Buena suerte, Zé Luís! [actualizado]

phpthumb.jpg

*

– Tá, Zé?

– Oi, Zé Luís. Outra vez?

– Desculpa, pá, desculpa. É que eu ando um bocadinho…

– … nervoso, eu percebo. Mas, vais ver, domingo à noite, isso passa-te num sopro.

– Talvez, talvez. Mas, até lá, muito pode acontecer. E é até por causa disso que te estava a ligar.

– Homem, lá por isso, tens aqui um país inteiro solidário.

– A sério? É que, desculpa lá, mas há uns zunzuns de que afinal ides, até domingo, reconhecer o Kosovo. E isso…

– Eu sei, não é o que ficou combinado.

– Pois, e diz-se que, na vossa imprensa, há umas pressões…

– Pressões, Zé Luís? Francamente, até parece que não me conheces. Além disso, a imprensa aqui não abre o bico sobre a questão. Acagaçam-se, como sempre. Cheira-lhes a esturro.

– Mas tu vê lá, ãh? É que, se vocês reconhecerem, isso custa-me, a brincar a brincar, duzentos mil votos. E, tu sabes…

– Eu sei. Faziam imenso jeito ao Raxói.

– A quem?

– Ao Rajoy. O gajo não é galego?

– Tá bem, entendam-se lá na vossa língua. Os meus problemas são outros.

– Não, a sério, Zé Luís. Comigo podes contar. Antes da meia-noite de segunda, não vai haver reconhecimento. Depois, sinto-me desligado do nosso acordo.

– Zezinho, calma aí. Isso não me ajuda por aí além. Não querias esperar mais um mesezinhos? Pelo menos até ao referendo do Ibarretxe?

– Pá, Zé Luís, isso é que já vai ser mais fodido de explicar à malta. Mas, tá bem, pronto, vou ver o que se consegue arranjar. E olha, por agora, buenas tardes y buena suerte. Não é como tu dizes?

– Ah, já me apanhaste essa. És um gajo sabido. Então, até…

– Até domingo à noite. Hei-de ser o primeiro a…

[caiu uma chamada, algures entre a Moncloa e São Bento]

*

Actualização

Este «post» foi publicado antes do assassinato, por terroristas, dum socialista basco, facto que conduziu à suspensão da campanha eleitoral espanhola. Perante a morte, toda a humana leviandade, também a do autor deste «post», é ridícula.

23 comentários a “Buena suerte, Zé Luís! [actualizado]”

  1. Que lindo gosto em gravatas. Nem merecem para alimpar erupções sinusíticas. E já que falo disso aproveito para manifestar suspeitas pelo menos em relação a um dos narizes, embora isso não seja um pre-requisito. É uma barbuda, esta política moderna.

  2. ui, rui,

    Tu também reparas em tudo. E, não te bastando, ainda denuncias o truque.

    Já não há segredos. E políticos, então…

  3. “Sou assumidamente a favor de um serviço de saúde universal e gratuito” (RVN)
    É o sonho de comunistas a anjinhos de procissão.

    Claro que isto nada tem a ver com o post do Fernando, que aliás está girrissimo, bem imaginando o tipo de diálogo impossivel entre dois Primeiros sujeitos aos caprichos doutras primas-donas europeias.

    Mas fui atraído pelo chamariz do RVN e encontrei a ilusão acima, perdida entre uma prosa que dava para encher três jornais e um par de revistas e ainda sobrava muito abcedário.

    Infelizmente, o RVN está irremediaverlmente condenado daqui a uns anitos, ou anões, a rever todas as suas opiniões sobre a “saúde” entre duas penteadelas de cabelos brancos.

    Paga ou gratuita, a Saúde é irremendável para melhor se não houver uma revolução na medicina que estabeleça a profilaxia como o mais importante sector da medicina, mandando para o rabo da importância as pílulas, radiações e outras violências contra o funcionamento normal do organismo humano.

    Há, quanto a mim, dois arguidos nesta história-crime onde ninguém se entende sobre a saúde, mas não pára de largar larachas-soluções ou críticas-recriminações.

    O primeiro desses arguidos é a indústria de redução da população, erroneamaente chamada de Fertilizantes Quimicos; o segundo é a Indústria Farmacêutica. Ambas pertencem ao mesmo club e dependem uma da outra. Mais que as indústrias do petróleo, das armas e da bancaria extorcionária, é delas que a humanidade tem de se ver livre se quiser continuar a ter capacidade para pensar bem. E se não pudermos pensar bem, todas as decisões políticas serão erradas, por mais que ajustemos os parafusos.. Para decidir, não há nada melhor mente sã em corpo são.

    Clue: confronte-se o aumento da produção de fertilizantes desde 1961 com a aumento de doenças velhas e novas. Só em potássio, cada um dos parvos políticos que votam de quatro em quatro anos em eleições andam a ingerir, no mínimo, cinco ou seis vezes o que o corpo pede. Basta dividar 26 milhões de toneladas por 6 bilhões de pessoas.

    É tempo de homens como o RVN deixarem de ciar e começarem a navegar à vela.

  4. É por causa desses crimes nojentos que detesto todos os que a eles recorrem. Até os Curdos, heróis da minha infância, passaram para a lista negra. Não somente minha, mas da humanidade que gostaria de facto de ser livre. Mas se até os parvos que governam o Equador e a Venezuela admitem os terroristas colombianos nos seus territórios e ameaçam com uma guerra a Colômbia, que foi lá fazer justiça…

  5. Queridos Heróis da minha longínqua Infância,

    Quem é o «gajo» em questão? Este em epígrafe, ou o último orador?

    É curioso. Certos comentadores, e é o vosso caso, de tão sucintos, acabam por dizer exactamente… nada.

  6. Eu sei que o teu post é em tom de gozo e o assassinato do infeliz trabalhador de portagens basco ex-vereador socialista te estragou o gozo. Mas a comparação do Kosovo com o país basco sendo fácil foge a algumas boas verdades. Os albano-kosovares eram para a elite sérvia mera escumalha, havia um programa de humilhação e expulsão em progresso quando a comunidade ocidental (europa eua) decidiu que tão perto estas barbaridades tinham que acabar. Havia uma esmagadora maioria de humilhados no cú da Sérvia, já sei que era um cú com muito simbolismo para os sérvios, mas aquilo para eles era um campo de saloios extrangeiros, gente nascida para ser explorada, humilhada e deitada fora. Acontece que eram maioria e mesmo que não fossem mereciam melhor sorte. O país basco é das zonas mais desenvolvidas de Espanha desde talvez já um século, território de emigração interna para muitos espanhóis nascidos em lugares mais pobres, desde talvez já um século, e já na época de Franco… Não se trata de gente humilhada, explorada ou o que seja. É gente que vive em uma terra com um PIB per capita bastante superior a média europeia, o que quer dizer dos mais altos deste planeta. Pois alguma desta gente matou hoje um neto de zamorenses, um trabalhador, filho e neto de trabalhadores que ousou achar que tinha direito de opinar no seu passado sobre as coisas do lugar onde vivia. Comparar o Kosovo com o país basco é ver geoestratégia onde só há miséria humana. Miséria da pior espécie, da que não se resolve com dinheiro nem pão, miséria bem alimentada, miséria de ódio pelo prazer que o ódio dá para quem o disfruta. Não peço desculpas talvez apenas compreensão se o que eu digo aqui não serve de crítica ao teu texto, mero jogo antes da morte recente do carrasco que só o era de apelido, mas depois da morte de tantos carrascos que nem de apelido nunca foram.

  7. Pois, Fernando, estava esperando que você visse no “Heróis da Minha Infância”, só nele e sem mais ajudas, a mensagem de ironia dirigida, sem maldade nem veneno, ao Daniel de Sá – o homem que mais puxa pelas abas ao sentimentalismo neste blogão e cujo surpreendente post dá a entender que aterrou por engano nesta caixa.

    Não se enerve, portanto. Você ultimamente até tem sido o meu favorito nas discussão de problemas que considero importantes. Prossiga você nessa cadência encantadora e irei jurar que um dia nos tornaremos amigos, se é que já não somos. Não irá alterar a História em muito, mas sempre ajuda.

  8. Rui Fernandes,

    Tens razão em toda a linha. E até mais. Porque não sou eu quem faz o paralelo Kosovo-Euskádi, é a importante dupla Zapatero-Sócrates – e ainda simplifico muito.

    É exactamente por haver esse paralelo (que, sendo subjectivo, como bem mostras, eles tornam objectivo), é por isso que não houve ainda reconhecimento do Kosovo.

    *

    Heróis,

    Ok, enervei-me. Está feito.

    Agora, resta-me acelerar o momento em que nos tornemos amigos. Se é que já não somos.

    Quanto ao agora claramente visado, conhecendo-o nós, há-de responder.

  9. caçadora,

    Como terá já percebido, esse texto a que se refere não era suposto ter entrado nesta pesquisa de gravatas, já que pertence à categoria das bravatas, o que é diferente. E só entra deixando cair o ‘azul’ desse link cuja intenção se resumia a dividir convosco aquela gracinha gravateira, nada mais no momento.

    De qualquer forma creio que não lhe terá feito mal por aí além ler a prosa em causa, (extensa, eu sei), escrita no contexto de uma reflexão conjunta com o valupi e por esta altura desactualizada já que o saudoso Campos se foi no entretanto (desgosto que quase me matou, devo dizer-lhe).

    Passemos aos mimos. Comunista não sou, mas anjinho de procissão é o meu retrato fiel, acredite, pelo que o seu tiro acertou em cheio no urso. E mais: na rajada que se seguiu há uma ou outra bala que eu subscrevo, fiquemos pelo exemplo da indústria farmacêutica, que já diz o bastante.

    Tem outra coisita, ainda. Registei, quero que saiba, o seu conselho para o meu navegar. Vou dar pano à bujarrona e fazer-me ao mar, mas à bolina. Ciarei menos, em atenção a si e ao que me pede. Mas vou continuar a chiar, o que espero não a incomode.

    Cumprimentos, então. Fogo à peça e boa sorte com os ursos. Veio ao sítio certo.

  10. heróis da minha infância, vejo-me mais uma vez a concordar contigo. na profilaxia.

    em inglaterra os tratamentos dentários são gratuitos, como sabes. lembro-me que de 6 em 6 meses lá me ligavam do consultório, a dizer que estava na hora da supervisão. com isto nunca mais precisei de tratamentos de choque e, agora, porque o meu dentista é meu amigo e não me cobra a consulta, mantenho essa obrigação de não lhe dar muito trabalho. o mesmo se fazia nas consultas com o GP, que fazia o seu exame recorrendo apenas aos meios humanos, se possível. parece que a arte da auscultação teve que ser re-ensinada nos EUA, com o advento dos exames complementares de diagnóstico…

    refiro este exemplo porque o serviço nacional de saúde, se cultivasse esta assistência de prevenção, convidaria o utente para consultas regulares e onde não o fizessem esperar um dia inteiro pelo senhor doutor que chegou ao meio-dia para a consulta das 9, que por sua vez só foi marcada para as 9 porque o utente esteve à espera à porta do centro de saúde desde as 7, para ser o primeiro. poupar-se-ia em medicamentos, em tratamentos, em exames e em intervenções cirúrgicas, se todos fossemos ensinados a tratar do corpo.

    agora os fertilizantes é mais complicado, porque não nos dão a capacidade de os analisar quimicamente e a olho nu na prateleira do supermercado. mesmo os produtos “bio” só tenho a certeza de o serem quando os vejo a passar em 3 dias da frescura à putrefacção; e mesmo assim… além disso custam mais do dobro, o que complica o orçamento familiar.

  11. Rui,
    Cumprimentos, também pelo seu texto/resposta ao fmv onde há muita pista para reflexão e algumas considerações (sobre a questão kosovar) que mereciam melhor arrumação redactorial, pelo conhecimento que aparentam ter na retaguarda. «Comparar o Kosovo com o país basco é ver geoestratégia onde só há miséria humana.» é uma dura realidade e uma grande frase. Talvez aquela que melhor resume tudo o que teve oportunidade de dizer, mais tudo aquilo que gostaria de ter dito. Não?

  12. Heróis da sua infância
    Talvez haja uma certa divergência entre nós a respeito da ideia de o que é um herói. É que eu defino os meus heróis pelas vidas que salvam e não pelas vidas que matam.
    Se é verdade que eu não caibo neste blogão, tenho pena. E não por mim, mas por quem gosta de que, de vez em quando, qualquer “ão” se transforme num modesto “inho”. Porque há “inhos” que têm valor da aumentativo. Só não o sabe quem nunca chamou “amorzinho” a alguém. No entanto, dizer “heroizinho”, por exemplo, é pior do que Deus me livre. Espero que Ele o tenha livrado de ser um heroizinho.

  13. RVN,

    Não quiz causar melindre, meu caro. Achei a sua prosa estupenda lá no tal escrito que você dedicou à Saúde. Mas sinceramente, é como lhe digo. Não há solução, porque a solução é o problema, no comprimento, na largura e altura. Com o tempo, como lhe disse, vocè irá convencer-se disso também.. Abraço.

    Daniel,

    Você trocou-me as voltas novamente, seu malandro.Enrolou-me de tal forma na sua gramática de zinhos que continuo a não ver nada. Gostaria de ser como você. Isto é, tornar-me um mestre na arte da pauladinha (pauladazinha?) com propósito a despropósito. Abraço.

    Susana,

    Histórias como a que me conta, de pobreza de serviços de saúde, são universais, ouvimo-las praticamente por todo o mundo chamado desenvolvido, da nossa querida Europa à Nova Zelândia. Ou temos qualidade dessa, que tantos ainda admiram e agradecem, ou temos privado para os bem-ganhantes, ou de luxo para milionários, ou então não temos nada, como nas repúblicas africanas e no deserto de Gobi.. Não é defeito dos sistemas, que provavelmente funcionariam. se não houvesse tanta gente a queixar-se com pontadas graves.

    A profilaxia, pois, é a mesma em todo o lado, com os conselhos do costume com um ar de autoridade sabichona: não coma gorduras, encha o bandulho de fruta e vegetais, isto é, de fertilizantes, não toque no sal porque é venenoso, venha à vacina e traga também os meninos, e vá de férias cada vez que o seu salário mensal para mandar cantar um cego lhe permita. Instale-se num hotel com opções vegetarianas no restaurante.

    Também, sem ofensa para o seu amigo dentista, a odontologia é uma desgraça tão grande ou maior que a medicina do resto do corpo. Os armários desses fulanos estão cheios de esqueletos inquietos há dezenas e dezenas de anos. Falar dessa gente, só com modos de Euroliberal. Como nunca conseguiram convencer-nos a comer pasta dentífrica a saber a mentol, arranjaram os saca-molas do Grande Directório Dental um processo ainda mais inteligente: sancionar a adição de “fluor protector” nas pastas e o uso da escova duas vezes ao dia para que o mercúrio de dentes chumbados escorregue melhor. Há numerosos estudos que põem essa desgraça a nu, mas é malhar em ferro frio.

    E não, sorry, na Inglaterra esse tratamento só é gratuito para crianças e para maiores de 60, salvo erro – extracções com boticão e alçaprema. Rebocaduras e pinturas só nos dentes que aparecem em sorrisos. Aos de trás chamam cosmética para gente vaidosa, não essencial.

    Quanto à incapacidade em saber-se o que é que se está a ingerir em termos de mineralização nas comidas, tenho como verdade que acontecerá o mesmo em todos os países da União Europeia. Estas coisas não se deixam ao sabor dos caprichos de governantes regionais, julgo eu, se não estragar-se-ia a organização da festa a partir do topo. De modo que no caso que conheço melhor, o da Inglaterra, os dois minerais que nunca aparecem indicados nos rótulos de produtos alimentares são o potássio e o magnésio. Altamente estranho. Gordamente suspeito. Nem no pão, nem no leite, nem em massas ou arroz. A única excepão são as águas minerais. Nos cereais (tipo corn flakes. Etc. ) mencionam adição de vitaminas, ferro, etc, que ninguém lhes encomendou essa obra benemérita a três tostões sintéticos por quilo, mas nem uma palavra sobre magnésio ou potássio. Nos produtos frescos, isso então nem se fala. Nem outra coisa seria de esperar. Não sabes de política nem de história, porque terias tu de saber de minerais em guisados e caldos verdes.? Coisas paralelas Come e cala-te.

    Fiquei surpreso aqui há semanas ao ler o rótulo dum pacote de Bulgar (espécie de couscous) quando deparei com a descrição da quantidade de potássio contida no produto. Uma leitura mais atenta desvendou o mistério: Produce of Turkey. Se os gajos entrarem para a Com-unidade vão ter que apagar isso do pacote. Aposto.

  14. heróis, não foi essa a minha experiência como utente do sns em inglaterra. mas pode dar-se o caso de ter tido sorte: esperava pouco pela consulta, era avisada da necessidade de marcação de 6 em 6 meses, por telefone. quanto aos cuidados dentários, na altura eram gratuitos. claro que os chumbos não poderiam ser com massa branca, aí pagava-se um extra. mas isso pode ter mudado, já foi há um bom tempo…

  15. Quem quer que seja que se esconda sob esse nome de “Heróis da minha infância” já conquistou um lugar ao lado dos que o foram da minha própria. A sua resposta merece-o.
    Um abraço.
    Daniel
    P.S. – Ouviste, RVN?

  16. Susana,

    Pois poderia muito bem ter sido como indicas, já não me lembro. Como sabes, nestas como noutras coisas, tudo muda e nada se transforma. A Inglaterra progrediu muito no campo da “dentistry” ao serviço dos concidadãos. Tanto, tanto, aliás, que há desgraçados que não conseguem encontrar um dentista na região onde vivem que os aceite nas suas listas de pacientes do NHS. É assunto quase diário de tablóides com falta de conversa. Se quizeres pagar, no problemo. E se eles cobram bem, nosso senhor! Alguns trabalhitos dão para comprar um Ford Focus em segunda mão ou um fim de semana na Disneylandia de Paris para uma família de cinco.

    A minha última experiência com um dentista da “caixa” há dois anos: arrancou-me um dente (isto é, 82 por cento dum dente) de tal maneira que tive de ser redirigido para cirurgia a um hospital para reparo da desgraça, favor que aliás não aceitei porque já tinha três radiografias aos queixos que não era brincadeira. Os 18 por cento ainda por cá residem e espero que a mandíbula se acostume à nova situação. Ao contrário do que muita gente pensa, o homem neolítico vivia até aos 90 anos, sem ajudas de dentistas.

    E como eu teria evitado tantos problemas bucais se tivesse lido em devido tempo a história dum rapaz americano, agora já entrado, contando que toda a sua família de pais manos e manas sempre lavaram os dentes com bicarbonato de soda e nunca nenhum deles teve caries ou necessidade de arrancar dentes. Agora é tarde, dos meus já se foi um número bem bom. Mas ainda consigo mastigar sem problemas, sorrir e ter sessões nocturnas de bricomania que dão com a minha insone companheira em doida.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *