Saramago passou-se?

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Foto sacada aqui.

José Saramago apoia abertamente José Luis Zapatero. Normal? Inesperado?

Leia A discreta viagem rumo à outra margem de José Saramago.

Com vénia para aqui.

P.S. O autor deste «post» acha que até está muito bem. Que tudo vale para travar Rajoy & Aznar. Mesmo uma conversão de Saramago conjunta à Cientologia, à Opus Dei e à Igreja do Maná. Mas confessa que, até hoje, acreditara naquela velha, rabugenta firmeza.  

24 comentários a “Saramago passou-se?”

  1. um dia destes alguém deixou num comentário ali em baixo uma distinção resumida entre esquerda e direita que me fez pensar, pelas características atribuídas a uma e outra: esta definição de direita é uma descrição de quase toda a gente a partir de uma certa idade.

    há pouco, num momento a que achei muita graça, maria josé nogueira pinto, na sic notícias, dizia a luís fazenda que se fosse do bloco de esquerda também aproveitaria todos os cavalos de batalha que lhe aparecessem, ao que este respondeu que não havia equitação política. ai não que não há.

  2. Susana,

    Uma prova – mais uma – de que Maria José Nogueira Pinto é uma fulana inteligente.

    A resposta do Fazenda é a típica duma Esquerda no cúmulo da parvoíce.

  3. sim, acho-a cada vez mais inteligente. não só a lucidez lhe foi assentando com a idade como revela um fino e arguto sentido de humor. e lá está uma mulher de direita com uma sensibilidade do tipo que se atribui à esquerda…

  4. Deve ser da Primavera. As andorinhas chegam, o Llosa apoia os casamentos gay, o Fidel passa o testemunho e o Saramago descobre a vírgula e o ponto final parágrafo.

  5. O artigo do Cristobal cheira mal, mete asco e nojo. Par de chapadas naquela fronha…

    Não deixa de ser curioso constatar que o Saramago, atravessando a fronteira, fica mais lúcido. Aqui, lealdades pessoais e a memória colectiva prendem-no a posições esclerosadas de compromisso mentiroso. Em Espanha liberta-se desses fardos e fica mais livre, vê mais claro. Nunca gostei dele como escritor, nem gostarei jamais, mas identifico-me totalmente com o seu iberismo entusiástico.

  6. Eu sei que não faço parte dos conhecidos daqui; mas ao passar,deu-me vontade de perguntar: quem deveria Saramago apoiar?
    Saramago passou-se para a outra banda,(não me importaria de fazer o mesmo) mas «NÃO SE PASSOU»

  7. Passou-se em 1992 quando apagou a dedicatória aos que lhe contaram as histórias do «Levantado do Chão». Filho de um polícia e de uma doméstica ele não sabia nada da vida dos trabalhadores rurais e viveu 5 meses entre eles.

  8. Como iberista que é, esperava que Saramago desse o seu apoio ao mesmo infante partidário que Llosa, até porque os dois devem certamente concordar no receio de desmembramento de Espanha e não devem ver com bons olhos o novo estatuto autonómico catalão que o PSOE apoiou, com mais ou menos hesitações. O homem estará provavelmente dividido entre a sua fidelidade à esquerda e o gosto em dar largas à sua auto comiseração portuguesa.

  9. Mas vamos lá a saber, “passou-se” porquê?

    Não há um átomo de substância para justificar esta afirmação, só a falta de lucidez de quem nada percebe da política do Séc. XXI e continua embrulhado nos códigos e gramáticas verbais do Séc. XX. Que em Portugal nunca passou, sequer, de um simulacro ora trágico, ora risível da serôdia política oitocentista.

    Quem se admira com as posições de Saramago, ou com a evolução do pensamento político de, por exemplo, Mário Soares, ou Freitas do Amaral, não só é muito mais velho do que eles, como nunca há-de crescer mais, pois estagnou definitivamente.

    Mais um sintoma de que Portugal vive noutro “mundo” e noutro “tempo”. Parabéns a José Saramago! Oxalá houvesse mais como ele. E, afinal, a Espanha até nem é assim tão longe para se ir lá beber alguma coisa de útil, de vez em quando, em vez de se andar a perder tempo e jeiteira em canativas viagens a Cancún, ao Brasil (novo “passeio dos tristes”), à Rep. Dominicana, a Bali, ou a “resorts” das Maldivas, ou da Tailândia, onde não se aprende rigorosamente nada…

  10. Arcano deve ser um bacano alegre, como vocência, cheio de fróneses na carripana e que se julga o mÁior do alto da sua triste e irremediável… solidão.

    Fique bem e dê muitas e sonoras gargalhadas. O meu ouvido não poderá nunca captá-las.

    Mas olhe que mesmo entre os alegres, tolos ou patetas, há cotovelos que podem doer como dentes, vá lá saber-se porquê…

  11. Onde está a democracia, porra! Já não se pode ter opinião? O Venancio diz que o Saramago passou-se (pra pior, entenda-se) o Castanho diz que passou-se (pra melhor). Onde está o problema? Parece que há alguém com indisfarsável saudade da outra senhora…uma só voz, um só guia, uma só ideia, enfim tudo a mijar para o mesmo penico.

  12. Claro que manda e desde 1992, não é de hoje. Veja-se o apoio ao Zapatero, assim de um momento para o outro…

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