Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.



Capela do Formigal

Varanda abandonada

Dá para o porto fluvial

Quando rio era estrada

Porta caída no chão

Azulejos num altar

Faz doer o coração

O silêncio do lugar

Sombra de sacristia

Sino de som perdido

Já houve vida, alegria

E tudo tinha sentido

Havia a navegação

Porto é só memória

Fruta de exportação

Era receita acessória

País que faz de conta

Nada sabe deste rio

Carro em hora de ponta

Numa pressa de vazio

Vereador, presidente

Cultura, pasta na mão

Passa aqui indiferente

Só em ano de eleição
Podem até ser doutores

Com tese e dissertação

Nada sabem os horrores

Da chuva em dissolução

Se não fosse o arvoredo

A proteger o que resta

Entre vergonha e medo

Já não havia uma festa

Porque basta uma oração

No silêncio quase total

Para renascer a devoção

Na Capela do Formigal


  1. 1 Mena

    Com poemas de pé-quebrado, recuso-me a iniciar os comentários!

  2. 2 jcfrancisco

    Quebrada tens tu a cabeça mesmo escondida num falso feminino. Parvalhoto…

  3. 3 antonio manso

    Onde fica o Formigal?

  4. 4 P.M.

    No poemeto do jcfrancisco!

  5. 5 jcfrancisco

    É fácil – o Formigal fica entre o Casal da Areia, a Torre e os Infantes. Logo dentro da freguesia de Salir de Matos, concelho de Caldas da Rainha.

  6. 6 Rita Borges

    Continua a má-educação deste «cavalheiro». Já o tenho lido noutras respostas do mesmo quilate. Será que não tem outro vocabulário para responder aos comentários que lhe são feitos? É grosseiro e prepotente. Será isto linguagem de poeta?!

  7. 7 Sinhã

    tão giro, zézinho.:-)

    (e fazes muito bem em dar açoites em quem merecer.).:-D

  8. 8 jcfrancisco

    Disseram-me um dia RITA, POE-TE EM GUARDA! Querias o quê, um manual de boas maneiras para responder a provocadores? Não há pachorra até porque isto não é a pré-primária, andam aqui uns matulões e mesmo de bibe não deixam de ser matulões.

  9. 9 Sinhã

    dá-lhe, ritinha!.:-D

  10. 10 Rita Borges

    Sim, não lhe ficava mal ler um manual de boas maneiras, talvez aprendesse alguma coisa a seu favor. Ainda nesta resposta que me dá se nota a falta de postura, de classe, que deveria ter, pricipalmente por se assumir como poeta ou pessoa ligada à Cultura. «Provocadores»? Não os tomo como tal. A palavra é demasiado insultuosa. «Matulões» é outro vocábulo que não costuma andar na boca das pessoas cultas. Mas a «pré-primária» não deixa de me fazer pensar que o senhor não devia ter passado por lá. O resto será uma ameaça? Dado o estilo arruaceiro, não me admirava.

  11. 11 Sinhã

    fodasss. :-)

    (e eu sei que sou culta (e grossa).:-D

  12. 12 jcfrancisco

    Sim provocadores, sim. Então um individuo esconde-se num pseudónimo feminino (mena) e tu querias que eu o tomasse a sério? Era o que faltava… «Pé quebrado»??? Quebrada tem ele a cabeça e repara na palavra deliciosa «parvalhoto» que me recorda sempre a minha filha Marta (1985) então pequenina a insultar a irmã Ana (1978) que cuidou dela como uma mãe pequenina…

  13. 13 noz por cá

    José do Carmo Francisco
    quando publicas poesia
    tem comentários só visto
    gente de pouca saboderia

    Com poemas de pé-quebrado
    escreveu a menina Mena
    tem o casco atrofiado
    e arranja-lo não vale a pena

    nós por cá

  14. 14 O meu nome é Pseudónimo

    noz: e ela ralada, pá! Nem pia. A merda que escreveste é pior que a merda de pé quebrado do outro. E como és gente de muita SABEDORIA vê se começas por saber escrever correctamente, ó parvalhoto. Agora não te queixes, que o Zé chama «deliciosa» a esta palavra! O «parvalhoto» farta-se de criticar quem assina com pseudónimo. Queres BI, ó pá? Olha, põe na merda dos teus posts, à cabeça: «Aqui não se aceitam pseudónimos»! Parvalhoto duma merda, que nem sabe que está na Internet. Põe os olhos no Valupi, e vê se ele se importa com os anónimos. Só tu, meu parvalhão!

  15. 15 Sinhã

    ai que riso: parvalhoto rima com cagalhoto e cagalhoto anónimo rima com pseudónimo.:-D

  16. 16 O meu nome é Pseudónimo

    E parvalhona rimará com quê, ó sinhã? És capaz de adivinhar? Tu não tens penas, filha: tens é peneiras!

  17. 17 Sinhã

    filha: oh lord.:-D

    obrigada: ter peneira é coisa boa, não é?:-)

    (até me deu gana de comer um prego de frango em prato e depois meter as batatas dentro do pão).:-D

  18. 18 jcfrancisco

    Este veio passar o fim de semana a casa e esqueceu-se de voltar. Não há volta a dar, tem lá o pavilhão à espera – serviço 2, sala 6, cama 4…

  19. 19 Sinhã

    :-D e aposto que ressona como uma chaleira.:-D

  20. 20 O meu nome é Pseudónimo

    Olha lá, ó parvalhoto: essa do pavilhão é para me avisares da vaga que deixaste no «serviço 2, sala 6, cama 4»? Andas muito bem informado, pá! Pudera, tiveste alta hoje, certo?
    sinhã: se não tens mais argumentos, cala a boca, ó chalaçeira de penas!

  21. 21 Sinhã

    tenho o melhor argumento do mundo para ti (psudónimo que rima com cagalhoto anónimo): não sabes pontuar.:-D

  22. 22 jcfrancisco

    Cala a boca «Mena» falsificada, mete o morango para dentro!!! O porteiro do Miguel Bombarda está à espera. Volta depressa…

  23. 23 O meu nome é Pseudónimo

    Psudónimo?! Ó andorinha sem asas, e falas tu da pontuação?! Pontuação que está, aliás, correcta. Deves estar é infectada com o Haemoproteus progne. Já agora: tens feito limpeza ao ninho?

  24. 24 Sinhã

    ando sempre lambidinha.:-)

    (e vai lá ver a pontuação, não sejas jumento).:-D

  25. 25 Sinhã

    jumenta, digo.:-D

  26. 26 O meu nome é Pseudónimo

    Lambidinha? E costumas servir-te do bico? Calculo que também tenhas dentes!
    Nunca ouviste dizer que «para burro, burro e meio»? Mantenho a pontuação. A asna és tu, andorinha depenada.

    Alguém falou em morangos? Não é de admirar. Há uma razão para os lavar muito bem antes de serem comidos: são criados na merda. Tal qual os poemas do parvalhão que fez o comentário.

  27. 27 Sinhã

    biquinho e rolinho de fiambre.:-D

    ora vê lá bem se assim é que está bem:

    sinhã: se não tens mais argumentos, ó chalaçeira de penas!, cala a boca.

    (se quiseres saber porquê, manda o nib).:-D

  28. 28 O meu nome é Pseudónimo

    Prefiro a minha versão: «…cala a boca, ó chalaçeira de penas!» Muito mais simples. E, olha, repito o que disse.
    Gostei do bate-papo (ou não esteja eu a perder o meu tempo com uma andorinha). Por hoje «bô-nôte», que deve ser esta a língua em que falas, não?

  29. 29 Sinhã

    ppppffffffffff.:-D

  30. 30 jcfrancisco

    Parvalhão és tu que não percebes que «meter o morango para dentro» é mandar, em gírria alfacinha, calar a boca a alguém mesmo que esse alguém seja um trambolho como tu…

Leave a Reply





Intervenções cirúrgicas

Toma mensal

Pharmácias

As Ruínas Circulares
afixe (RIP)
BdE I (RIP)
BdE II (RIP)
de vagares...(RIP)
A invenção de Morel
Sociedade Anónima (RIP)

 

Farmácias de Serviço

 

100 nada
31 da Armada
A aba de Heisenberg
Abrupto
O Acidental (RIP)
Adufe.pt
A Gaveta do Paulo
Agridoce
Alexandre Soares Silva
Almocreve das Petas
Amor e Ócio
António Sousa Homem
Arrastão
As Ruínas Circulares
Atlântico
Avatares de um desejo
O Avesso do Avesso
Babilônia
Babugem
Bada Bing!
Bandeira ao Vento
Barnabé (RIP)
a barriga de um arquitecto
Beco das Imagens
Blasfémias
Bomba Inteligente
Bombyx mori
Bonfim
Blogue dos Marretas
Blogo Social Português
Cabra de Serviço
Caderno de Verão
Caixa de Costura
Canhões de Navarone
Cão de Guarda
Casa de Cacela
Casmurro (RIP)
A causa foi modificada
Causa Nossa
O céu sobre Lisboa
Charquinho
Cibertulia
cinco dias
Cocanha
A Coluna Infame (RIP)
Complexidade e Contradição
Confissão do Silêncio
Conta Natura
Contra a Corrente
Coroas de Pinho
Crítico Musical
Crónicas Matinais
Cruzes Canhoto (RIP)
Daedalus
Daily Make-up
Da literatura
Desesperada Esperança
A Destreza das Dúvidas
Diário Ateísta
É a Cultura, Estúpido!
Em Busca da Límpida Medida
Enresinados
Epicentro
A Ervilha Cor de Rosa
Esplanar
Esquerda Republicana
Estado Civil
a.estrada:
Estrangeiros no Momento
Eternuridade
Floresta do Sul
Fora do Mundo (RIP)
FotoBen
Frangos para fora
french kissin'
Fuga para a Vitória
Fumaças
O funcionamento de certas coisas
garedelest
Gato Fedorento
Geração Rasca
Glória Fácil
Grande Loja do Queijo Limiano
Grupo do Pato
Hipatia
Homem a Dias
:Ilhas
O Insurgente
Intermitências da Corte
A Invenção de Morel
Janela Indiscreta (RIP)
Janela Para o Rio
João Pereira Coutinho
Klepsy´dra
A Lâmpada Mágica
Laranja Amarga
Last Tapes
letra minúscula
Letratura
Malfadado
Mar Salgado
Margens de Erro
Mas certamente que sim!
Meditação na Pastelaria
melancómico
A Memória Inventada
Memória Virtual
A Metamorfose
Miniscente
Modus Vivendi
Muro Sem Vergonha (RIP)
A montanha mágica
Nada Niente
A Natureza do Mal
O Observador
Ó Faxavor...
A Origem do Amor
A Origem das Espécies
Palombella rossa
O Pastelinho
Pastoral Portuguesa
Pedro Chagas Freitas
pequeno blogue do Grande Terramoto
Periférica
pesadelo sem ar condicionado
Pólis & Etc.
Ponto e Vírgula (RIP)
Ponto Media
Pópulo
Portal Galego da Língua
A Praia
Quartzo, Feldspato & Mica (RIP)
Quase Famosos
read me very carefully
Renas e Veados
Rimbaud Warrior
Rititi
Rua da Judiaria
Ruialme
seta despedida
Silêncio
Solvstäg
Sound + Vision
Tempo Contado
Os Tempos que Correm
Tomara-que-caia
Três Pastelinhos
True Lies
Um blog sobre Kleist
O verso dos versos
Vício de Forma
Vidro Duplo
Vistalegre
Voz do Deserto
what do you represent
The world as we know it


© 2006/07 Aspirina B | Powered by TubarãoEsquilo | Editado com Wordpress | afinado por Paulo Querido | Topo