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	<title>Comentários em: Vinte linhas 252</title>
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	<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 01:36:04 +0000</pubDate>
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		<title>Por: C</title>
		<link>http://aspirinab.com/jose-do-carmo-francisco/vinte-linhas-252/#comment-33088</link>
		<dc:creator>C</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 15:56:59 +0000</pubDate>
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		<description>Pois, Torga sabia-se dono e detentor de uma prosa excelente, daí o ar de o dizer como quem não quer a coisa. Uma certa facilidade económica também deu um geitão quanto à possibilidade de independência relativamente ao meio, qualquer meio. Atrevo-me a lembrar, aqui, de Torga (A Criação do Mundo, Vol.I) essas frases soberbas:"Todos nós criamos o mundo à nossa medida. O mundo longo dos longevos e o curto dos que partem prematuramente. O mundo simples dos simples e o complexo dos complicados. Criamo-lo na consciência, dando a cada acidente, facto ou comportamento a significação intelectual ou afectiva que a nossa mente ou a nossa sensibilidade consentem. E o certo é que há tantos mundos como criaturas. Luminosos uns, brumosos outros, e todos singulares. O meu tinha de ser como é, uma torrente de emoções, volições, paixões e intelecções a correr desde a infância à velhice (...)". Interrompo, para não abusar do espaço e tempo, consciente de que as frases seguintes são igualmente belas, intemporais e, apesar de autobiogáficas, do agrado de tantos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois, Torga sabia-se dono e detentor de uma prosa excelente, daí o ar de o dizer como quem não quer a coisa. Uma certa facilidade económica também deu um geitão quanto à possibilidade de independência relativamente ao meio, qualquer meio. Atrevo-me a lembrar, aqui, de Torga (A Criação do Mundo, Vol.I) essas frases soberbas:&#8221;Todos nós criamos o mundo à nossa medida. O mundo longo dos longevos e o curto dos que partem prematuramente. O mundo simples dos simples e o complexo dos complicados. Criamo-lo na consciência, dando a cada acidente, facto ou comportamento a significação intelectual ou afectiva que a nossa mente ou a nossa sensibilidade consentem. E o certo é que há tantos mundos como criaturas. Luminosos uns, brumosos outros, e todos singulares. O meu tinha de ser como é, uma torrente de emoções, volições, paixões e intelecções a correr desde a infância à velhice (&#8230;)&#8221;. Interrompo, para não abusar do espaço e tempo, consciente de que as frases seguintes são igualmente belas, intemporais e, apesar de autobiogáficas, do agrado de tantos.</p>
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		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/jose-do-carmo-francisco/vinte-linhas-252/#comment-32915</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 22:22:46 +0000</pubDate>
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		<description>Pois é, meu Caro JCF, o Torga era certeiro a escrever quanto a pensar. Esta é, sem sombra de dúvida, uma boa, uma boníssima prosa. E tanto é verdade que os críticos "oficiais" pouco lhe importavam que, como se sabe, negada a publicação do seu primeiro livro, editou-o ele e editou todos os outros até ao fim da vida.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, meu Caro JCF, o Torga era certeiro a escrever quanto a pensar. Esta é, sem sombra de dúvida, uma boa, uma boníssima prosa. E tanto é verdade que os críticos &#8220;oficiais&#8221; pouco lhe importavam que, como se sabe, negada a publicação do seu primeiro livro, editou-o ele e editou todos os outros até ao fim da vida.</p>
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