Começou

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Em Dezembro:

Tehran also began a new “campaign” in June to produce uranium hexafluoride from lightly processed uranium ore. According to the report, Iran converted a portion of 160 metric tons of lightly processed uranium ore to uranium hexafluoride, yielding 55 metric tons as of Nov. 7. According to the report, Iran told the agency that it anticipates converting all of the ore by January 2007.

16 de Janeiro de 2007: O porta-aviões USS John C. Stennis partiu de Bremerton. Ruma ao Golfo Pérsico, onde se reunirá ao USS Dwight D. Eisenhower e a um batalhão “Patriot” de defesa anti-balística.

On Course for Iran

5 comentários a “Começou”

  1. Se os neocons soubessem que existes, tenho a certeza que já teriam posto à tua frente o convite para armirante da esquadra. Gente mal organizada. Minualha, faz-nos um grande favor.Usa os teus contactos e primos e descobre quantas tonas de urânio enriquecido existem nos arsenais nucleares israelitas e depois diz-nos para podermos todos brincar aos soldadinhos de chumbo ou à batalha nabal…enquanto esperamos pacientemente por um post teu na língua de Camões.

    TT

  2. já agora pró pessoal: em 2003 publiquei isso abaixo no Público, depois calei-me, já não me apetecia dizer mais nada sobre a guerra…
    ———————
    A sombra do abismo

    Se há coisa que me parece que normalmente as pessoas esquecem é que vivemos todos alimentados pela energia do sol – que faz o clima e a fotossíntese e a vida – e é gratuita. Este postulado deveria fazer-nos desconfiar da legitimidade ética das formas de apropriação da energia. Porque é de apropriação de energia que se trata na guerra do Iraque.

    Na interpretação do professor Said Barbosa Dib a guerra é antes do mais uma guerra do dólar contra o euro, a partir do momento em que em Novembro de 2000 o ditador Saddam tomou a decisão de indexar as exportações petrolíferas do Iraque ao euro, abandonando o padrão-dólar e assim criando um facto e abrindo um precedente. Se a OPEP adoptasse essa política a desvalorização (já nítida) do dólar criaria um buraco enorme na economia dos EUA a que se seguiria um período de caos e depressão. Esse é o pânico da administração e da Reserva Federal e o sr. Bush faz o que pode para alimentar um sistema viciado em adrenalina e serotoninas: promete um grandioso espectáculo de guerra onde os EUA serão os maiores. E além disso promete substituir Saddam por outro que revogue aquela decisão, restituindo a soberania do dólar nas transações petrolíferas e na economia do mundo.

    Triste civilização esta que afinal não ultrapassou a barbárie. A tecno-barbárie, variando entre o cirúrgico e a mãe de todas as bombas, aí está. Quantos milhares de civis serão vítimas da guerra?

    Já faz mais de 20 anos que li a trilogia da Fundação de Isaac Asimov. Relata o livro que, no auge do esplendor do Império, o psico-historiador Hari Seldom descobre que se está à beira do abismo; com as suas projecções matemáticas calcula nuvens de probabilidades que indiciem as sequências prováveis de acontecimentos. E assim conclui que é necessário construir duas fundações secretas que reunam o conhecimento da humanidade, para que pelo menos uma sobreviva ao longo período de trevas que adviria da guerra.
    Na decada de sessenta, o professor René Thom lança as bases para um novo paradigma que veio a chamar-se a Teoria das Catástrofes. Nessa teoria, as catástrofes acontecem de súbito, quando ocorre uma dobra no campo potencial. Só na estrita vizinhança do abismo é que se pode vê-lo, para quem esteja dentro do campo. Fora dele, sim, sempre se poderá ver à distância a sombra do abismo.

    E é assim que não desculpo a Durão Barroso a miopia política. A partir do momento que é anfitrião dos senhores da guerra tornou-se seu cúmplice e comprometeu-nos a nós, os portugueses que estamos contra a guerra, com a própria guerra.

  3. (um ano depois era despedido, ilegalmente claro – quem anda à chuva molha-se – não há que queixar, e agora tenho de ir tratar de burocracias todo o dia, talvez com um toque final de javalis que os tapires são muito grandes :)

  4. TT:

    Lamentavelmente, só agora vi este teu comentário ao post do Gibel.

    Com efeito, este blogue é pequeno demais para as tuas “Bomba”s.

    Com um bocadinho mais de esforço ficas com o blogue só para ti. Um “Portugal Corner” na língua de Camões.

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