7 comentários a “Liliana Melo é preta”

  1. por acaso só tem 10 filhos, mas poderia ter 40 que era igual, arrumados em prateleiras cabiam todos lá em casa e se um ordenado mínimo dá para 10, com boa vontade alimenta, veste e dá escola a 20, 30 ou 40, sem contar com as sinergias de custo geradas pela economia de escala e a possibilidade de emancipação aos 18 anos. ser preto ou branco não tem qualquer importância na dimensão do disparate, como se compreende da leitura do artigo, cujo linque vão-à-procura-que-eu-tenho-mais-que-fazer-ò-cambada.

  2. Não tenho um especial prazer em ler artigos “modernos” que começaria a discutir logo pelo título. Ainda assim, digo que, tal como quem escreve no CM e quejandos, é de desnecessário sensacionalismo de que falamos. Poderia pois escrever meia dúzia de linhas discutindo a ética de quem o faz, mas não valeria a pena. L. é pobre, “emigrante” mas, fundamentalmente, é muçulmana (não sei o que escreveu o MVA sobre o assunto mas, sendo-se mal citado, ele sabe tal como nós que corre o risco de se ser injustamente avaliado). São estas qualidades que, provavelmente mais do que a epiderme, estarão na base de uma decisão mais do que lamentável da justiça portuguesa.

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    Sobre a pobreza e o poder doas funcionários deve ler-se isto, um excelente artigo que linko a seguir.
    «Chalana é um homem numa guerra permanente. Não representa o sistema: usa-o, mas é o seu principal inimigo. “Não há complacência. Ao mínimo erro, as pessoas são excluídas, punidas. Os assistentes sociais têm um poder excessivo, que usam para tramar as pessoas. São de uma exigência, rigor, dureza e agressividade para com os pobres, como mais nenhum serviço tem em Portugal.”»

    SOS na zona pobre – PÚBLICO
    https://www.publico.pt/tema-de-capa/jornal/sos-na-zona-pobre-27140130

  3. isso de ser preta como causa é uma interpretação tua, Isabel. são os teus olhos. mas, sim, é ao estado quem cabe criar condições para que os pais consigam ter filhos. e, sim, cabe aos pais fazer uma reflexão se uma foda desprotegida se coaduna com as condições de vida que podem oferecer aos filhos de um acaso. esta última é uma questão cultural por omissão de cultura – a cultura de que o amor chega para fazer bem crescer crianças. há, neste amor-milagre, muita negligência.

  4. Olinda, és mesmo uma burgessa. Já sabia que éras burra como uma porta, sim, o Ignatz tem razao, mas, também mal educada, é demais. Pondera trinta vezes antes de abrires a bocarra, porra que é demais.

  5. Olinda, defines o que é «uma questão cultural por omissão de cultura»? Uma cena religiosa, …? E define-se igualmente na Guiné, em Cabo Verde, na região de Lisboa (em Rio de Mouro, ao que me lembro) ou na região do Porto? E na umma que a Isabel parece ignorar?

    Nota. Seria uma “imigrante” que pretendia englobar a construção do “outro” e do “estrangeiro” pelo que deve ler-se com i ali em cima, a destempo.

  6. é a falta de cultura que faz com que a procriação aumente proporcionalmente à baixa qualidade de vida, Eric. e esta é, sem dúvida, uma questão cultural. não há amor, por maior que seja, que console a barriga e cubra a pele do frio. e que proporcione acesso à cultura – que nos faça viver o corpo e a alma em simultâneo. é disso que qualquer criança, preta, branca, amarela ou vermelha, precisa.

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