O mainstream é mesmo bom

Não há nada que me deixa mais feliz do que quando uma grande canção mergulha de chapa no centro do mainstream. Não acontece muitas vezes, é verdade, mas quando acontece prefiro mil vezes poder curtir uma música ao lado de milhões de melómanos anónimos do que ter como companhia críticos musicais com problemas edipianos. Se tomarmos como referência do mainstream os temas que chegaram ao topo do Hot 100 da Billboard, confesso que, nos últimos anos, dancei que nem um doido ao som de absolutas maravilhas como Hey Ya («Shake it like a polaroid picture») dos Outkast, Hollaback Girl («Let me hear you say this shit is bananas») da Gwen Stefani e a versão integral (com aquele genial afro-beat introdutório) de My Love («And I know no woman that could take your spot, my love») de Justin Timberlake. O caso mais recente de um alinhamento do meu gosto musical com o da maioria é da responsabilidade de uma rapariga com 20 anos chamada Rihanna e que possui o dom de ter reduzido a 30 insignificantes segundos um senhor com o gabarito do Jay Z. Desconfio que canção é particularmente biodegradável, por isso, façam o favor de curtir esta maravilha antes de azedar.

9 comentários a “O mainstream é mesmo bom”

  1. No última disco da Rihanna pode-se encontrar “malhas” bem melhores que essa. Mas é um princípio, vá lá.
    Nessa onda de R&B saliento uma enorme falha que dá pelo nome de “one thing” da Amerie. Mas há outros nomes a descobrir: Cassie, Ciara, Shareefa, …
    Já agora, convém também acrescentar que o “My Love” também é de T.I. – outro “ganda maluco”, mas do hip hop.

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