Vinte Linhas 789

Da Sociedade Portuguesa de Escritores à Associação Portuguesa de Escritores

Ao arrumar documentos antigos deparo com dois relatórios da APE nos quais se referem as minhas intervenções em júris do Prémio Revelação de Poesia em 1986 e 1991.Em 1986 o prémio foi para Luís Alves da Costa («Fragmentos») e Avelino de Sousa («Nostalgia») tendo o júri sido constituído por Fiama Hasse Pais Brandão, por Fernando J.B. Martinho e por mim. Em 1991 o vencedor entre 55 concorrentes foi Nicolau Saião com «Os objectos inquietantes» e o júri integrou Cecília Barreira e Luís de Miranda Rocha além de mim.

Mas a APE não nasceu do nada; ela herdou o passado da SPE, brutalmente destruída na noite de 21 de Maio de 1965 por «desconhecidos» apoiados pela PIDE. Um júri constituído por Alexandre Pinheiro Torres, Augusto Abelaira, Fernanda Botelho, João Gaspar Simões e Manuel da Fonseca premiou o livro «Luuanda» de Luandino Vieira. O governo fascista não gostou de saber o nome do vencedor do Grande Prémio de Novelística da SPE. Daí um assalto que o «Diário de Notícias» em 22 de Maio de 1965 refere assim: «Todo o mobiliário foi completamente destruído. Portas e janelas danificadas. Candeeiros e molduras partidos. Máquinas de escrever e ficheiros inutilizados. Os prejuízos são elevadíssimos». Só em 6 de Julho de 1973 tomaram posse os corpos sociais da nova APE com José Gomes Ferreira, Sophia de Mello Breyner Andresen e Faure da Rosa, respectivamente, a presidir à Direcção, à MAG e ao Conselho Fiscal. Eles sucediam aos pioneiros de 1954 – António Sérgio, Aquilino Ribeiro e João de Barros.

Passo todos os dias vária vezes pela Rua da Escola Politécnica e nunca me esqueço do que aquele primeiro andar do número 20 tem para contar. Mesmo em silêncio a memória resiste.

2 thoughts on “Vinte Linhas 789”

  1. o glorioso passado de luta anti-fascista do bronco da benedita resume-se a júri de prémios revelação em 86 e 91. as merdas que tu inventas para mostrar pedigree não lembram a ninguém.

  2. Ó pá, tu és incribel, pá, oube se tu tibesses importãncia para a PIDE, pá, podes crer que tinhas ido parar à pildra, pá! e se fosse ativista, garanto-te que ias ou pra peniche ou pró tarrafal, pá. dizes que és comuna agora pá porque na altura tinhas cú e calabas-te pá. sabes quel era o problema do Alvaro cunhal, pá? É que poucos eram como ele, porque se todos fossem como ele, a trampa do partido teria outra dinâmica, meuzinho, mas o gajo acreditava na igualdade pá e desafiava o sistema, e sofreu na pele aquilo que que acreditava, tás a bere, ó BARTOLO? Pois é, ó da Benedita, debias lembra-te disso para não bires praqui apresentar pedigree de luta que nunca tibeste, percevestes ó piolho? Num me digas pá, que num saves o que se fazia aos presos politicos de quinze, dezasseis anos, só por serem comunas?! Eram desterrados, ou apodreciam nas catacumbas, tu que fizestes? eras comunista na altura,ou tornaste-te comunista quando acreditaste que o Povo era quem mais ordena? Hein? Não me puxes, pá! Vai lá despiolhar e desbaratar as notas das águas furtadas mas fica-te por aí. Fogo, tue és um garnde PEIDO, pal, és só vento, man, só vento.

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