<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>
<channel>
	<title>Comentários em: palavras que deviam ser inventadas</title>
	<atom:link href="http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/</link>
	<description></description>
	<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 00:16:55 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.6.2</generator>
		<item>
		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32427</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 21:11:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32427</guid>
		<description>grunfinho</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>grunfinho</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João "o" Fernandes</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32372</link>
		<dc:creator>João "o" Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 11:00:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32372</guid>
		<description>E como quase sempre dois é melhor que um.

To Helena

Acabo de inventar um novo advérbio: helenamente
A maneira mais triste de se estar contente
a de estar mais sozinho em meio de mais gente
de mais tarde saber alguma coisa antecipadamente
Emotiva atitude de quem age friamente
inalterável forma de se ser sempre diferente
maneira mais complexa de viver mais simplesmente
de ser-se o mesmo sempre e ser surpreendente
de estar num sítio tanto mais se mais ausente
e mais ausente estar se mais presente
de mais perto se estar se mais distante
de sentir mais o frio em tempo quente
O modo mais saudável de se estar doente
de se ser verdadeiro e revelar-se que se mente
de mentir muito verdadeiramente
de dizer a verdade falsamente
de se mostrar profundo superficialmente
de ser-se o mais real sendo aparente
de menos agredir mais agressivamente
de ser-se singular se mais corrente
e mais contraditório quanto mais coerente
A via enviesada para ir-se em frente
a treda actuação de quem actua lealmente
e é tão impassível como comovente
O modo mais precário de ser mais permanente
de tentar tanto mais quanto menos se tente
de ser pacífico e ao mesmo tempo combatente
de estar mais no passado se mais no presente
de não se ter ninguém e ter em cada homem um parente
de ser tão insensível como quem mais sente
de melhor se curvar se altivamente
de perder a cabeça mas serenamente
de tudo perdoar e todos justiçar dente por dente
de tanto desistir e de ser tão constante
de articular melhor sendo menos fluente
e fazer maior mal quando se está mais inocente
É sob aspecto frágil revelar-se resistente
é para interessar-se ser indiferente
Quando helena recusa é que consente
se tão pouco perdoa é por ser indulgente
baixa os olhos se quer ser insolente
Ninguém é tão inconscientemente consciente
tão inconsequentemente consequente
Se em tantos dons abunda é por ser indigente
e só convence assim por não ser muito convincente
e melhor fundamenta o mais insubsistente
Acabo de inventar um novo advérbio: helenamente
O mar a terra o fumo a pedra simultaneamente



Ruy Belo
Transporte no Tempo
Editorial Presença
1997 
4 ª edição</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E como quase sempre dois é melhor que um.</p>
<p>To Helena</p>
<p>Acabo de inventar um novo advérbio: helenamente<br />
A maneira mais triste de se estar contente<br />
a de estar mais sozinho em meio de mais gente<br />
de mais tarde saber alguma coisa antecipadamente<br />
Emotiva atitude de quem age friamente<br />
inalterável forma de se ser sempre diferente<br />
maneira mais complexa de viver mais simplesmente<br />
de ser-se o mesmo sempre e ser surpreendente<br />
de estar num sítio tanto mais se mais ausente<br />
e mais ausente estar se mais presente<br />
de mais perto se estar se mais distante<br />
de sentir mais o frio em tempo quente<br />
O modo mais saudável de se estar doente<br />
de se ser verdadeiro e revelar-se que se mente<br />
de mentir muito verdadeiramente<br />
de dizer a verdade falsamente<br />
de se mostrar profundo superficialmente<br />
de ser-se o mais real sendo aparente<br />
de menos agredir mais agressivamente<br />
de ser-se singular se mais corrente<br />
e mais contraditório quanto mais coerente<br />
A via enviesada para ir-se em frente<br />
a treda actuação de quem actua lealmente<br />
e é tão impassível como comovente<br />
O modo mais precário de ser mais permanente<br />
de tentar tanto mais quanto menos se tente<br />
de ser pacífico e ao mesmo tempo combatente<br />
de estar mais no passado se mais no presente<br />
de não se ter ninguém e ter em cada homem um parente<br />
de ser tão insensível como quem mais sente<br />
de melhor se curvar se altivamente<br />
de perder a cabeça mas serenamente<br />
de tudo perdoar e todos justiçar dente por dente<br />
de tanto desistir e de ser tão constante<br />
de articular melhor sendo menos fluente<br />
e fazer maior mal quando se está mais inocente<br />
É sob aspecto frágil revelar-se resistente<br />
é para interessar-se ser indiferente<br />
Quando helena recusa é que consente<br />
se tão pouco perdoa é por ser indulgente<br />
baixa os olhos se quer ser insolente<br />
Ninguém é tão inconscientemente consciente<br />
tão inconsequentemente consequente<br />
Se em tantos dons abunda é por ser indigente<br />
e só convence assim por não ser muito convincente<br />
e melhor fundamenta o mais insubsistente<br />
Acabo de inventar um novo advérbio: helenamente<br />
O mar a terra o fumo a pedra simultaneamente</p>
<p>Ruy Belo<br />
Transporte no Tempo<br />
Editorial Presença<br />
1997<br />
4 ª edição</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João "o" Fernandes</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32371</link>
		<dc:creator>João "o" Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 10:54:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32371</guid>
		<description>Sem palavras inventadas, Ruy Belo parece inventá-las a todas neste poema que tanto gosto, rendido a uma rima solta. 

E eu que tanto detesto rimas simétricas ordenadas formatadas.

Meados de janeiro. No aeroporto duma capital
- Leitores eventuais se quereis saber qual
terei de ser sincero como sempre o sou e não apenas em geral:
o caso que vos conto aconteceu no europeu nepal -
um grupo de pessoas num encontro casual
desses que nem viriam no melhor jornal
de qualquer dos países donde alguém de nós seria natural
decerto por alguma circunstância puramente acidental
emprega no decurso da conversa a palvra "natal"
embora a pensem todos na respectiva língua original
E sem saber porquê eu sinto-me subitamente mal
Ainda que me considerem um filólogo profissional
e tenha escrito páginas e páginas sobre qualquer fenómeno fonético banal
não conheço a palavra. Porventura terá equivalente em portugal?
Deve dizer-me alguma coisa pois me sinto mal
mas embora disposto a consultar o português fundamental
ia jurar que nem sequer a usa o leitor habitual
de dicionários e glossários e vocabulários do idioma nacional
e o mesmo acontece em qualquer língua ocidental
das quais pelo menos possuo uma noção geral
conseguida aliás por meio de um esforço efectivo e real
E ali naquela sala principal
daquele aeroporto do nepal
enquanto esperam pelo seu transporte habitual
embora o tempo passe o assunto central
da conversa daquele grupo de gente ocasional
continua na mesma a ser o do "natal"
Tratar-se-á de um facto universal?
Alguma festa? Uma tragédia mundial?
Consulto as caras sem obter satisfação cabal
Li por exemplo a bíblia li pessoa e pertenci à igreja ocidental
e tenho de reconhecer que não sei nada do natal
Mas se assim é porque diabo sofro como sofro eu afinal'
Porque me atinge assim palavra tão fatal?
Que passado distante permanece actual?
Como é que uma mera palavra se me torna visceral?
Ninguém daquela gente reunida no nepal
um professor um engenheiro ou um industrial
um técnico uma actriz um intelectual
um revolucionário ou um príncipe real
que ali nas suas línguas falam do natal
aí por quinze de janeiro e num dia invernal
pressentem como sofre este filólogo profissional
Eu tenho atrás de mim uma vida que por sinal
começada no campo e num quintal
junto da pedra da árvore e do animal
debaixo das estrelas e num meio natural
vida continuada na escola entre o tratado e o manual
me assegurou prestígio internacional
Mas para que me serve tudo isso se naquela capital
entre pessoas que inocentemente falam do natal
eu que conheço as coisas e as palavras de maneira oficial
que como linguista as trato de igual para igual
travo afinal inexorável batalha campal
com tão simples significante como o de "natal"?
E entre línguas diversas num aeroporto do nepal
alguém bem insensível sofre mais do que um sentimental
pois pressente em janeiro que se o foi foi há muito o natal

Ruy Belo
Transporte no Tempo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sem palavras inventadas, Ruy Belo parece inventá-las a todas neste poema que tanto gosto, rendido a uma rima solta. </p>
<p>E eu que tanto detesto rimas simétricas ordenadas formatadas.</p>
<p>Meados de janeiro. No aeroporto duma capital<br />
- Leitores eventuais se quereis saber qual<br />
terei de ser sincero como sempre o sou e não apenas em geral:<br />
o caso que vos conto aconteceu no europeu nepal -<br />
um grupo de pessoas num encontro casual<br />
desses que nem viriam no melhor jornal<br />
de qualquer dos países donde alguém de nós seria natural<br />
decerto por alguma circunstância puramente acidental<br />
emprega no decurso da conversa a palvra &#8220;natal&#8221;<br />
embora a pensem todos na respectiva língua original<br />
E sem saber porquê eu sinto-me subitamente mal<br />
Ainda que me considerem um filólogo profissional<br />
e tenha escrito páginas e páginas sobre qualquer fenómeno fonético banal<br />
não conheço a palavra. Porventura terá equivalente em portugal?<br />
Deve dizer-me alguma coisa pois me sinto mal<br />
mas embora disposto a consultar o português fundamental<br />
ia jurar que nem sequer a usa o leitor habitual<br />
de dicionários e glossários e vocabulários do idioma nacional<br />
e o mesmo acontece em qualquer língua ocidental<br />
das quais pelo menos possuo uma noção geral<br />
conseguida aliás por meio de um esforço efectivo e real<br />
E ali naquela sala principal<br />
daquele aeroporto do nepal<br />
enquanto esperam pelo seu transporte habitual<br />
embora o tempo passe o assunto central<br />
da conversa daquele grupo de gente ocasional<br />
continua na mesma a ser o do &#8220;natal&#8221;<br />
Tratar-se-á de um facto universal?<br />
Alguma festa? Uma tragédia mundial?<br />
Consulto as caras sem obter satisfação cabal<br />
Li por exemplo a bíblia li pessoa e pertenci à igreja ocidental<br />
e tenho de reconhecer que não sei nada do natal<br />
Mas se assim é porque diabo sofro como sofro eu afinal&#8217;<br />
Porque me atinge assim palavra tão fatal?<br />
Que passado distante permanece actual?<br />
Como é que uma mera palavra se me torna visceral?<br />
Ninguém daquela gente reunida no nepal<br />
um professor um engenheiro ou um industrial<br />
um técnico uma actriz um intelectual<br />
um revolucionário ou um príncipe real<br />
que ali nas suas línguas falam do natal<br />
aí por quinze de janeiro e num dia invernal<br />
pressentem como sofre este filólogo profissional<br />
Eu tenho atrás de mim uma vida que por sinal<br />
começada no campo e num quintal<br />
junto da pedra da árvore e do animal<br />
debaixo das estrelas e num meio natural<br />
vida continuada na escola entre o tratado e o manual<br />
me assegurou prestígio internacional<br />
Mas para que me serve tudo isso se naquela capital<br />
entre pessoas que inocentemente falam do natal<br />
eu que conheço as coisas e as palavras de maneira oficial<br />
que como linguista as trato de igual para igual<br />
travo afinal inexorável batalha campal<br />
com tão simples significante como o de &#8220;natal&#8221;?<br />
E entre línguas diversas num aeroporto do nepal<br />
alguém bem insensível sofre mais do que um sentimental<br />
pois pressente em janeiro que se o foi foi há muito o natal</p>
<p>Ruy Belo<br />
Transporte no Tempo</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Carioca</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32227</link>
		<dc:creator>João Carioca</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Mar 2008 21:12:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32227</guid>
		<description>Vamos invendar palavras... ao menos colocamos algo a mexer neste jardim</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos invendar palavras&#8230; ao menos colocamos algo a mexer neste jardim</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Bengalão</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32152</link>
		<dc:creator>Bengalão</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 23:13:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32152</guid>
		<description>Não resisto a escrever a tradução que há muitos anos fiz para um poema de Ernst Jandl:

muitos dizem
que esquerta e tireida
não as potemos drocar

esdúpitos!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não resisto a escrever a tradução que há muitos anos fiz para um poema de Ernst Jandl:</p>
<p>muitos dizem<br />
que esquerta e tireida<br />
não as potemos drocar</p>
<p>esdúpitos!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: bastonada</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32151</link>
		<dc:creator>bastonada</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 22:03:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32151</guid>
		<description>http://novaaguia.blogspot.com/2008/03/em-defesa-do-acordo-ortogrfico-de-1991.html</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://novaaguia.blogspot.com/2008/03/em-defesa-do-acordo-ortogrfico-de-1991.html" rel="nofollow">http://novaaguia.blogspot.com/2008/03/em-defesa-do-acordo-ortogrfico-de-1991.html</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: isabel</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32102</link>
		<dc:creator>isabel</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 14:52:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32102</guid>
		<description>gostei muito de frentireita e de isabel-prazer :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>gostei muito de frentireita e de isabel-prazer :)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Elypse</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32093</link>
		<dc:creator>Elypse</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 13:32:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32093</guid>
		<description>Rodrigo, não creio que possam ter pensado que não quis contribuir, com aquele trocadilho, para a &lt;em&gt;rubrica&lt;/em&gt; da Isabel... 

Olha que isto por aqui é gente que faz das linhas entrelinhas… Melhor, talvez, só as costureiras da CIA, as tais que não dão ponto sem nó 

Os nós sempre dão direito a tropeções ;)

Abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo, não creio que possam ter pensado que não quis contribuir, com aquele trocadilho, para a <em>rubrica</em> da Isabel&#8230; </p>
<p>Olha que isto por aqui é gente que faz das linhas entrelinhas… Melhor, talvez, só as costureiras da CIA, as tais que não dão ponto sem nó </p>
<p>Os nós sempre dão direito a tropeções ;)</p>
<p>Abraço</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32091</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 12:56:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32091</guid>
		<description>muito engraçado, rvn.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>muito engraçado, rvn.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32088</link>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 11:50:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32088</guid>
		<description>Elypse: "Já é tanta a confusão que mais vale desinventá-las"

Aí está uma boa. Se numa leitura desatenta fica a impressão de que o Elypse está a contrariar a proposta do Visitas Actuais, a verdade é que ele está a fazer precisamente o que é proposto, ao utilizar o verbo "desinventar". Nem todos terão percebido, mas de certeza que foi de propósito. Boa, Elypse!

Essa faz-me lembrar aquela do indivíduo que diz para o amigo: "Estás-me sempre a contradizer", ao que o outro responde: "Não estou nada!"</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Elypse: &#8220;Já é tanta a confusão que mais vale desinventá-las&#8221;</p>
<p>Aí está uma boa. Se numa leitura desatenta fica a impressão de que o Elypse está a contrariar a proposta do Visitas Actuais, a verdade é que ele está a fazer precisamente o que é proposto, ao utilizar o verbo &#8220;desinventar&#8221;. Nem todos terão percebido, mas de certeza que foi de propósito. Boa, Elypse!</p>
<p>Essa faz-me lembrar aquela do indivíduo que diz para o amigo: &#8220;Estás-me sempre a contradizer&#8221;, ao que o outro responde: &#8220;Não estou nada!&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: rvn</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32070</link>
		<dc:creator>rvn</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 01:46:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32070</guid>
		<description>errata:
«...o falar de Portugal.
(e o escrever foi, igual,
ortografasucatado.)»</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>errata:<br />
«&#8230;o falar de Portugal.<br />
(e o escrever foi, igual,<br />
ortografasucatado.)»</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: rvn</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32069</link>
		<dc:creator>rvn</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 01:35:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32069</guid>
		<description>amigos,

Às vezes nem sei que diga.
Esta nossa língua antiga
tem tanto por inventar,
há nela tanto a fazer,
que eu nem sei o que dizer
do frentedireitatrás
ou do esquerdente que faz
o post da isabel.

Não me pareceu pecado;
achei até bem sacado
sim senhora, sem favor;
de resto, já vi pior 
nesta língua de nós todos,
já vi mexer-lhe sem modos
e, por acordo universal,
ser ortografaneado
o falar de Portugal
(e na escrita foi igual:
ortografasucatado.)

Por isso esteja à vontade:
invente a isabel-prazer
o que lhe der na veneta;
tem verbos por descobrir,
ou melhor: por atribuir
àquilo que já se faz;
tem palavras por criar:
direifrente, esquerdatrás,
são dois exemplos de treta
mas servem, na circunstância.
Continue a improvisar
porque se alguém não gostar
acredite: é ignorância.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>amigos,</p>
<p>Às vezes nem sei que diga.<br />
Esta nossa língua antiga<br />
tem tanto por inventar,<br />
há nela tanto a fazer,<br />
que eu nem sei o que dizer<br />
do frentedireitatrás<br />
ou do esquerdente que faz<br />
o post da isabel.</p>
<p>Não me pareceu pecado;<br />
achei até bem sacado<br />
sim senhora, sem favor;<br />
de resto, já vi pior<br />
nesta língua de nós todos,<br />
já vi mexer-lhe sem modos<br />
e, por acordo universal,<br />
ser ortografaneado<br />
o falar de Portugal<br />
(e na escrita foi igual:<br />
ortografasucatado.)</p>
<p>Por isso esteja à vontade:<br />
invente a isabel-prazer<br />
o que lhe der na veneta;<br />
tem verbos por descobrir,<br />
ou melhor: por atribuir<br />
àquilo que já se faz;<br />
tem palavras por criar:<br />
direifrente, esquerdatrás,<br />
são dois exemplos de treta<br />
mas servem, na circunstância.<br />
Continue a improvisar<br />
porque se alguém não gostar<br />
acredite: é ignorância.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32053</link>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 21:58:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32053</guid>
		<description>Ah, bom... 

O "Mas os acordos ortográficos não gostam de invenções, pelo que…" fica sem efeito, então ;)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, bom&#8230; </p>
<p>O &#8220;Mas os acordos ortográficos não gostam de invenções, pelo que…&#8221; fica sem efeito, então ;)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: luis eme</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32046</link>
		<dc:creator>luis eme</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 21:32:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32046</guid>
		<description>Tudo pode e deve existir, não são os "acordos" que cortam a raiz à imaginação, Rodrigo...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo pode e deve existir, não são os &#8220;acordos&#8221; que cortam a raiz à imaginação, Rodrigo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Elypse</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32038</link>
		<dc:creator>Elypse</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 20:02:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32038</guid>
		<description>Já é tanta a confusão que mais vale desinventá-las</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já é tanta a confusão que mais vale desinventá-las</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32024</link>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 17:30:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32024</guid>
		<description>Ei, essas palavras já foram inventadas. Li-as há pouco no último post deste mesmo blog. Que bom! Mas querem saber da melhor? Elas já podiam ser utilizadas antes disso. Bastava alguém ter essa ideia e querer fazê-lo. Não porreiro? Isso quer dizer que eu também posso escrever atrasquerda, encimuito, embaixante, invisilonge...

Luís Eme (e quem mais quiser responder), o acordo ortográfico e um livro do Mia Couto podem coexistir?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ei, essas palavras já foram inventadas. Li-as há pouco no último post deste mesmo blog. Que bom! Mas querem saber da melhor? Elas já podiam ser utilizadas antes disso. Bastava alguém ter essa ideia e querer fazê-lo. Não porreiro? Isso quer dizer que eu também posso escrever atrasquerda, encimuito, embaixante, invisilonge&#8230;</p>
<p>Luís Eme (e quem mais quiser responder), o acordo ortográfico e um livro do Mia Couto podem coexistir?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel de Sá</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32013</link>
		<dc:creator>Daniel de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 16:44:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32013</guid>
		<description>Tanto se pode dizer que foi mesmo dito.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tanto se pode dizer que foi mesmo dito.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Mario</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32003</link>
		<dc:creator>Mario</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 15:32:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-32003</guid>
		<description>Ó meninas, não mais nada que fazer? Endireitem-se e caminhem na direcção que quiserem!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ó meninas, não mais nada que fazer? Endireitem-se e caminhem na direcção que quiserem!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: claudia</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-31998</link>
		<dc:creator>claudia</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 15:14:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-31998</guid>
		<description>Direitrente soa-me a diarreia com gastroenterite e frentireita tem uma conotação feia - nada bonita - de frente nacional. Mais vale PS:D e PS.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Direitrente soa-me a diarreia com gastroenterite e frentireita tem uma conotação feia - nada bonita - de frente nacional. Mais vale PS:D e PS.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-31997</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 15:09:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/geral/palavras-que-deviam-ser-inventadas/#comment-31997</guid>
		<description>concordo com o esquerdatrás mas, até pelo antónimo, preferiria frentireita.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>concordo com o esquerdatrás mas, até pelo antónimo, preferiria frentireita.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
