15 thoughts on “Ontem disse que o faria. Está feito. E o Código do Trabalho amigo dos fortes foi aprovado na generalidade. Dia triste.”

  1. Isabel Moreira:
    Em comentário anterior, agradeci-lhe por me sentir representado por si na AR. Sei que, em Democracia, não temos de agradecer aos políticos que cumprem impecávelmente o seu dever, como a Isabel fez, com honra, dignidade e convicção.
    A Isabel dignifica o meu querido Partido e, no meio da desgraça, é alguém que me obriga a continuar a acreditar que é possível construir uma verdadeira e sólida alternativa socialista, de esquerda democrática combativa e responsável. Uma verdadeira alternativa a este descalabro reaccionário, insensível, ultramontano…
    É nestas horas que se conhece a verdadeira fibra de que são feitos os maiores.
    Isabel Moreira: V. Ex.ª é uma luz na escuridão em que vivemos e eu sinto-me privilegiado, como socialista, por tê-la ao meu lado, como cidadão.
    Continue, por favor, a engrandecer o PS por muitos e bons anos.

  2. Cara Drª Isabel Moreira,só espero que continue nessa luta de coerência pelos ideais básicos do que sempre foi o Partido Socialista.
    Assim houvesse nesse partido mais coragens idênticas à sua e não aquela apatia dos que, mesmo não estando de acordo com a linha “segurista” são incapazes de tomar uma frontal atitude de desacordo e assumir uma digna oposição a este governo tão reacionário.
    Sempre votei no PS, desde 75, mas à actual direcção, enquanto lá estiver, não darei o meu voto. Só espero que nesse Partido ainda haja força anímica suficiente para correr com essa corja de cúmplices oportunistas aliados, DE FACTO, deste desgraçado governo, e seja eleita uma nova direcção que encabeçe todo o combate que é necessário travar para correr com esta gente e evitar a caída no precipício para onde o País está a caminhar aceleradamente. Quando isso se verificar, creio que muitas vontades se juntarão para esse grande combate.

  3. Isabel,

    como mulher e como socialista (não PS actual), agradeço-te. Como cidadã que se vê tratada como um número, melhor, como uma besta a quem se vai ao lombo (palavras do do nosso ilustre Primeiro), agradeço-te a coragem. Agradeço a coragem de Maria de Lurdes Rodrigues por não se ter amesquinhado e ter defendido a verdade e os princípios que iam fazendo de Portugal um exemplo na reforma educativa. Agradeço à Maria de Lurdes Pintassilgo – que carta maavilhosa fora do baralho. Agradeço a todas as mulheres que fazem Política e que se mostram nobres e íntegras no seu exercício. Agradeço o exemplo e lição de honestidade política que deste aos sexos fortes que amesquinham a política portuguesa, esses valentes, esses cobardolas de merda, como o Seguro que, se continuar, retira o PS dos partidos maioritários no espectro político e deixa isto aos bichos como ele. Não foi um dia triste. Foi um dia em que se viu algo de raro e digno. Por isso foi um dia muito feliz.

    E alguém vai falar – alguém aparentemente ausente – que não reage quando os outros querem (dava jeito, dava tanto jeito que isso acontecesse agora), mas que age quando surgir o momento certo. Disto tenho a acerteza.

    (já disse obrigada? não faz mal, digo outra vez)

  4. antonio diogo…wrong…quem está a queimar a alternativa é o próprio Seguro. Portanto, temos de nos livrar do Seguro, para termos alternativa. Makes sense?

  5. Não se percebe tanta excitação. Se uma deputada pôde votar contra, porque é que os outros deputados do PS não fizeram o mesmo? Que cambada de merdosos…

  6. Este código do trabalho não vai ter grandes consequências práticas, é mero fogo de vista para impressionar a troika e os “mercados” e para dar a impressão que o governo está a fazer qualquer coisa pela economia. Não vai contribuir para criar emprego nem desemprego. Algumas alterações até poderão ser favoráveis ao emprego e a alguns trabalhadores, outras serão desfavoráveis, mas no cômputo geral pouquíssimas repercussões práticas vai ter, e mesmo essas só a médio ou longo prazo.

    Em matéria de direitos dos trabalhadores, considero que o mais importante e urgente, neste momento, é o direito ao trabalho. Para os desempregados, esse é um direito retórico e vazio se a economia não criar postos de trabalho.

    Recordo a histeria contra o código de trabalho de Vieira da Silva em 2008-2009, com acusações balofas por parte do PCP, CGTP, Bloco, etc. – acusações que ajudaram a preparar certas mentes para o derrube do governo Sócrates. Já na altura se dizia que o código era anticonstitucional. O que não é da cartilha deles, é “anticonstitucional”. Tudo é de esperar de quem apoiou o sequestro da Assembleia Constituinte em 1975 (eu já era crescido na altura).

    Independentemente de eu considerar a disciplina de voto, na maioria dos casos, como uma ofensa à dignidade e à inteligência dos eleitos, neste caso eu teria soberanamente optado pela abstenção

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