valhacoito

Andava eu à procura de uma palavrinha que rimasse com oito (não encontrei, tive de inventar uma), quando me deparei com a seguinte palavra:
valhacoito
de valer + coito
s. m.,
abrigo;
protecção;
defesa;
asilo.
Eu na verdade quando tinha 15 anos, e até ter prái 18, fazia-me bastante falta um valhacoito. À falta de valhacoito mais conveniente, tive que me valer de matas e cemitérios. O carro é o valhacoito clássico mas o travão de mão faz-me nódoas negras. Um amigo meu usa a casa dos pais como valhacoito, mas às vezes chega gente e é um valhacoito interrompido. Agora de valhacoito estou bem servida, pena é não lhe dar uso.

15 comentários a “valhacoito”

  1. era pra rimar com oito, mas que fosse tambem insulto! mas obrigado pelos sites, vao-me ser uteis pro concurso de sanjoaninas q estou a fazer comigo mesma.
    no cemiterio era giro, mas era dantes, que quanto mais pra velha vou mais ele se enche de gente conhecida, o que o desqualifica bastante de valhacoito…

    ola cat, pericaso achei q ias gostar :)

  2. Esta agora fez-me rir. É caso para dizer: coitada!

    As palavras couto (ou coito) e valhacouto (ou valhacoito) têm todas a ver com refúgio, abrigo e com a palavra latina cautu. Coito como cópula vem da palavra latina coitu. Biscoito não são duas quecas seguidas. Alcoitão não é um sítio árabe onde se dão grandes quecas.

    Boa tarde.

  3. oh pá!!! atao é por isso q num tenho orgasmos qdo como o pacote inteiro de bolachas!!! eu bem me parecia que estava a fazer alguma coisa mal :D
    atao um biscoito sao dois refugios seguidos? é capaz, da optica do comido, o refugio do estomago e o refugio do intestino… depois é q se acaba o refugio e toca a fossa…

  4. ó nick, não fiques melindrado, pá. tu bem sabes que é verdade que os defeitos se apuram com a idade, tal como a destreza.

    uma senhora, gerou-se oportunidade para reminiscências encantadoras, já vejo.

  5. nik, dessa parte nada sei; não foi lapsus linguae (embora a língua seja muito bem chamada ao tema da destreza), foi alguma idade aqui, mesmo.

  6. Um soneto para a Isabel

    És um hino de coragem, Isabel!
    Transparecem tão simples teus desejos:
    Aquecer o corpo, encontrares o mel,
    Em mares de orgasmos e rios de beijos.

    Se um dia se cruzarem nossos passos,
    Levados p’lo explendor do teu sorriso,
    Unidos p’la pressão dos nossos braços
    Subiremos os dois ao paraíso.

    Buscando fantasias já esquecidas,
    Nossos corpos não passam de guaridas,
    Transportamos a sina dos amantes.

    E o teu olhar vai implorando assim:
    Derrama o teu desejo todo em mim,
    Não tinha enlouquecido assim antes!

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