O guarda costas, o homem da tábua no colchão, o adorador solícito, um caso de amizade muito especial e “Ah, não sei, não faço ideia”

O guarda costas, a tábua no colchão, um caso de amizade muito especial e o futuro a deus pertence

“Trabalhei muito com o doutor Sá Carneiro. (…) O doutor Sá Carneiro, lembro-me, na altura dispensou a segurança e zangou-se com a polícia. E eu andei a fazer de guarda-costas dele; ele não aguentava, por causa da coluna, levar pancadas nas costas quando estava no meio das pessoas e eu, como era mais alto, lá andava sempre com os braços à volta, e adorava fazer o que ele me pedisse. Lembro-me que à noite – nunca escrevi isto; um dia hei-de escrever, tenho já muita história para contar, com quase 34 anos -, à noite ia ver o colchão dele, se ele tinha a tábua para as costas, e ia pôr-lhe um bocadinho de whisky que ele gostava e nunca me caíram os parentes na lama, pelo contrário. “

“(…) o Marcelo, como sabe, é um caso de amizade muito especial. Com toda a gente, não é só comigo. Eu acho que ele sabe ser amigo das pessoas, mas não é um amigo de todos os dias”

“K – O que é que quer? Quer ser Primeiro Ministro? Acha que vai ser Primeiro Ministro?
PSL – Ah, não sei, não faço ideia.”

Pedro Santana Lopes, entrevista à K (n.º 1), Outubro de 1990

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