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«Dança dos Demónios»» – Intolerância em Portugal

Com coordenação de António Marujo e José Eduardo Franco e com prefácio de Anselmo Borges, este volume de 630 páginas conta com a participação de dez autores: Esther Mucznick (Anti-Semitismo), Faranaz Keshavjee (Anti-Islamismo), Luís Machado de Abreu (Anticlericalismo), João Francisco Marques (Antiprotestantismo), José Eduardo Franco (Antijesuitismo), Rui Ramos (Antimaçonismo), Ana Vicente (Antifeminismo), Ernesto Castro Leal (Antiliberalismo), Miguel Real (Anticomunismo) e Viriato Soromenho – Marques (Antiamericanismo).

Com se refere na introdução dos dois coordenadores (António Marujo e José Eduardo Franco) «Hoje vivemos numa sociedade aberta, alicerçada em valores como a liberdade, o pluralismo, a tolerância o respeito pela cultura e crenças do Outro. No entanto bastas vezes se fendem e sangram as cicatrizes mal saradas dum passado conspiracionista e intolerante. Expressões, apreciações simplistas ou nostalgias de um passado segregacionista pretendem acordar os velhos fantasmas da conspiração oculta. Esse é um dos perigos que a democracia enfrenta e para o qual importa estar atento, especialmente pela via da educação para a tolerância».

(Editora: Círculo de Leitores/Temas e Debates, Capa: António Rochinha Diogo)


  1. 1 Nik

    É curioso que não exista, para os organizadores deste livro, uma coisa chamada anticatolicismo, mas apenas uma dúbia coisa dita anticlericalismo (que assim figura neste livro como algo de obrigatoriamente intolerante) e outra chamada antijesuitismo. O antijesuitismo, que hoje praticamente não existe, podia não ser anticatólico, como se sabe pelo menos desde o Marquês de Pombal. O anticlericalismo, como o nome indica, é contra o clericalismo, católico ou não, e não é obrigatoriamente intolerante. Nesse sentido, um católico ou até um bispo pode ser “anticlerical”. O anticatolicismo pode ser cristão, ateu, agnóstico, islâmico, etc.

    Dá-se o caso de os coordenadores do livro serem ambos católicos. Será que eles acham que os católicos não foram e não são vítimas da intolerância em nenhum lado?

    Já agora, não ficaria ali mal também o antiateísmo, que grassa ainda por meio mundo, ameaçando as liberdades e até a vida de gente que não tem deus nem quer ter. O ateísmo, a “lepra do ateísmo” foi condenada pela Igreja católica em termos odientos até ao Concílio Vaticano II. Nos países islâmicos, ser-se ateu é meio caminho andado para a forca. O anticomunismo não engloba o conceito, porque há muitos ateus que não são comunistas e comunistas que não são ateus. O antimaçonismo muito menos engloba o antiateísmo, porque a maioria dos mações não é ateia.

  2. 2 Dixit

    Se eu nao tivesse tomado o meu antidiarreico a meia hora era muito capaz de haver merda depois de ter lido as palavras do Marujo e do Franco – os velhos fantasmas da conspiracao oculta. Ai, Babouska, Babouska…..

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