A falta de vergonha na cara do PM atingiu o limite

Já falei muitas vezes no uso, por parte deste Governo, da linguagem como arma política. O Governo e a maioria que o suporta diz tudo parecendo dizer algo de vagamente inofensivo, recorrendo a palavras brancas, vazias, uma casa de banho lavada com tanta lixívia que não se dá pela retrete.
Foi assim desde o início.
Hoje, na AR, o PM tinha as mãos no peito, respondendo a Louçã que sabia da carga fiscal insuportável imposta aos potugueses, ele sabe do país, ele sabe da taxa de desemprego, ele sente as pessoas.
No mesmo dia, noutra ocasião, já aprovado o seu Código de Trabalho para além da Troika, antecipa os resultados evidentes desse mesmo CT, elaborado por gente que aposta ao mesmo tempo na flexibilidade e não insegurança dos trabalhadores.
Antecipando, repito, as consequências desta selvajaria, o PM trata de fazer aos desempregrados e trabalhadores com um pé no desemprego o mesmo que fez aos funcionários públicos quando quis encontrar um bode expiatório para as ditas “gorduras do Estado”.
Essa mesma atitude, com recurso ao perigo da linguagem, é a da culpabilização das vítimas (que antecipa) do CT: afinal, os jovens licenciados (privilegiados) não “arriscam”, querem um emprego em vez de apostarem no empreendorismo (como Passos fez?); afinal, quem é despedido não deve sentir estigma algum, mas antes uma “oportunidade” para mudar de vida (suponho que a qualquer idade, é uma festa ser despedido); afinal, quem “se despede” (aqui perdi-me, pois penso que não ocupa o drama da governação o cidadão que larga o seu emprego por algo melhor, mas antes os que não têm outra opção que não “voluntariamente” assinar um acordo para ir à vida).
Este discurso é mentiroso, desleal, triste, perigoso e ofensivo.
Os portugueses não são estúpidos.
E o PS tem de agravar as ruturas com esta gente.

8 thoughts on “A falta de vergonha na cara do PM atingiu o limite”

  1. Temos que despedir este 1º ministro ( o mais rápido possível) para que tenha oportunidade de melhorar a sua vida!

  2. É escabroso um PM referir-se aos desempregados com essa petulância. Mas mudar de vida como? Com que verbas podem os homens e mulheres que têmvernác esse flagelo nas suas vidas iniciar qualquer ação tendente a mudar o curso das suas vidas? Não há dúvida que esse pernicioso liberalismo é a mãe de todos esses desmandos verbais (para não apelidar de forma mais vernácula – como é timbre aqui no Porto – esse frete que ele fez aos seus leais patronos). Estou de acordo quando diz que o PS tem de se demarcar, forte e feio, desse colete de forças em que está metido.
    Imaginem, ó gentes que leem da mesma cartilha do PPC, se fosse o anterior PM, ou algum dos seus Ministros a dizer tal coisa. Nem o Carmo e a Trindade chegavam… caíam todos os monumentos de Lisboa…

  3. É escabroso um PM referir-se aos desempregados com essa petulância. Mas mudar de vida como? Com que verbas podem os homens e mulheres que têm esse flagelo nas suas vidas iniciar qualquer ação tendente a mudar o curso das suas vidas? Não há dúvida que esse pernicioso liberalismo é a mãe de todos esses desmandos verbais (para não apelidar de forma mais vernácula – como é timbre aqui no Porto – esse frete que ele fez aos seus leais patronos). Estou de acordo quando diz que o PS tem de se demarcar, forte e feio, desse colete de forças em que está metido.
    Imaginem, ó gentes que leem da mesma cartilha do PPC, se fosse o anterior PM, ou algum dos seus Ministros a dizer tal coisa. Nem o Carmo e a Trindade chegavam… caíam todos os monumentos de Lisboa…

  4. Despedimos a corja que foi eleita. Ajudada por um bando de prostitutas e chulos da comunicação social. Mas vamos lá meter quem? O xoninhas do PS.
    Devemos andar todos a ver filmes de “fixação cientifica”, não devemos?

  5. eu percebo o ponto de vista do nosso Primeiro: o principal empecilho para a governação do país é o facto de o país ser habitado…

  6. Custa-me concordar mas o leitor mais_outro têm razão. Com esta oposição “violentamente dócil” não vamos lá.
    O problema está mesmo no discurso de Seguro : não agarra, não contrapõe, não vira o discurso do pateta do passos contra o próprio. E se o homem todos os dias oferece lenha para se queimar…

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