Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.



A carnificina, o pintor mongol e as canções de Vitorino

Hoje foi um dia com três fases distintas. Pela manhã, saudosos do dia 16 de Junho os homens da Polícia Municipal vieram fazer a faxina da loucura dos Sapadores Bombeiros perante a indiferença da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia. Entre o delírio e a alucinação dos Bombeiros municipais que «embirra» com alguns lugares perfeitamente passíveis de serem aceites para estacionamento, cabe aos homens da Polícia Municipal fazer o piquete da loucura, multando e bloqueando as viaturas que estão bem estacionados mas não para eles, os Sapadores do delírio e da alucinação. Mas para multarem na minha rua eles passam por situações ilegais (espaço de estacionamento ocupado com assadores) e imorais (8 lugares perdidos para um estaleiro) mas nada os detém. No Largo do Carmo fiquei a saber que o pintor Ruslam Botiev, o cavaleiro da Mongólia, fez um desenho a café com o rosto da Rainha de Inglaterra, desenho esse que já foi apreciado conforme informa a sua chefe de gabinete. Soube que graças a um vizinho que é casado com uma senhora de origem irlandesa, o desenho do meu amigo Ruslam foi colocado numa das paredes do palácio da Rainha. Ao fim da tarde estive no Teatro da Trindade para assistir ao primeiro de uma série de espectáculos de música popular. Foi pioneiro o Vitorino que cantou (as suas canções de sempre) e encantou (com as canções de José Afonso) ao longo de 60 minutos. Uma pequena plateia (os pioneiros são sempre poucos) cantou em coro o refrão de «Traz outro amigo também». Para a semana há mais: Aldina Duarte às 18 horas no Teatro da Trindade. Tristezas não pagam dívidas mas nada faz esquecer a carnificina da Polícia Municipal.


  1. 1 reis

    quanto gostaria estar eu lá a escoitar as cancões de Vitorino cantando o Zeca Afonso.
    sería um pracer para min, fez tarde a descoverta das cancões do Zeca, conheçia grandola e pouco mais, mas adoro a sua música, que me acompanha moitas vezes.

  2. 2 Sinhã

    :-) hoje podias contar o que sonhaste. era giro.:-)

  3. 3 reis

    vem pro pé de min
    caso venhas por bem
    se se vieres então
    tras um amigo também.

    e um sonho precioso.

  4. 4 Livra!

    Cambada de malucos! A começar no taradinho dos lugares de estacionamento, que já eram, e a acabar no Reis. É uma verdade: os reis andam muito por baixo. E a sinhã idem: por baixo e também por cima, é evidente.

  5. 5 Sinhã

    diz lá o que queres, livra!.

    (evidentemente que queres alguma coisinhã. ainda a mascar o peido do cigano?) :-D

  6. 6 Livra!

    É assim que as pessoas pouco inteligentes reagem. Coitadita de ti, ó sinhã! Já reparaste como fazes figuras tristes nos teus comentários? És sempre grosseira. Ainda não aprendeste que se pode fazer humor sem uma linguagem reles e popularucha? Vê se aprendes enquanto é tempo, não haja alguém que te tire as penas – ou as peneiras!

  7. 7 Sinhã

    :-)
    ora aí está uma boa analogia para a cultura popular: grosseira (tal e qual os peidos devem ser: curtos e grossos).:-)

    parabenizo-te, livra! – eu que sou, orgulhosamente, do povo – por inventares uma nova categoria social: a da inteligência sem peidos.:-) sim, senhor. fiquei a saber que os peidos são pertença do povo (interprete-se com a devida conotação negativa que dás ao povo) e, portanto, uma má prática libertadora. (será daí que vem a tua frustração?)

    quanto ao depenar-me… junta-te a outros tantos como tu e podes brincar ao peido de ferro comigo. que dizes? talvez, assim, percebas que a arte contemporânea só é uma feliz influência da cultura popular e, desta feita, da libertação. dos peidos. :-)

    os peidos são amor, meu caro (não sabias?), e há que escrever, mais e mais, acerca de. é que de falta de nobreza andam os media cheios.

    (gostei tanto do que, aqui, escrevi que até vou copiar-me e fazer um post).:-)

  8. 8 M. M.

    Com tantos tiros que já deu nos pés, sempre a repisar o mesmo tema, o José do Carmo Francisco devia ter direito a um lugarzinho reservado a deficentes, em frente da sua porta, para estacionar o seu carro, não?

  9. 9 jcfrancisco

    Ora bolas então os bandidos fardados são os outros e eu é que sou deficiente??? Você não sabe que eles multam na Rua dos Mouros e na Travessa de S. Pedro porque mora aqui um jornalista do «D.N.» que escreveu uma crónica sobre os pneus furados do seu carro pelos empregados do lixo da Câmara??? Em que país vive o meu amigo??? Num off shore???

  10. 10 M.M.

    Não, meu caro. Você é que parece viver no manicómio. Isso é mania da perseguição. Se calhar, não tem cura. Vê-se nos textos que escreve. É repisar até dizer «basta». Livra!

  11. 11 Tony

    Ó sinhã, andorinha com penas de pavão, escreveste tão bem que te dá vontade de colocar aquele teu comentário em post. Acho bem. Estavas a pensar num poste de iluminação pública, certo? Ou de alta te(n)são?

  12. 12 Sinhã

    a pensar, penso num post à mirandesinhã, tony.:-)

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