Canção da pequena camponesa

Ó pequena camponesa / Nos teus olhos de humidade

É que eu percebo a beleza / Que tu trazes à cidade.

Ó pequena camponesa / Desterrada do teu mundo

Na tua voz a certeza / Dum som perfeito e profundo.

Que essa voz traz ao espaço / Com tabaco e seu cheiro

Com a cana e o melaço / Onde o timbre é verdadeiro.

Onde os registos da voz / ascendem ao lugar cantado

Na rua de todos nós / O som chega a todo o lado.

Na rua da nossa cidade / Onde vens falar à janela

A tua voz é verdade / Na vida e não na novela.

Que a vida não é cinema / Nem a fala é literatura

Tudo entra num esquema / Só a tua voz perdura.

5 comentários a “Canção da pequena camponesa”

  1. Estas histórias de camponesas e camponeses e idas à cidade fez-me lembrar a história daquele alentejano que resolveu ir à cidade pagar a décima. Como o calor apertava (o Alentejo é muito quente, especialmente no verão) foi de manhã cedo, antes do romper do sol, até porque tinha outros assuntos a tratar. E porque a cidade era um pouco longe, lá foi por veredas e atalhos. A determinada alturas do percurso, já o sol aparecera no horizonte, viu deitados e agarrados num valado à beira da estrada um camponês e uma camponesa. Lá deu os bons dias como manda a boa educação e seguiu o seu caminho. Na cidade, tratou do que tinha a tratar, pagou a décima, almoçou numa tasca, descansou um pouco e já no final do dia quando o sol já descia no horizonte regressou a casa. E fez exatamente o mesmo caminho que tinha feito na ida. Ao passar pelo tal valado lá encontrou ainda muito agarradinhos o casal que encontrara de manhã. E resolveu dizer mais qualquer coisa:
    – Atão, copmpadre, ainda dura!
    Responde o outro:
    — Nã compadre! Ainda mole!

  2. ó XECA, Ó XECA GALHÂO, pá, oube tu só falas de supeiras que descobres quando és juri e de camponesas ou campónias, agora dás-lhe um sotaque de voz da verdade, metes-lhes na boz, tabaco, cheiro, cana e melaço, cum carago, a gaja debe cheirar bué da mal, meuzinho, e bens tu aquie aesta hora da noute falares-me de campónias que mijam no meio do milho, defecam atras da arvore, amancebem-se com os pastores atá quela gaita ficar hirta como o ferro, carago, e dizes-me que a campónia é a berdade, pá?hein?! oube, tu precisas mesmo de grelos biológicos, batatas cozidas em panelas de ferro e de ir de bez á judite. Tu andas com a caveça mal, pá, tu só pensas nisso, pá, tu bai.me a ber o apelo do Seann penn pá, o gajo pediu às gajas para fazerem greve de sexo, pá, lá por causa das outras que sofrem horrores no mundo dos macacos como tu que teem a mania que savem tudo e fazem sufrer as mulheres com porras que nem me fales, pá, nem me fales, meu granda cromo, em bez de falares do que é sério bens-me aqui falar da ca´mpónia da benedita e ainda me poes um prédio igualzinho aos que estão à frente da porra do parlamento, pá, o mosteiro dos ladrões santificados pelos idiotas votantes e crentes no nada. bai catar penetelhos pá.Granda treta, já se foi o meu ciclo de sono, porra mais binte minutos à espera.

  3. Pessoal, tenham compreensão pelo Zé Francisco.

    A Olinda anda a baldar-se, sabe-se lá por onde, e ele está justamente desorientado, sem a sua poia. Perdão, pela má palavra, queria dizer sem o seu apoio.

    Volta Olinda, que o poeta precisa de tusa. Perdão, de musa.

  4. Claro está, evidentemente, que a OLINDA, sendo a campónia do XECA GALHÃO gritaria com a sua boz de berdade, com a mão na centura ou no quadril, pra boz chegar a todo o lado, talbez com o sutaque da benedita «Ó XECA, ó Xeca, ó meu granda fdp, anda-me cá, que tenho o burro pra albardar e tu andas-me aí nos montes e eu aquie cum a rôpa pra labare. Anda cá Ó XECA, num boltas a cumer grelo tão depressa, bais aos grelos de nabo queste num boltas a ber, mandrião, passas a bida na taberna a cumer coiratos, e tôcinho da casa do jaquim latoeiro, mê disgraçado, inda num tibe tempo prós enchidos e tu papas-mus todos, por isso tás com essa pança de marrano, anda lá despacha-te ca baca ainda num foi mungida, carago, qué preciso dizer-te tudo.» E depois lá baie ela prá janela estender a rôpa e a resmungar com as cuecas do XECA GALHão, cú gajo deixás encardidas, porque num consegue dizer não a um cagalhão, é solutura a toda a hora, carago, ainda falam na esfinter do paulo portas, gaita.

  5. Ora aí baie um poema a sério sobre camponesas e tamém neste autor, e o gajo guardava rebanhos, não andaba a bisitar feiras nem fazia parte de juris, neste autor, dizia e, que a camponesa é idolatrada, mas de forma sentida, onde a cidade tamém é chamada à baila, mas de forma discreta. Portanto, Ó XECA GALHÃO, tu pensas que estás a escrever para quem pá?! Queste pessual é parvo, é lixo, é maluco e não te identifica as tuas patéticas tentativas de enganar o próximo? hein? Ó Pazinha, cresce e aparece, ficaste sempre na terceira classe, meu, e olha que o antónio aleixo, o gajo mal se albardava com as letras, mas bê só o que ele escrevia, sem esforço, sem cansaço, sem vontade de brilhar, pá, o gajo sentia, tinha alma e só de ser ler o que escreve dá para ver que era o coração que falava!!Agora tu?! Tu colas versos daqui e dali, falas dos teus amigos, comes à conta dos outros e não tiras arebista ler da voca, meu. e ainda por cimas poes mau cheiro na tua camponesa, mais um pouco dizes que a gaja não se laba depois de apanhar com um banho com leite tipo nestlé, no teu caso, debe ser mais pró azedo….

    A Gentil CamponesaMOTE

    Tu és pura e imaculada,
    Cheia de graça e beleza;
    Tu és a flor minha amada,
    És a gentil camponesa.

    GLOSAS

    És tu que não tens maldade,
    És tu que tudo mereces,
    És, sim, porque desconheces
    As podridões da cidade.
    Vives aí nessa herdade,
    Onde tu foste criada,
    Aí vives desviada
    Deste viver de ilusão:
    És como a rosa em botão,
    Tu és pura e imaculada.

    És tu que ao romper da aurora
    Ouves o cantor alado…
    Vestes-te, tratas do gado
    Que há-de ir tirar água à nora;
    Depois, pelos campos fora,
    É grande a tua pureza,
    Cantando com singeleza,
    O que ainda mais te realça,
    Exposta ao sol e descalça,
    Cheia de graça e beleza.

    Teus lábios nunca pintaste,
    És linda sem tal veneno;
    Toda tu cheiras a feno
    Do campo onde trabalhaste;
    És verdadeiro contraste
    Com a tal flor delicada
    Que só por muito pintada
    Nos poderá parecer bela;
    Mas tu brilhas mais do que ela,
    Tu és a flor minha amada.

    Pois se te tenho na mão,
    Inda assim acho tão pouco,
    Que sinto um desejo louco:
    Guardar-te no coração!…
    As coisas mais belas são
    Como as cria a Natureza,
    E tu tens toda a grandeza
    Dessa beleza que almejo,
    Tens tudo quanto desejo,
    És a gentil camponesa

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