«Em Teoria (A Literatura)» de Manuel Frias Martins
Manuel Frias Martins, doutorado em «teoria da literatura», é vice-presidente da Associação Portuguesa dos Críticos Literários e professor da Faculdade de Letras de Lisboa. Este volume bilingue (português e inglês) recolhe reflexões recentes do autor sobre temas como a tradução, a definição de literatura ou os novos horizontes da teoria literária: «Independentemente das questões de valor estético, julgo que é à presença da ficcionalidade que se deve a identificação milenar da literatura. Neste sentido, sem ficção nunca houve nem haverá literatura. Apesar daquela universalidade, aquilo que é ou não autêntica literatura esteve, desde sempre, dependente de códigos epocais dominantes. Embora mutáveis, esses códigos marcaram e marcam fortemente a evolução literária ou o diálogo intra-literário entre diferentes gerações de escritores e leitores. Isto quer dizer que os dispositivos expressivos da literatura se modificam e se transformam em função das modificações e das transformações da sociedade humana. Tanto a ideia genérica que temos do nosso presente como as congeminações que hoje podemos fazer acerca do futuro podem ser epitomizadas no extraordinário horizonte de possibilidades abertas à humanidade pela informática e pela comunicação multimédia e interactiva. São múltiplos os sinais que nos dizem que o texto electrónico irá introduzir mutações importantes nos géneros literários e implacavelmente redefinir a escrita, a leitura e também a profissão literária.»
(Editora: Âmbar, Colecção: Referência)



“Em teoria entre parênteses a literatura” é o título de livro mais imbecil que este ano vi (ainda está longe o Natal). Não queria deixar de partilhar convosco esta singela opinião. Boa estadia em Fortaleza, Zé do Carmo.
Bom…eu não lí esse livro ainda…mas quando chegar na minha livraria aqui no Brasil eu lerei…
Por falar em Brasil…6 a 2….que coisa feia ein colonizadores…rsrsrsrsrsr
Ps.:Esse C.Ronaldo é ruim d !!!
Abraços aos Luzitanos de plantão.
Nik: o Manuel Frias Martins é um dos mais originais e arrojados teóricos portugueses de Teoria da Literatura. Acho piada é a esses posts do jcf que parecem notas da lusa. Duas frases sacadas a partir da capa e contracapa, uma citaçãozita e tá feito. Quem disse que era difícil postar?
Ok, JPC, se tu o dizes, acredito, mas eu desatino bastante com a língua de pau de certos críticos (ou todos?), inclusive a deste. Que lapalissade esta frase: “Isto quer dizer que os dispositivos expressivos da literatura se modificam e se transformam em função das modificações e das transformações da sociedade humana.” De arripiar de banalidade. E estoutra: “São múltiplos os sinais que nos dizem que o texto electrónico irá introduzir mutações importantes nos géneros literários e implacavelmente redefinir a escrita, a leitura e também a profissão literária.” Quem diria? Para já não referir que não aceito a tese de que literatura é ficção sempre. A Arte de Furtar, obra maior da nossa literatura (e sociologia) por acaso não é literatura? Ou será que falar das várias “unhas” dos vários ladrões já é ficção?