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«Poemas de um livro rasgado» de Fernando Botto Semedo

Depois de «Transparências» em 2006 e «Poemas simples» em 2007, Fernando Botto Semedo surge com este «Poemas de um livro rasgado». Uma vez mais a busca da infância: «Poemas escritos por abismos sem fim / na minha alma, através da luz das minhas / lágrimas, buscando a infância velha». Só que, a juntar às lágrimas do poeta, existem as lágrimas de Deus: «Poemas do meu desgastado rosto / poemas levantando voo pela minha infância / cheia de lágrimas de Deus». Entre o precário da vida e o inevitável da morte, a única resposta é o amor: «A primavera das palavras teria chegado / com o teu rosto de uma inacessível beleza / ó vestal desconhecida que bailas sem corpo / nos confins do meu sangue gasto.» Noutro poema se faz essa visita ao passado («Na minha infância as palavras eram queimadas») para, logo a seguir, um outro poema proclamar o amor: «Ó música que oiço cantando no interior / de um sol íntimo da minha alma emparedada / ó rostos inclinados para o fim – ó meu amor / para sempre alienado no tempo!» Perante um mundo hostil («asfixiando o rosto de um Deus da patinagem artística / da televisão por cabo, entre o ardor dos / anjos do vazio e as lágrimas de todas as crianças») o paraíso perdido do poeta está na infância guardada em molduras de prata: «Via as fotografias coloridas da sua infância / espalhadas por molduras de prata líquida / na casa da alegria fictícia – ó sangue / das lágrimas de uma primavera soterrada / num campo infinito da arqueologia de Deus.»

(Capa: Fernando Botto Semedo, Impressão: Gráfica 2000)


  1. 1 Mapas De Espelho

    N conhecia o poeta.

  2. 2 rivianne

    oiiii
    ”..Me lembro bem a primeira vez que te aolhei nos teus olhos eu encontrei ternura e amor como eu nunca vi igual no céu uma estrela entao brilhou e eu escrevi um verso de amor para o seu coração,meu aMOR É MUITO MAIS DO QUE EU PODIA IMAGINAR agredeço a Deus por poder te amar, se uma lagrima cair do meu olhar naum leve a mal é o meu coração querendo te encontrar..”

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