não há condições para um golpe feito por militares dada a falta
    de recursos humanos e, por as novas tecnologias detectarem qualquer movimento
    suspeito em minutos, por outro lado as forças de segurança (GNR, PSP, ETC) têm
    mais efectivos e estão melhor armadas do que em 1974 para não falar de 1915!!!

  2. boa , fui ali ao El Mundo , à cause do roubo , et voilá , Macron começa bem : deputadoss reduzidos a um terço , reformas referendadas ,. bravo !

    quanto aos militares , cohorrror , perderam a vergonha. em vez de pintarem a cara de preto , manifestam-se. o fim do mundo , mesmo.

  3. Deixe-os devolver os canivetes .
    Se fossem gente briosa e zelosa das coisas castrenses, perante a alegada falta de meios humanos, entendiam-se-se entre eles, e organizavam eles mesmos patrulhas ( refiro-me aos militares do quadro permanente ) .
    Enfim, corporativismos .

  4. A direita radical e fascistóide só se satisfaz se o PR dissolver o parlamento.

    Ora aí está! Acertou em cheio e estou a aplaudir.

  5. Por falar em golpe de Estado, está na hora de um novo 25 de abril para derrubar o governo neoliberal. Por onde andam os militares de abril?

  6. Não é um golpe de Estado, é um acto a favor do Estado. Entregam-se as espadas ao Comandante Supremo das Forças Armadas, para que estas substituam as armas roubadas em Tancos.

  7. Como diria o saudoso almirante Pinheiro de Azevedo, “é só fumaça, é só fumaça”.
    E já agora, não era má ideia tentar saber o “fazem” de concreto tantos coronéis e generais e que actividades desempenham efectivamente nos cargos que ocupam.

  8. O Costa sabe enrolar tudo e todos, desde o Seguro até ao BE e Comunas, E ao próprio Presidente…

    Mas isso é o menor mal, pena que o país já está estampado e desgovernado, e nós todos a ver.

    Só certos ADNs raros, é que conseguem estes sucessos.

    Mas descaramento fdp!

    Cadê o Costa ó merda de jornalistas? Nem ao menos uma foto na praia a corar ao sol?

  9. … Nem ao menos uma foto na praia a corar ao sol?”

    nope, googla “passos de férias na bancarrota”, opção imagens, talvez te safes.

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