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	<title>Comentários em: A minha historinha de merda.</title>
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	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 16:09:14 +0000</pubDate>
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		<title>Por: z</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28561</link>
		<dc:creator>z</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 23:31:11 +0000</pubDate>
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		<description>tropicatufa</description>
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		<title>Por: catarina c</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28551</link>
		<dc:creator>catarina c</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 21:46:33 +0000</pubDate>
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		<description>vim cá ver os 188 comentários e, como já aprendi a não discutir coisas sérias por escrito, registo e mando um beijo à Isabel. E siga para bingo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>vim cá ver os 188 comentários e, como já aprendi a não discutir coisas sérias por escrito, registo e mando um beijo à Isabel. E siga para bingo.</p>
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		<title>Por: agent</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28550</link>
		<dc:creator>agent</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 21:34:21 +0000</pubDate>
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		<description>Estava para aqui a ler um livro e deparo-me com duas frases que, automaticamente, fizeram-me recordar este post. Não traz novidade nenhuma, só achei piada à coincidência.
"Ignorar a realidade é um reflexo de defesa. Fazemos isso com as doenças e com o que pode mudar a nossa vida."</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estava para aqui a ler um livro e deparo-me com duas frases que, automaticamente, fizeram-me recordar este post. Não traz novidade nenhuma, só achei piada à coincidência.<br />
&#8220;Ignorar a realidade é um reflexo de defesa. Fazemos isso com as doenças e com o que pode mudar a nossa vida.&#8221;</p>
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		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28548</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 20:19:59 +0000</pubDate>
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		<description>Estamos de acordo. Esta ideia de se salvar uma vida à custa de se matar o sentimento maternal é uma aberração. Claro que não tem forma legal de ir para a frente, enquanto alternativa ao aborto. Mas tem forma de ser estimulada por vias travessas, todas elas relacionadas com a destruição da base natural do que fundamenta por instinto e sentimento a família: duas pessoas que geram por amor um filho.

Como se depreende, nem este simples estádio natural está intacto, como pelo contrário, tem todo um mundo de frankenstoinos e ideologias à frente para fazer dele uma mera alternativa.

O Cronenberg já falava disto (por outros meios) há 30 anos atrás.

Mas basta ler aquelas notícias da China com sopas de feto para se perceber que instintos e sentimentos, no ser humano, são coisas tão fracas que pouco é preciso para as anestesiar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos de acordo. Esta ideia de se salvar uma vida à custa de se matar o sentimento maternal é uma aberração. Claro que não tem forma legal de ir para a frente, enquanto alternativa ao aborto. Mas tem forma de ser estimulada por vias travessas, todas elas relacionadas com a destruição da base natural do que fundamenta por instinto e sentimento a família: duas pessoas que geram por amor um filho.</p>
<p>Como se depreende, nem este simples estádio natural está intacto, como pelo contrário, tem todo um mundo de frankenstoinos e ideologias à frente para fazer dele uma mera alternativa.</p>
<p>O Cronenberg já falava disto (por outros meios) há 30 anos atrás.</p>
<p>Mas basta ler aquelas notícias da China com sopas de feto para se perceber que instintos e sentimentos, no ser humano, são coisas tão fracas que pouco é preciso para as anestesiar.</p>
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		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28544</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 19:36:29 +0000</pubDate>
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		<description>ah, essa é uma questão da maior importância, zazie. também acho uma barbaridade o incentivo à gestação seguido do abandono. porque essa visão que o defende está a observar a situação de um ponto de vista em que &lt;em&gt;a mãe que não quer ter o filho e depois dá-lo para adopção o considera pertença sua&lt;/em&gt;. assim como se dá-lo para adopção fosse sinónimo de o entregar à vida, tão só. o que esse ponto de vista está a ignorar é que o mesmo amor exigido para prosseguir a gestação até ao fim é aquele que irá impedir a mãe do abandono; trata-se da mesma natureza. e é por aí que compreendo, sem defender, o aborto: nunca pela visão egoísta «oh, mas logo agora que nós comprámos as 4 assoalhadas, não me digas que vamos ter que mudar para a periferia do subúrbio e uma casa mais pequena», mas por esses casos em que uma mãe mata um filho antes de ele o poder sentir, para o proteger de uma morte maior, a do abandono subsequente, de uma imprevisibilidade desprotegida e eventual desumanidade e desumanização. quem fala nisto está a ver que a mãe não quer ter o filho e sofrer com a sua separação, o &lt;em&gt;nunca mais saber dele&lt;/em&gt;, ao invés de ver que a mãe não quer condenar o seu filho à desprotecção desde a nascença. é anti-natura.

e isso de dar os filhos a casais inférteis que venham a amá-los seria ainda o melhor cenário mas, infelizmente, sabemos que a sorte dos bebés abandonados é quase sempre bem pior.

admito o meu erro e lirismo, mas como eu vejo é a nossa história num crescendo de humanização, apesar de tudo. os crimes passionais passaram a não ser tolerados porque a moral se alterou e, em consequência disso, as leis se alteraram. a função primeira da lei é ser dissuasora e a lei que proibia o aborto nunca o foi, por ser o aborto tão fácil de esconder.

o que seria desejável era que fossem criadas as condições de que falas para que todos possam ter os filhos imprevistos. que haja uma real educação sexual, para a sexualidade responsável. e, depois, que se volte a legislar. enfim, serei lírica mas, entretanto, prometo fazer o que posso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ah, essa é uma questão da maior importância, zazie. também acho uma barbaridade o incentivo à gestação seguido do abandono. porque essa visão que o defende está a observar a situação de um ponto de vista em que <em>a mãe que não quer ter o filho e depois dá-lo para adopção o considera pertença sua</em>. assim como se dá-lo para adopção fosse sinónimo de o entregar à vida, tão só. o que esse ponto de vista está a ignorar é que o mesmo amor exigido para prosseguir a gestação até ao fim é aquele que irá impedir a mãe do abandono; trata-se da mesma natureza. e é por aí que compreendo, sem defender, o aborto: nunca pela visão egoísta «oh, mas logo agora que nós comprámos as 4 assoalhadas, não me digas que vamos ter que mudar para a periferia do subúrbio e uma casa mais pequena», mas por esses casos em que uma mãe mata um filho antes de ele o poder sentir, para o proteger de uma morte maior, a do abandono subsequente, de uma imprevisibilidade desprotegida e eventual desumanidade e desumanização. quem fala nisto está a ver que a mãe não quer ter o filho e sofrer com a sua separação, o <em>nunca mais saber dele</em>, ao invés de ver que a mãe não quer condenar o seu filho à desprotecção desde a nascença. é anti-natura.</p>
<p>e isso de dar os filhos a casais inférteis que venham a amá-los seria ainda o melhor cenário mas, infelizmente, sabemos que a sorte dos bebés abandonados é quase sempre bem pior.</p>
<p>admito o meu erro e lirismo, mas como eu vejo é a nossa história num crescendo de humanização, apesar de tudo. os crimes passionais passaram a não ser tolerados porque a moral se alterou e, em consequência disso, as leis se alteraram. a função primeira da lei é ser dissuasora e a lei que proibia o aborto nunca o foi, por ser o aborto tão fácil de esconder.</p>
<p>o que seria desejável era que fossem criadas as condições de que falas para que todos possam ter os filhos imprevistos. que haja uma real educação sexual, para a sexualidade responsável. e, depois, que se volte a legislar. enfim, serei lírica mas, entretanto, prometo fazer o que posso.</p>
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		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28543</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 19:10:08 +0000</pubDate>
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		<description>E é por isso que esta questão acaba onde começa- nos desfazamentos sociais- Porque ninguém tinha lata nem poder para exigir a uma senhora ministra ou qualquer outra coisa para não abortar e gerar o filho e depois dá-lo para adopção. Mas essa mesma senhora aborta à borla, se quiser, ao lado da miudinha do bairro mal informada ou da mulher desempregada que nem mais um filho pode sustentar.

E o nosso Estado igualitário achou que isto era tudo igual- tudo uma conquista de direitos e a chegada ao século XXI. 

Oferecem aborto aos pobres, em vez de tudo fazerem para lhes proporcionar condições de vida e possibilidade de terem os filhos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E é por isso que esta questão acaba onde começa- nos desfazamentos sociais- Porque ninguém tinha lata nem poder para exigir a uma senhora ministra ou qualquer outra coisa para não abortar e gerar o filho e depois dá-lo para adopção. Mas essa mesma senhora aborta à borla, se quiser, ao lado da miudinha do bairro mal informada ou da mulher desempregada que nem mais um filho pode sustentar.</p>
<p>E o nosso Estado igualitário achou que isto era tudo igual- tudo uma conquista de direitos e a chegada ao século XXI. </p>
<p>Oferecem aborto aos pobres, em vez de tudo fazerem para lhes proporcionar condições de vida e possibilidade de terem os filhos.</p>
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		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28542</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 19:05:40 +0000</pubDate>
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		<description>pressentir e outros erros.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>pressentir e outros erros.</p>
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	<item>
		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28541</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 19:00:09 +0000</pubDate>
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		<description>Só para terminar.

Isto que eu defendo é também em tudo oposto ao que muitos que condenam o aborto defendem: a gravidez e depois dar o filho que não se quer ou não se pode ter para adopção.

Sei que foi isso que o Valupi defendeu, aqui na blogosfera, assim como o Timshel.

Porque, a posição deles vem de uma ética católica e a minha é autónoma à crença que posso ter.

Acho uma total monstruosidade defender-se a ideia que uma mulher (seja ela qual for) vai andar 9 meses com um ser na barriga para depois o dar a outrem para adopção, porque isto seria a alternativa humana ao aborto. A alternativa até sociológica, no caso do Tim, para um mundo de igualitarismo social começar pelo berço- os pobres e indigentes a servirem de incubadoras para a elite infértil.

Porque, na prática, o exercício da ecografia vem de novo à questão. Uma mulher grávida e com filhos, poderia andar com o maninho na barriga e no fim dizer aos outros filhos que aquele mano não era para ficar em casa, era para ir viver com outra família.

Pergunto, que raio de segurança poderia ter uma criança quanto ao amor materno e paterno e sorte que também lhes poderia acontecer- ir para adopção, caso a mãe quisesse.


E é por isso que a condenação do aborto sempre foi uma questão moral- de condenação moral de um acto e não de impedimento mecânico dele e muito menos de resolução de engenharia social para problemas de infertilidade dos outros.


E a foto da ecografia mantem-se. Viam ou não viam? sabem que é a cegonha que trás o bebé ou o bebé está na barriga, vê-se porque todos vêem e depois uns ficam com eles e outros podem mandar para o lixo ou dar a quem querem?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só para terminar.</p>
<p>Isto que eu defendo é também em tudo oposto ao que muitos que condenam o aborto defendem: a gravidez e depois dar o filho que não se quer ou não se pode ter para adopção.</p>
<p>Sei que foi isso que o Valupi defendeu, aqui na blogosfera, assim como o Timshel.</p>
<p>Porque, a posição deles vem de uma ética católica e a minha é autónoma à crença que posso ter.</p>
<p>Acho uma total monstruosidade defender-se a ideia que uma mulher (seja ela qual for) vai andar 9 meses com um ser na barriga para depois o dar a outrem para adopção, porque isto seria a alternativa humana ao aborto. A alternativa até sociológica, no caso do Tim, para um mundo de igualitarismo social começar pelo berço- os pobres e indigentes a servirem de incubadoras para a elite infértil.</p>
<p>Porque, na prática, o exercício da ecografia vem de novo à questão. Uma mulher grávida e com filhos, poderia andar com o maninho na barriga e no fim dizer aos outros filhos que aquele mano não era para ficar em casa, era para ir viver com outra família.</p>
<p>Pergunto, que raio de segurança poderia ter uma criança quanto ao amor materno e paterno e sorte que também lhes poderia acontecer- ir para adopção, caso a mãe quisesse.</p>
<p>E é por isso que a condenação do aborto sempre foi uma questão moral- de condenação moral de um acto e não de impedimento mecânico dele e muito menos de resolução de engenharia social para problemas de infertilidade dos outros.</p>
<p>E a foto da ecografia mantem-se. Viam ou não viam? sabem que é a cegonha que trás o bebé ou o bebé está na barriga, vê-se porque todos vêem e depois uns ficam com eles e outros podem mandar para o lixo ou dar a quem querem?</p>
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	<item>
		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28538</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 18:42:41 +0000</pubDate>
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		<description>Eu sei que é algures por aí que tudo se coloca em relação à própria "identidade" do embrião e do feto. Na altura postei uns textos (um tanto ao lado) do José Gil que afloravam a questão do corpo e das enormes alterações que ocorreram com a sua "tomada" pela ciência moderna e, actualmente, com a sua "socialização científica" por virtude de alterações e manipulações que dantes não existiam.

Foi assunto que pensei precisamente por persentir que não existe uma coordenação emocional nem um status social e legal que estejam a par dessas alterações.

Até me informei do que acontece a um feto que morre e a partir de quando é enterro, ou até quando é propriedade do hospital.

Porque é algures por aqui que emoção, sentimento, responsabilidade, identidade, autonomia enquanto ente, diferente de órgão, ou cambiantes disto tudo se passa. 

E é também por isso que se fala no aborto e se esquece algo muito mais cretino que se passa nos bastidores da ciência- a manipulação genética e a criação in vitro. E a legislação é estranha, por cá é mesmo inexistente- uma vez que não foi aprovado nunca o estatuto jurídico do embrião (oscila a meio caminho entre propriedade a que só o fecundante poderá dar autorização de deitar fora com prazo de cerca de 10 anos (creio eu) e oscila também entre a total indiferença social pela sua fabricação como tratamento de infertilidade.

Ou seja- muitos dos defensores absolutos da vida, são os mesmos capazes de pagarem brutais tratamentos de fertilização in vitro, que dão direito a ir metade dos embriões em excesso para o lixo.

Do mesmo modo que as barrigas de aluguer fazem parte também de ditos direitos individuais onde toda a noção de reprodução enquanto fruto de acasalamento e amor e protecção de descendência também já foi abastardada.


Isto apenas para dizer que há limites emotivos éticos que nós, enquanto adultos, não sabemos sequer equacionar, quanto mais achar que é natural e benéfico as crianças entrarem neste mundo dos adultos e fazer disso uma mais valia social.

De um modo geral digo-te: nem oito nem oitenta. Nem o moralismo castrador que transformava tudo em secretismo e pecado e nem o neo-primitivismo que faz de todas as crianças uns seres bestializados, sujeitos a esses impulsos primários como os animais- fora de toda a aprendizagem de civilidade que até se ensina para comportamento à mesa, mas não se ensina para comportamento sexual e, ao mesmo tempo- uns micro-adultos num mundo realista onde não há espaço próprio e autónomo fora das "histórias e problemas dos adultos".

Defendo a manutenção de uma reserva de "mundo de Peter Pan". E sei que essa só se preserva contra o realismo, por enorme espaço de fantasia e imaginário e afastamento da vidinha novelistica dos adultos.

Mas, defendo também que uma educação dos dois géneros, implica uma aprendizagem de civilidade e cortesia, de respeito e pudor que é em tudo oposta- às meninas de 10 anos a mostrarem as pachachinhas aos meninos- como se fossem micro putinhas; e os meninos da mesma idade a enfirem-lhes os pirilaus, como se fossem micro chulinhos.

Porque, se é por aqui que começam, não se admirem depois de terem amantes por fora e espalharem doenças na parceira ou não respeitarem ninguém. Foi assim que começaram- nessa falta de educação de regressão à bestialidade pré-histórica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei que é algures por aí que tudo se coloca em relação à própria &#8220;identidade&#8221; do embrião e do feto. Na altura postei uns textos (um tanto ao lado) do José Gil que afloravam a questão do corpo e das enormes alterações que ocorreram com a sua &#8220;tomada&#8221; pela ciência moderna e, actualmente, com a sua &#8220;socialização científica&#8221; por virtude de alterações e manipulações que dantes não existiam.</p>
<p>Foi assunto que pensei precisamente por persentir que não existe uma coordenação emocional nem um status social e legal que estejam a par dessas alterações.</p>
<p>Até me informei do que acontece a um feto que morre e a partir de quando é enterro, ou até quando é propriedade do hospital.</p>
<p>Porque é algures por aqui que emoção, sentimento, responsabilidade, identidade, autonomia enquanto ente, diferente de órgão, ou cambiantes disto tudo se passa. </p>
<p>E é também por isso que se fala no aborto e se esquece algo muito mais cretino que se passa nos bastidores da ciência- a manipulação genética e a criação in vitro. E a legislação é estranha, por cá é mesmo inexistente- uma vez que não foi aprovado nunca o estatuto jurídico do embrião (oscila a meio caminho entre propriedade a que só o fecundante poderá dar autorização de deitar fora com prazo de cerca de 10 anos (creio eu) e oscila também entre a total indiferença social pela sua fabricação como tratamento de infertilidade.</p>
<p>Ou seja- muitos dos defensores absolutos da vida, são os mesmos capazes de pagarem brutais tratamentos de fertilização in vitro, que dão direito a ir metade dos embriões em excesso para o lixo.</p>
<p>Do mesmo modo que as barrigas de aluguer fazem parte também de ditos direitos individuais onde toda a noção de reprodução enquanto fruto de acasalamento e amor e protecção de descendência também já foi abastardada.</p>
<p>Isto apenas para dizer que há limites emotivos éticos que nós, enquanto adultos, não sabemos sequer equacionar, quanto mais achar que é natural e benéfico as crianças entrarem neste mundo dos adultos e fazer disso uma mais valia social.</p>
<p>De um modo geral digo-te: nem oito nem oitenta. Nem o moralismo castrador que transformava tudo em secretismo e pecado e nem o neo-primitivismo que faz de todas as crianças uns seres bestializados, sujeitos a esses impulsos primários como os animais- fora de toda a aprendizagem de civilidade que até se ensina para comportamento à mesa, mas não se ensina para comportamento sexual e, ao mesmo tempo- uns micro-adultos num mundo realista onde não há espaço próprio e autónomo fora das &#8220;histórias e problemas dos adultos&#8221;.</p>
<p>Defendo a manutenção de uma reserva de &#8220;mundo de Peter Pan&#8221;. E sei que essa só se preserva contra o realismo, por enorme espaço de fantasia e imaginário e afastamento da vidinha novelistica dos adultos.</p>
<p>Mas, defendo também que uma educação dos dois géneros, implica uma aprendizagem de civilidade e cortesia, de respeito e pudor que é em tudo oposta- às meninas de 10 anos a mostrarem as pachachinhas aos meninos- como se fossem micro putinhas; e os meninos da mesma idade a enfirem-lhes os pirilaus, como se fossem micro chulinhos.</p>
<p>Porque, se é por aqui que começam, não se admirem depois de terem amantes por fora e espalharem doenças na parceira ou não respeitarem ninguém. Foi assim que começaram- nessa falta de educação de regressão à bestialidade pré-histórica.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28532</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 16:25:53 +0000</pubDate>
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		<description>não, zazie, falava de se mostrar os vídeos das ecografias às outras crianças. isso, dizia eu, é que contribui para eles começarem a perceber que já está ali uma pessoa. eu nunca mostrei aos meus, há uma cultura familiar dos bebés que o dispensa nesse sentido, mas faz todo o sentido que a disseminação desse tipo de imagens altere a ideia prevalecente de que fora da vista ainda não há, nem é. a importância da visão para a concretude das coisas é tremenda. não estou, assim, a falar numa relação directa entre quem vai abortar e essa visualização, mas de um contributo para uma mentalização diferenciada da presente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>não, zazie, falava de se mostrar os vídeos das ecografias às outras crianças. isso, dizia eu, é que contribui para eles começarem a perceber que já está ali uma pessoa. eu nunca mostrei aos meus, há uma cultura familiar dos bebés que o dispensa nesse sentido, mas faz todo o sentido que a disseminação desse tipo de imagens altere a ideia prevalecente de que fora da vista ainda não há, nem é. a importância da visão para a concretude das coisas é tremenda. não estou, assim, a falar numa relação directa entre quem vai abortar e essa visualização, mas de um contributo para uma mentalização diferenciada da presente.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28530</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 15:22:38 +0000</pubDate>
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		<description>Portanto, não é à custa de haver albuns familiares e videos de mão-em-mão entre os que querem que o fiho nasça que se aumenta a sensibilidade quando os que não querem que nasça nem vêem. E nem lhes podem mostrar. 

Do ponto de vista médico apenas acho que não será coisa tão inofensiva o excesso de filminhos e intromissões nesse ser ainda por nascer. Por isso é que há países onde as ecografias são restringidas apenas ao absolutamente necessário.

Mas nada disto tem a ver com o aborto. Assim como os casos que dás exemplos nada têm a ver com a lei que foi aprovada nem negam a minha posição- que sempre foi a de abertura condicionada a uma série de items e até, porventura, apenas provisória, a ser colmatada com bombardeamento de anti-concpecionais nesses casos extremos (nesses casos que são problema social e não para toda a população, de forma indiscriminada e apenas "por direito".</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Portanto, não é à custa de haver albuns familiares e videos de mão-em-mão entre os que querem que o fiho nasça que se aumenta a sensibilidade quando os que não querem que nasça nem vêem. E nem lhes podem mostrar. </p>
<p>Do ponto de vista médico apenas acho que não será coisa tão inofensiva o excesso de filminhos e intromissões nesse ser ainda por nascer. Por isso é que há países onde as ecografias são restringidas apenas ao absolutamente necessário.</p>
<p>Mas nada disto tem a ver com o aborto. Assim como os casos que dás exemplos nada têm a ver com a lei que foi aprovada nem negam a minha posição- que sempre foi a de abertura condicionada a uma série de items e até, porventura, apenas provisória, a ser colmatada com bombardeamento de anti-concpecionais nesses casos extremos (nesses casos que são problema social e não para toda a população, de forma indiscriminada e apenas &#8220;por direito&#8221;.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28529</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 15:17:20 +0000</pubDate>
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		<description>Susana:

Confundiste a questão-
Eu não critiquei que se fizessem ecografias e que a grávida e o progenitor vissem o feto. Disse que é que ahvia aí um desfazamento entre o "corpo tomado pela ciência" e os afectos. A questão é complexa e não dá para a explanar aqui.

Mas é precisamente o oposto das consequências que tu lhe retiraste em relação ao aborto. Porque, umas das coisas que foi logo introduzida na lei foi o impedimento de se mostrar à grávida o feto em ecografia.

Precisamente com a finalidade oposta que tu disseste- "para não ver, porque olhos que não vêem, coração que não sente".</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Susana:</p>
<p>Confundiste a questão-<br />
Eu não critiquei que se fizessem ecografias e que a grávida e o progenitor vissem o feto. Disse que é que ahvia aí um desfazamento entre o &#8220;corpo tomado pela ciência&#8221; e os afectos. A questão é complexa e não dá para a explanar aqui.</p>
<p>Mas é precisamente o oposto das consequências que tu lhe retiraste em relação ao aborto. Porque, umas das coisas que foi logo introduzida na lei foi o impedimento de se mostrar à grávida o feto em ecografia.</p>
<p>Precisamente com a finalidade oposta que tu disseste- &#8220;para não ver, porque olhos que não vêem, coração que não sente&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: claudia</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28519</link>
		<dc:creator>claudia</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 08:55:15 +0000</pubDate>
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		<description>É só conversa, é so conversa. E depois espantem-se que os gajos dêem à sola?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É só conversa, é so conversa. E depois espantem-se que os gajos dêem à sola?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28518</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 03:26:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28518</guid>
		<description>nisso dou-te toda a razão. 
no entanto enquanto a lei dizia que todo o aborto era um crime isso não impediu o aborto. e era uma injustiça que as miúdas se submetessem ao aborto clandestino por falta de formação.
porque a moral pré-existente sempre desvirtuou o ser &lt;em&gt;in utero&lt;/em&gt; (situação que até o tal filmezinho da ecografia que há bocado condenavas tem contribuido para inverter). além disso há um sem número de crendice e fé na virgem maria que leva os miúdos a pensarem «que não vai haver gravidez». lembro-me de uma que os rapazes vendiam às raparigas quando eu era uma adolescente muito bem informada (parte por acção materna, parte por moto próprio, leituras) e que me deixava os cabelos em pé: que se ficassem de pé o esperma não subia. agora têm educação sexual na escola, pelo menos na disciplina de ciências aprendem o aparelho reprodutor e ainda mais alguma coisa em educação cívica. só posso acreditar que esta informação será útil. se se aproveitar para passar alguns valores e sentido de responsabilidade, então melhor ainda!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>nisso dou-te toda a razão.<br />
no entanto enquanto a lei dizia que todo o aborto era um crime isso não impediu o aborto. e era uma injustiça que as miúdas se submetessem ao aborto clandestino por falta de formação.<br />
porque a moral pré-existente sempre desvirtuou o ser <em>in utero</em> (situação que até o tal filmezinho da ecografia que há bocado condenavas tem contribuido para inverter). além disso há um sem número de crendice e fé na virgem maria que leva os miúdos a pensarem «que não vai haver gravidez». lembro-me de uma que os rapazes vendiam às raparigas quando eu era uma adolescente muito bem informada (parte por acção materna, parte por moto próprio, leituras) e que me deixava os cabelos em pé: que se ficassem de pé o esperma não subia. agora têm educação sexual na escola, pelo menos na disciplina de ciências aprendem o aparelho reprodutor e ainda mais alguma coisa em educação cívica. só posso acreditar que esta informação será útil. se se aproveitar para passar alguns valores e sentido de responsabilidade, então melhor ainda!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28517</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 03:11:34 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;em&gt;«mas também eu dou razão à zazie nisso da responsabilidade não estar formada. por não estar é que essas coisas acontecem, precisamente.&lt;/em&gt;»

Susana- faz o seguinte exercício. A partir de agora, o que a lei diz é que toda e qualquer ser humano, seja com essa idade em que a responsabilidade não está formada, seja naquela em que tudo está formado, inclusivamente a responsabilidade- tem por lei, direito a não ter responsabilidade a não ser a partir das 10 semanas. Depois de já ter feito o filho.

A questão é esta- é que a lei é igual para responsáveis e irresponsáveis, para ricos e para pobres, para problemas e sem problemas, para tudo- sem mais nenhuma exigência que a ideia que só há exigência de responsabilidade a posteriori.

E isto é um abastardamento de tudo- de todos os valores- é um retirar da "tabuleta" que dizia que isso não se faz.

E mais- é considerado doente, quem engravida e não quer ter o filho. De tal forma que até se desejou acabar com o juramento dos médicos obrigando-os a "encaminharem" para aborto ou a aceitarem a lei da doença da gravidez gratuita em SNS que é a vergonha do nosso país e que não funciona para quem está, de facto, doente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><em>«mas também eu dou razão à zazie nisso da responsabilidade não estar formada. por não estar é que essas coisas acontecem, precisamente.</em>»</p>
<p>Susana- faz o seguinte exercício. A partir de agora, o que a lei diz é que toda e qualquer ser humano, seja com essa idade em que a responsabilidade não está formada, seja naquela em que tudo está formado, inclusivamente a responsabilidade- tem por lei, direito a não ter responsabilidade a não ser a partir das 10 semanas. Depois de já ter feito o filho.</p>
<p>A questão é esta- é que a lei é igual para responsáveis e irresponsáveis, para ricos e para pobres, para problemas e sem problemas, para tudo- sem mais nenhuma exigência que a ideia que só há exigência de responsabilidade a posteriori.</p>
<p>E isto é um abastardamento de tudo- de todos os valores- é um retirar da &#8220;tabuleta&#8221; que dizia que isso não se faz.</p>
<p>E mais- é considerado doente, quem engravida e não quer ter o filho. De tal forma que até se desejou acabar com o juramento dos médicos obrigando-os a &#8220;encaminharem&#8221; para aborto ou a aceitarem a lei da doença da gravidez gratuita em SNS que é a vergonha do nosso país e que não funciona para quem está, de facto, doente.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28516</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 02:53:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28516</guid>
		<description>bom, mas também eu dou razão à zazie nisso da responsabilidade não estar formada. por não estar é que essas coisas acontecem, precisamente.

o que digo, é por conhecer uma série de casos em que havia família, educação, e a crença de que «eles ainda são umas crianças», onde houve abortos na adolescência. restam os outros ainda mais frequentes onde a família é disfuncional, a educação inexistente, os valores nulos. é por isso mesmo que defendo uma sensibilização para as inerências da sexualidade.

dizia o meu obstetra que a melhor educação sexual era a possibilidade de se assistir ao amor entre os pais e dei-lhe razão, mas não toda.

não creio, de resto, que se venda a ideia de que é bom e saudável ter relações sexuais enquanto ainda não se tem responsabilidade para tal. ninguém encoraja os adolescentes a começarem cedo, a não ser a sua própria cultura de bazófia. 
defendo, como a zazie, que há um ser humano a partir da concepção e que quem o fez é responsável pela sua protecção. mas também sei que é raro os filhos comunicarem aos pais as sua intenções e começos e que uma atitude condenatória é um óbice ao desejável diálogo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>bom, mas também eu dou razão à zazie nisso da responsabilidade não estar formada. por não estar é que essas coisas acontecem, precisamente.</p>
<p>o que digo, é por conhecer uma série de casos em que havia família, educação, e a crença de que «eles ainda são umas crianças», onde houve abortos na adolescência. restam os outros ainda mais frequentes onde a família é disfuncional, a educação inexistente, os valores nulos. é por isso mesmo que defendo uma sensibilização para as inerências da sexualidade.</p>
<p>dizia o meu obstetra que a melhor educação sexual era a possibilidade de se assistir ao amor entre os pais e dei-lhe razão, mas não toda.</p>
<p>não creio, de resto, que se venda a ideia de que é bom e saudável ter relações sexuais enquanto ainda não se tem responsabilidade para tal. ninguém encoraja os adolescentes a começarem cedo, a não ser a sua própria cultura de bazófia.<br />
defendo, como a zazie, que há um ser humano a partir da concepção e que quem o fez é responsável pela sua protecção. mas também sei que é raro os filhos comunicarem aos pais as sua intenções e começos e que uma atitude condenatória é um óbice ao desejável diálogo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: sem-se-ver</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28515</link>
		<dc:creator>sem-se-ver</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 02:44:30 +0000</pubDate>
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		<description>(e que fosse só literatura, zazie, seria sempre 'caramba, finalmente etc etc')

percebo a zazie. dou razão à susana.

dou razão à susana. percebo a zazie.

(ainda bem que não tenho filhos. posso ter opiniões ziguezaguantes sobre o assunto.)

(enquanto professora, e quando apelada a este assunto, sou zazie e susana. também se consegue, acreditem.)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>(e que fosse só literatura, zazie, seria sempre &#8216;caramba, finalmente etc etc&#8217;)</p>
<p>percebo a zazie. dou razão à susana.</p>
<p>dou razão à susana. percebo a zazie.</p>
<p>(ainda bem que não tenho filhos. posso ter opiniões ziguezaguantes sobre o assunto.)</p>
<p>(enquanto professora, e quando apelada a este assunto, sou zazie e susana. também se consegue, acreditem.)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28514</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 02:41:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28514</guid>
		<description>E mais. o caso da vida passar a ser opção científica e legal ditada pelo estado, sem mais condições nenhumas é a porta aberta para mandar fora um feto por qualquer outra mera questão de não interesse como a genética propõe e já defende. A eugenia tem a porta aberta e são os mesmos que a condenam que a abrira, Porque negaram a lei e a protecção ao ser formado e colocaram apenas 2 personagens em questão- os que o fazem- como vítimas desse acto e nao como seres responsáveis por esse acto e por essa vida.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E mais. o caso da vida passar a ser opção científica e legal ditada pelo estado, sem mais condições nenhumas é a porta aberta para mandar fora um feto por qualquer outra mera questão de não interesse como a genética propõe e já defende. A eugenia tem a porta aberta e são os mesmos que a condenam que a abrira, Porque negaram a lei e a protecção ao ser formado e colocaram apenas 2 personagens em questão- os que o fazem- como vítimas desse acto e nao como seres responsáveis por esse acto e por essa vida.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: zazie</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28513</link>
		<dc:creator>zazie</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 02:38:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28513</guid>
		<description>Não, não é. Porque abortar na adolescência é prova de que o sentido de responsabilidade não estava formado. E, toda a questão moral de se fazer um filho é essa. Alguém fez aquele ser que depois vai para o lixo. Este acto só pode ser tomado por inevitavel e exemplo de progresso não por sovas e agulhas de tricot (que é folclore de outros tempos) mas pelo facto de fazer passar a ideia que a responsabilidade por uma vida passou a ser decretada por lei e só começa à posteriori. Com datação de 10 semanas.

Pelo meio existe um hiato que tanto pode ser "escolha" de que o ser que se fez vai nascer e até já lhe dão nome; como opção que o ser que fizeram vai fora, porque afinal não há condições ou são todos irresponsáveis.


É isto. E é a isto que nunca ninguém me conseguiu responder sem introduzir os supostos dramas na história. Porque a lei não passou a dizer que é apenas em casos dramáticos. Não a lei e a pedagogia escolar da lei, passou a vender a ideia a &lt;b&gt; todo e qualquer adolescente ou adulto &lt;/b&gt; que um filho é algo mental. Depende de uam opção e nunca de uma responsabilidade. E essa sim- a responsabilidade está e deveria estar na cabeça de toda a gente que começa e acontece na altura em que a probabilidade de ele ser feito está em jogo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não, não é. Porque abortar na adolescência é prova de que o sentido de responsabilidade não estava formado. E, toda a questão moral de se fazer um filho é essa. Alguém fez aquele ser que depois vai para o lixo. Este acto só pode ser tomado por inevitavel e exemplo de progresso não por sovas e agulhas de tricot (que é folclore de outros tempos) mas pelo facto de fazer passar a ideia que a responsabilidade por uma vida passou a ser decretada por lei e só começa à posteriori. Com datação de 10 semanas.</p>
<p>Pelo meio existe um hiato que tanto pode ser &#8220;escolha&#8221; de que o ser que se fez vai nascer e até já lhe dão nome; como opção que o ser que fizeram vai fora, porque afinal não há condições ou são todos irresponsáveis.</p>
<p>É isto. E é a isto que nunca ninguém me conseguiu responder sem introduzir os supostos dramas na história. Porque a lei não passou a dizer que é apenas em casos dramáticos. Não a lei e a pedagogia escolar da lei, passou a vender a ideia a <b> todo e qualquer adolescente ou adulto </b> que um filho é algo mental. Depende de uam opção e nunca de uma responsabilidade. E essa sim- a responsabilidade está e deveria estar na cabeça de toda a gente que começa e acontece na altura em que a probabilidade de ele ser feito está em jogo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: susana</title>
		<link>http://aspirinab.com/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28512</link>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 02:24:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aspirinab.com/visitas-actuais/isabel/a-minha-historinha-de-merda/#comment-28512</guid>
		<description>é um problema social, cultural e, por vezes, apenas uma cedência a um impulso sem nada de anormal, zazie. dessa tal pedagogia de elite só tu estás a falar, eu estou a falar de elementar informação e educação para a responsabilidade. se se ensina a separar o lixo porque não se há-de ensinar a ecologia do corpo e a responsabilidade pelas acções do mesmo?

quanto aos abortos das adolescentes, ainda bem que é assim, que já não vão abortar às escondidas dos pais que lhes haviam de dar uma tareia ou expulsá-las de casa, esvaindo-se em sangue sem ninguém ver por causa da agulha de tricot mais acessível do mercado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>é um problema social, cultural e, por vezes, apenas uma cedência a um impulso sem nada de anormal, zazie. dessa tal pedagogia de elite só tu estás a falar, eu estou a falar de elementar informação e educação para a responsabilidade. se se ensina a separar o lixo porque não se há-de ensinar a ecologia do corpo e a responsabilidade pelas acções do mesmo?</p>
<p>quanto aos abortos das adolescentes, ainda bem que é assim, que já não vão abortar às escondidas dos pais que lhes haviam de dar uma tareia ou expulsá-las de casa, esvaindo-se em sangue sem ninguém ver por causa da agulha de tricot mais acessível do mercado.</p>
]]></content:encoded>
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