Vidas Épicas

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É oficial: O Espectro
vai adoptar um hino. A letra vai ser “O Fardo do Homem Branco” de Kipling, a música é uma versão do Playback de Carlos Paião.
Cá fica a letra, tão actual e singela:
“Take up the White Man’s burden–
Send forth the best ye breed–
Go bind your sons to exile
To serve your captives’ need;
To wait in heavy harness,
On fluttered folk and wild–
Your new-caught, sullen peoples,
Half-devil and half-child.

Take up the White Man’s burden–
In patience to abide,
To veil the threat of terror
And check the show of pride;
By open speech and simple,
An hundred times made plain
To seek another’s profit,
And work another’s gain.

Take up the White Man’s burden–
The savage wars of peace–
Fill full the mouth of Famine
And bid the sickness cease;
And when your goal is nearest
The end for others sought,
Watch sloth and heathen Folly
Bring all your hopes to nought.

Take up the White Man’s burden–
No tawdry rule of kings,
But toil of serf and sweeper–
The tale of common things.
The ports ye shall not enter,
The roads ye shall not tread,
Go mark them with your living,
And mark them with your dead.

Take up the White Man’s burden–
And reap his old reward:
The blame of those ye better,
The hate of those ye guard–
The cry of hosts ye humour
(Ah, slowly!) toward the light:–
“Why brought he us from bondage,
Our loved Egyptian night?”

Take up the White Man’s burden–
Ye dare not stoop to less–
Nor call too loud on Freedom
To cloke your weariness;
By all ye cry or whisper,
By all ye leave or do,
The silent, sullen peoples
Shall weigh your gods and you.

Take up the White Man’s burden–
Have done with childish days–
The lightly proferred laurel,
The easy, ungrudged praise.56
Comes now, to search your manhood
Through all the thankless years
Cold, edged with dear-bought wisdom,
The judgment of your peers!”

13 comentários a “Vidas Épicas”

  1. Querido Nuno: Se a malta quer polemicar just for the sake of it, be it; se quisermos falar com seriedade, as caricaturas são lamentáveis, a reacção às ditas ainda o é mais, e o melhor é deitar água na fogueira, e não gasolina (e, se me obrigarem a explicar, lá terei de dizer que, do ponto de vista de ninharias tais como as liberdades civis ou políticas, o estatuto da mulher ou outras, a civilização dita “islâmica” não é flor para ninguém cheirar).

  2. Caro António Figueira,
    Estou à espera do teu contributo. Até estou de acordo com ele.
    Quando tiver cinco minutos. Direi que tanto as caricaturas como os novos fundamentalistas são completamente filhos desta modernidade ocidental.

  3. !!! (Três exclamações)

    Somos uma nação pobre (estéril) e castrada (infecunda) … somos um povo descaracterizado, humilhado e cobarde cujos ídolos são uns, alguns de nós, a correr atrás de uma bola num campo relvado.

    “Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os “cartoons”, mas de quem os publica.”

    http://sal-portugal.blogspot.com/
    JAC – Sal de Portugal

  4. “Direi que tanto as caricaturas como os novos fundamentalistas são completamente filhos desta modernidade ocidental.”

    Nuno,

    mas isso toda a gente sabe! Pensava que viesse aí tese mais original. De qualquer forma, aguardo ansioso.

  5. Eh, pá, não apaguem esse comentário dos irmãos Bigornas sobre “a mentalidade da esquerda” e a esmola aos pedintes. É que faz lembrar-me os slogans de Rui Rio sobre os arrumadores. Querem ver que afinal o alvo dos Bigornas é o Presidente da CMP?

  6. Que crítica mais primária a um excelente texto de VPV. Mas que esperar de alguém que já escreveu uma reportagem sobre a ETA em tom elegíaco? Isto já bem nos anos 90.

  7. António Figueira, whisky é um produto nojento de multinacionais americanas e britânicas. Consumaantes aguardente de medronho, um produto típico da nossa flora mediterrânica.

  8. Queerdude,
    Está a insinuar que o Kipling é primário?
    Sobre elegias à ETA,como você sabe, a única diferença da minha reportagem é que eu mostrei as vítimas dos dois lados e falei com os dois lados. Não tomei partido, nem fiz pedagogia, fiz só jornalismo.Mas isso, você nunca perceberá.

  9. O Nuno jornalista faz falta. Como falta faz ao jornalismo português a revista “já” de que fui um leitor compulsivo do primeiro ao último número. A capacidade de ver os dois lados que cada vez mais rara na nossa comunicação social…

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