Sanjoaninas

Foi um destes sao Joões
P’rái em noventa e oito
Que baixei os meus padrões
E comi esse alcagoito

Este ano, ó meu santinho
A ver se me fazes o jeito
E arranja-me lá um mocinho
Que não tenha tanto defeito

É verdade ó São João
Eu sozinha não consigo
Dá-me la um empurrão
P’ra acabar com este castigo

Se nao for no São João
Que é do ano a maior noite
Não viro as costas ao colchão
Nem que vá lá de açoite

23 comentários a “Sanjoaninas”

  1. comendador: vem pro cargo de santo ou de mocinho sem defeitos?
    susana: ola! nada como escrever um par de mails pra desenferrugar os indicadores (os q escrevem, os q escrevem :D)

  2. bom regresso á “terra” Isabel (a tal moça, que segundo as boas línguas é boa como o millho…).

    mas não é o S. António, que é especialista em “bilhas”?

  3. Sabel, tem aprendido a versejar com o José do Carmo Francisco, não é verdade? Não vale a pena negar, porque lhe adoptou o estilo: estilo coxo ou de pé-quebrado. Mas vá lá, vale pela intenção. Devia ter feito o pedido a Santo António: esse é que é o casamenteiro. Mas um mocinho giro talvez o São João dê um jeito e lhe arranje algum. Que não seja como o outro, cuja história nos contou aqui. Isto com santos, é preciso é ter fé
    Boa noite de São João sem esquecer o martelinho. Se o moço não agradar, dê-lhe com ele!

  4. Ha coisas que não se conseguem explicar, a festa do S. João é uma delas… Haja crise, haja fome, o S. João é alegria, o povo tráz para a rua todo esse sentimento nobre, ano após ano, cada vez mais e cada vez melhor.

    Este ano, marcamos encontro no sitio do costume… RIBEIRA, NA CIDADE DO PORTO.

  5. Eu estou intrigado, e a vacilar para a intriga, com os versos finais:

    “Não viro as costas ao colchão
    Nem que vá lá de açoite”

    Explico: isso do açoite, é gosto?

  6. Há aqui um «elemento» que se pudesse apagava a ficha com o meu nome no Dicionário de Literatura Jacinto do Prado Coelho. Safa!

  7. Já viste que o «elemento» até usa um pseudónimo de um eléctrico que já não há – o «Carmo» de Rua da Alfândega ao Largo do dito. Se pudesse esse até queimava o livro. Safa!

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