Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.



immmm.jpg Coisas novas na box. Em primeiro lugar, temos Emily Haines (uma das grandes surpresas do ano) com o hipnótico «Crow Surf On A Cliff», seguido da Robert Wyattíssima versão de «Hasta Siempre Comandante» (absolutamente inacreditável o que ele faz com este clássico), Radiohead com «Reckoner» (um dos grandes momentos do novo álbum, muito DJ Shadow), Animal Collective com «Reverend Green» (sem dúvida a melhor canção que ouvi este ano), Of Montreal com uma canção cheia de grrove que ouvi há algumas a fechar um episódio do Weeds, Jens Leckman com o genialmente retropiroso «Postacard To Nina» e Familjen com o muito dançante «Det Snurrar I Min Skalle» (lembram-se do vídeo?). Depois há duas viagens ao passado distante: Serge Gainsbourg & BB em «Bonnie & Clyde» e a mais bela canção que Bob Dylan escreveu na década de 80: «Blind Willie McTell». Termino à bruta com «Staturate» dos Chemical Brothers.


  1. 1 Daniel de Sá

    E há coisas novas no céu. Um cometa. Vi-o bem, mas com binóculos.
    Eis uma descrição:
    Comet Holmes is easily visible now. It is an unusual comet — like a big white fuzzball — in that it doesn’t have much of a tail visible at the moment. You can see it with the unaided eye, but you’ll need binoculars to see its big round fuzzy glory. It is in Perseus, which as you probably knew already, is between two of the easiest things to find in the night sky: Casseopeia and the Pleiades

  2. 2 pixicultor

    esse tema dos hiperbolizados animal collective ao pé do tema dos reisdobomgosto radiohead não é mais que pupú de porco, seco.

  3. 3 joaopedrodacosta

    Não é não, pixicultor. De resto, o próprio Thom Yorke é um grande fã dos Animal Collective.

  4. 4 pixicultor

    mas isso é porque ele proteje tudo o que sejam animais :)

  5. 5 joaopedrodacosta

    :-)

    Iá. Mas ouve lá melhor o tema. A guitarra consegue ser ainda mais aditiva do que a de Marr em «How Soon Is Now?», a batida é de um (falsa) simplicidade desarmante e depois há os coros e a voz do gajo quando grita «Now». Nem os Canibal Corpse fariam melhor. É um grandatemassimsenhora.

  6. 6 pixicultor

    caro joão,

    sem querer alongar esta troca de opiniões, vejo nessa música todo um panorama do qual tenho medo actualmente. o panorada Rock DJ’s em que se juntam um loops ao acaso (com distorção de preferência), uns ambientes, umas batidas e está feito. lamento desapontar o teu anterior comentário mas se quero ouvir guitarras aditivas e estruturadas ou batidas desarmantemente simples escolho o Mark e o amigos por exemplo num “Cape Canaveral” ou num “Apology for an Accident”. :)
    mas prometo continuar a tentar.

  7. 7 joaopedrodacosta

    Lamento, mas esqueceste-te do melhor exemplo (Mark Eitzel wise): «Challenger». Ou será que não gostas desse tema? Isso sim, já explicaria muita coisa…

  8. 8 pensante

    para a mudança de blogue ser completa só faltava actualizar a box :-)

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