13 comentários a “É grave e conta com a nossa elevada estupidez”

  1. Cara Isabel, aproveito para lhe pedir encarecidamente que faça de tudo para este mentiroso e manhoso PM não possa contar com a estupidez e pasmaceira dos deputados da oposição. Mobilize-os, porque cada vez é mais claro o que este governo incompetente e miseráavel quer fazer ao país. Sabemos que a Isabel é uma mulher de causas e combativa. Contamos consigo.
    Um grande abraço

  2. Mais uma brilhante regorgitação da treta do costume, por parte do “nosso” Segundo-Ministro, Passos Coelho, que assim vai alimentando a alma ao laranjal.

    O relatório da OCDE para a educação já desmentia esse tipo de propaganda; no que diz respeito à educação, encontraram em Portugal rentabilidades mais de três vezes superiores ao investimento.

    Quanto às ditas “protecções”, elas são valiosas externalidades, para a economia. As doenças dos trabalhadores devem ser tratadas, e a segurança social é imprescindível para a coesão e paz social. De todo em todo, se não houvesse pensões, os reformados teriam que ser ser sustentados pelos salários (e trabalho) dos seus filhos, que assim teriam menos tempo e rendimento disponível para serem produtivos.

    Dito de outra forma: essas “protecções” são, na verdade, investimento na formação de capital humano, investimento para obstar à depreciação do capital humano existente, e investimento na coesão social do país e na produtividade dos trabalhadores no activo.

    O que o Segundo-Ministro diz é, pois, um embuste. Nada de novo, nesse capítulo do embuste…

  3. Ah, caro rural, o vosso Segundo-Ministro sabotou a economia — em particular, o mercado interno, com o brutal aumento do IVA e o enorme corte dos salários da classe média — e agora vós vindes esconder a vossa maldade ou incompetência (ou ambas as coisas) acusando o estado social de ser pesado?!

    Se fosse realmente pesado não tínhamos a taxa de natalidade mais baixa da OCDE, as taxas de escolaridade mais baixas da Europa, as pensões mais baixas da Europa, os gastos com educação e investigação científica mais baixos da Europa, etc, etc, etc. Por causa disso tudo não irá haver sequer mão-de-obra suficiente, a médio prazo (ireis vós pagar tudo isso, depois, em salários hiper-inflaccionados); mas o amigo rural ainda tem a cara de vir dizer que o estado social é pesado!!!…

  4. Isabel,
    talvez seja bom perguntar ao João Assunção Ribeiro o que é que o Seguro pensa do assunto, pois ou eu me engano muito ou há junto a si quem pense em criar uma “agenda de modernidade” para mobilizar a “nova geração de cidadãos autónomos”, nem que isso tenha de ficar a dever-se a um “serviço público multidimensional”!!!!!

  5. Isabel

    A obstinação do PM tem como resposta, o que a Fitch vem dizer hoje no jornal de negocios.

    http://www.jornaldenegocios.pt/economia/ajuda_externa/detalhe/2013_02_28_fitch_diz_que_o_pior_ja_passou_para_portugal.html

    Depois, o que PM diz sobre o facto do “Estado Social ser muito pesado e que deu proteções muito elevadas”.

    Amiga Isabel tem de ver isto em termos da Economia Global. Nao vivemos mais com as nossas fronteiras fechadas do resto do Mundo. Todos os dias entram milhares de produtos, provenientes de países em que o Estado Social e a proteção social nao existem, ou são muito menores às que a maioria dos portugueses beneficiam. Como vamos competir se mantivermos tudo como está? Eu, pessoalmente, estou ciente que nunca irei ter uma reforma como a do meu pai. Por isso trabalho 12 horas por dia e em 18 anos de trabalho, se tirei 3 meses de férias, foi muito. Isto, para ter uma poupança para a minha velhice ( dizem que eu sou parecido com o meu avô materno que morreu com 99 anos. Está a ver o que terei de poupar!)
    Vivo no século XXI. Aconselho a minha amiga, também, a aterrar neste século.
    Esta foi a Aldeia Global que nos arranjaram.

    Está a ver porque é que a produtividade é muito importante. Se a nossa economia acrescentasse mais valor, não estariamos aqui a discutir a redução do Estado Social.

  6. Pedro, tocou-me o tom desesperado do teu pedido à deputada para mobilizar os deputados e retirá-los da “estupidez e pasmaceira” em que estão instalados. Tenho tristes notícias para ti, Pedro. Não há santas milagreiras no parlamento ou em qualquer outro lado.

    Quando as instituições representativas não nos representam, o que faz falta é lembrá-los.
    http://letras.mus.br/zeca-afonso/757583/#selecoes/749116/

    Por isso, é que eu vou estar lá no 2 de Março e comigo vêm mais cinco e mais cinco e mais cinco…
    http://letras.mus.br/zeca-afonso/757583/

    Começa às 16:00 no Marquês de Pombal e pelas 18:00- 18:30 – temos uma grândola ensurdecedora no Terreiro do Paço.

    Esta manif – suspeito – será mais desesperada que a do 15 de Setembro; riscos de acão das forças da ordem democrática ficarem mais interventivas (fora as que estão na própria manifestação).
    Mas podes sempre esperar que haja uma viragem no PS que nos safe.

  7. A este propósito, não resisto a contar o que se passa com uma jovem família, de familiares muito próximos, que emigrou para o Reino Unido em Julho de 2012. Os empregos que arranjaram equivalem a uma entrada de cerca de 2.000£/mês. Como existe uma menina de 10 anos tiveram de alugar casa tipo T2, pagando cerca de 500£/mês .
    Tiveram imediato acesso ao NHS, enquanto decorria o processo de inscrição definitiva. Nunca pagaram uma taxa por consultas ou exames. Não existem. Entretanto já chegou o cartão de utente que já lhes dá total cobertura de saúde incluindo oftalmologia e dentistas.
    A escola dá todos os livros, material escolar e refeição. Só tiveram de pagar o uniforme.
    Entretanto já foram avisados de que vão receber cerca de 100£/semana da segurança social já que ainda não ganham o suficiente.
    Pagam cerca de 6£/semana, cada um, para a segurança social, que comparam com os cerca de 170€ mensais /cada que pagavam em Portugal.
    Posso concluir que nós nunca chegámos a ter um estado social a sério?
    O Passos todos os dias confirma que é um imbecil e que tem grandes esperanças que haja montes de imbecis a acreditar no que diz.

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