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José Rui Teixeira Diáspora

«Diáspora» de José Rui Teixeira

Percorre este livro de 102 páginas uma década de poesia (2000-2009) de José Rui Teixeira. Os primeiros poemas oscilam entre o medo («Houve um tempo em que eu desconhecia o medo») e a morte: «Mexemos excessivamente nos mortos».

A memória da infância não é um paraíso perdido mas sim um olhar de morte: «Quando eu era criança os velhos escolhiam dias amarelos para morrer.»

Além do povoamento, há nestes poemas uma paisagem desolada: «Quando eu era criança anoitecia / sobre a verdade intrínseca de haver ruas / pequenas e horizontes pequenos / no fundo das ruas».

Num espaço de morte e de hostilidade, só o amor pode ser resposta: «Eu nasci anos depois, já tinham morrido / muitos daqueles que mais tarde viria a amar».

Porque o lugar do poema é o lugar da terra, entre a morte e a vida, entre o amor e o ódio, entre o vazio e o esplendor: «A minha terra é onde descansam os meus mortos / um país com plátanos à beira dos caminhos / e mulheres com epistemas na voz.»

O último conjunto lembra que o poeta é, muitas vezes o profeta, castigado por «demónios antigos»: «Zerbino adormecia na periferia da infância, sob o silêncio ensimesmado de árvores lúgubres ou de um amarelecido domingo do tempo comum».

(Editora: Cosmorama, Capa: Karin Somers)


  1. 1 Sinhã

    a alegria e o castigo nascem sempre no umbigo.

    (é?) :-)

  2. 2 dups?

    NESTE MOMENTO NADA MAIS INTERESSA QUE NÃO SEJAM AS ESCUTAS .

    O XEQUE MATE A SOCRATES É OBVIO ..

    QUEREMOS AS ESCUTAS AGORA E QUEREMOS SOCRATES NA RUA ! AGORA !

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