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	<title>Comentários em: «Rua do Arsenal» de José Ferreira Marques</title>
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	<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 18:21:21 +0000</pubDate>
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		<title>Por: TC</title>
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		<dc:creator>TC</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Jun 2007 11:56:29 +0000</pubDate>
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		<description>“É, pois, um dramatismo forçado. Neo-realista no pior dos sentidos. A virtude, na escrita, é a sobriedade. Mesmo se encenada, claro.” Ele, fv, diz que não, que não estava a referir-se a “Rua do Arsenal” mas à informação que sobre este romance publicava José do Carmo Francisco. Pode ser que sim, e quem é quem para mover contra quem quer que seja processos de intenção, ainda por cima sumaríssimos! Não o faço, mas lá que parecia que era para o romance (para o autor do romance) o remoque, isso parecia, tanto mais que gastar tanto latim de pendor crítico-literário com uma informação de meia dúzia de linhas parece, no mínimo, excessivo.
Dei-me ao trabalho de vir a terreiro com o que antecede por considerar que “sobriedade” é precisamente o que se ensina em “Rua do Arsenal”. Sobriedade e contenção. E bom-gosto. E escrita límpida, escorreita. E fácil, como é sempre fácil toda a escrita com muita oficina. Quanto à sobriedade e contenção de que falo veja-se, por exemplo, no romance, a “ligeireza” com que (não) se trata a passagem de Luís pela Faculdade de Direito. E como são baças (e parcas) as cores com que se descreve a prisão do mesmo Luís no mesmíssimo cenário — Reitoria/Faculdade de Direito. Aqui, no dito cenário, José Ferreira Marques fugiu a sete pés da facilidade. Aqui, onde podia navegar como peixe na água e fazer uns brilharetes, retraiu-se, recusou a meia dúzia de páginas de encher chouriços que facilmente lhe renderiam os seus tempos de faculdade. Fê-lo com notável sobriedade. E com bom-gosto, servido pela sua escrita límpida. Escorreita.

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		<content:encoded><![CDATA[<p>“É, pois, um dramatismo forçado. Neo-realista no pior dos sentidos. A virtude, na escrita, é a sobriedade. Mesmo se encenada, claro.” Ele, fv, diz que não, que não estava a referir-se a “Rua do Arsenal” mas à informação que sobre este romance publicava José do Carmo Francisco. Pode ser que sim, e quem é quem para mover contra quem quer que seja processos de intenção, ainda por cima sumaríssimos! Não o faço, mas lá que parecia que era para o romance (para o autor do romance) o remoque, isso parecia, tanto mais que gastar tanto latim de pendor crítico-literário com uma informação de meia dúzia de linhas parece, no mínimo, excessivo.<br />
Dei-me ao trabalho de vir a terreiro com o que antecede por considerar que “sobriedade” é precisamente o que se ensina em “Rua do Arsenal”. Sobriedade e contenção. E bom-gosto. E escrita límpida, escorreita. E fácil, como é sempre fácil toda a escrita com muita oficina. Quanto à sobriedade e contenção de que falo veja-se, por exemplo, no romance, a “ligeireza” com que (não) se trata a passagem de Luís pela Faculdade de Direito. E como são baças (e parcas) as cores com que se descreve a prisão do mesmo Luís no mesmíssimo cenário — Reitoria/Faculdade de Direito. Aqui, no dito cenário, José Ferreira Marques fugiu a sete pés da facilidade. Aqui, onde podia navegar como peixe na água e fazer uns brilharetes, retraiu-se, recusou a meia dúzia de páginas de encher chouriços que facilmente lhe renderiam os seus tempos de faculdade. Fê-lo com notável sobriedade. E com bom-gosto, servido pela sua escrita límpida. Escorreita.</p>
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		<title>Por: Anónimo</title>
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		<dc:creator>Anónimo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 May 2007 10:53:11 +0000</pubDate>
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		<description>Claro, FV!
O meu 'um pouco fluido' referia-se ao post e não ao comentário.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Claro, FV!<br />
O meu &#8216;um pouco fluido&#8217; referia-se ao post e não ao comentário.</p>
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		<title>Por: José ferreira Marques</title>
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		<dc:creator>José ferreira Marques</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2007 17:21:59 +0000</pubDate>
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		<description>Obrigado pelo   esclarecimento.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado pelo   esclarecimento.</p>
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		<title>Por: Fernando Venâncio</title>
		<link>http://aspirinab.com/jose-do-carmo-francisco/%c2%abrua-do-arsenal%c2%bb-de-jose-ferreira-marques/#comment-18167</link>
		<dc:creator>Fernando Venâncio</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2007 16:58:06 +0000</pubDate>
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		<description>Caro José Ferreira Marques (e Anonymous):

Eu tive o cuidado de escrever «na &lt;b&gt;tua&lt;/b&gt; frase». O neo-realista em acção é o Zé do Carmo.

Não lhe(s) foi claro?
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro José Ferreira Marques (e Anonymous):</p>
<p>Eu tive o cuidado de escrever «na <b>tua</b> frase». O neo-realista em acção é o Zé do Carmo.</p>
<p>Não lhe(s) foi claro?</p>
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	</item>
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		<title>Por: Anónimo</title>
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		<dc:creator>Anónimo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2007 16:16:49 +0000</pubDate>
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		<description>Quase fui levado ao mesmo engano.
Depois, a tempo, reparei melhor.
Ainda bem que veio JFM a esclarecer o que era um pouco fluido.

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quase fui levado ao mesmo engano.<br />
Depois, a tempo, reparei melhor.<br />
Ainda bem que veio JFM a esclarecer o que era um pouco fluido.</p>
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	<item>
		<title>Por: josé ferreira marques</title>
		<link>http://aspirinab.com/jose-do-carmo-francisco/%c2%abrua-do-arsenal%c2%bb-de-jose-ferreira-marques/#comment-18165</link>
		<dc:creator>josé ferreira marques</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2007 14:52:34 +0000</pubDate>
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		<description>Relativamente ao comentário de fv (Fernando Venâncio?), que classifica  a expressão «Cansado de ouvir na televisão a preto e branco” de “dramatismo forçado” e “neo-realista no pior dos sentidos”, o autor de Rua do Arsenal informa que  essa expressão  não existe no texto do livro.

cumprimentos

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Relativamente ao comentário de fv (Fernando Venâncio?), que classifica  a expressão «Cansado de ouvir na televisão a preto e branco” de “dramatismo forçado” e “neo-realista no pior dos sentidos”, o autor de Rua do Arsenal informa que  essa expressão  não existe no texto do livro.</p>
<p>cumprimentos</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Kaos</title>
		<link>http://aspirinab.com/jose-do-carmo-francisco/%c2%abrua-do-arsenal%c2%bb-de-jose-ferreira-marques/#comment-18164</link>
		<dc:creator>Kaos</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2007 09:43:11 +0000</pubDate>
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		<description>Está a decorrer uma greve geral de blogs. Se desejares participar podes copiar a imagem que está no meu blog. Obrigado
Um abraço

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Está a decorrer uma greve geral de blogs. Se desejares participar podes copiar a imagem que está no meu blog. Obrigado<br />
Um abraço</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: fv</title>
		<link>http://aspirinab.com/jose-do-carmo-francisco/%c2%abrua-do-arsenal%c2%bb-de-jose-ferreira-marques/#comment-18163</link>
		<dc:creator>fv</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2007 08:56:23 +0000</pubDate>
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		<description>Zé do Carmo,

Boa informação nos dás.

Permite, todavia, que comente um pormenor.

Na tua frase «Cansado de ouvir na televisão a preto e branco 'Adeus até ao meu regresso'», a anotação &lt;b&gt;«a preto e branco»&lt;/b&gt; está aí claramente para dramatizar, para infundir incómodo à situação.

Ora (é preciso lembrar estas coisas a um jovem), a televisão era-nos tranquilamente a preto e branco, outra não havia e, acredita, nem com outra se sonhava.

É, pois, um dramatismo forçado. Neo-realista no pior dos sentidos.

A virtude, na escrita, é a sobriedade. Mesmo se encenada, claro.

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Zé do Carmo,</p>
<p>Boa informação nos dás.</p>
<p>Permite, todavia, que comente um pormenor.</p>
<p>Na tua frase «Cansado de ouvir na televisão a preto e branco &#8216;Adeus até ao meu regresso&#8217;», a anotação <b>«a preto e branco»</b> está aí claramente para dramatizar, para infundir incómodo à situação.</p>
<p>Ora (é preciso lembrar estas coisas a um jovem), a televisão era-nos tranquilamente a preto e branco, outra não havia e, acredita, nem com outra se sonhava.</p>
<p>É, pois, um dramatismo forçado. Neo-realista no pior dos sentidos.</p>
<p>A virtude, na escrita, é a sobriedade. Mesmo se encenada, claro.</p>
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