Do Governo à beira de um ataque de nervos

 

 

Ao fim de dois anos de espiral recessiva, somos informados de que o ministro da Troica pediu a demissão. Um péssimo ministro, mas constitucionalmente responsável perante o PM, Passos Coelho (em dupla política com Portas), que acolheu Gaspar, celebrou cada desastre como uma nova oportunidade e saudou uma equipa, na qual se integrava Maria Luís Albuquerque, alinhada, ou não estaria ali.

Como secretária de estado tinha um elo de responsabilidade perante Gaspar e perante Passos.

Gaspar escreveu uma carta na qual explica que já pedira a demissão em 2012 (decisão do TC sobre o seu – e da sua equipa – desastroso OE).

Mas ficou, e, não ficando, toda a equipa cairia.

Mais explica que nas mesmas circunstâncias pediu outra vez a demissão aquando do segundo OE desastroso e consequente decisão do TC.

Mas ficou.

Mais explica a TSU e o pedido para ficar.

E ficou.

Eis que sai. Exatamente quando Gaspar dá razão ao anterior ministro das finanças no que toca à transmissão de informações sobre os famosos contratos swap e a sua secretária de estado, Maria Luís Albuquerque, desmente-o na AR.

Quem mentiu?

Em modo Relvas, o PM decidiu-se pela sua companheira de longa data, e o barulhão em torno da mesma não o impediu de a nomear para o lugar de Gaspar.

O Governo continua com défice de sanidade mental.

Se Gaspar e a sua política – que vai continuar com a ex-secretária de estado – saíram derrotados, nessa derrota vai todo o Governo e particularmente Passos.

O único português que acha isto tudo normalíssimo mora em Belém.

7 thoughts on “Do Governo à beira de um ataque de nervos”

  1. Qualquer circo que esteja em crise, o artista faz vários papéis…
    No nosso não é diferente, quem faz o registo de quem entra e de quem sai de cena é um palhaço reformado.

  2. Na minha opinião, Gaspar teve noção que foi errando, chegou a admitir, mas foi ao longo do tempo “agradecendo” o lugar a Passos indo ficando. Conclusão: Passos consegue perder Relvas, Gaspar e ainda assim lá continua. Ainda falta o Álvaro!
    Vira o disco e toca o mesmo com esta “excelente” escolha, que é outro agradecimento, mas desta vez de Passos à sua professora na lusíada. Este executivo soma e segue, e quem está a registar os pontos é o morador de Belém, que vai compactuando com tudo o que se vai passando.

  3. “O único português que acha isto tudo normalíssimo” é um trambolho sem qualquer espécie de ética e vergonha na cara. É um ser falso, mau e vingativo que ficará para a história como a mais abjecta figura que passou pela P.R.
    Palhaço? Nem para varrer o circo, quanto mais palhaço.

  4. portugal está a cumprir,diz a troika.gaspar estraga a festa, e assume que só fez merda.os burros somos nos? que já andavamos a denunciar este conto do vigario há muito termpo?que os pariu.em belem os pasteis,estão a ficar sem mercado!

  5. Ao contrário do que os economistas dizem, a economia não é uma ciência. Em ciência a validade de uma teoria é avaliada pelo acerto das previsões que é capaz de fazer. Mesmo a matemática probabilística que é aplicada á física quântica, permite um grau de acerto nas previsões que cimentam a física quântica, apesar de contra intuitiva, como uma teoria científica. Se as previsões saíssem erradas, a física quântica ou qualquer outa teoria científica deixava de o ser. Mas a economia não é uma ciência. Também se arroga no direito de fazer previsões, e como não é uma ciência, a tolerância ao seu erro é muito permissiva e um economista pode errar com frequência. Porém o ministro Gaspar errou todas as previsões sem qualquer exceção. É claro que os economistas elogiam-se em círculo fechado e como tal, não espero que nenhum desses pretensos cientistas venha fazer a merecida critica ao Gaspar. Mas ao Gaspar fazia a falta a única ferramenta que pode fazer um economista acertar nas previsões… o bom senso!

  6. «O Governo continua com défice de sanidade mental».

    Eu diria que é mais um défice de sanidade MORAL.

    «E o único português que acha tudo isto normalíssimo mora em Belém», nasceu no Poço e é… o mais deficitário deles todos!

    Quer mental, quer sobretudo moral.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.