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«Sacerdotes em Cristo» – 12 testemunhos de um chamamento

Num volume de 126 páginas com uma parte das vendas a reverter para a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre se reúnem doze testemunhos, doze histórias, doze depoimentos dos quais tomamos seis breves notas. D. Manuel Clemente, (n.1948), ordenado em 1979 e bispo desde 1999, viveu a infância em Torres Vedras: «ao domingo acorria à igreja com os outros da minha idade, havia o adro e o jardim em frente onde a tarde continuava com brincadeiras e jogos. Mesmo ao lado, os presos da cadeia pediam-nos ofertas por entre as grades». D. Serafim Ferreira e Silva (n.1930), ordenado em 1954 e bispo emérito de Leiria/Fátima, recorda: «Sou o nono filho dum casal de lavradores da Maia. Pelos meus 11 anos um cónego ofereceu-me um santinho que representava um sacerdote. Fiquei seduzido pelo mistério». O padre Dário Pedroso (n. 1943) ordenado em 1975, explica: «Nasci numa família quase pagã, num lar onde nunca vi ninguém rezar. Foi preciso esperar pela maioridade e, no dia seguinte, fugir de casa, sem mala, sem enxoval, sem nada e partir rumo ao noviciado em Braga». O padre David Sampaio Barbosa (n. 1949) ordenado em 1969, adverte: «Os pobres ainda estão fora da Igreja; não entram nos nossos templos; os seus cadeirais são os degraus que precedem a entrada das nossas igrejas. O Evangelho ainda não é Boa Notícia para muitos deles». O padre Duarte da Cunha (n. 1968) ordenado em 1989, afirma: «Um padre não pode ser imparcial. Ele tem de tomar partido. Não por partidos mas pelo Evangelho, pelas pessoas. Há momentos em que calar é um pecado, um crime. Um padre não é da direita, não é da esquerda, não é do centro; é do fundo. É da profundidade de Deus que ele tem de brotar».

(Editora: Paulus, Introdução: Padre Senra Coelho, Apoio: Ajuda à Igreja que Sofre)


  1. 1 Sinhã

    isso: padre sem padroeiro: só pai.:-)

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