Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.



Era uma vez eu, e uma relação de 10 anos. Um dia acordei e tinha uma DST. Eu pensava que as DSTs eram fáceis de se saber que se tinha, pensava que se ficava roxo, ou com borbulhas, ou que caiam bocados. Pensava eu, que tendo uma relação monogâmica, e não tendo nunca tido, nem visto, nada roxo, com borbulhas ou a cair, estaria segura, e nunca teria DSTs. Fiquei pois, bastante surpreendida quando a médica me disse que tinha uma DST. Ao que parece há DSTs silenciosas. Então, pensei eu, e dado que era eu na tal relação de 10 anos que era assim mais a atirar ao promíscuo, devia ter apanhado a dita DST com o exnamoradeco anterior. Claro que antes falei com a outra metade desta minha relação de 10 anos. Contei-lhe que tinha uma DST e disse que se me queria contar alguma coisinha agora seria uma boa altura. Ele disse que não, e eu acreditei.
E toca de telefonar ao exnamoradeco, que até me dou bem com ele, nem tanto para averiguações, mais para o avisar para se tratar, coitadinho, que a tal da doença diz que pode causar entupimentos das partes que fazem filhos. E o exnamoradeco, graças a deus que me dou bem com ele, lá disse que eu devia estar enganada, que ele por acaso até tinha as análises em dia e estava limpinho.
Então voltei a falar com a outra metade da presente relação, e ele lá confessou, com uma historinha feita de encomenda para eu não me importar. E eu, que até sou uma pessoa coerente, não me importei. E continuei a relação de 10 anos por mais uns meses. Outro dias estava ele a mostrar-me umas coisas no computador, e apareceu na busca automática do Google o nome da corrente gaja que andava a comer (mesmo depois de saber que quando um gajo come gajas pode estar a transmitir DSTs). E eu pu-lo na rua, recuperei todas as chaves, alterei todas as passwords, e deitei fora toda a merda que durante 10 anos achei que durante todo o meu futuro seriam boas recordações do nosso passado.


  1. 1 Valupi

    Dá ganas de nada dizer, tal o desconsolo. Mas seria injusto não aplaudir a confissão. Porque as confissões têm essa função: limpar a merda.

  2. 2 rvn

    «deitei fora toda a merda que durante 10 anos achei que durante todo o meu futuro seriam boas recordações do nosso passado»
    Aparentemente errado, Isabel. Este desabafo deixa antever ainda alguma que ficou pelos cantos da sua alma. Livre-se disso, conselho de ruim cabeça. Não há creme anti-rugas para a amargura. Que mata, como saberá.

  3. 3 claudia

    Ainda não li o texto, mas a Isabel tem jeito para títulos. Só neste dou-lhe 20/20.

  4. 4 Ernesta

    Susana,

    Manda-lhe isto http://www.youtube.com/watch?v=GtPviLunCsQ e ele que se divirta a fazer uns coros com o Zappa…

  5. 5 Ernesta

    bolas susana, era para a isabel, pois claro…..

  6. 6 António

    Anda Pacheco! tlim tlim tlim tlim

  7. 7 sem-se-ver

    (beijo)

  8. 8 Zeca Diabo

    Moral da história: é necessário muito cuidado com a busca automática do Google!

  9. 9 António

    Como é que era a busca do google? “Gaja que ando a comer”??

  10. 10 susana

    para quem vê de fora é uma merda ainda mais merdosa do que andar a comer gajas por fora, essa merda de não usar uma merda de um preservativo.

  11. 11 isabel

    diz q usou. mas é naquela, tambem disse muitas outras coisas…

  12. 12 claudia

    10 anos é um bom pedaço de tempo…

  13. 13 Zeca Diabo

    1. Procuraste segunda opinião médica? Anda por aí muita gente mal preparada a exercer medicina e capaz de confundir uma zoonose com uma DST.

    2. Não é fácil deitar fora 10 anos da nossa vida. Vai doer, pá. É levantar a cabeça e seguir em frente.

  14. 14 Ernesta

    Zeca Diabo,

    Não se deita fora tempo algum. Guarda-se na memória. Podemos é ter saudades ou raiva. Apesar de nenhuma ser fácil, a raiva sempre nos faz correr o sangue e é disso que precisamos para nos sentirmos vivos quando estamos por dentro mortos.

  15. 15 susana

    aquilo que não nos serve nunca é completamente mau. e a vida é bem mais do que o amor romântico, ou muita gente que nunca o teve estaria bem tramada. em dez anos muito de bom acontece; deita-se fora a pessoa a mais, o que demora um bocadito, e a vida é nossa.
    vale saber-se que ele era «outro», como dizias. perguntava um amigo meu há uns tempos, numa altura em que sofri uma decepção, «mas olha, se tivesses continuado mais tempo iludida ainda teria podido ser pior, ou não? ainda bem que o soubeste.»
    por outro lado a infidelidade não significa falta de amor, significa apenas imaturidade. e a mentira significa cobardia. os mentirosos cobardes imaturos sem carácter também amam.

  16. 16 sem-se-ver

    amam. mas são merecedores de amor?

  17. 17 Ernesta

    susana, e agora é mesmo susana, levando ao extremo o que dizes quem nunca se ilude vive feliz. ora assim sendo, a verdadeira felicidade será dos cínicos e eu tenho de me recusar a acreditar nisso.
    por outro lado, a tal de infidelidade é pau de muitos bicos. é-se infiel a quê? não acho que seja falta de maturidade, acho só que, como uma amiga minha dizia há muitos anos, é um desquilibrio que nem chega a desíquilibrio. imperdoável só acho a mentira. consigo viver com tudo, menos com mentiras. só me mente quem acha que eu não consigo perceber a verdade e isso é um ataque directo à minha ingteligência. com isso não consigo viver.

  18. 18 susana

    mas achas que o que eu disse conduz a essa conclusão, levado ao extremo? não vejo assim. mas lá que prefiro a noção de realidade à doce ilusão, isso sim. no entanto podes experimentar maravilhas, enquanto iludida. e a experiência, propriamente dita, ter esse lado inegável (e iniludível, num certo sentido) de ser experiência

    quanto ao resto, completamente de acordo. na infidelidade, atribuo-a à imaturidade neste sentido: se há uma relação que pressupõe a dita «fidelidade», isto é um acordo entre as partes, creio. porque há também quem se conheça incapaz de cumprir tais ideais de comportamento e só aceite as chamadas «relações abertas». a incapacidade de lidar com um problema que é intrínseco à relação, ou ao próprio, denota imaturidade e cobardia. havendo amor, se alguém não é capaz de cumprir este acordo, é porque há algum problema. se o problema não pode ser tratado em conjunto, ou se uma das partes não consegue controlar os seus impulsos mais primários em nome de algo mais elevado, deve haver verdade. e, aqui, estou contigo: a mentira é que me mata. havendo amor. porque se não houver, há uma outra mentira e uma outra ilusão, mais grave ainda.

  19. 19 Ernesta

    falta fazer a grande pergunta, susana, e isso de amor é o quê?

  20. 20 susana

    ui, essa é uma grande pergunta, porque tem muitas respostas, ernesta. cada qual tem a sua e, mesmo assim, sem certezas…
    diria que há amor se cada um e ambos entenderem que há. nesse caso haverá confiança e a crença de que o amor é inabalável e que nem o sofrimento dá cabo dele. assim, enfrenta-se a dificuldade em nome do amor e acredita-se que dois a lidar com o problema é melhor solução do que só um a fugir.

  21. 21 sem-se-ver

    entenderem, ou sentirem?… (é a mesma coisa, no contexto?)

  22. 22 susana

    dada a subjectividade do sentir, no caso prefiro o entendimento, pois além de um lado cognitivo dá azo, também, ao entendimento entre eles… mas deixo à vontade do freguês.

  23. 23 Ernesta

    olha susana, só te posso dizer que se não fôr carne da minha carne, não faço a mínima ideia do que seja. ou talvez faça. paixão sei bem o que é, que dói nos ossos, amor não tenho a certeza. mas gostava de saber. ou de não saber…

  24. 24 susana

    mas eu acho que quando há amor se torna carne da nossa carne. é como um pacto de sangue (entre tantas outras coisas).

  25. 25 Ernesta

    da minha carne torna-se de certeza. mas o contrário também será verdade? e como se sabe?

  26. 26 susana

    sabe-se porque se quer. creio não haver um «como». é assim como se sabe da graça divina… ;)

  27. 27 Nik

    Eu chego agora e não percebo nada. Sem uma cronologia asseada nunca entendo coisa nenhuma. Atão a Isabel ao fim de 10 (dez) anos de relação e ralação ainda achava possível que a maleita fosse originária do ex-namoradeco? Ele era “ex” até que ponto, há quanto tempo? Se diz que era vomecê a mais promíscua, não tou entendendo memo nadinha. E a tal de DST era de que tipo? Porque há-as de vária perniciosidade, e isso faz muita diferença na história. Por mim, não estaria disposto a verter nem uma lágrima por um simples esquentamento, se me faço entender. Os que apanhei foram sempre por minha culpa, burro do caraças. Boa noute.

  28. 28 Ernesta

    lá vamos nós outra vez para a tal de ilusão que, a maior parte das vezes, parece a felicidade. (bem, este papel de advogada do diabo não é bem o meu, mas tenho de justificar on cognome…)

  29. 29 sem-se-ver

    ernesta,

    se do sentimento enquanto tal, nunca se sabe, nunca se tem a certeza (sentimento do outro); se das suas manifestações, sim.

    e também de quando acaba. de quando já não há.

    e isso é o que me perturba mais: porque acaba? como? quando?

  30. 30 Ernesta

    é isso, sem se ver. o amor é como tu - nota-se bem quando acaba mas é difícil de se perceber enquanto é. sem se ver enquanto dura.
    quanto às suas manifestações, caimos outra vez na pescadinha de rabo na boca - o que é o se que se manifesta? só depois de o sabermos o podemos ver. ou deixar de o ver.

  31. 31 susana

    aí, acho muito mais fácil saber porquê acaba do que saber porquê começa.
    as mais das vezes acaba porque nunca começou.

  32. 32 Ernesta

    e com isto fiquei também eu curiosa. acho que só amei uma única vez na minha vida. isso ao contrário das paixões, que foram muitas. amei, e senti-me amada, quando deixei de ter só hoje e agora e consegui olhar para amanhã. e sabia que o amanhã ia estar lá e nós iamos lá estar também.

  33. 33 susana

    ora viste, ernesta: sabias porque sabias…

  34. 34 Ernesta

    se nunca começou não pode acabar, susana.

    e não sabia. vivia. soube depois.

  35. 35 susana

    pois, ernesta, estava a falar da tal ilusão.

    se não sabias, porque dizes «sabia que o amanhã ia estar lá e nós íamos lá estar também»?

  36. 36 Ernesta

    na altura não percebi, que queres, as histórias de encantar eram diferentes, que amor era isso mesmo. acreditar. ter esperança. não duvidar nunca. viver em paz.
    acho que é muito mais fácil identificar uma paixão.
    o outro também não dizia que era fogo que ardia sem se ver?

  37. 37 sem-se-ver

    acho fácil saber porque o amor começa. (a paixão, pelo contrário, é inexplicável). porque acaba, não. porque, as mais das vezes, ou é inexplicável ou as explicações são tão comezinhas que apoucam o amor que se sentia.

    algo assim.

    (penso que a ernesta não sabia porque vivia sem saber; e só depois soube o que vivia antes. parece-me lógico. ie, acontece. pode acontecer assim.)

    (que sei eu? já é tão tarde…)

  38. 38 susana

    viver, acreditar, ter esperança, não duvidar nunca, ter paz - e isso não é saber? é haver amor…

  39. 39 Ernesta

    sem se ver,

    vi-te perfeitamente.

  40. 40 sem-se-ver

    ou falta dele, susana…

  41. 41 Ernesta

    seja o que fôr, só consegues medir tudo isso se tiveres um ponto de referência, já dizia o Einstein… muitas vezes só percebes o que era quando, depois de perderes, somas as partes e percebes finalmente o todo. porque, como diz e bem a sem se ver, no amor é difícil perceberes quando começa, mas fácil de notares quando acaba e, enquanto dura, não há perspectiva suficiente para ser avaliado,

  42. 42 Ernesta

    e já agora, dei por mim a tentar perceber as diferenças entre amor e paixão. pareceu-me, assim de repente, que a paixão vive dela própria e existe enquanto é perceptível. quando acaba torna-se em algo que nos parece impossível de ter acontecido. o amor é o contrário. não se dá por ele exactamente porque nos entra na carne como se fizesse parte de nós. só se percebe que lá estava quando se perde.

  43. 43 susana

    lá está: cada um(a) tem a sua experiência. a minha não é semelhante.

  44. 44 z
  45. 45 Ernesta
  46. 46 claudia

    Não entenderam nada. A paixão é um espirro. O amor, uma diarreia.

  47. 47 pedro oliveira

    e o que a motivou mais a deixar os 10 anos na memória do disco rigido guardado num ficheiro com nome que vai tentar apagar devagarinho, a “facadinha” ou a mentira?

    vilaforte

  48. 48 isabel

    ora ca vai uma resenha de respostas…
    podia ter sido pior, podia, podia ter descoberto quando já tivesse filhos (se é que os posso ter), quando a medica, em vez de me dizer q tenho clamidia, me dissesse que tenho sida.
    nao foi so a mentira, nao foi definitivamente a infedilidade, que com a infedilidade vivi eu bem ainda um par de meses (se bem que com uma certa dificuldade em controlar impulsos de ver telemoveis e afins). Foi mais instinto de sobrevivencia, que a ameaça da sida pairaria sobre a minha cabeça, e a puta da falta de respeito de ter reincidido depois de conhecer os riscos. Isso, e ter andado a gastar dinheiro com as gajas, enquanto que discutia comigo por eu querer ir jantar fora com ele “porque estou em dificuldades e nao posso gastar dinheiro nessas coisas”.
    E pronto, deste assunto tou arrumada, siga pra bingo, como diria a outra :)

  49. 49 susana

    o “podia ter sido pior” já era uma generalização (relativa ao deitar fora 10 anos de vida, etc) e uma ironia na onda do «enquanto mal nunca pior», à portuguesa. acho que não, não podia ter sido pior. mas ainda bem que não foi.
    e claro, o pior não é a infidelidade, é essa prova de desrespeito que te coloca à mercê do acaso. pôr a tua vida em risco.
    clamídia. que coisa.

  50. 50 agent

    Já por aqui tudo se disse e só me restará dizer que o “Aspirina” tem aqui a melhor contratação da época. Parabéns aos dois e venham mais “golos”, bonitos como este.

  51. 51 jcr

    Por causa de clamídia? E de um nome na busca automática do google? Bem, é mesmo uma historinha de merda

  52. 52 Comendador Antunes de Burnay

    Isabel, estatísticamente todos nós temos uma historinha de merda na vida. Maneiras que o horizonte está limpo..

  53. 53 zazie

    Que raio de coisa é essa da clamídia? até parece nome de bolbo de planta das Antilhas

    “:O)))

    E essa treta demora 10 anos a incubar?

    c’um caraças- há todo um mundo que desconheço. Ou foi sorte, ou muito asseio, mas nunca conheci clamídias em toda a vidinha.

    Agora 10 anos e mais uns meses para tirar dúvidas é muito castiço. Assim como assim, mais outros 10 em cima e aproveitar para ir tirando as dúvidas por fora.

  54. 54 zazie

    Até porque estas coisas parece que se curam como as bebedeiras, com outra em cima. Quem sabe se a clamídia não se pirava, se arranjasse um clamídio nos intervalos…

    Mas pronto. Sou péssima a moralizar traições farmacêuticas.

  55. 55 zazie

    hummm… estive a ver no Google. Diz que demora 1 a 3 semanas a manifestar-se. Então tá bem. È capaz de ter sido uma Clamídia com Alzheimer

  56. 56 sem-se-ver

    mas nem todas envolvem clamidias, comendador.

    (que coisa)

    (outro beijo para ti, isabel)

  57. 57 Comendador Antunes de Burnay

    Não, nem sempre envolvem Clamidias, sem-se-ver. Às vezes envolvem Natashas. Outras é mais Marlenes…

  58. 58 susana

    zazie, não demora 10 anos. ela é que acreditou no rapaz e então pensou que pudesse ter sido infectada numa vida anterior…

    comendador, a clamídia é perigosa. se não for detectada a tempo pode infectar as trompas e até provocar infertilidade.

  59. 59 zazie

    Pois… numa vida com 3 semanas de “anterioridade”´

    ehehe

    Estou com o Burnay- ele há muitas Natashas, Clamídias e Floribelas ao gosto do freguês. A parte que achei patusca foi o tomar balanço de 3 semanas.

    De qualquer forma, espero mesmo que seja apenas literatura, já que ninguém tem nada a ver com a vida íntima de cada um- com clámídias ou pascácios, tanto faz.

  60. 60 susana

    que é isso do tomar balanço de 3 semanas?

  61. 61 Comendador Antunes de Burnay

    Sei das clamideas, Susana. E sei que a Isabel já teve a historinha de merda a que, estatísticamente, todos temos direito na vida. Pelos meus cálculos, a Isabel terá uns trinta anos, aposto a comenda em como é uma mulher linda e interessante. Logo, o que eu queria mesmo dizer é que a Isabel (e reportando-me aos valores de esperança média de vida)terá os próximos quarenta e nove anos sem vestígios de historinhas de merda. Nada mau…

  62. 62 zazie

    Não me perguntes a mim. Eu limitei-me a ler a historinha (que acredito que seja literatura) e lá é que vem que ainda esteve 3 semanas de tolerância e só depois saltou fora.

  63. 63 zazie

    Por isso é que achei piada à história. É toda à matrix- realidade virtual por pesquisa no Google que leva a uma gaja chamada Clamídia; viagem no tempo de 10 anos para colmatar 3 semanas de incubação e mais 3 para preparar balanço de indignação de dor de corno

    “:O)))

  64. 64 susana

    não leste com atenção, zazie. ela conta que descobriu a doença e confrontou o homem com quem estava há 10 anos, que negou a infidelidade. então pensou que pudesse ter sido o gajo anterior. descobriu a sua ingenuidade e o rapaz lá confessou. ela perdoou e continuou mais uns meses. até descobrir (com essa história da pesquisa no google, cujos contornos específicos desconheço) que era uma prática corrente e não tinha sido um caso pontual. como ela mesma diz no comentário, foi aí que cortou, não fosse a próxima facadinha trazer sida para casa.

    comendador, antes fosse assim. sabe que as estatísticas pouco dizem dos casos individuais… é como nos impostos: há sempre uns que pagam mais. e, tal como aqui, nem sempre paga mais quem mais ganha.

  65. 65 zazie

    então pensou que pudesse ter sido o gajo anterior

    Exacto. Ora se o gajo anterior existiu, na historinha, em flashback de 10 anos antes e a doença demora apenas 1 a 3 semanas a incubar, cá está o que eu disse- é matrix- viajou no tempo.

    Mas já percebi que é uma série- até começou com aquele outro post onde também havia troca de género e no fim aparecia a Outra. Afinal era a Clamídia.

  66. 66 zazie

    Quem viajou no tempo, foi o tal gajo de 10 anos antes, que aparece umas semanas antes a incubar uma clamídia que depois passa para narrativa ao ralenti e só vem a dor de corno 3 semanas depois. Ainda que aqui, tenha começado logo pelo último capítulo.

    ehehe

  67. 67 Comendador Antunes de Burnay

    (Bem Susana, está a destruir o meu imaginário. Só falta vir dizer-me que a Isabel não tem trinta nos e não é uma mulher linda interessante…)

    (Deixe-me acreditar naquilo que quero…)

  68. 68 sem-se-ver

    a clamidia pode demorar 10 anos a revelar-se.

  69. 69 sem-se-ver

    mas leva bastante menos a provocar lesoes irrecuperaveis no aparelho genital feminino, e, como bem disse a susana, podendo provocar a infertilidade.

    donde, comendador, de pouco serve à isabel (enfim, espero bem que não seja o caso!!!) ter 30 anos e uma vida pela frente, não acha? não há natasha que se equipare a isto, há?

  70. 70 sem-se-ver

    20, 30 ou 40…

    (que coisa)

  71. 71 Nik

    Estamos a falar duma dst que afecta anualmente cerca de 1% da população americana, i.e. 2.800.000 (dois milhões e oitocentos mil) pessoas/ano. Neste paraíso da higiene pública que nós somos, nunca afectará menos de 120.000 pessoas/ano. Acham que é mesmo um assunto para perder mais de 1 minuto/ano? Quanto às complicações que podem surgir, também a gripe, a constipação e a prisão de ventre as têm. A infidelidade, esse sim, é um assunto.

    A zazie hoje parece estar em forma. Se calhar apanhou alguma dst que a tornou engraçada.

  72. 72 zazie

    Passo já a historieta. Pensava que era mero exercício de escrita. Se é verdade, são pelo menos, 3 pessoas vítimas dessa boa porcaria.

  73. 73 Pilar

    Siga para bingo? Conheço bem essa frase (infelizmente). No entanto fiquei tão confusa como a Zazie. Se a Isabel era a parte promiscua e até foi perguntar ao exnamoradeco qualquer se era ele quem tinha a DST, pressupõe-se que esse exnamoradeco qualquer fosse coisa que a Isabel mantinha em simultâneo com a relação de 10 anos (percebi mal?). Assim sendo, porque não haveria a outra metade da relação de 10 anos de fazer o mesmo? Percebi tudo mal? Ajude-me Comendador.

  74. 74 zazie

    É que eu julgava mesmo que era um conto de infidelidade infecto-contagiosa em formato matrix.

  75. 75 z
  76. 76 Nik

    Há um pormenor curioso no relato de Isabel: é o “ex-namoradeco anterior”. Ou seja, se bem entendo português, eram vários os ex-namoradecos possíveis naquela história promíscua, ela só perguntou ao último da fila. E depois o mau da fita é o gajo, o namoradeco sem ex, porque lhe pegou a clamídia… Francamente, eu já não tenho a certeza que assim tenha sida, perdão, que assim tenha sido.

  77. 77 zazie

    Agora para aliviar o ambiente: o comentário mais engraçado foi o da Susana: «como ela mesma diz no comentário, foi aí que cortou, não fosse a próxima facadinha trazer sida para casa.»

    O sacana do traidor é um super-homem. Carrega a Clamídia na maior, continua a fornicar a amante com Clamídia e a oficial também e ainda ia apanhar sida nas calmas e só a desgraçada da cara-metade é que fica doente

    “:O)))))))

  78. 78 zazie

    é caso para dizer que corno esquentado, de água fria tem medo

    ehehe

  79. 79 rvn

    zazie,
    Em boa forma, hoje. Vá, diz-me: esse teu lado impiedoso é latex protector ou é apenas o tal charme matador que me encanta?

  80. 80 susana

    nunca é demais chamar para esta história o látex protector, de facto, rvn…

  81. 81 Ernesta

    qual látex Susana. Estas coisas apanham-se todas on a toilet seat….

  82. 82 agent

    Eu oiço quase diariamente relatos e confissões de infidelidades de alguns colegas e amigos que possuem relacionamentos (aparentemente) estáveis, não oiço discussões sobre os limites do amor e da paixão - que sentem pela “amiga” ou pela “encornada” - ou da problemática das respectivas diferenças. A infidelidade não lhes é um problema, é um escape. Por vezes, até, um modo de vida.
    Acredito mais que estes homens estejam confortavelmente acomodados a uma vida de rotinas e padrões sociais (por eles) inquestionáveis (então se já houver filhos na história…), do que estejam numa de partilhar uma bela história de amor (ou de paixão) com uns “desequilíbrios” ou umas “imaturidades” inconsequentes pelo meio.
    Mas um homem que tem um descontrolo desmesurado da sua braguilha também ama? Ama pois, ama as pernas da coleguinha, o decote da brasileira e empregada de mesa do restaurante onde vai almoçar, … e até tem uma paixão secreta pelas novas mamas da Luciana Abreu. Bem boas, por sinal.

  83. 83 susana

    claro, agent. essa é a programação ecológica do homem. assim como a das mulheres é fazer família. e não é cultural, é biológico. por isso é que quem queira fugir um pouco à biologia em troca do pensamento está geralmente fodido. mas não é líquido: nem todos são tão básicos. só quase.

  84. 84 isabel

    parece que afinal ainda nao segue pra bingo.
    passo a explicar.
    A clamidia pode ser uma doença silenciosa, e como tal nao apresentar sintomas. Fiz analises a DSTs por outros motivos, e acusou clamidia. Sendo uma doença silenciosa, posso te-la tido uma semana ou um ano, ou 10, nao faço ideia. Estando a minha mente tranquila, confrontei a cara metade, ele disse q nao, e eu tudo bem, falei com o ex namorado que na minha opiniao na altura, seria a pessoa de quem eu a teria apanhado. Pelos vistos nao foi. Quando digo que sou eu a promiscua desta relaçao, queria dizer que tenho, aparentemente, uma postura mais aberta perante relaçoes, tenho sempre na boca “ah e tal, um gajo pode sempre acontecer-lhe qualquer coisa e ser infiel, acontece” por acaso a mim nao aconteceu e sempre fui fiel. E era eu que nao era virgem quando entrei nesta relaçao.
    Confrontei entao o presente namorado e ele confessou “uma facadinha”
    Uns meses depois, na tal busca do google, confrontei-o novamente, e ele confessou ter um problema, confessou que afinal foram dezenas de facadinhas (sempre com gajas diferentes), e que continou a dar facadinhas mesmo depois de saber que me podia estar a colocar em risco, ou seja continuou a dar facadinhas depois de termos curado a clamidia (que nele tambem foi silenciosa).
    Pá, posso estar a ser histerica, e a sida nao se pega usando preservetativo e tal, mas foda-se, jogai vós a essa roleta russa que a mim nao me apetece. Isto pra nao falar de HPV, que diz que se pega nem que estejas encapotado em pelicula aderente, de candidiases recorrentes, e de outras merdas que nem quero falar.
    Pronto, desta vez é que tenho mesmo dito.
    arrumei.
    E sim, tenho essa idade e sou linda e deslumbrante
    :)

  85. 85 Valupi

    É muito bom falar-se com esta frontalidade sobre o lado da responsabilidade ligado ao sexo e ao afecto. Neste caso, diz respeito às doenças contagiosas. Mas há outras dimensões, igualmente escondidas pela imbecil e cobarde hipocrisia.

  86. 86 Comendador Antunes de Burnay

    Eu sabia! Eu sabia! Enfim, posso agora ir em paz para fim de semana…

  87. 87 rvn

    Isabel,
    Tudo dito coisa nenhuma, digo eu. Bora lá então falar da coisa séria desta conversa. A DST, clamídia, esquentamento,comichão? Nada disso. Do conceito de ‘corno’, única infecção que me parece afectá-la com risco de permanência. E não é ‘tudo dito’ porquê? Vai-me perdoar, mas pelo risco de contágio. Passo a explicar.
    Li as suas palavras do post original e não as achei originais. Mas não tinham que o ser, era o que mais faltava, exigir a quem exprime a sua dor mais íntima que o faça com requintes e flores para os mirones. No primeiro (e único) comentário que lhes fiz, disse o mesmo que agora repego, por insistência na chaga. ‘Livre-se da amargura’, sugeri. Livre-se da amargura, insisto agora, que lha vejo maior e mais corrosiva que (não) julguei.
    Percebo sem dificuldade a questão do preservativo, é descuido de pulha. Percebo que não seja agradável (escolha outro adjectivo, não será por isso) saber que a pessoa que amamos passeia a líbido por outras camas. Mas esse conceito de corno, de engano, de traição, de deslealdade, é filho directo de um outro que eu não consigo conceber na relação entre duas pesoas adultas e tão conscientes quanto lhes permita a paixão: o conceito de posse, de exclusividade de direitos sobre alguém e as suas escolhas. O rótulo de ‘és meu’ (ou ‘és minha’, que quem diz que o ciúme é feminino é imbecil maior que o nunes e devia ser regulado por decreto, por não regular) é um absurdo que se revela na frustração que agora sente, traída no que só lhe pertenceu enquanto a química a dois funcionou. Enquanto ‘ele’ foi dos dois. Expor-se assim, como o faz, será corajoso e até terapêutico, quem sabe, mas aumenta mais o fardo que já carrega, põe mais tijolos no saco de culpas que se esforça por fingir não carregar.

    Permita-me uma opinião pura e dura, ordinária no verbo mas antibiótico indicado para a gripe do seu coração: cague nisso. Vou repetir, com intenção mais pedagógica que escatológica: cague nisso, amiga. D’alto. Enterre, jogue fora, deite ao mar, se não conseguir o ideal, que é esquecer. Só nesse dia recomeçará a viver, acredite. Com ou sem DST.
    Aceite os meus cumprimentos, sinceros mas desprovidos de lágrimas de compaixão que reservo para a morte ou para casos sérios de miséria. E que você dispensa, por estar longe, longe disso.

  88. 88 isabel

    rvn: nunca quis possuir ninguem, mas julgo-me no direito de saber que riscos corro. Se querem ser-me infieis, é uma discussao, se ao ser-me infieis estao a colocar em risco a minha saude e as minhas hipoteses de ter filhos já é uma historia completamente diferente.
    Nao deixa de ter graça a maneira como cada um le uma historia, por muitos pormenores e frontalidade que esta que tenha, e a adapta as suas vivencias e opinioes pessoais…
    Sim, estou azeda, amarga e insuportavel, mas este blog ao que parece é analgesico, era pra ver se me passava :)
    abraços e bom fim de semana, pode ser que o sol me deixe mais bem disposta e venha falar dos 200 euros q gastei em maquilhagem que nao sei usar, ou qualquer assunto assim mais bem disposto.

  89. 89 rvn

    isabel,
    Analgésico e antipirético, não anti-pirados, ou não me encontraria você por aqui. Goze o fim de semana e essa ninharia de estar viva, luxo maior. E grátis.

  90. 90 Ernesta

    um corte de cabelo, Isabel. é sempre o mais indicado para melhorar a disposição, que isso da maquilhagem também me causa os mesmos problemas…

  91. 91 susana

    já somos três nisso da maquilhagem. eu, ainda por cima, detesto ir ao cabeleireiro, às compras idem… um prestador domiciliário de cortes de cabelo e roupa ao gosto e medida, isso é que seria um nicho de mercado (se fosse em conta, claro está).

  92. 92 Comendador Antunes de Burnay

    Susana, somos quatro nisso da maquilhagem.

    (Um amigo meu, também Comendador, já explora esse nicho de mercado.Manda dizer que é em conta…)

  93. 93 susana

    ok, mande o número, que eu já estou cliente.

  94. 94 Ernesta

    ir ao cabeleireiro também não gosto, mas um cortezinho giro é do melhor para nos sentirmos gente. se a isabel quiser também lhe posso dar o remédio que usei durante muitos anos quando me levantava mais sorumbática - uma saia curta e um prédio em construção.eh pá, pôe gaja boa nisso, que até nos sentimos estrelas de cinema…

  95. 95 Comendador Antunes de Burnay

    (De onde se verifica que o Comendador não estava preparado para tanta, digamos assim, jactância)

    (E, não estando preparado, sai pela esquerda baixa)

    (Touché…)

  96. 96 susana

    disso também usei, ernesta: vestidinho curto e justo + passeio no cais faz maravilhas pelo ego. mas só pelo ego - e nestas coisas nem tudo é narcísico…

  97. 97 Valupi

    Ai a cultura trolha eleva a auto-estima das mulheres?!… Afinal, tivemos sempre razão.

  98. 98 Comendador Antunes de Burnay

    Por isso é que eu, cheio de salamaleques, sempre a deixá-las entrar primeiro nos elevadores enquanto, solícito, seguro as portas, não me safo.

    (Tarde demais para mudar, uma vez tentei um regenerador “Ó booooaaaa!”, mas não me saí bem)

  99. 99 rvn

    val,
    Ai, a alma feminina, meu amigo! Esse armazém de fatos do La Féria…

  100. 100 susana

    eleva, pois. nessa cultura há muita elevação.

  101. 101 rvn

    susana,
    subtil piada de cintura.

  102. 102 susana

    e de vespa, diga-se.

  103. 103 Pilar

    O comendador é mentiroso. Safa-se e muito bem.

    Isabel, esclarecida, obrigada, agora entendi bem. E siga para bingo sim, sigamos portanto.

    A cultura trolha eleva a auto estima quando é aplicada por comendadores (deve ser pelo desconcerto, sei lá).

  104. 104 Ernesta

    Alguém que me entenda, susana…mas oh! se eleva… e lembras-te daquele anúncio da Pepsi com um lavador de janelas? Era Narcíso?
    meus senhores, de trolha todos vós tendes um pouco. e eu prefiro um gaja boa gritado de um andaime que um gaja boa entalado na garganta enquanto, gentilmente, me abrem a porta do carro.

    ernesta, de plumas e lantejoulas para o valupi perceber melhor a metáfora…

  105. 105 zazie

    cabeleireiros? roupa? prédios em construção…?

    Mas vós sois muito taralhocos? desde quando é que um prédio em construção é afrodisíaco? e aquela treta da tesoura e da caspa que se apanha e mais a conversa de treta, nos cabeleireiros…

    V.s querem remédio santo (sem ser o que toda a gente conhece) para soltar a fanga?

    Dançar na rua! dançar em casa, dançar no escritório, dançar onde quer que seja. Isso sim- uma rumba, um mambo, um chácháchá e fica-se como novo

    “:OP

  106. 106 zazie

    Cheguei a exigir um fio telefónico de 5 metros, num local onde trabalhei, para o meu escritório e os toinos nunca descobriram que era para isso mesmo. Metia os fones e lá saltava uma rumba ao fim da tarde

    “:O))))

  107. 107 zazie

    Agora essa de passear no cais e apanhar com bocas foleiras… Uma vez ia toda afogueada porque estava cheia de febre e o raio de um trolha ainda teve o desplante de dizer: “é só saúde”

    “:O)))))

  108. 108 susana

    :D sempre apanhaste um trolha muito educado, zazie! geralmente são frases mais… cruas. quanto à dança, plenamente de acordo, mas não se falava em afrodisíacos. a dança faz pela disposição, não pela auto-estima.

  109. 109 zazie

    Agora a sério. Não existe traição sexual. A única coisa que nunca perdoaria a ninguém era deixar de me ter estima, de me querer bem, de me respeitar.

    E isso pode acontecer até entre amigos. Trair a estima que se tem a alguém por motivos de despeito ou outros mais mesquinhos é a única coisa verdadeiramente indigna. E essa sim, basta para cortar relações.

    O resto não existe. É questão de savoir faire. E ninguém quer verdades. O que queremos é que nos preencham espaço- e a verdade não ocupa lugar

    “:O)))

    De resto acho que só fui alvo de uma micro traição menor num rol que não vem ao caso. E até foi porque o idiota encasquetou que eu é que andava a fazê-las. Coisa de pieguices, está visto. Porque eu nem estava. Gosto de tudo muito no seu lugar- quando era saison de flirt não havia legitimidade para nenhum se achar o exclusivo;quando era de exclusividade sempre foi para sempre.

  110. 110 zazie

    A dança não faz pela auto-estima? c’um caraças…

    Mas a auto-estima nunca se perde. O que se pode perder são companhias ao lado. E isso é o que mais há à solta.

    Agora perder a auto-estima por causa de um prazer que outros tiveram? fónix. Desde que não me tirem nada da boca…

    Dançar sim, é mesmo o melhor estímulo, juntamente com um bom mergulho no mar. E, para mim, uma caçada às gárgulas.

  111. 111 Ernesta

    zazie, dançar danço eu, e muito. a maior parte das vezes na corda bamba…. mas olha que a música é outra, que essa do É Só Saúde fazia-me trepar ao andaime com manias de hipócrates e dar-lhe uma amostra da saúdinha, que uma gaija nessas alturas quer é piropos, não é diagnósticos….

  112. 112 zazie

    Além do mais aquilo de que gostamos verdadeiramente nunca se perde. Tenho por certa esta ideia. Voltam sempre. Mesmo quando voltam tarde de mais porque o lugar já está ocupado.

    Mas voltam se soubermos mudar os carris a tempo.

  113. 113 rvn

    zazie,
    se te apanho a trepar nos andaimes, dando amostras, nunca mais te falo.

  114. 114 zazie

    Agora é claro que ninguém flirt 10 anos. Dez anos é tempo para casamento. E o problema muitas vezes está aí. Confunde-se o tipo de relacionamento apenas porque há quem precise de companhia por qualquer preço. Dez anos juntos e tipo de relação com facadinhas é flirt ou casamento com amante por fora. Menos que isso é engano no cardápio.

    Dez anos é para se constituir família, não é para andar a pensar em “outras” e “clamídias”.

  115. 115 zazie

    ehehe

    Trepei nada em andaimes
    “:O)))))

    Mas que história foi essa do prédio em construção ser afrodisíaco. Mato-me a rir com estas conversas de adolescentes

    ehehehehe

    “ter um prédio faz muito bem ao ego”. E ir ao cabeleireiro também

    loooooooooooooooooooollll

  116. 116 zazie

    Mas é claro que é bom flirtar-se muito antes de se meter em coisas a dar para o sério. Quanto mais não seja para manter uma boa corte disponível em caso de reforma ou saltada fora

    ehehe

  117. 117 susana

    ora então, finalmente, estás de acordo…
    eu também nunca fui traída, que o saiba e, comigo, foram bem mais de 10 anos. mas olha que o caso de estudo em análise encaixa que nem ginjas nos parâmetros da falta de respeito, da consideração e da estima.

  118. 118 susana

    epá, zazie, a mim o cabeleireiro também não faz coisa alguma. já os piropos, a não ser quando se é adolescente e se pensa «não querias mais nada», provocam sempre um sorriso. e sorrir é como dançar.

  119. 119 zazie

    Ernesta:

    «e eu prefiro um gaja boa gritado de um andaime que um gaja boa entalado na garganta enquanto, gentilmente, me abrem a porta do carro.»

    Esse era o estilo BA dos intelectuais dos jornais. Uns grunhos de esquerda, mais grunhos que mil trolhas juntos, e sempre todos salamaleques a abrir a portinha do restaurente ou a puxar a cadeira. E, na volta, mal a moça virava costas era corte-e-costura com direito a comparações íntimas que até metia raiva.

    Agora devem ter-se reciclado em politicamente correcto. Dá para os apanhar aqui na blogosfera- sempre com ” a mulher” na boca, se é para defender aborto e escaparem a responsabilidades e logo a seguir é a a vaca, a não sei quantas e mais o rol da psicanálise de algibeira.

  120. 120 zazie

    Sim, os piropos também sempre achei piada. Mas é claro que sou realista. Tenho uma amiga que também defendia muito a eternidade dos piropos e de outras coisas como aprender karaté aos 40 anos, para defesa pessoal em caso do piropo ser mais grunho. E queria convencer-me a amochar no colchão com o karaté porque, dizia ela,´com um treino de uns bons anos, era remédio infalível e podia andar sozinha na rua à vontade.

    Está visto que eu lhe disse logo que, sendo assim, preferia comprar uma pistola, porque não estava a ver assédio de piropo a velhinhas.

  121. 121 zazie

    «o caso de estudo em análise encaixa que nem ginjas nos parâmetros da falta de respeito, da consideração e da estima.»

    Não sei, não li essas passagens por pudor. Pensava que era literatura. De qualquer forma garanto-te que só há falta de respeito, consideração e estima se se escolher um fraco para companhia.

    Um homem forte pode ser o maior sacana mas nunca te desconsidera. O problema está todo nos fracos.

  122. 122 zazie

    Por isso é que é um disparate falar-se em “igualdades sexuais” e trocarem-se papeis. Fora isso, uma enorme dose de educação e até distância no que é para ficar sempre preservado também impede faltas de considerações.

    Mas sei que isso é difícil porque o instinto de conservação leva à aceitação de muita coisa que nunca devia começar.

  123. 123 zazie

    Mas também está visto que existem desconsiderações temporárias por defesa. Se alguém esconde e é confrontado com a mentira, defende-se e aí podem vir raivas recíprocas que não vão servir para mais nada que cada um magoar e ser magoado.

  124. 124 susana

    verdade ou literatura tanto faz: importa é ser o que está na origem da conversa. sim, tens razão, quem nos desconsidera são os fracos. não há como um fraco, um inseguro patológico, para infligir uma humilhação a outrem com genuíno prazer.

  125. 125 Ernesta

    susana e zazie,

    andaimes. sorrisos, piropos. danças com o fio do telefone, cabeleireiros, maquilhagens, adolescência e afins….

    afagos ao ego acho que todas gostamos, apesar de a mão que embala os nossos berços ser sempre diferente.

    quanto ao o caso de estudo em análise, nem é caso nem é estudo. a isabel disse, algures por aí “não era eu a virgem nesta relação” ou qualquer coisa do género, mas metia virgindade dele pelo meio. agoram digam-me. um tipo virgem, ou quase, que isto nunca se sabe, descobre o sexo. acha piada e quer ver o resto, que antes nunca tinha visto, e tem uma, duas, vinte gajas, a quem paga o que não tem para um jantarinho decente (isabel dixit). Bolas, está tudo escrito aí em cima. google. Gajas. Dinheiro. era amor, não? Cá para mim não era falta de respeito, nem de consideração, nem de estima. era só falta de ponta. não há outra maneira de dizer isto.
    o tonto errou quando começou a mentir, mas de um tipo virgem aos tantos e tal esperava-se que fosse o quê?
    z, por onde andas, mais as tuas certíssimas teorias sobre os homens sem pecados?

  126. 126 zazie

    Por exemplo: para que serve dizer-se que se quer saber a verdade, se já se sabe e não se conta fazer nada com ela?

    É tudo uma questão de estratégia e honestidade inteligente. Se eu sei que fulano me fez uma coisa com a qual eu não vou conseguir viver de que adiante exigir que ele conte e concorde comigo que é coisa com a qual não vou conseguir viver?

    Nada de nada.

  127. 127 zazie

    Foi a isso que chamei a escolha do cardápio certo. Ou bem que se flirta - o que extremamente saudável em novo- e quanto mais se flirtar mais se evita ser-se mulher antes de tempo (conserva o lado menina) ou bem que é relação de amor e essas não podem ser coisas idênticas a fazer de amante de gajo casado e com família noutro lugar. Ninguém se prende 10 anos no melhor da sua vida de constituição de família apenas para fingir que está a fazer isso- constituir família. E, se não está, então não há engano, há rei morto, rei posto.

  128. 128 susana

    ernesta, não fazemos ideia de qual a idade dele quando a relação começou. e não podes presumir a parte pelo todo. conheço um caso de um gajo e de uma gaja cuja primeira relação durou quase 20 anos, nos nossos dias, a nossa idade. para eles, porque era amor, essa exclusividade era algo que tornava a sua história ainda mais bonita. portanto o desfecho que apresentas como inevitável poderia nem sequer ser previsível. não há existências iguais.

  129. 129 zazie

    Eu conheço 2 casais com uma vida inteira em que cada um foi o primeiro do outro. E são felizes. Por acaso, os que já vão nos 60 e são meus compadres também praticam dança de salão

    ahahahahahah

  130. 130 zazie

    Agora fazer da fidelidade sexual o barómetro de tudo, a começar pela auto-estima é que não bate certo. Até porque depende daquilo para cada um é feito. E isso é coisa que não tem regras, ainda que se possam ir construindo. Agora com as hormonas bem activas só mesmo quando se nasce para cara-metade e chefe de família e já se tem essa certeza aos 20 anos.

    Coisa que pode acontecer a gente muito bonita e até muito mais requisitada que muito estafermo engatatão.

  131. 131 Ernesta

    susana,

    a minha melhor amiga fez agora 2o anos de casada. eram os dois virgens quando se conheceram. o que eu disse, foi pelas palavras da isabel. foi ela que fez o retrato e foi ela que sempre põs a relação como desiquilibrada - ela muito, ele nada. isso foi aqui, no blog. na vida, não sei mas imagino. sei só uma coisa. se estivesse no lugar dele talvez tivesse também querido acertar agulhas. errado? pois é…tenho sangue quente e pavores iguais aos de toda a gente. e não me agradaria gastar a vida a ouvir a pessoa do lado a explicar-me os factos da vida…
    o tipo mentiu? pois foi. não conheço a isabel, mas tenho a certeza que, apesar dos € 200 de maquilhegem desperdiçados, está muito melhor que ele. ela parece-me a personagem forte neste drama de fracos.
    toda esta história é triste porque pequenina. e, como diria alguém que a podia ter escrito, que vidas pequeninas temos nós…

  132. 132 zazie

    Fora isso a Isabel disse aí uma coisa que está fora do resto e essa sim, acho que é importante e devia ter tratamento legal.

    Se alguém contaminar outrem, sabendo que o pode estar a fazer e lhe passa uma doença com consequências que até podem ser irreparáveis, acho pura e simplesmente que é caso de tribunal.

    Com direito a brutal indemnização monetária- avaliada de acordo com os efeitos físicos e psicológicos da dita doença.

    Agora sim, não estou a brincar. E isto é que até era o tema, nunca o amor.

    Mas sei que é questão que muitos grupos ditos humanistas contrariam com a tal defesa da “não discriminação”. O tanas- seja sida, seja esquentamento que provoque danos irreversíveis, seja hepatite B- devia haver lei e direito a ir-se para tribunal para exigir recompensa.

  133. 133 zazie

    Se alguém cortar os dedos a outrem é obrigado a pagar indemnização. Em caso de acontecer no trabalho e não tiver seguro até lhe podem penhorar os bens. Então porque motivo não é o mesmo se alguém “cortar” o aparelho reprodutor a outrem, por mera indiferença?

  134. 134 Ernesta

    zazie, essa assino por baixo. e por cima. e dos lados e onde mais possa assinar. e até dou umas dicas para o processo e acho que a indemnização deve ser o dobro do que estejas a pensar.

  135. 135 zazie

    Exacto! absolutamente de acordo. E nisto é que não vale vir-se com “dores de corno” ou cagar fora; ou o raio que o parta. Era tribunal e brutal indemnização.

    No caso de haver estirilidade devia dar direito a que a pessoa ficasse empenhada para o resto da vidinha.

  136. 136 zazie

    E se não tinha dinheiro era irem buscar-lhe à puta dos pais que não souberam dar educação. Palavra. Reproduzirmo-nos é algo sagrado. Já basta que tenham transformado o aborto numa conquista boa para pulhas, quanto mais estirilizar por imbecilidade de indiferença.

  137. 137 susana

    também me junto a essa petição.

  138. 138 Ernesta

    eu junto, mas só na segunda metade, que na primeira zazie eu, pulha, votei completamente e absolutamente sim. e se quiseres também podemos discutir isso, que amanhã é sábado e há cama até mais tarde

  139. 139 zazie

    Esse assunto já está esgotadíssimo em todos os blogues que existem. Acho que não houve um único onde não debatesse essa trampa. E eu própria fui mudando de opinião.

    A pessoa que melhor conseguiu equacionar todas as questões foi o Timshel. Eu, que tenho a mania de dizer que ninguém é capaz de me fazer mudar de opinião ou influenciar, admito que foi ele que me fez entender melhor uma série de questões que me levavam para a abstenção.

    (quero dizer- moralmente foi ele, de forma inteligentíssima que me fez compreender melhor umas questões; politicamente foi trabalho meu e por isso nem votei contra a despenalização mas contra aquela merda manhosa que o governo levou a aprovar).

    Mas isso já acabou. Até aqui no Aspirina deixei testamentos que a Susana também leu.

  140. 140 Valupi

    Não, zazie, ainda não acabou. Ando há meses, e meses, a adiar a conclusão da minha série do Borralho. Faltam dois, pelo menos. Um deles liga-se com um dos temas deste post: a educação sexual. Ainda hoje, ou ontem, saíram notícias sobre o assunto (a média de abortos abaixo do previsto) e estamos com um ano passado sobre a coisa. Por isso, bom tempo para voltar a ela. E sempre.

  141. 141 zazie

    Eu já voltei a ela a propósito de outra questão que sei que daqui a mais um tempo vai voltar a estar na berra (quando vier a eutanásia) que foi a prepotencia governamental em querer retirar autonomia à ordem dos médicos para continuar a defender o juramento milenar que a justiica.

    Até citei um post do CC (que é comuna e católico) e escreveu um texto fabuloso.

    Por aí sim- pela tal terraplanagem jacobina contra a lei natural, estou e estarei sempre de serviço.
    Agora o resto nem sei.

    Também nunca defendi essas macacadas de “educações sexuais” desde a primária para matarem o que é descoberta e fazerem a cabeça aos putos em doutrinas de paneleirices (sorry mas é mesmo isto que penso e também já postei sobre o assunto).

    Educação sexual é não fazer das crianças adultos e achar natural que tenham desgostos de amor na infantil (como sei que até já os há, por efeito de excesso de novela). O resto é ensino é coisa de anti-concepcionais e nada tem a ver com o pacote que foi trocado por aborto gratuito num SNS onde se morre à espera de uma mera intervenção cirúrgica ou onde nem dentistas existem.

  142. 142 zazie

    Mas não sabia que a média era abaixo do previsto. Outra coisa que não sei e tinha curiosidade é se afinal é praticado com as tais pílulas que rebentavam as miudas ou se é intervenção por aspiração que é bem mais cara. Eles prometeram a segunda, mas havia médicos que já diziam que ia ser com pílula abortiva e mainada.

  143. 143 zazie

    E mais outra (ehjehe) o que também nunca consegui saber, por preguiça, se calhar- é como funciona a lei nos países onde também é legal até x semanas. Depois delas vai alguém preso?

    E por cá, como está a ser? há verificação de ultrapassagem de tempo legal ou continua tudo na mesma?

    É que esse era o argumento casuístico mais fatela- aquela treta de vergonha de se viver fora da lei

    ehehee

    Quando há centenas de lei que não se cumprem e até o uso de ondas para rádio pode dar direito a pena legal

    “:O)))

  144. 144 Ernesta

    até já há desgosos na primária? em que primária andaste tu zazie se não tiveste violentos desgostos de amor?

    e sim, ficou 50%, pelo que parece, abaixo do previsto. e sim, também eu discuti por todo o lado. e concordo com o valupi, a discussão, ou melhor, a troca de opiniões, ainda não acabou e nem tem de acabar.

    e queres saber uma coisa. antes desta merda manhosa que este governo levou a aprovar, como tu dizes, já eu tinha duas filhas. uma delas podia tê-la morto ainda antes de ter nascido. queres falar de que merdas zazie? de uma merda de uma lei que havia que te deixava matar - também são pessoas, garanto! - se não fossem genéticamente perfeitos, mas não te deixava decidir? afinal sempre há linhas, não há zazie?

  145. 145 susana

    zazie, eu tive um desgosto de amor na infantil e nunca tinha visto televisão.

    quanto à educação sexual, estou em completo desacordo contigo. claro que deve ser adequada a cada idade, mas se a escola não se ocupar desse assunto, infelizmente não é a família que o fará.
    até para investir no sentido oposto ao que referes, que mesmo antes do referendo sempre houve uma displicência em relação à gravidez e ao aborto.
    há uma tremenda ignorância. pela minha parte, grata por ter ouvido sempre no discurso do meu filho mais velho a associação do sexo ao afecto e a convicção de que usará sempre preservativo. no entanto, na altura do referendo e tal como relatei na altura aqui, enquanto ele estava completamente contra o aborto, considerando que «era como matar um bebé», a maioria dos miúdos da idade dele, na escola, achava óptimo, porque agora já se ia poder engravidar à vontade sem se correr riscos no aborto.

    se há uma sexualidade irresponsável entre os adultos, como podemos esperar outra coisa nos adolescentes?

    pela minha parte, e porque votei sim, estou a tentar dar o meu contributo, em colaboração com a escola. é pequeno, mas à minha medida. uma peça de teatro interactiva, já experimentada em colaboração com a associação para o planeamento da família e que estamos a tentar pôr de pé pelos menos entre as turmas do 9º ano, o ano em que a sexualidade é tema interdisciplinar. a peça represen