Nos últimos dias, tenho andado entretido a ouvir de forma compulsiva dois discos: FRIEND AND FOE dos Menomena e MIRRORED dos Batlles (o primeiro já saiu e o segundo há-de sair em meados de Maio). Os Menomena são uma paixão antiga, os Battles nem por isso. Ambas são bandas rock como todas as bandas dignas desse epíteto deveriam ser, isto é, experimentais, procurando forçar em cada música as convenções do género, tudo sem nunca abdicar desse belo formato medieval que se chama canção. Suprema alegria foi o facto de ter descoberto esta semana que as duas bandas recorreram a Lance Bangs e Timothy Saccenti para realizar os respectivos telediscos. Entre o desvario (muito indie) de «Wet & Rusting» e a gravitas de «Atlas», temos aqui mais uma prova que o videoclip continua a ser um dos formatos audiovisuais mais interessantes da actualidade. Agora, alguém que me venha dizer por que razão ele continua a ser tão miseravelmente tratado pela televisão portuguesa.
Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.
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O verso dos versos
Vício de Forma
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“procurando forçar em cada música as convenções do género…”.
O que é isso? Merdinha intelectual rockista? Olhe que a minha paciência musical tem limites, muchacho!
João Pedro, de música agora não posso falar, tenho andado muito no silêncio, a escutar o ser. A minha última paixão musical que me lembro, para além de uns amores constantes, foram os Manu Chau e os Thievery Corporation.
mas não era sobre isso que vinha aqui falar. Tu que és um caçador de palavras, tenho aqui uma para ti. Até guardei o suplemento do Público para te contar: chama-se coopetição e mistura cooperação com competição (Co-opetition - Nalebuff e Brandenburger).
Acho graça porque o Cavaco vai andar ganzado, que isto agora já não é só a competitividadezinha do eucaliptal.
Sim, muito boas escolhas. Quanto ao teu lamento televisivo, vai para o fim da bicha.
“abdicar desse belo formato medieval que se chama canção…”.
de Roland, suponho. What the f.. are you falfing ab out, man?
Lucia: «a minha paciência musical tem limites, muchacho!». O que é isso? Merdinha intelectual comentarista?
Py: há hipótese de me digitalizares isso e enviar por e-mail? (Manu Chao é uma maravilha, os Thievery Corporation estragaram-se).
Valupi: como diria o Alface, o fim das filas é o princípio das bichas.
Alice: verse-chorus-verse.
Era o suplemento de Economia do Público, de 6ª feira passada. Digitalizador não tenho, mas talvez o Fernando que tem a assinatura te possa mandar com copy&paste. Mas olha que o resto do texto não diz quase mais nada de relevante. O discurso dos economistas como sabes é em regra uma bosta de primarismo.
OS TC estragaram-se? Pois é uma trsiteza acontece muito. O último disco deles que eu tenho é The Mirror Conspiracy, a partir daí deixei, entrei no tal registo acrescido de Vivaldi, Bach e silêncio, também por causa dos lutos.
Esperanza.
Estou a ler um romance bonito chamado ‘the line of beauty’, mas já percebi que vou chegar ao fim todo arrebentado.
Quem é «este» professor Carlos Reis?
A-ha, finalmente um curioso. O Carlos Reis é o doutíssimo catedrático da Universidade de Coimbra que um dia foi ao Porto apresentar uma teoria muito pimpona chamada «a estética do videoclip». Segundo esse doutíssimo senhor, o videoclip representava o tipo de fruição estética que incapacita os jovens de se concentrarem na leitura de textos literários. Daí a dedicatória.
O Carlos Reis é um figurão que faz um figuraço. Ainda mexe?
Deixa-me cá ancorar isto a uma kpk:
http://dn.sapo.pt/2007/04/30/nacional/casamentos_gay_para_celebrar_a_repub.html
Py: presumo que estás a falar do livro do Alan Hollinghurst (que está na minha lista de compras, há mais de um ano, caneco). É mesmo assim tão bom?
Já agora, deixa-me recomendar-te o magnífico «Extremely Loud and Incredibly Close» do Jonathan Safran Foer. Há anos que não lia um romance tão sublime.
Sim, é muito perspicaz. Obrigado, mas a seguir para me curar da imensa tristeza que me espera, já tenho ali o Átila na outra mesa de cabeceira.