Quanto é que já nos custou a “tradição”?

Quem ouve os apelos da direita para que se respeite a tradição de viabilizar governos minoritários, e ande distraído, até pode pensar que essa tradição tem sido benéfica para o País. Mas vejamos, se o PS respeitasse a tradição, e “assumisse as suas responsabilidades”, deixaria passar o programa e o Orçamento da coligação de direita. Mas, se se mantivesse fiel à tradição, a partir daí poderia abrir fogo ao governo e fazer-lhe a vida num inferno. Manda a tradição que a oposição mantenha os governos minoritários a cozer em lume forte até achar que é chegada a altura de os derrubar. Normalmente o inferno dura dois anos e os governos caiem.

E o que é que o País tem a ganhar com isto? Nada. Perde tempo que não tem para fazer as reformas que todos dizem ser urgentes e os senhores da União Europeia, que a direita tanto preza, ficam ainda com mais argumentos para nos acusarem de tudo e mais alguma coisa e, claro, para nos aplicarem os respectivos castigos. Mas nada disto impede a direita de se agarrar às tradições. A esta e a uma outra que seguem religiosamente, que consiste em esquecer as consequências de anos e anos de governos minoritários, frágeis e impossibilitados de governar plenamente, e culpar os socialistas por todos os males que já nos aconteceram mais os que ainda estão para vir.

42 comentários a “Quanto é que já nos custou a “tradição”?”

  1. Seria interessante que Guterres, agora que regressa a Portugal, concorresse às presidenciais para ver se se envia o Marcelo de volta para a tvi. O abuso de poder permitido pelo uso do acesso previligiado à televisão para auto-promoção não deveria ser recompensado com a presidência da república.

  2. A alegada “tradição” de viabilizar governos minoritários, como se algum dia o PSD ou o CDS o tivessem feito por sua livre vontade ou decisão, é uma enorme mentira que a direita tem vindo a repetir sem vergonha. Nunca a direita teve , por si só, o poder de viabilizar ou inviabilizar a formação de um governo socialista minoritário. Para rejeitar um governo minoritário do PS, teriam sempre de contar com o voto convergente do PCP e, na verdade, nunca puderam contar com isso! Se o PCP tivesse alguma vez apresentado uma proposta de rejeição do programa de um governo minoritário do PS, a direita tê-la-ia votado, não tenho a mínima dúvida!

  3. « e os senhores da União Europeia, que a direita tanto preza,»

    LOL. Ó pá, vai lá ler o tratado de lisboa e já que és muito histórico, aproveita e vê quem o assinou….Caramba.

  4. Se eu fosse o Passos Coelho e se o Governo for derrubado não queria governar em gestão . Obrigava a troica de esquerda a governar. Teriam de votar sempre as Leis com os votos de todos os deputados da troica.

  5. Se os deputados socialistas forem minimamente responsáveis, votarão esmagadoramente em apoio a este governo. Sou socialista e tenho nojo do actual líder!

    se tivesse um pingo de vergonha, tinha-se demitido imediatamente na noite das eleições tal foi a vergonhosa derrota que teve. E teve-a simplesmente porque não foi capaz de convencer ninguém que, depois do golpe para derrubar o Seguro, tinha qualquer credibilidade para governar o país!

    Ao menos, podia assumir que tem muito poucas diferenças face ao PaF e podia ter uma atitude séria e patriótica para assegurar um governo estável que fizesse as reformas que o anterior governo não teve capacidade de fazer!

  6. Com que então um socialista a apoiar a continuidade de um governo de direita, que afirma publicamente desprezar o socialismo, quando esse governo pode ser democraticamente deposto e substituído por um liderado pelo PS. Rico socialista. Eu tenho nojo de socialistas desses.

  7. “Eu tenho nojo de socialistas desses.”

    eu teria mais nojo se o partido socialista não permitisse a existência desses socialistas e fizesse os perseguisse como fazem os comunistas ou os fachistas. se calhar não percebeste, mas tamém não vou fazer desenho.

  8. Cala a boca ó Sentino de Rãs, volta pró esgoto .

    Deixa as pessoas em paz .

    Nota Oficiosa :

    Temos o Tino de Rãs, e aqui, o Escroque Ignatz ( RATO ) destarte, passa a ser tratado por Sem Tino de Rãs, ou simplesmente, SENTINO, para os mais exigentes, SEM TINO DE RÃS .

  9. Lá está o idiota e a conversa mole.

    Até parece que agora eu sou obrigado a não protestar nem discordar de nada a fundo porque enfim é sempre pior quando não se pode discordar…Bela merda. Tudo sempre em águas de bacalhau.

    É evidente que se deve poder discordar. Embora aparentemente na tua cabecinha não se possa porque logo vens aí com o papão do fachismo, do estalinismo e mais um par de botas. Borrego do caraças.

    No PCP pode-se discordar. Existem estatutos que regulam os direitos e deveres dos militantes. E ninguém é obrigado a ser militante nem a permanencer se o não quiser. Já agora no PS também existe a possibilidade de expulsar um militante, ou seja, de a discordância ter um limite de compatibilidade com a permanência no partido querendo o militante permanecer.

  10. Ó João você está a trocar comentários com o CALHAU COM DOIS OLHOS que dá ( por vezes ) pelo nick de IGNATZ ?

    Você é novato por aqui ?

    Você está a perder tempo com um ANORMAL .

    Se gosta de dispender tempo com um PALHAÇO está no seu direito, mas já fica alertado para a natureza dá ALIMÁRIA, conhece o ditado, ” o porco gosta da lama ” e você vai sair enlameado .

    Quer que eu coloque um link aqui para um Blog chamado Braganza ou coisa que o valha ?

    Tem lá um ROTO com ar nojento e repelente deitado nú numa cama e com o traseiro virado para o ar, é possível que seja a criatura .

    Chame-lhe SENTINO, que ele fica fodido .

    Fica fodido e você não tem sequer o trabalho de incorrer na prática física ( concreta ) de ter que alinhar em actos contra-natura para o foder .

  11. A partir de agora para todos os efeitos, eleições, nomeações e
    relacionamento inter-partidário passa a valer única e simples-
    mente a TRADIÇÃO!
    Que será o mesmo do que, os chamados direitos adquiridos e
    mais, os deputados só votam de acordo com a sua consciência,
    não há obrigações para com o partido e o programa aprovado
    por este! Um dos mais anti tradicionais é, segundo o P.Pereira
    o PSD pois o Cavaco instituiu o compromisso assinado pelos
    candidatos a deputados, de obediência ao chefe do Clã!
    Por tudo isto, escusam de vir aqui desinquietar alguns dos
    cérebros que povoam este blog especialmente, na caixa de
    comentários aos post’s … bem basta o estagiário invisual !!!

  12. Ehehehehhehe.

    IGNARALHO. SENTINO.

    Ó madeira, qual é o seu problema? Continua a achar que ganhou as eleições, é? Hum? LOL.

    Madeira é nick ou, de facto, é o que compõe a sua cabeçorra? hum? ehehehheheheheh

  13. «No PCP pode-se discordar.» DISSE João.

    Ó meu amigo, então? E os processos disciplinares, hum?

    Você tá a gastar paleio com o paneleirote mais nojento da bloga – o IGNATZ, aka IGNARALHO, IGNORANTEZES, BICHIGNATZ, SEMPILA, SENTINO, ROTO, ESCARRO, VAIDEEMPURRATZ, BADALHOCO. Tá a ver?

  14. Nunes Costa
    25 DE OUTUBRO DE 2015 ÀS 0:53
    Se os deputados socialistas forem minimamente responsáveis, votarão esmagadoramente em apoio a este governo. Sou socialista e tenho nojo do actual líder!

    se tivesse um pingo de vergonha, tinha-se demitido imediatamente na noite das eleições tal foi a vergonhosa derrota que teve. E teve-a simplesmente porque não foi capaz de convencer ninguém que, depois do golpe para derrubar o Seguro, tinha qualquer credibilidade para governar o país!

    Ao menos, podia assumir que tem muito poucas diferenças face ao PaF e podia ter uma atitude séria e patriótica para assegurar um governo estável que fizesse as reformas que o anterior governo não teve capacidade de fazer!»

    ENA PÁ! Ó cambada, aprendam com o NUNES COSTA!

    Ó Nunes Costa, talvez seja melhor largar essa rataria, não?

  15. ABC
    25 DE OUTUBRO DE 2015 ÀS 15:20
    O filho da puta do fascista chegou, está visto.»

    LOL. Ó COMUNA habituado a subsídios, proletário roto e nojento, o «ABC» é para dizeres que conheces as ltras, ou encontraste-as nalgum tapete de porta made in china, meu gandulo?! Filho da gaja és tu, ó caído, lá porque a tua mãe é rodada e o teu pai consente, já pensas que é tudo igual, pá?

  16. “«No PCP pode-se discordar.» DISSE João.

    Ó meu amigo, então? E os processos disciplinares, hum?

    Você tá a gastar paleio com o paneleirote mais nojento da bloga – o IGNATZ, aka IGNARALHO, IGNORANTEZES, BICHIGNATZ, SEMPILA, SENTINO, ROTO, ESCARRO, VAIDEEMPURRATZ, BADALHOCO. Tá a ver?”

    Eu sei que estou a façar com um idiota mas ainda assim talvez valha a pena assinalar que se um partido não tiver disciplina, não tem capacidade política.

    “O porta-voz do PSD, Marco António Costa, afirmou esta terça-feira que os deputados da Madeira que votaram contra o Orçamento do Estado para 2015 serão objecto de um processo disciplinar, desencadeado pela participação ao Conselho de Jurisdição do partido.
    “Se há uma participação ao conselho de jurisdição haverá obviamente a instauração de um processo disciplinar”, disse Marco António Costa, numa conferência de imprensa na sede nacional do PSD, em Lisboa.

    http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/marco_antonio_costa_deputados_do_psdmadeira_serao_alvo_de_processo_disciplinar.html

    “PS abre processos disciplinares a militantes de Sintra que apoiaram outras candidaturas”

    http://visao.sapo.pt/lusa/ps-abre-processos-disciplinares-a-militantes-de-sintra-que-apoiaram-outras-candidaturas=f756485

  17. “PS abre processos disciplinares a militantes de Sintra que apoiaram outras candidaturas”

    acho que isso foi obra do tózero, mas não houve expulsões. no partido comunista já não podemos dizer o mesmo, edgar correia, carlos luís figueira e carlos brito, são bons exemplos disso.

  18. Você não deveria precisar de exemplos para saber que sem disciplina não é possível haver acção política. Mas como insiste vamos ao ano de 2010. Liderança de José Sócrates.

    “Narciso Miranda e mais de cem militantes que nas últimas eleições autárquicas encabeçaram ou fizeram parte de listas opositoras às do PS vão ser expulsos do partido, informa o «Público».

    A Comissão Nacional de Jurisdição do PS votou a ordem de expulsão na passada quinta-feira, terminando assim os processos disciplinares instaurados pelas distritais do Porto, Coimbra e Bragança.

    « Se isso aconteceu, é uma atitude kafkiana, para não dizer estalinista. Se isso aconteceu, o passo seguinte é o recurso para os tribunais civis. Mas eu não acredito que seja verdade», comentou Narciso, militante do PS há 30 anos. ”

    http://www.tvi24.iol.pt/politica/matosinhos/narciso-miranda-e-mais-de-cem-militantes-expulsos-do-ps

  19. Caro João,

    Então, e onde é que a existência de procedimento disciplinar por voto em outra ideologia ou pensamento diferente do partidário, se enquadra na DEMOCRACIA? Não deveremos antes falar de ditadura de partido? O que diferencia tudo isso do pensamento político e concretizado de Salazar?

  20. Caro João,

    DISCIPLINA nada tem que ver com EXPRESSÃO de OPINIÃO dentro dos parâmetros que definem disciplina. A não ser que exista um dever segundo o qual TODOS DEVEM VOTAR como o CHEFE, que violado gera o procedimento. Sendo esse o caso, onde está o DIREITO à LIBERDADE de OPINIÃO e de DISCORDAR daquele?

  21. numbejonada,

    Nos partidos a liberdade de acção política está limitada por uma disciplina que protege os limites da identidade política do partido. Só é militante quem está disposto a aceitar essa disciplina.

  22. “DISCIPLINA nada tem que ver com EXPRESSÃO de OPINIÃO dentro dos parâmetros que definem disciplina. A não ser que exista um dever segundo o qual TODOS DEVEM VOTAR como o CHEFE, que violado gera o procedimento. Sendo esse o caso, onde está o DIREITO à LIBERDADE de OPINIÃO e de DISCORDAR daquele?”

    Cada partido, por seus militantes, define e aprova os parâmetros de sua actividade interna, dos direitos e deveres de seus militantes. A adesão a uma disciplina partidária é um acto de livre vontade uma vez que ninguém é obrigado a ser militante que pressupõe o conhecimento da disciplina do partido a que adere.

  23. Caro João,

    desculpará! Não está a responder e, permita-me, está a MISTURAR DISCIPLINA com IDEOLOGIA.

    O que me diz é que se o seu presidente decidir votar «Sim», você é obrigado a votar nesse sentido. Por isso, a sua liberdade está coartada ab initio. Você está preso ao seu chefe. Não é livre.

    A diferença entre PARTIDOCRACIA e DITADURA é nenhuma.

  24. Caro João,

    « A adesão a uma disciplina partidária é um acto de livre vontade uma vez que ninguém é obrigado a ser militante que pressupõe o conhecimento da disciplina do partido a que adere.»

    De facto, ninguém é obrigado a entrar no círculo, mas uma vez lá, ou fica e pensa como quem manda ou, então, é expulso…Parece uma seita, não acha?

  25. Sou obrigado se tiver aceite um compromisso nesse sentido, que é o que os deputados fazem. Eles assinam um compromisso com o partido porque foram eleitos. E mesmo assim, não sou mesmo obrigado, uma vez que como deputado, posso votar como quero. Alem disso, sendo deputado, posso sair ou ser expulso do partido e manter o meu lugar no parlamento. Ou seja, o deputado tem muita liberdade de acção. O que não pode é exigir a todo um partido que ajuste a sua disciplina à sua vontade.

  26. “Como define DISCIPLINA?”

    A disciplina de um partido está inscrita e definida nos seus estatutos. A disciplina portanto é o acordo com os estatutos do partido.

  27. Naturalmente, mas o meu ponto é este: o partido ( latu sensu) não difere da ditadura. Nesse aspeto Salazar foi prático e verdadeiro -só havia um partido : o dele. Não foi, então, menos hipócrita que os atuais dirigentes partidários que clamam contra o fascismo, etce, etc?

  28. Os estatutos dos partidos estão sob a alçada do Estado de Direito que por sua vez é determinado pelos limites da Constituição. Se você acha que a Constituição vigente é fascista, bom, o que dizer disso.

  29. João.
    26 DE OUTUBRO DE 2015 ÀS 1:55
    Os estatutos dos partidos estão sob a alçada do Estado de Direito que por sua vez é determinado pelos limites da Constituição. Se você acha que a Constituição vigente é fascista, bom, o que dizer disso.»

    Caro João,

    O conceito de Estado de Direito é um conceito especulativo. Não tenha dúvidas. É moldável e moldado de acordo com o interesse do HOMEM. A CRP atual tem lacunas (propositadas) e assim se manterá. De resto, como qualquer Estatuto de pessoa coletiva, é feita segundo o interesse de quem legalmente a redige e a faz aprovar – segundo o seu interesse.
    A palavra fascismo é histéricamente utilizada pela Esquerda…Esquerda esta que históricamente nos diz que é capaz de fazer o mesmo ou pior que o alegado fascismo.

    No meio disto tudo lembro-me de um tal Isaltino. Problemático, investigado, preso. Posto de lado pelos, então, amigos do partido. Veja, porém, que se candidadatou a Oeiras ( sem o apoio do Partido, ressalvo melhor precisão) mas com o apoio dos munícipes…Um exemplo de que os PARTIDOS não são necessários. Rebanhos? A história político-social pós25ABR já o ilustrou em abundância, ou não?!
    Em bom rigor, o que existe são políticos carreiristas profissionais agrupados em gangs sedentos do controlo. Ganharam TODOS vícios e DESTRUÍRAM – seja a direita portuguesa, seja a esquerda. O que é público e notório não carece de prova – eis os resultados económicos, sociais e e políticos em Portugal. Um ESQUERDALHA como Obama chamou TRASH a Portugal ( e, note, deu conta do erário USA).

    Ainda assim, o conforto dos Partidos só é permitido por vários eleitores. Até aqui a ABSTENÇÃO não tem sido devidamente considerada. Ela existe, porém e manifestar-se-á indubitavelmente.

    Meu caro, carneirada, NUNCA. E mais: na minha cabeça NÃO HÁ LUGAR À DEMOCRACIA DOS OUTROS, muito menos quando naqueles enfileiram pessoas cujo grau de entendimento e discernimento é inexistente e…votam «A» ou «B» porque lhes dizem para o fazer, repetindo o disco ad aeternum…

  30. Tolices. Um partido precisa de representar um programa, um projecto para o país e nessa medida sem ter garantida a disciplina de voto em matérias fundamentais não representa nada e passa a ser o aglomerado das manias de cada deputado.

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